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quarta-feira, 15 de junho de 2016

A matemática é clara: urinar no banho pode salvar o mundo

Mulher pensando no chuveiro
Não é apenas a modelo Gisele Bündchen que recomenda, a matemática também: fazer xixi enquanto você toma banho pode salvar o planeta.

Como isso é possível? O site IFL Science partiu da lógica de que toda vez que uma pessoa faz xixi, ela dá uma descarga.

Essa informação foi somada a outros dois dados. O primeiro é uma pesquisa feita pela ONG Home Water Works, que mostrou que a quantidade de água utilizada por uma descarga média em uma privada é de seis litros.

O segundo é um estudo feito pela Cleveland Clinic, nos EUA, que revelou que um adulto urina cerca de sete vezes a cada 24 horas.

Ao multiplicar a média de litros usada por uma descarga pela quantidade de vezes que um adulto urina por dia, o IFL descobriu que uma pessoa gasta 42 litros de água diariamente somente com a descarga.

Esse número foi multiplicado por 365 (quantidade de dias que completa um ano) para que chegasse ao final da conta: um absurdo de 15.330 litros de água usados em descarga por cada pessoa.

Como apenas 48,6% da população brasileira (ou seja, cerca de 100 milhões de habitantes) tem acesso à coleta de esgoto, a quantidade de água jogada fora por ano no Brasil para limpar a urina depositada no vaso sanitário é de mais ou menos 1,5 trilhão de litros.

Agora, se cada pessoa urinar uma vez no banho, restarão apenas outras seis vezes para a privada. A economia de água por cada indivíduo ao longo de um ano será de 2.190 litros.

Se estendermos esse valor para a parcela dos cidadãos brasileiros que tem coleta de esgoto em suas casas, nós salvaríamos cerca de 219 bilhões de litros de água a cada ano. Um número considerável.

Fonte: Exame

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Cantareira tem 40 dias de altas mas chuva segue preocupando

Guarda chuva diferente
queixas.com.br
Considerado o principal sistema hídrico de São Paulo, o Cantareira registrou mais uma alta aumento no volume armazenado de água e completou 40 dias só com aumentos, segundo relatório da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), divulgado nesta segunda-feira, 11.

O nível de todos os outros mananciais também subiu, exceto o do Rio Claro.

Responsável por abastecer 5,2 milhões de pessoas na capital e na Grande São Paulo, o Cantareira subiu 0,2 ponto porcentual.

Os reservatórios do sistema operam com 32,6% da capacidade, ante 32,4% no dia anterior, de acordo com o índice tradicionalmente divulgado pela Sabesp, que considera o volume morto como se fosse volume útil do manancial.

Com a nova alta, o Cantareira completou 40 dias registrando aumentos consecutivos. A última vez que o manancial ficou estável foi em 2 de dezembro, com 19,6%.

No período, o sistema subiu 13 pontos porcentuais. Já a última queda foi em 22 de outubro, quando os reservatórios caíram de 15,7% para 15,6%.

Embora tenha registrado aumento em todos os dias de 2016, as chuvas sobre a região estão aquém do esperado. A pluviometria do dia foi de 6,6 milímetros, o que elevou o valor acumulado de chuva para 51,1 mm até o momento.

O índice representa apenas 54,6% do volume esperado no período, caso a média histórica de 8,5 mm por dia em janeiro estivesse se repetindo.

Outros fatores, como a diminuição da retirada de água do sistema pela Sabesp, o racionamento e a redução do consumo, ajudam a explicar a recuperação gradual do Cantareira, que saiu do volume morto no final de 2015.

A situação do sistema, no entanto, ainda é considerada crítica.

Segundo o índice que calcula a reserva profunda como volume negativo, o manancial está com apenas 3,3% da capacidade. Já o terceiro índice está em 25,2%.

Outros mananciais

Atual responsável por atender o maior número de clientes da Sabesp (5,8 milhões), o Guarapiranga subiu pelo segundo dia. Os reservatórios estão com 85,8%, ante 84,3% no dia anterior. O aumento foi de 1,4 ponto porcentual.

O Alto Tietê subiu 0,7 ponto porcentual, passando de 25,7% para 26,4%, já considerando um volume morto acrescentado ao cálculo no final de 2014.

O Alto Cotia e o Rio Grande subiram 1,3 e 1,5 ponto, respectivamente, e operam com 93,5% e 96,5%. Já o Rio Claro foi o único a ficar estável, com 76,1%.

Fonte: Exame