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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Alemanha convoca embaixador norte-coreano após teste nuclear

O governo alemão convocou nesta sexta-feira o embaixador da Coreia do Norte em Berlim após o novo teste nuclear realizado pelas autoridades de Pyongyang, uma "provocação" que viola as resoluções das Nações Unidas.

Em entrevista coletiva, o porta-voz da Chancelaria, Steffen Seibert, condenou "com toda contundência" um teste com o qual a Coreia do Norte procura de maneira "irresponsável" avançar na desestabilização do nordeste asiático.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) advertiu que o anúncio de Pyongyang representa uma "clara violação" das resoluções do Conselho de Segurança da ONU e um ato "preocupante e lamentável".

Rússia e Estados Unidos reagiram também ao novo teste nuclear da Coreia do Norte reivindicando a este país respeito das resoluções de Conselho de Segurança da ONU que no passado condenaram ações similares.

A Coreia do Norte explicou que o teste nuclear realizado consistiu na detonação de uma ogiva nuclear que pode se acoplar a seus mísseis, o que de ser certo suporia um importante avanço nas capacidades militares do país.

O teste, que aconteceu na base de Punggye-ri ao nordeste do país, teve uma potência de 10 quilotons, segundo cálculos das Forças Armadas da vizinha Coreia do Sul, e causou um terremoto de magnitude 5 na escala Richter.

Fonte: EFE

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Coreia do Norte lança "Netflix" próprio com redes públicas

Campanha foi determinada pelo Ministério das Comunicações às concessionárias de canais de televisão
A Coreia do Norte lançou seu próprio serviço de televisão sob demanda, que permite que as poucas pessoas que dispõem de conexão à internet assistam, quando quiserem, a quatro redes de televisão públicas norte-coreanas.

Com o nome de "Manbang", este sistema funciona seguindo o modelo do Netflix, com um menu que inclui emissões por tipo e rede.

Os telespectadores podem acessar a programação do dia - a televisão norte-coreana é transmitida entre as 15h00 e as 23h00 - e selecionar os programas que desejarem para vê-los quando quiserem.

Uma emissão para apresentar o novo serviço, divulgada na semana passada na Televisão Central Coreana (KCTV), afirmava que ele estava disponível para qualquer pessoa conectada à intranet norte-coreana.

Não se sabe o número de beneficiados, mas a KCTV afirmou que centenas já assinaram o "Manbang" em Sinuiji (noroeste), uma das três cidades onde a televisão sob demanda está disponível.

Criada em 2000, a intranet norte-coreana só permite o acesso a sites aprovados pelo governo. Serve, principalmente, como plataforma de comunicação para os ministérios, as universidades e as empresas.

Além dos hotéis que abrigam estrangeiros, o acesso à internet na Coreia do Norte está reservado para uma elite que não conta com mais de 1.000 pessoas.

Em sua emissão, a KCTV entrevista uma dona de casa feliz por ter podido melhorar uma receita depois de ter assistido várias vezes ao mesmo programa culinário.

Fonte: AFP

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Coreia do Norte ameaça atacar base norte-americana com armas nucleares

As recentes ameaças da Coreia do Norte de efetuar ataques nucleares contra bases militares dos Estados Unidos no território da Coreia do Sul representam chantagem, informou hoje (20) o porta-voz do Ministério da Unificação da Coreia do Sul, Jeong Joon-Hee.

O Comitê Estatal de Defesa da Coreia do Norte disse que o país vai efetuar ataques nucleares contra as bases militares norte-americanas na Coreia do Sul. "A falsa iniciativa de paz da Coreia do Norte falhou, os habitantes do norte tentam mudar nossa atitude com ameaças", disse Jeong, citado pela agência sul-coreana Yonhap.
Ele acrescentou que o governo da Coréia do Sul classifica as iniciativas de paz por parte do norte como propaganda aberta.

No mês passado, a Coréia do Norte exortou a Coréia do Sul a aceitar a sua oferta para manter conversações militares e apelou visando tomar medidas construtivas conjuntas para efetuar as iniciativas especiais destinadas a garantir a unidade nacional, citando a necessidade de diminuição das tensões no território da Península Coreana. A Coreia do Sul rejeitou a proposta exigindo passos concretos para a desnuclearização.

A situação na península da Coreia piorou após a realização, em 6 de janeiro deste ano, do quarto teste de um míssil nuclear por parte da Coreia do Norte e lançamento, em 7 de fevereiro, de um satélite através de um foguete portador, que pode ser usado para a realização de um ataque nuclear em um raio de 12 mil quilômetros.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Líder norte-coreano quer que seu país seja uma potência nuclear


O líder norte-coreano, Kim Jong-un, manifestou o desejo de reforçar o status de potência nuclear, com a formação de especialistas militares na Universidade de Defesa Nacional, informa o jornal oficial do país, Rodong Sinmun.

De acordo com o Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte, Kim Jong-un declarou, ao visitar o centro de ensino, que o dever da Universidade de Defesa Nacional é fortalecer ainda mais o estatuto do país como "potência oriental nuclear" e o "país com a força militar mais poderosa".

A Coreia do Norte se proclamou potência nuclear em 2005 e já fez três testes nucleares, em 2006, 2009 e 2013, que lhe valeram sanções internacionais.

A tensão na península coreana voltou a aumentar depois que o governo fez o quarto ensaio nuclear em janeiro deste ano. O ensaio foi feito um mês após o lançamento de um foguete com satélite, que poderia ter sido um teste de um míssil com alcance de 12 mil quilômetros.

Em março, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas aprovou as sanções mais duras das últimas duas décadas contra o país asiático, que proíbem o transporte de combustível para aviões e mísseis e vetam a entrega de todo tipo de arma.

O governo norte-coreano desistiu em 2009 de continuar as negociações que mantinha com os Estados Unidos, a Rússia, China, o Japão e a Coreia do Sul para a desnuclearização da península coreana.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Coreia do Sul desenvolve robôs para o caso de guerra com o Norte


A Coreia do Sul está desenvolvendo robôs para o caso de ocorrer uma guerra contra o seu vizinho do Norte, afirmou o funcionário Kim Doo-seung.

Segundo a agência Reuters, relatório que está sendo feito por Kim Doo-seung diz que o país "agora está desenvolvendo robôs destinados a transportar equipamento militar pesado em terreno montanhoso e salvar soldados feridos".

O projeto faz parte do Programa de Defesa Criativa que o Ministério da Defesa da Coreia do Sul está desenvolvendo com novíssimas tecnologias. A robotécnica tem papel central na iniciativa do governo sul-coreano.

Segundo Kim Doo-seung, o uso de robôs permitirá aos militares enfrentar a ameaça da Coreia do Norte que, na sua opinião, está menos desenvolvida no que se refere a altas tecnologias.

O relatório, que será divulgado nesta semana, informa também que os militares sul-coreanos já testaram robôs pequenos para detectar e desativar engenhos explosivos e fazer ações de reconhecimento.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Coreia do Norte realiza lançamento fracassado de míssil balístico

O líder norte-coreano Kim Jong-un. EFE/Rodong Sinmun
A Coreia do Norte realizou nesta terça-feira o lançamento de um míssil balístico de médio alcance, mas o teste acabou falhando, informou o Ministério da Defesa da Coreia do Sul.

"A Coreia do Norte tentou lançar um míssil não identificado da região próxima a Wonsan (no sudeste do país) por volta de 5h20 (horário local, 17h20 de segunda-feira), mas tudo indica que não teve êxito", confirmou à Agência Efe um porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano.

O Exército sul-coreano está estudando os detalhes do lançamento do artefato que, segundo o porta-voz, poderia tratar-se de um míssil Musudan de médio alcance, razão pela qual as Forças Armadas da Coreia do Sul se encontram em estado de alerta.

A fonte afirmou que o míssil explodiu na plataforma de lançamento móvel, antes mesmo de chegar a decolar. A explosão pode ter provocado feridos entre os responsáveis pela operação.

"Neste momento, estamos analisando o lançamento e, ao mesmo tempo, estamos reforçando nossas posições de defesa", explicou um porta-voz de Ministério da Defesa sul-coreano.

As Forças Armadas da Coreia do Sul alertaram também sobre a possibilidade de "provocações adicionais" por parte do país vizinho, já que o líder Kim Jong-un ordenou em março a realização de testes de mísseis de forma contínua, disse um porta-voz do Estado-Maior Conjunto em Seul.

Caso seja um Musudan, esta seria a quarta vez que a Coreia do Norte fracassa na hora de disparar um desses mísseis, já que realizou três lançamentos frustrados em abril, que foram detectados pelas Forças Armadas da Coreia do Sul.

Seul condenou a ação de hoje ao considerar que Pyongyang "ignorou as repetidas advertências da comunidade internacional que afirmam que esse tipo de provocação não pode ser tolerada". "Revisaremos junto aos nossos aliados as medidas de resposta que serão tomadas", disse um porta-voz do Ministério da Defesa do país em entrevista.

Os governos de Japão e Coreia do Sul já tinham advertido ontem sobre a possibilidade do lançamento iminente de um míssil Musudan, um novo projétil cuja categoria de alcance de até 4 mil quilômetros lhe permitiria atingir a base americana de Guam, no Pacífico.

O governo sul-coreano estima que o regime de Kim Jong-un possua por volta de 50 unidades desse míssil.

A Coreia do Norte realizou vários lançamentos ao mar, em março e abril, de projéteis de curto alcance, e um de um míssil de médio alcance, em um momento de tensão na península coreana pelas sanções contra o regime totalitário e por causa das manobras militares de Seul e Washington em território sul-coreano.

O país liderado por Kim Jong-un realizou em janeiro seu quarto teste nuclear e um novo teste de mísseis de longo alcance no mês seguinte, o que levou à imposição de novas e mais duras sanções comerciais por parte do Conselho de Segurança da ONU.

Fonte: EFE

quarta-feira, 1 de junho de 2016

EUA anunciam novas sanções para isolar Coreia do Norte

Líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, olha peça de foguete, dia 15/03/2016
Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira novas sanções contra a Coreia do Norte, que apontam ao reforço das restrições que já pesam sobre seu acesso ao sistema financeiro internacional, devido à "ameaça" que o regime comunista representa.

Uma vez implementadas, as medidas tomadas pelo Tesouro dos Estados Unidos pretendem designar o regime de Pyongyang como responsável de operações de lavagem de dinheiro e limitar ao máximo as possibilidades de realizar transações com empresas financeiras estrangeiras.

"A medida tomada hoje é uma etapa suplementar, que aponta para o corte de vínculos bancários com a Coreia do Norte, e esperamos que todos os governos e autoridades financeiras façam o mesmo", disse Adam Szubin, sub-secretário do Tesouro encarregado da luta antiterrorista, citado em comunicado.

A Coreia do Norte está submetida a sanções internacionais que foram reforçadas no início de março devido a vários disparos de mísseis e a um quarto teste nuclear em janeiro.

As novas medidas buscam determinar como Pyongyang utiliza as instituições financeiras para "estimular a proliferação e o desenvolvimento de armas de destruição em massa de mísseis balísticos", afirma comunicado.

"É fundamental tomar todas as medidas necessárias para impedir que o regime (norte-coreano) engane as instituições financeiras do mundo", acrescentou Szubin.

O anúncio dessas novas sanções acontece um dia depois que Coreia do Norte fez um disparo de míssil balístico, em violação das resoluções da ONU, segundo o informe do ministério sul-coreano de Defesa.

Fonte: AFP

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

ONU quer investigar Kim Jong-un por crimes contra humanidade

Líder norte-coreano Kim Jong Un
Um especialista de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) na Coreia do Norte pediu à entidade que notifique oficialmente o líder norte-coreano, Kim Jong-un, que ele pode ser investigado por crimes contra a humanidade.

Um relatório histórico de 2014 sobre a questão dos direitos humanos no isolado país comunista, coescrito por Marzuki Darusman, concluiu que os dirigentes de segurança da Coreia do Norte, e possivelmente o próprio Kim, deveriam enfrentar a justiça por supervisionarem um sistema de atrocidades de feições nazistas.

Pyongyang vem refutando reiteradamente as alegações e rejeitando qualquer responsabilidade por violações de direitos humanos.

Em um relatório ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, Darusman recomendou que o organismo prepare um comunicado oficial, enviado diretamente a Kim e assinado por Darusman ou pelo alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad al-Hussein.

"(O comunicado deveria) alertá-lo e a outros líderes veteranos de que podem ser investigados e, se considerados responsáveis, responsabilizados por crimes contra a humanidade cometidos sob sua liderança", escreveu Darusman.

Seu relatório, datado de 19 de janeiro, mas publicado nesta segunda-feira, também declarou que três especialistas devem ser indicados para descobrirem a melhor via legal para responsabilizar a Coreia do Norte e encontrar maneiras "criativas e práticas" para determinar a verdade e garantir justiça para as vítimas.

Darusman enfatizou a importância de recorrer ao Tribunal Penal Internacional (TPI), mas disse que este é "capaz de lidar somente com a liderança máxima".

Fonte: Exame

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Coreias têm reunião de alto nível para estreitar laços

Reunião entre ministros da Coreia do Norte e da Coreia do Sul, dia 11/12/2015
Representantes de alto nível da Coreia do Sul e Coreia do Norte realizam nesta sexta-feira uma longa reunião na cidade norte-coreana de Kaesong para buscar modos de melhorar as relações bilaterais e recuperar projetos em comum.

Os delegados das duas Coreias se reuniram durante mais de sete horas em uma primeira rodada, que começou às 10h30 (hora sul-coreana, 23h30 de quinta-feira em Brasília), e após um intervalo retornaram à mesa de negociações às 18h15, informou a agência "Yonhap" em Seul.

A reunião deve acabar só de madrugada, nenhum detalhe do conteúdo foi revelado até agora.

O vice-ministro de Unificação da Coreia do Sul, Hwang Boo-gi, e o vice-diretor do Comitê para a Reunificação Pacífica da Coreia do Norte, Jon Jong-su, lideram as delegações.

A segunda reunião bilateral de alto nível deste ano é parte do acordo assinado em 25 de agosto, no primeiro diálogo entre autoridades de primeiro escalão de Seul e de Pyongyang para pôr fim a um perigoso episódio de tensão militar que despertou temores de guerra na península da Coreia.

Os representantes dos dois países estabeleceram como objetivo dar continuidade ao diálogo para melhorar substancialmente as sempre conflituosas relações bilaterais e abrir uma etapa de paz duradoura e estável.

Embora nenhuma das duas partes tenha revelado detalhes sobre a agenda do encontro de hoje, a expectativa é que Seul ponha sobre a mesa a proposta de realizar novas reuniões de parentes separados pela Guerra da Coreia (1950-53), como a que aconteceu em outubro, que permitiu que quase 200 famílias voltassem a se ver após seis décadas sem contato.

Os representantes da Coreia do Norte, por sua vez, poderiam buscar modos de recuperar o projeto turístico do monte Kumgang, que permitia a sul-coreanos viajarem para um hotel no país vizinho, o que foi suspenso em 2008 após um soldado norte-coreano matar a tiros uma turista do Sul.

As relações entre as duas Coreias, que permanecem tecnicamente em guerra há seis décadas, foram marcadas nos últimos anos por contínuos ciclos de conflito e distensão.

O acordo de agosto criou esperanças de acabar com esta situação e abrir uma etapa estável de entendimento, embora na sociedade sul-coreana exista certo ceticismo sobre a possibilidade de que isto seja alcançado.

Fonte:Exame/Abril