Mostrando postagens com marcador união europeia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador união europeia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

União Europeia fecha acordo com a Líbia para combater tráfico de pessoas

Representantes do Serviço Europeu para Ação Externa firmaram, em Roma, acordo de colaboração com o governo de unidade nacional da Líbia para treinar agentes da Guarda Costeira e da Líbia a fim de combater o tráfico de pessoas. As informações são da Agência Ansa.

A Líbia é um dos principais pontos de partida dos imigrantes que fogem das guerras e dos conflitos no Oriente Médio e do Norte da África para a Europa, especialmente para a Itália.

Segundo o almirante Enrico Credendino, comandante da Operação Eunavfor Med, esse é um "novo passo da cooperação" entre a União Europeia e as instituições líbias. É também um desdobramento da Operação "Sophia", que combate, localiza e identifica os traficantes de pessoas que fazem a perigosa travessia pelo Mar Mediterrâneo.

Em reunião realizada no último dia 20 de junho, o Conselho Europeu estipulou duas novas metas para a Eunavfor Med: capacitar e treinar a Guarda Costeira e a Marinha e ajudar na implementação do embargo das Nações Unidas ao tráfico de armas na região.

Segundo dados da União Europeia, desde o início da missão, 84 suspeitos de tráfico foram processados pelas autoridades italianas e 255 barcos clandestinos foram destruídos, evitando assim novas travessias com imigrantes. Além disso, 21.958 vidas foram salvas em alto-mar.

A rota marítima entre a Líbia e a Itália é considerada a "mais mortal do mundo" e é a mais utilizada pelos imigrantes ilegais para chegar à Itália. Conforme dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM), mais de 104 mil deslocados chegaram ao território italiano pela rota só neste ano e mais 2.725 morreram ou desapareceram tentando a travessia.

Fonte: Agência Ansa

sexta-feira, 1 de julho de 2016

União Europeia estende sanções à Rússia até janeiro de 2017

A União Europeia ampliou as sanções contra a Rússia até o dia 31 de janeiro de 2017, diz um comunicado emitido hoje (1º).

"No dia 1º de julho de 2016 o Conselho da União Europeia prolongou as sanções econômicas contra certos setores da economia russa até 31 de janeiro de 2017", comunica o Conselho da UE.

Segundo o comunicado, a decisão foi tomada por unanimidade.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Londres rejeita convocar outro referendo sobre UE

O governo britânico disse hoje (27) que não pretende convocar outro referendo sobre a saída do país da União Europeia (UE). A hipótese de uma nova consulta popular ganhou força nos últimos dias, quando mais de 2 milhões de pessoas assinaram uma petição online solicitando outro referendo. O site petition.parliament.uk chegou a travar com a quantidade de pedidos.

A iniciativa partiu de um cidadão identificado como William Oliver Healy, que pede para os deputados britânicos a "implementação de uma norma pela qual, se o voto para sair ou ficar na UE for inferior a 60%, com uma participação de 75%, deveria ser convocado outro referendo".

Na consulta da última quinta-feira (23), 51,9% dos eleitores votaram para que o Reino Unido saísse da UE, contra 48,1%. A eleição contou com 72% da participação.

O Partido Conservador também disse hoje que o novo líder da legenda será apresentado até 2 de setembro, em substituição ao posto de David Cameron, que renunciou devido à derrota nas urnas pelo Brexit (sigla que significa Britain e exit - saída em inglês).

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 24 de junho de 2016

O que a Brexit significa para o Brasil

Brasileiros em Londres
A saída do Reino Unido da União Europeia deve ter um impacto econômico significativo sobre o país e o bloco, mas suas repercussões vão muito além.

Ninguém deve passar incólume pelo "risco político mais significativo para o mundo desde a crise dos mísseis em Cuba", de acordo com Ian Bremmer, presidente da Eurasia.

Mas o que acontece com o Brasil? No curto prazo, volatilidade: nessa sexta-feira, o dólar disparava mais de 2,5% e voltava acima dos 3,40 reais.

"A Brexit faz os mercados financeiros se afastarem do risco. E ao fazer isso, vão focar em sair e se rebalancear dos mercados maiores e mais líquidos. Isso significa primeiro e inicialmente o México, que tem um mercado líquido e de 24 horas, mas também significa Brasil", diz Barry Eichengreen, professor de Economia e Ciência Política na Universidade de California em Berkeley.

Um dólar mais alto pressiona a inflação e adia a consequente queda dos juros, mas colabora para o ajuste das contas externas e na recuperação econômica através das exportações.

Mas analistas apontam que apesar das turbulências de curto prazo, o mercado cambial brasileiro vai continuar sendo dominado por questões domésticas e políticas como impeachment, teto de gastos e reforma da previdência.

Em nível mundial, a dúvida é sobre as consequências mais amplas da decisão. Outros países vão tentar sair da União Europeia? Ou as regras podem mudar para desencorajar esse tipo de reação? Como os bancos centrais vão reagir?

Uma grande dúvida é se a Brexit pode ser o sinal mais visível de uma reação mais generalizada contra a globalização em nível mundial.

O discurso de Donald Trump, candidato republicano nos Estados Unidos, ecoa vários aspectos da campanha pela Brexit, algo que ele próprio destacou hoje.

"Existe uma reação contra o comércio e a globalização mas eu acho que é muito mais focada no movimento de pessoas do que de bens. O efeito no Brasil é incerto: se há sinais de que o mundo está se distanciando do comércio livre, é ruim para todos, mas é cedo demais para dizer se é esse o caso", diz Russ Roberts, pesquisador em Stanford e anfitrião do podcast EconTalk.

No Brasil, os sinais são de que uma nova abordagem de comércio exterior será tentada após anos de fechamento e aposta em um multilateralismo que parou de dar frutos.

A economia brasileira é a mais fechada do G-20, segundo estudo recente da Câmara de Comércio Mundial. As exportações são apenas cerca de 12% do nosso PIB, contra 24% na Índia e 32% na Espanha.

Nosso último tratado de livre-comércio foi com Israel, em 2010. Não estamos há tanto tempo sem um novo desde o início do Mercosul em 1992 e uma das perspectivas mais sólidas é justamente de um acordo com a União Europeia.

"O impacto para nós no longo prazo pode ser positivo se seguirmos a trajetória de reformas que se começou agora. Em um mundo cada vez mais fechado e nacionalista ganhará quem conseguir seguir o caminho inverso e o Brasil é candidato a isso. Por isso, talvez o maior impacto do Brexit é reforçar a decisão de seguir com as reformas na economia", diz Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados.

Fonte: Exame

Futuro de negociações entre Mercosul e União Europeia preocupa deputados

A decisão dos britânicos pela separação da Grã-Bretanha da União Europeia (UE) preocupa deputados brasileiros, que temem pelo futuro das negociações do Mercosul com o bloco político e econômico europeu, que hoje congrega 28 países.

Dezesseis anos após o início das conversas em torno de um acordo de comércio global que deveria prever a redução de impostos alfandegários, o fim de barreiras e melhoria de regras relacionadas a compras governamentais, eles afirmam que não houve avanços.

Parlamentares envolvidos nesse debate, como o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), membro da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, considerou o resultado do referendo de ontem (23) uma surpresa que revela a desagregação e a crise vividas pela União Europeia e atribuiu o estopim ao peso da Alemanha no bloco.

Segundo Zarattini, a tendência de um efeito cascata, levando outros países ao mesmo caminho, deixa o Brasil em alerta. “Há anos estamos buscando o acordo [entre blocos]. Provavelmente, teremos mais um adiamento dessas discussões, com reflexo nas relações comerciais com o Brasil.”

Conforme números oficiais, em 2015, as exportações brasileiras para a UE somaram US$ 33,9 bilhões, 19,3% a menos que no ano anterior (US$ 42 bilhões). A participação da União Europeia nas exportações brasileiras caiu de 18,7%, em 2014, para 17,8%, em 2015. No ano passado, o Brasil importou da UE um total de US$ 36,6 bilhões, com queda de 21,6% sobre o valor registrado em 2014 (US$46,7 bilhões). A participação da UE nas importações brasileiras elevou-se de 20,4% para 21,4%.

“A situação para o Brasil e para o acordo com o Mercosul fica mais difícil agora”, concluiu Zarattini. A primeira troca de ofertas entre os blocos, ocorrida em 2004, não teve sucesso e paralisou a negociação por seis anos. As negociações foram retomadas em 2010, com a realização de nove rodadas de conversas e, em maio deste ano, os dois blocos reuniram-se em Bruxelas para uma oferta inicial que não agradou a nenhum dos lados. Outro encontro estava previsto para o fim deste mês.

Rosso: tendência mundial

O presidente da Comissão de Relações Exteriores, Pedro Vilela (PSDB-AL), adotou uma postura mais cautelosa e disse que só pretende se manifestar depois de ouvir autoridades europeias, brasileiras e britânicas para as quais pediu informações.

Assessores de Vilela afirmaram que o parlamentar deve divulgar nota, nas próximas horas, com um prognóstico do cenário e previsões de impacto para o país.

O líder do PSD na Câmara, Rogério Rosso (DF), foi mais além em sua avaliação e considerou o passo do Reino Unido uma tendência mundial.

“As nações são soberanas, e pode estar se iniciando um processo de desfiguração dos blocos que, de certa forma, retiram a identidade de cada país”, afirmou Rosso.

Fonte: Agência Brasil

Obama aposta na continuidade da parceria com União Europeia e Reino Unido

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje (24) que tanto os países da União Europeia quanto o Reino Unido continuarão a ser “parceiros indispensáveis” dos americanos, apesar da decisão tomada ontem (23) pelos britânicos, em referendo, em favor da saída do bloco europeu.

"O povo do Reino Unido expressou seu desejo e nós respeitamos a sua decisão", disse Obama, em comunicado distribuido à imprensa. Obama está participando hoje (24) da Cúpula Global de Empreendedorismo, na Califórnia.

"O Reino Unido e a União Europeia continuarão a ser parceiros indispensáveis dos Estados Unidos, mesmo quando eles começam a negociar a sua relação permanente", disse.

Durante visita a Londres, em abril, Obama declarou que era, pessoalmente, contra a saída do Reino Unido em relação à União Europeia, em um raro momento em que o presidente dos Estados Unidos ultrapassou o ritual diplomático, entrando em assuntos internos de outro país.

Hillary Clinton

Ao falar sobre a possível influência da decisão do povo britânico sobre a economia dos Estados Unidos, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton – que busca o apoio da convenção nacional do Partido Democrata para ser candidata nas eleições de novembro, a presidente dos Estados Unidos – disse que a primeira tarefa dos americanos é combater a incerteza econômica.

Segundo ela, o combate à incerteza econômica é necessário para evitar que “famílias que trabalham nos Estados Unidos” sejam afetadas indiretamente pela saída do Reino Unido do bloco europeu.

Em uma crítica ao empresário Donald Trump, que em viagem à Escócia defendeu o afastamento do Reino Unido em relação à União Europeia, Hillary Clinton disse que o atual momento exige “calma e experiência”.

Trump, que aguarda igualmente a aprovação de seu nome pela convenção dos republicanos para concorrer à presidência dos Estados Unidos, elogiou a saída do Reino Unido da União Europeia. Depois de dizer que a medida constitui uma "grande vitória”, Trump afirmou que o resultado do referendo foi decorrente do repúdio da população britânica à pressão imigratória.

Fonte: Agência Brasil

Líderes da França, Itália e Alemanha lamentam saída do Reino Unido da UE


O premier italiano, Matteo Renzi, disse nesta sexta-feira (24) que a Itália continua comprometida com a União Europeia (UE), após os britânicos decidirem, em referendo, pela saída do bloco. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel e o presidente da França, François Hollande lamentaram o resultado do referendo Brexit – união das palavras Britain (Grã-Bretanha) e exit (saída, em inglês).

O líder italiano destacou, no entanto, que mudanças são necessárias. "A Europa é nossa casa, o lar de nossos filhos e netos. Mais do que nunca estou convencido de que precisamos de renovações", lembrou em coletiva de imprensa.

Renzi disse ainda que respeita a decisão britânica e que agora é a hora de a União Europeia seguir em frente: "os britânicos fizeram sua escolha e é a hora de virarmos a página".

O italiano não acredita que o Brexit vai causar instabilidade no continente. "Estou aqui para dizer que a Itália vai fazer sua parte. O governo e as instituições financeiras estão em condições de garantir estabilidade e segurança", disse Renzi.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, por sua vez, lamentou o resultado do referendo, mas disse acreditar que o bloco é forte o suficiente para lidar com a situação.

Em coletiva de imprensa, Merkel declarou que a Alemanha tem um "interesse especial" e uma responsabilidade com o sucesso da UE e que as autoridades europeias precisam tentar uma relação próxima de Londres no futuro.

A chanceler também lembrou que o Reino Unido continua membro da UE com "todos seus direitos e obrigações" até que as negociações sejam concluídas.

Ela destacou que as autoridades europeias não devem tomar conclusões "rápidas e simples" sobre o Brexit, pois poderiam criar mais divisões.

Merkel revelou que um encontro com o presidente da França, François Hollande, e o premier da Itália foi agendado para a próxima segunda-feira, dia 27, em Berlim para debater a questão.

François Hollande lamentou "profundamente" a decisão pela saída do Reino Unido e disse que o bloco deverá fazer mudanças para continuar avançando. "A votação britânica é um duro teste para a Europa", concluiu.

Em breve pronunciamento televisionado, Hollande disse que este é o momento para reforçar importantes políticas, como de segurança e defesa, proteção das fronteiras e criação de empregos.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Brexit: entenda o que está em jogo no referendo sobre saída do Reino Unido da UE

População do Reino Unido decide amanhã (23) sobre permanência na União Europeia
O termo Brexit é a união das palavras Britain (Grã-Bretanha) e Exit (saída, em inglês). O que está em discussão atualmente no Reino Unido é a permanência ou não como membro da União Europeia (UE). As nações do Reino Unido são a Inglaterra, a Irlanda do Norte, a Escócia e o País de Gales.

A saída ou não da UE é um assunto que já faz parte das discussões na política britânica há algum tempo e divide a população. Em maio de 2015, o governo anunciou o referendo e, em fevereiro deste ano, David Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido, marcou a data de 23 de junho para a escolha. O resultado deve ser divulgado nas primeiras horas de sexta-feira (24).

O Reino Unido faz parte da Comunidade Europeia desde 1973, mas sempre manteve algumas posições, como a de não aderir ao euro – mantendo como moeda nacional a libra –, e de não aderir ao Acordo Schengen, tratado de livre circulação de pessoas em territórios europeus.

A favor da saída

Entre os que defendem a saída do Reino Unido da União Europeia, um dos principais argumentos é econômico. Eles afirmam que, com o Brexit, o Reino Unido ficaria livre para estabelecer relações comerciais com outros países, por exemplo, a China. Os favoráveis ao Brexit afirmam que a taxação sobre as exportações para países de fora da UE é extremamente alta.

Outro ponto é que o Reino Unido não teria que enviar dinheiro a Bruxelas – o equivalente a 440 milhões de euros semanais –, para contribuir com o Orçamento europeu. O dinheiro poderia ser usado em pesquisa científica e novas indústrias, dizem os defensores do Brexit.

Além disso, os defensores da saída alegam que o Reino Unido poderá, caso saia da UE, alterar as políticas de migração e criar seu próprio regulamento para a entrada de refugiados. Esse último ponto é muito polêmico e tem muito peso na votação, em um momento de grave crise migratória e em que os países europeus não conseguem chegar a um acordo sobre como deve ser a política para os refugiados.

Contra a saída

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, confirmou que a posição oficial do governo britânico será defender a continuidade do país numa Europa reformulada.

Os argumentos dos que desejam permanecer na União Europeia são de que o Reino Unido, enquanto membro do bloco, está livre de pagar tarifas de exportação, o que reduz a burocracia e permite com que 45% das exportações britânicas sejam para dentro da UE. Outro ponto é que a participação na UE propicia a livre circulação de trabalhadores, de dinheiro e de produtos.

Para os que querem ficar na UE, deixar o bloco não significa que a imigração cairá, pois países de fora têm maiores índices de imigrantes, incluindo pessoas vindas da própria UE.

Alguns analistas afirmam que o assassinato da deputada Jo Cox, na semana passada, pode ter um grande peso nessa decisão sobre o Brexit. Cox foi morta a tiros e facadas por um homem com problemas mentais e supostas ligações a grupos neonazistas. Ela defendia os direitos dos migrantes e refugiados e a permanência do Reino Unido na União Europeia. Algumas pesquisas já afirmam que, após a morte dela, o número de pessoas que votarão pela permanência da União Europeia já ultrapassou os que optaram pela saída.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 6 de junho de 2016

UE pede autorização da ONU para controlar embargo de armas à Líbia

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini. EFE/Mauricio Duenas Castañeda
A União Europeia (UE) pediu nesta segunda-feira ao Conselho de Segurança da ONU que autorize sua missão naval no Mar Mediterrâneo a assumir o controle do embargo de armas sobre a Líbia.

"Só posso confiar que este Conselho faça mais uma vez o correto e nos ajude a fazer do Mediterrâneo um lugar mais seguro para todos", disse a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, em comparecimento ao principal órgão de decisão das Nações Unidas.

Em maio, os ministros das Relações Exteriores da UE firmaram um plano para que a operação naval EUNavfor Med "Sofia" vigie o cumprimento do embargo de armas e para que, além disso, comece a formar a guarda costeira líbia para que controle melhor os fluxos migratórios.

Enquanto a formação da guarda costeira será feita a pedido das autoridades líbias, a UE necessita a aprovação de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU para poder se ocupar do embargo de armas.

O Conselho já deu sinal verde às operações atualmente desenvolvidas pela missão "Sofia", voltadas a interromper o modelo de negócio das máfias que traficam com imigrantes no Mediterrâneo central.

Para isso foi necessário superar certas reservas da Rússia, que nesta segunda-feira já deixou perceptível que também tem dúvidas sobre esta ampliação de funções.

Logo após o discurso de Mogherini, o embaixador russo perante a ONU, Vitaly Churkin, questionou os sucessos conseguidos até agora pela operação naval europeia e pela gestão que os 28 Estados-membros fizeram da crise dos migrantes.

A alta representante da UE ressaltou que, desde que começou, a missão "Sofia" salvou "milhares de vidas" e levou muitos traficantes à justiça.

Mogherini falou perante o Conselho de Segurança em sessão dedicada à cooperação entre a organização europeia e Nações Unidas. Em outra sessão já prevista para esta segunda-feira, o Conselho abordará a situação na Líbia com o enviado das Nações Unidas para o país, Martin Kobler.

Segundo fontes diplomáticas, os membros do Conselho também começarão a analisar uma minuta de resolução apresentada pelo Reino Unido para dar sinal verde à solicitação da União Europeia.

Fonte: EFE

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

UE alerta Grécia sobre "negligência" em fronteiras

Refugiados entram na Macedônia a partir da fronteira com a Grécia
Queixas.com.br
O órgão executivo da União Europeia alertou nesta quarta-feira que a Grécia pode ser sujeita a mais controles nas fronteiras com outros países na área de Schengen de livre circulação se não resolver as "sérias deficiências" na administração das divisas externas.

Nações da UE vêm criticando cada vez mais a maneira como o governo da Grécia está lidando com a pior crise migratória na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com mais de um milhão de imigrantes chegando ao continente no ano passado, a maioria pela Grécia.

"Se a ação necessária não está sendo tomada e as deficiências persistirem, existe a possibilidade de... se permitir aos Estados-membros que fechem temporariamente suas fronteiras", disse o vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, a jornalistas.

Ele falava depois de o Executivo do bloco ter aceitado um relatório segundo o qual o governo grego "negligenciou seriamente" suas obrigações com seus colegas da área Schengen.

O emprego desta expressão pode abrir caminho para governos da UE exercitarem a opção de reinstalar os controles de suas fronteiras nacionais por até dois anos assim que as medidas de curto prazo atualmente em vigor expirarem em maio.

Vários países-membros do bloco adotaram controles de emergência em suas divisas e alertaram que podem de fato suspender Atenas da zona de livre circulação.

A maioria dos imigrantes irregulares que chegam à UE partiu da Turquia e atravessou o território grego rumo à Alemanha mais ao norte.

Fonte: Exame