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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Falta de diversidade volta a dominar debate sobre o Oscar

Estatueta do Oscar
"Diversidade" volta a ser a palavra do momento em Hollywood. A cerimônia do Oscar se aproxima em meio a uma polêmica já frequente na indústria do cinema: a tendência de que os artistas indicados sejam todos brancos ameaça turvar o ambiente.

Nenhum ator ou atriz de minoria foi indicado pelo segundo ano consecutivo, o que provocou protestos contra a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, entidade que organiza o Oscar.

Darnell Hunt, líder do Centro para Estudos Afro-Americanos Ralph J. Bunche da Universidade da Califórnia em Los Angeles, descreve a polêmica - tema de uma campanha nas redes sociais com a hashtag #OscarsSoWhite (Oscar tão branco) - como "o mesmo de sempre".

"Hollywood é uma indústria muito isolada. Está dominada por homens brancos. Sempre foi assim. Tendem a ficar perto das pessoas com as quais sentem-se cômodos", disse à AFP Hunt, que é um dos autores de um relatório anual sobre a diversidade em Hollywood.

"Tendem a parecer a si mesmos: outros homens brancos, com a maioria dos quais já trabalharam antes. E esta prática é traduzida na estrutura da indústria que observamos durante gerações".

O estudo de Hunt de 2015 apontou que as minorias étnicas, que constituem quase 54% da população americana, está sub-representada em todas as frentes, desde os papéis de protagonistas até os postos de diretores, roteiristas e até mesmo entre os participantes de reality shows na TV.

O problema é quase igual entre as mulheres, destaca o informe, que examinou os 200 filmes mais importantes lançados em 2012 e 2013, assim como todos os programas da TV a cabo e televisão aberta exibidos na temporada 2012-2013.

Entre os diretores dos estúdios de cinema, 94% são brancos e 100% homens. Os executivos com os principais cargos são 92% brancos e 83% homens. O padrão se repete na televisão.

Responsabilidade pessoal

Hunt afirma que Hollywood pode, inclusive, estar perdendo oportunidades de negócios, porque um filme com elenco relativamente diversificado arrecadaria mais na bilheteria e o investimento teria um retorno maior.

A direção da Academia, que tenta superar as acusações de racismo institucional, anunciou que até 2020 vai dobrar o número de mulheres e indivíduos pertencentes a minorias entre os membros votantes. Atualmente, tais grupos estão representados em 24% e 7%, respectivamente.

Todos os olhos da cerimônia do próximo domingo, 28 de fevereiro, estarão voltados para o comediante e ator Chris Rock, negro, que será o apresentador do Oscar, apesar dos muitos pedidos para que boicotasse a premiação.

Analistas acreditam que o artista de 51 anos não evitará a polêmica e deve utilizá-la durante a cerimônia. Rock reescreveu seu roteiro depois que a atriz Jada Pinkett Smith anunciou que não compareceria ao evento.

"No Oscar, as pessoas de cor sempre são bem-vindas no momento de entregar prêmios, ou inclusive para entreter", afirmou Pinkett Smith, de 44 anos.

"Mas quase nunca nos reconhecem por nossas conquistas artísticas. As pessoas de cor deveriam deixar de participar nestes eventos?".

Agora que a temporada de prêmios está no auge, muitas pessoas importantes em Hollywood comentam o tema.

"Penso que isto se reduz a uma questão de responsabilidade, responsabilidade pessoal", disse o diretor do filme "Spotlight", Tom McCarthy, à imprensa durante o almoço em homenagem aos indicados em Los Angeles.

"Isto apresenta a grande pergunta: O que podemos fazer? Todos temos que fazer a nossa parte. Cada escritor, diretor, ator, produtor e espectador".

Apartheid institucional

O veterano Sylvester Stallone, indicado na categoria ator coadjuvante, revelou no mesmo evento que pensou em boicotar o Oscar ao ficar sabendo que nenhum artista negro do filme "Creed" havia sido indicado ao Oscar.

O diretor de "Mad Max", George Miller, recebeu com agrado o debate, mas afirmou que na realidade já era história antiga.

A Coalizão de Meios Multiétnicos, um grupo de pressão que desde o ano 2000 se reúne anualmente com os quatro principais canais de televisão dos Estados Unidos, anunciou em um comunicado que iniciou conversas com os grandes estúdios de Hollywood sobre o tema diversidade.

"Nós superamos fronteiras na televisão e voltaremos a fazer no cinema", disse Alex Nogales, da National Hispanic Media Coalition, uma coalizão de organizações latinas que integra o grupo.

Fonte: Exame

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Bebês da virada nascerão com planos de previdência privada

Bebê em maternidade na Alemanha
A cada 100 brasileiros, apenas quatro planejam o futuro financeiro, segundo a Icatu Seguros.

Para tentar incentivar o investimento desde cedo a seguradora está com uma campanha para a virada do ano: os bebês que nascerem no Brasil, de parto normal, entre 0h e 2h do dia 1º de janeiro de 2016 vão receber, gratuitamente, um plano de previdência com R$ 2016,00 investidos.

Vale ressaltar que não há sorteios nem a necessidade de cadastro prévio. Para participar, a família tem de entrar em contato com a Icatu Seguros e apresentar a documentação pedida.

Este é o segundo ano da campanha. Neste ano, a ação traz a novidade de dar o prêmio em dobro caso o pai ou a mãe já forem um cliente da Icatu.

A ideia, porém, não é limitar a campanha à premiação e sim continuar a incentivar a aplicação visando o longo prazo. Para isso, a empresa faz uma simulação de quanto a famílias terá quando a criança completar 18 anos.

Caso aplique R$ 50 por mês no plano de previdência o futuro jovem terá R$ 24.802,22, dinheiro suficiente para comprar um carro ou fazer uma grande viagem. Se investir R$ 100 por mês, a soma sobe para R$ 43.850,29, valor que poderia ser usado para abrir um negócio próprio.

Na simulação de maior valor, de R$ 150 por mês, o resultado é uma aplicação de R$ 62.898,26, o que daria para pagar uma faculdade.

No cálculo foi considerada uma rentabilidade de 6% ao ano e a quantia final é bruta (ainda não foi descontado o Imposto de Renda, pois este dependerá do tipo de plano de previdência).

Fonte:Exame/Abril

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

As 10 empresas mais reclamadas na Black Friday até o meio-dia

Black Friday
Até o meio-dia, o ReclameAQUI registrou 2.265 queixas de consumidores durante esta edição da Black Friday.

O monitoramento começou a ser feito às 10h de quinta-feira (26), quando diversas empresas participantes do evento já haviam lançado suas ofertas.

Nesse intervalo de tempo, a KaBuM! figurava como a companhia mais reclamada, com 455 problemas citados. Em seguida, apareciam a Americanas.com, com 198, e a Submarino, com 152.

Segundo Felipe Paniago, diretor de marketing do ReclameAQUI, as queixas têm crescido em ritmo mais lento neste ano do que nas edições anteriores da promoção coletiva.

"O Brasil vive um cenário econômico ruim. Mesmo assim, quem optou por comprar na Black Friday, está mais cauteloso e conseguiu fugir de problemas", disse em nota.

Na tabela, veja as 10 varejistas mais reclamadas até o meio-dia:
Empresa Nº de reclamações Reputação no ReclameAQUI
1 KaBuM! 455 Bom
2 Americanas.com 198 RA 1000*
3 Submarino 152 RA 1000
4 Netshoes 89 RA 1000
5 Magazine Luiza 70 Ótimo
6 Extra.com.br 66 Regular
7 Ponto Frio 65 Regular
8 Walmart.com 63 Regular
9 Casas Bahia 57 Regular
10 Banco Cetelem 44 Ótimo

* O selo RA 1000 é a reputação máxima em atendimento concedida pelo Reclame AQUI. Para recebê-la, a empresa precisa ter índices de resposta e solução iguais ou superiores a 90% e média de avaliações igual ou superior a 7, entre outros quesitos.

Problemas

A maioria das reclamações feitas no site, por enquanto, são referentes a propagandas enganosas (37%). Os problemas na finalização da compra aparecem em segundo lugar, com 7,4% das queixas.

Na sequência, vêm as insatisfações genéricas sobre as promoções (6,6%), divergência de valores (6,5%) e produtos indisponíveis (6,4%).

Produtos

Os produtos comprados que apresentaram mais problemas até o meio-dia eram os celulares e smartphones (com 10,5% do total de queixas); os componentes, peças e acessórios (7,4%); e os de assistência técnica (3,7%).

Em seu portal, o ReclameAQUI está atualizando em tempo real a lista das empresas mais questionadas pelos consumidores. Ela ficará disponível durante toda a Black Friday.

Também até o meio dia, o Procon-SP registrou 458 reclamações de consumidores sobre a sexta-feira dos descontos. O órgão não divulga prévias sobre as empresas mais reclamadas.

Fonte:Exame/Abril