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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Protesto é encerrado nas imediações da casa de Temer em São Paulo

O protesto feito na noite de hoje (8) na capital paulista pedindo a saída do presidente da República, Michel Temer, terminou em Alto de Pinheiros, na zona oeste, bairro de classe média-alta, nas proximidades da residência presidencial em São Paulo. A praça, onde fica a casa, estava cercada por grades e protegida por policiais.

Os manifestantes, que partiram em passeata mais cedo do Largo da Batata, na zona oeste, seguiram pela Avenida Faria Lima, depois pela Avenida Pedroso de Moraes e Avenida Professor Fonseca Rodrigues.

“A casa grande está tremendo porque a senzala veio fazer uma visita aqui, mas enquanto Temer não sair, não vamos sair das ruas”, disse o coordenador da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim.

Diante das grades, que impediu o protesto de chegar até a casa de Temer, os manifestantes entoaram palavras de ordem como “Fora Temer”, “Diretas Já”, “a favela chegou”, e “que palhaçada, bate panela, mas quem lava é a empregada”.

A manifestação, que foi acompanhada pela polícia, mas sem a presença ostensiva da Tropa de Choque, transcorreu pacificamente, e, até as 23 h, não havia registro de nenhuma ocorrência grave. Segundo os organizadores, cerca de 15 mil pessoas participaram. A polícia não divulgou uma estimativa.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Polícia dispersa nova manifestação contra Temer no centro de São Paulo

Bombas e gás de pimenta lançados pela Polícia Militar dispersaram novamente hoje (1º) manifestação na capital paulista que pedia a saída do presidente da República, Michel Temer, e protestava contra a perda de direitos sociais. Desde o início da semana, em São Paulo, ao menos três manifestações contra o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff e a posse de Michel Temer como presidente terminaram com ação da polícia.

A passeata partiu por volta das 18h40 do Museu de Arte de São Paulo (Masp) cercada por forte policiamento. Diferentemente do previsto, a manifestação se dirigiu a praça do Ciclista, em vez do Largo da Batata. Logo em seguida, os manifestantes decidiram ir até o diretório estadual do PMDB em São Paulo, na região do Ibirapuera. No entanto, a polícia impediu que a passeata seguisse para lá, e autorizou somente que a manifestação se dirigisse a praça da República, no centro.

Por vezes, os ativistas gritaram “Deborah presente”, nome da estudante da Universidade Federal do ABC, Deborah Fabri, que perdeu a visão do olho esquerdo no protesto de ontem, após ser atingida por estilhaços ou por uma bala de borracha.
No trajeto para o centro da cidade, os ativistas também entoaram o bordão dos anos 1980, “Diretas Já”, e palavras de ordem como “nenhum direito a menos”, e “fora, Temer”. No final do percurso, os manifestantes desviaram da praça da República, e se dirigiram para a região do vale do Anhangabaú.

Na esquina da avenida Nove de Julho com a rua João Adolfo, rojões foram disparados e, logo em seguida, a polícia começou a repressão da manifestação com bombas e gás de pimenta. Houve dispersão dos manifestantes. Na esquina da rua Álvaro de Carvalho com a rua Martins Fontes, dois manifestantes mascarados quebraram as vidraças de uma concessionária de motos.

Segundo o Grupo de Apoio ao Protesto Popular (Gapp), uma mulher asmática teve de ser atendida após passar mal em razão do gás lançado pela polícia na região da avenida Nove de Julho.

Fonte: Agência Brasil