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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Rússia espera que Putin e Obama falem sobre Síria no G20

O presidente russo, Vladimir Putin (E), e o presidente americano, Barack Obama
Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Barack Obama, não programaram uma reunião bilateral na cúpula do G20 que começa neste fim de semana na China, mas é provável que aproveitem a reunião para, pelo menos, falarem sobre a Síria, disse nesta quarta-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

"Não está prevista uma reunião, mas acreditamos que é muito provável que Putin e Obama tenham a oportunidade de conversar durante a cúpula. De uma forma ou de outra, está claro que ambos vão trocar opiniões sobre o assunto sírio", disse Peskov em entrevista coletiva.

Apesar de todas as diferenças que os dois líderes mantêm sobre o presente e o futuro da Síria, Rússia e Estados Unidos vêm cooperando como nunca neste assunto nas últimas semanas, tanto para coordenar suas operações no terreno, como para assentar o caminho para a paz no país árabe.

Os dois países negociam no mais alto nível um cessar-fogo durável na Síria, mas não foram capazes até agora de coincidir em quais milícias armadas sírias pertencem à oposição moderada e quais fazem parte de organizações terroristas.

O governo americano reconheceu que os jihadistas da Frente al Nusra lutam ao lado da oposição moderada em Aleppo e prometeu separar seus aliados dos terroristas, mas também acusou o regime sírio de Bashar al Assad, que é um aliado da Rússia, de bombardear a população civil e exigiu o fim desses ataques.

A Rússia, por sua vez, defende que a operação militar em Aleppo, a segunda cidade mais importante do país, tem objetivos humanitários e denuncia que parte da oposição armada apoiada pelos EUA se nega a respeitar o cessar-fogo e prefere lutar lado a lado com os terroristas.

Fonte: EFE

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Jovem diz que foi sedado pelo Estado Islâmico antes de tentar ataque no Iraque

Um jovem de 15 anos, preso no último domingo, dia 21, no Iraque antes que pudesse realizar um atentado suicida na cidade de Kirkuk, disse ter sido "sequestrado, sedado e forçado" pelos jihadistas do Estado Islâmico a cometer o ataque.

As informações são da Agência Ansa. Vestido com a camisa de seu ídolo no futebol, o argentino Lionel Messi, o rapaz, que não teve a identidade divulgada, estava com um cinto de explosivos por baixo da camiseta e chorava muito quando foi parado por soldados. Uma hora antes, seu irmão havia falecido em uma ação semelhante em uma mesquita que deixou ao menos duas pessoas feridas, informou a polícia local.

Ainda de acordo com as autoridades iraquianas, os dois irmãos foram "treinados" e forçados pelo próprio pai a se juntar ao grupo. Os jovens são originários de Mossul, reduto do Estado Islâmico no norte do Iraque.

Fonte: Agência Lusa

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Obama defende diálogo entre policiais e comunidade negra dos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje (10) que quer promover o diálogo e a compreensão entre agentes de segurança e as pessoas que protestam contra violência policial contra negros. “Quero que todas as partes possam ouvir umas às outras”, disse, em entrevista coletiva na Espanha.

Ao lado do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, em Madrid, o presidente norte-americano disse que quer dedicar “as próximas semanas” e o tempo restante de seu governo para a causa.

“Acho que a maioria das pessoas que fazem parte deste movimento Black Lives Matter [Vidas negras importam] deseja que o relacionamento entre a polícia e a comunidade melhore. Temos um departamento de Dallas que está fazendo as reformas exigidas pelo movimento, por isso foram alvo do ataque. Devido à sua abertura, sua relação com a comunidade, conseguiu reduzir tudo o que está relacionado à violência”, disse o presidente norte-americano.

“Espero que todos neste movimento e outras organizações de direitos civis mantenham um tom respeitoso, porque é uma questão de prática, porque é assim que eles vão ganhar a mudança”, acrescentou.

Obama viajará na próxima terça-feira (12) a Dallas para discursar em honra dos cinco policiais mortos na semana passada durante um protesto contra a violência policial e o racismo, segundo o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.

Respeito

O presidente dos Estados Unidos, disse também que espera que “as organizações policiais também respeitem as frustrações que os membros dessas comunidades sentem, e não desprezem os protestos e reivindicações”. Segundo ele, é importante que a polícia reconheça a existência de fatos que embasam as preocupações dos manifestantes.

“Estamos falando de coisas muito valiosas. Este reconhecimento vai ajudar que seja mais segura a sua tarefa, é interesse da polícia que haja confiança sobre ela e que se elimine qualquer ressentimento.”

Em sua fala em Madri, Obama lembrou as muitas lutas que os Estados Unidos travaram pelos direitos civis, que em muitos momentos foram “controversas e difíceis” e disse que, em um movimento como Black Lives Matter sempre haverá pessoas que mostram “falta de inteligência, imprudência e simplifiquem as coisas”, mas “não se pode culpar os bons ativistas”, porque qualquer pessoa preocupada com o viés racista no sistema penal, que mantenha um tom sincero e sério, vai mobilizar a sociedade norte-americana para que haja reformas”.

Sabádo (9), mais um dia de protestos contra a ação violenta de policiais em relação aos negros registrou confrontos, prisões, tumultos e pessoas feridas nos Estados Unidos.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Drone militar elimina mais de uma dezena de militantes do Estado Islâmico

Pelo menos 12 militantes do grupo Estado Islâmico foram eliminados durante ataque de um drone militar na província afegã de Nangarhar, no Leste do Afeganistão, informou a agência noticiosa Tolo citando as autoridades locais.

Segundo um representante do governador da província, o ataque foi feito no distrito de Kot, onde os militantes lançam continuamente ataques contra as forças de segurança do país. O drone pertence a um contingente militar estrangeiro. O ataque não provocou vítimas entre os civis.

A situação no Afeganistão se deteriorou muito nos últimos meses. Os radicais do movimento Talibã. que conquistaram vastos territórios nas zonas rurais, lançaram uma ofensiva contra as grandes cidades. Além disso, a influência do Estado Islâmico cresceu no país.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Itamaraty lamenta morte do Nobel da Paz, Elie Wiesel

O Ministério das Relações Exteriores lamentou hoje (3) o falecimento do humanista e ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1986, Elie Wiesel. “Sobrevivente do Holocausto, Elie Wiesel, em artigos jornalísticos, livros e pronunciamentos públicos, procurou assegurar-se de que o mundo nunca esqueça aquele infame genocídio. Para que nunca mais se repita semelhante tragédia”, diz a nota do Itamaraty.

Wiesel morreu na noite de ontem (2), nos Estados Unidos, aos 87 anos. “Ao transmitir suas condolências à família de Elie Wiesel, o Brasil reitera seu compromisso de honrar as vítimas do Holocausto e de trabalhar sempre para a promoção dos Direitos Humanos, da diversidade, da dignidade humana e da paz”, diz a nota do governo brasileiro.

Nascido na cidade de Sighet, na Romênia, em 30 de setembro de 1928, Wiesel é autor de 57 livros e ativista dos direitos humanos, conhecido mundialmente pela sua promoção da educação e da memória do Holocausto. Seu livro de memórias, Noite, baseado sobre a sua experiência de sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz, é considerado um dos relatos mais importantes sobre a tragédia do Holocausto.

Quando recebeu o Nobel da Paz, em 1986, por seu empenho na luta contra o racismo e a violência, o escritor foi definido como um "mensageiro da paz" e seu trabalho tido como uma potente mensagem "de paz, de expiação e de dignidade humana".

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, Wiesel trabalhou como colaborador de diversos jornais israelenses direto da França. Por mais de dez anos ficou sem escrever sobre sua experiência com os nazistas, o que mudou após um encontro com o escritor fancês François Mauriac.

Em 1955, o romeno mudou-se para os Estados Unidos, onde obteve a dupla cidadania.

O Holocausto é o nome dado ao período de perseguição de judeus pelo regime nazista de Adolf Hitler e o extermínio em massa de 6 milhões deles durante a Segunda Guerra Mundial.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Obama aposta na continuidade da parceria com União Europeia e Reino Unido

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje (24) que tanto os países da União Europeia quanto o Reino Unido continuarão a ser “parceiros indispensáveis” dos americanos, apesar da decisão tomada ontem (23) pelos britânicos, em referendo, em favor da saída do bloco europeu.

"O povo do Reino Unido expressou seu desejo e nós respeitamos a sua decisão", disse Obama, em comunicado distribuido à imprensa. Obama está participando hoje (24) da Cúpula Global de Empreendedorismo, na Califórnia.

"O Reino Unido e a União Europeia continuarão a ser parceiros indispensáveis dos Estados Unidos, mesmo quando eles começam a negociar a sua relação permanente", disse.

Durante visita a Londres, em abril, Obama declarou que era, pessoalmente, contra a saída do Reino Unido em relação à União Europeia, em um raro momento em que o presidente dos Estados Unidos ultrapassou o ritual diplomático, entrando em assuntos internos de outro país.

Hillary Clinton

Ao falar sobre a possível influência da decisão do povo britânico sobre a economia dos Estados Unidos, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton – que busca o apoio da convenção nacional do Partido Democrata para ser candidata nas eleições de novembro, a presidente dos Estados Unidos – disse que a primeira tarefa dos americanos é combater a incerteza econômica.

Segundo ela, o combate à incerteza econômica é necessário para evitar que “famílias que trabalham nos Estados Unidos” sejam afetadas indiretamente pela saída do Reino Unido do bloco europeu.

Em uma crítica ao empresário Donald Trump, que em viagem à Escócia defendeu o afastamento do Reino Unido em relação à União Europeia, Hillary Clinton disse que o atual momento exige “calma e experiência”.

Trump, que aguarda igualmente a aprovação de seu nome pela convenção dos republicanos para concorrer à presidência dos Estados Unidos, elogiou a saída do Reino Unido da União Europeia. Depois de dizer que a medida constitui uma "grande vitória”, Trump afirmou que o resultado do referendo foi decorrente do repúdio da população britânica à pressão imigratória.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Três pessoas morrem em novo tiroteio nos Estados Unidos

Dez dias após o massacre na boate gay Pulse, em Orlando, no estado da Flórida, um novo tiroteio matou ao menos três pessoas hoje (22) em Thurston, no estado norte-americano de Washington.

De acordo com a polícia local, as vítimas são dois homens e uma mulher. Uma quarta pessoas sobreviveu ao ataque. Ferida, ela conseguiu telefonar para os serviços de emergência.

O tiroteio ocorreu perto de duas escolas, mas ainda não se conhecem detalhes do caso. O mais novo episódio de violência vem em um momento em que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tenta convencer o Congresso a reformar as leis de vendas de armas de fogo.

A Segunda Emenda à Constituição norte-americana garante o direito ao porte de arma.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Coreia do Norte ameaça atacar base norte-americana com armas nucleares

As recentes ameaças da Coreia do Norte de efetuar ataques nucleares contra bases militares dos Estados Unidos no território da Coreia do Sul representam chantagem, informou hoje (20) o porta-voz do Ministério da Unificação da Coreia do Sul, Jeong Joon-Hee.

O Comitê Estatal de Defesa da Coreia do Norte disse que o país vai efetuar ataques nucleares contra as bases militares norte-americanas na Coreia do Sul. "A falsa iniciativa de paz da Coreia do Norte falhou, os habitantes do norte tentam mudar nossa atitude com ameaças", disse Jeong, citado pela agência sul-coreana Yonhap.
Ele acrescentou que o governo da Coréia do Sul classifica as iniciativas de paz por parte do norte como propaganda aberta.

No mês passado, a Coréia do Norte exortou a Coréia do Sul a aceitar a sua oferta para manter conversações militares e apelou visando tomar medidas construtivas conjuntas para efetuar as iniciativas especiais destinadas a garantir a unidade nacional, citando a necessidade de diminuição das tensões no território da Península Coreana. A Coreia do Sul rejeitou a proposta exigindo passos concretos para a desnuclearização.

A situação na península da Coreia piorou após a realização, em 6 de janeiro deste ano, do quarto teste de um míssil nuclear por parte da Coreia do Norte e lançamento, em 7 de fevereiro, de um satélite através de um foguete portador, que pode ser usado para a realização de um ataque nuclear em um raio de 12 mil quilômetros.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Megaprojeto de rodovia pretende ligar Londres a Nova York

Projeto de Rodovia
Já pensou numa rodovia que pudesse ligar a Europa aos Estados Unidos? Alguém teve essa ideia maluca e publicou o projeto: é a “Trans-Eurasian Belt Development" (TEPR).

Caso a mega rodovia saia do papel, terá 20.147 quilômetros de extensão, ganhando o título de pista mais longa do mundo. Passará pela América do Norte e Ásia, com destino final na Europa.

Depois de adentrar o Alasca é que o projeto fica mais complexo, pois precisariam ser construídos pelo menos 836 quilômetros de estradas para atender o estado, já que na parte mais ocidental do Alasca não há nenhuma via, apenas um território inóspito e muitas montanhas.

Não há detalhes da parte que ligaria o Alasca à Rússia, se seria uma ponte ou um túnel, mas sabe-se que teria 88,5 quilômetros de extensão - distância que levaria uma hora para ser atravessada.

A aventura não termina por aí já que, chegando na Rússia - o maior país do mundo - há mais 9.977 quilômetros de estrada pela frente. Nesse trajeto a Trans-Eurasian Belt Development passaria por diversas cidades da Rússia, incluindo sua capital Moscou.

Próximo do destino final, o percurso continua pela Europa que soma 2.414 quilômetros, atravessando Belarus, Polônia, Alemanha, Holanda, Bélgica, França, chegando à Londres (Inglaterra). Isso dá o total de 20.147 quilômetros, muito combustível, paisagens variadas e exuberantes.

O projeto da mega rodovia Trans-Eurasian Belt Development pode passar por mudanças antes de sair do papel, o que inclui o seu orçamento que custará pelos menos alguns trilhões de dólares.

O frio nas relações entre americanos e russos também atrapalha a complexa ligação entre o território dos dois países. No entanto a Rússia espera que, apesar do alto valor investido, a mega rodovia poderia gerar lucro. E facilitaria muito a experiência de viajar de carro pelo mundo.


Fonte: QuatroRodas

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Cuba libera voos regulares de companhias americanas ao país

American Airlines
Ao todo, seis companhias aéreas americanas receberam autorização para fazer voos regulares a Cuba a partir de setembro, no marco da normalização das relações entre ambos os países, informou nesta sexta-feira o Departamento de Transporte dos Estados Unidos.

As linhas aéreas que se beneficiarão da permissão são American Airlines, Frontier Airlines, JetBlue Airways, Silver Airways, Southwest Airlines e Sun Country Airlines.

Os voos partirão de cinco cidades americanas (Miami, Fort Lauderdale, Chicago, Mineápolis e Filadélfia) rumo a nove destinos em Cuba (Camagüey, Cayo Coco, Cayo Largo, Cienfuegos, Holguín, Manzanillo, Matanzas, Santa Clara e Santiago de Cuba).

"No ano passado, o presidente (dos Estuados Unidos, Barack) Obama anunciou que tinha chegado a hora de 'começar uma nova viagem' com o povo cubano. Hoje, estamos cumprindo sua promessa com o relançamento de um serviço aéreo regular, depois de mais de meio século", afirmou o secretário americano de Transporte, Anthony Foxx, em comunicado.

Segundo o acordo divulgado pelo Departamento de Transporte, cada país pode operar até dez voos de ida e volta diários, e cada um desses nove aeroportos cubanos um total de 90 voos ao dia.

Em longo prazo, ambos os países contemplam também a autorização de até 20 voos diários de ida e volta entre EUA e a cidade de Havana, apesar ter de ser planejada nos próximos meses.

Em fevereiro, os dois governos assinaram em Havana um memorando de entendimento sobre aviação civil que inclui rotas regulares diretas pela primeira vez em mais de 50 anos.

Para facilitar as viagens aéreas, o governo americano determinou uma legislação que permita que os voos rumo a Cuba ou que saiam da ilha estejam sujeitos aos mesmos requisitos legais que os demais voos internacionais.

O início dos voos regulares entre Cuba e Estados Unidos facilita as viagens para os americanos que estão dentro de uma das 12 categorias nas quais se permitem as visitas à ilha, aonde ainda não podem entrar turistas.

Desde o anúncio do restabelecimento de relações entre ambos os países, o presidente Obama flexibilizou as restrições ao comércio de alguns bens e às viagens.

No entanto, ainda segue vigente o embargo e a proibição do turismo à ilha, que só podem ser suspensos com a autorização do Congresso americano.

Fonte: EFE

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Twittter proíbe que EUA usem análise de mensagens

Twitter em tela de celular
O Twitter decidiu impedir as autoridades americanas de utilizar um programa de análise de mensagens publicadas em seu site, que poderia ser empregado na luta contra o terrorismo, informa o Wall Street Journal.

Ao citar fontes próximas ao caso, o WSJ afirma que o Twitter é contrário à possibilidade de que as autoridades recorram ao Dataminr, um programa criado por uma empresa na qual o Twitter tem uma participação de 5%.

O jornal menciona para reforçar a informação, que não foi anunciada pela empresa, depoimentos de altos funcionários dos serviços de inteligência dos Estados Unidos.

A Dataminr é a única empresa que o Twitter autoriza a ter acesso ao conjunto das mensagens publicadas em seu site, que seu programa analisa posteriormente.

O programa é utilizado por meios de comunicação e outros clientes.

Segundo o jornal, o Twitter pediu expressamente que o programa não seja disponibilizado aos serviços de inteligência.

O recurso ao Dataminr teria permitido aos serviços de inteligência identificar o risco de ataques em Paris em novembro, pouco antes dos atentados na capital francesa, afirma o WSJ. Também informou aos clientes sobre os ataques de Bruxelas antes da divulgação pelos meios de comunicação, completa o jornal.

Uma disputa opõe as empresas de alta tecnologia com as autoridades americanas. A Apple se negou recentemente a comunicar ao FBI uma senha que teria permitido à polícia federal dos Estados Unidos acesso ao conteúdo do telefone celular utilizado pelo autor do ataque de San Bernardino (Califórnia) em dezembro.

Fonte: AFP

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Obama alerta que presidência não é um reality show

Donald Trump
O presidente Barack Obama fez um alerta ao polêmico candidato republicano Donald Trump nesta sexta-feira ao afirmar que a presidência dos Estados Unidos não é um "reality show."

Obama também declarou que o histórico de Trump precisa ser analisado.

"Ele tem um longo histórico que precisa ser examinado de perto, e acho que é importante para nós levar a sério as declarações que ele fez no passado", declarou Obama.

"Vivemos um período muito sério e a presidência é um trabalho muito sério. Isso não é entretenimento. Isso não é um 'reality show'", enfatizou.

O presidente se referia ao fato de polêmico magnata foi o apresentador do reality show "O aprendiz".

Trump praticamente conseguiu a indicação republicana depois da desistência de seus últimos dois adversários, Ted Cruz e John Kasich, mas sua vitória está longe de ser aceita nas fileiras partidárias.

Fonte: AFP

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Mais de 94 mil americanos visitaram Cuba somente em 2016

Menino faz gesto de vitória em frente a bandeira de Cuba e dos Estados Unidos, dia 25/03/2016
Mais de 94 mil americanos visitaram Cuba nos quatro primeiros meses do ano, o que representa um aumento de 93% com relação ao mesmo período de 2015, anunciou nesta quarta-feira o ministro de Turismo de Cuba, Manuel Marrero, na Feira Internacional de Turismo de Havana (FITCuba).

Marrero lembrou hoje na abertura do evento que em todo ano de 2015, 161.233 americanos visitaram a ilha, 76% a mais que um ano antes, encorajados pela flexibilização das viagens ao país, embora precisou que trata-se do "único país do mundo" para o qual os cidadãos dos EUA não podem contratar pacotes turísticos.

Também houve aumento no número de cubanos-americanos que viajaram para Cuba. No ano passado foram 390 mil e somente nos quatro primeiros meses de 2016, 116 mil.

O ministro de Turismo admitiu que as últimas medidas do governo dos EUA para aliviar o embargo e flexibilizar as viagens, que permitiram as visitas individuais, junto com o previsível início dos voos regulares, "contribuirá para um aumento maior das viagens de americanos a Cuba".

Marrero também se referiu ao impacto dos novos cruzeiros que estão chegando a Cuba procedentes da Flórida (EUA.), como é o caso da embarcação Adonia, da companhia americana Fanthom, filial de Carnival, que na segunda-feira passada abriu a primeira linha regular de cruzeiro que une os dois países em meio século.

Segundo avançou Marrero, a Carnival, o maior operadora de cruzeiros do mundo, quer ampliar suas rotas entre Cuba e Miami para a temporada 2016-2017, e a Royal Caribbean, sua principal concorrente, já solicitou às autoridades cubanas operar 72 escalas entre Havana e Miami para a próxima temporada, entre dezembro de 2016 e abril de 2017.

Além disso, a empresa MSC, que desembarcou na ilha em dezembro passado com a embarcação Opera -a maior que até o momento fez escala na ilha com capacidade para 2,6 mil passageiros- quer incluir seu navio Harmonia, de magnitude similar, na próxima temporada invernal de cruzeiros.

O ministro explicou que Cuba está trabalhando para dar condições a seu terminal de cruzeiros à chegada destes novos navios, além de ter iniciado já os investimentos para ampliar os terminais do aeroporto de Havana, perante o aumento de voos internacionais que ocorreu no último ano, que se intensificará com o início dos voos regulares com os EUA.

A pressão do "boom" do turismo em Cuba, que no ano passado ultrapassou o umbral dos 3,5 milhões de visitantes, representa uma forte pressão para a débil infraestrutura hoteleira da ilha, que já está trabalhando na restauração e construção de novas vagas hoteleiras.

"A demanda habitacional é agora superior à oferta, mas estão acelerando os investimentos para novos hotéis de muito alto padrão", precisou o ministro.

Na capital cubana estão reconstruindo velhos edifícios do casto histórico da cidade para transformá-los em luxuosos hotéis.

"Também estamos revisando mais de 20 propostas de empresas estrangeiras para a criação de novos hotéis 5 estrelas", antecipou o ministro.

Marrero esteve na inauguração hoje da XXXVI Feira Internacional de Turismo de Havana, edição na qual participam cerca de 200 representantes de empresas americanas e delegações de 53 países, entre as quais destacam-se 17 ministros de Turismo.

Fonte: EFE

segunda-feira, 25 de abril de 2016

EUA doam US$ 10 mi a Chernobyl em aniversário do desastre

Acidente nuclear em Chernobyl completa 30 anos
Os Estados Unidos lembraram nesta segunda-feira o 30º aniversário do pior acidente nuclear da história, a explosão na usina de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, com o anúncio de que concederá outros US$ 10 milhões para ajudar a garantir a segurança e a saúde da população que vive na região.

Amanhã se completam três décadas do desastre na usina nuclear de Chernobyl, localizada a 120 quilômetros de Kiev e que liberou à atmosfera mais de 50 milhões de curies de radiação e contaminou vastas áreas de Ucrânia, Belarus e Rússia.

"Neste 30º aniversário do desastre de Chernobyl, nossos pensamentos continuam com as vítimas, desde os trabalhadores das equipes de emergência que deram suas vidas para prevenir um desastre ainda maior, àqueles que vivem nas áreas afetadas", disse o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, John Kirby.

"Os Estados Unidos marcam este aniversário com o anúncio de mais US$ 10 milhões para ajudar a garantir a segurança das gerações futuras que vivem na região afetada", acrescentou Kirby em comunicado.

Essa quantia se soma aos "mais de US$ 400 milhões que os Estados Unidos já doaram" nos últimos anos "ao esforço internacional para ajudar a Ucrânia a restaurar o lugar do acidente", disse o porta-voz.

O aniversário do desastre coincide com o final da vida útil da precária cobertura que foi construída para o reator número 4 de Chernobyl, onde houve o acidente, a fim de evitar vazamentos de radiação.

Por isso, um consórcio internacional está terminando de construir perto da usina uma nova proteção, uma estrutura gigante em forma de arco de 108 metros de altura, 150 de largura e 256 de comprimento que deve ser colocada sobre a antiga cobertura no final deste ano.

Fonte:Exame

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Policial de NY que matou jovem negro se livra da prisão

Atirador dispara revólver
Um policial de Nova York considerado culpado de matar um jovem negro, em 2014, conseguiu livrar-se da prisão e deverá cumprir um período de testes de cinco anos e realizar trabalhos comunitários, informou a promotoria.

Peter Liang, de 28 anos, declarado culpado de homicídio culposo por um júri popular em 11 de fevereiro, poderia ser sentenciado a até 15 anos de prisão, mas a promotoria havia recomendado deixá-lo livre.

Nesta terça-feira, foi condenado a um período de teste de cinco anos e 800 horas de trabalhos comunitários.

Em 20 de novembro de 2014, o jovem policial matou Akai Gurley, de 27 anos, que não estava armado, em uma escada pouco iluminada de um condomínio público do Brooklyn, onde fazia uma patrulha juntamente com um colega.

Peter Liang, de origem chinesa, havia entrado para a polícia 11 meses antes.

O uniformizado declarou, durante o processo, que não se deu conta que de que havia alguém na escada quando a arma disparou acidentalmente.

As investigações demonstram que a bala ricocheteou na parede antes de atingir Gurley, pai de uma menina pequena.

Os promotores afirmaram que o policial disparou após ouvir um barulho e denunciaram que ele ignorou sua vítima agonizante e não chamou seus superiores, nem pediu socorro imediatamente.

A morte de Akai Gurley se soma a outras mortes de negros desarmados nas mãos de policiais, reavivando as tensões raciais entre os americanos e causando várias manifestações em diferentes cidades do país.

Não é comum nos Estados Unidos que um policial em serviço seja julgado por ter matado alguém.

Fonte: Exame

segunda-feira, 21 de março de 2016

Bolívia pede que EUA devolvam Guantánamo a Cuba

O "campo 6" da prisão americana de Guantánamo
O presidente da Bolívia, Evo Morales, pediu nesta segunda-feira que os Estados Unidos devolvam Guantánamo a Cuba e acabem com o embargo econômico vigente desde 1960, por ocasião da visita de Barack Obama à ilha.

"Esta visita só será frutífera quando os Estados Unidos devolverem Guantánamo (território da ilha onde está instalada uma base americana desde 1903) a Cuba e quando for levantado o embargo", afirmou à imprensa.

Segundo o presidente boliviano, aliado político de Cuba e crítico dos Estados Unidos, "terminar com o bloqueio econômico é terminar com a Guerra Fria. E devolver Guantánamo é terminar com o colonialismo na América Latina e no Caribe".

Morales disse ainda esperar que a visita de Obama a Cuba não faça parte de "um show político sob certos interesses hegemônicos".

"Por que (Obama) também não visita a Venezuela? Na Venezuela continua implementando normas que declaram como se fosse um país perigoso para os Estados Unidos", protestou.

Fonte: Exame

Obama compartilha fotos de sua visita a Cuba no Facebook

Presidente americano Barack Obama fala com cubanos, em Havana, dia 20/03/2016
O presidente dos EUA, Barack Obama, compartilhou nesta segunda-feira em seu perfil do Facebook várias fotos de seu primeiro dia da visita a Cuba, que dedicou fundamentalmente a passear pela parte antiga de Havana e encerrou com um jantar em família.

As fotos divulgadas sobre o domingo da família presidencial em Cuba incluem uma da chegada da comitiva americana ao aeroporto internacional José Martí, na qual é possível ver Obama, sua esposa, Michelle, e suas duas filhas, aos pés do Air Force One.

Outra foto mostra Obama sustentando um guarda-chuva durante a forte tempestade que caiu no domingo na capital cubana enquanto cumprimenta sorridente várias mulheres em uma das ruas de Velha Havana.

Na seguinte imagem aparecem Obama e seu assessor adjunto de segurança nacional, Ben Rhodes, conversando com o cardeal cubano e arcebispo de Havana, Jaime Ortega, durante uma visita à Catedral da cidade.

A última foto mostra o lado mais descontraído de Obama, que aparece rindo junto a sua filha mais velha, Malia, no restaurante "San Cristóbal", situado emcCentro de Havana e onde a família presidencial jantou no domingo.

As fotos estão acompanhadas de um pequeno texto de Obama que começa com uma saudação em espanhol. "Hola desde Cuba" (Oi desde Cuba)

"Estou aqui para enterrar o último vestígio da Guerra Fria nas Américas e criar uma nova era de entendimento que nos ajude a melhorar o dia a dia dos cubanos", afirmou Obama na mensagem.

Segundo o presidente, segue havendo diferenças "grandes e reais" entre seu governo e o cubano, fundamentalmente sobre "como promover" as oportunidades e os direitos humanos, mas também há muitas coisas compartilhadas, entre elas "o amor pelo beisebol".

"Acredito que, trabalhando junto ao povo cubano, nossos dois países podem começar uma nova viagem juntos que gere progresso para nossos dois povos", conclui.

Obama é o primeiro presidente americano em exercício que pisa em solo cubano em quase 90 anos.

O líder chegou no domingo a Havana acompanhado de toda sua família e nesta segunda-feira foi recebido no Palácio da Revolução pelo líder cubano, Raúl Castro.

Fonte: Exame

sexta-feira, 18 de março de 2016

Barack Obama viaja a Cuba para selar aproximação

Turistas passam por cartaz com o presidente americano Barack Obama e o presidente cubano Raul Castro, em Havana, dia 17/03/2016
Barack Obama chega neste domingo a Cuba para selar uma aproximação entre dois países inimaginável há pouco tempo e saudada de forma unânime em todo o mundo.

Um êxito de sua política externa, que contrasta com a polêmica gerada por suas decisões no Oriente Médio.

A prudência é a palavra chave da política externa do 44º presidente dos Estados Unidos, eleito com a promessa de colocar fim a duas guerras (Iraque e Afeganistão).

Quando convocou a escrever "um novo capítulo" com este país situado diante da Flórida, demonstrou, no entanto, uma audácia que nenhum de seus antecessores havia apresentado.

Quando o avião presidencial Air Force One aterrissar no domingo em Cuba, dois dias depois do que levará o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e cerca de um século após a última visita de um presidente americano em exercício, Obama virará uma página da história dos Estados Unidos e permitirá que a imagem da primeira potência mundial mude em toda a América Latina.

Acompanhado nesta viagem por sua esposa, Michelle, e por suas duas filhas, Malia e Sasha, se reunirá sozinho com o presidente cubano, Raúl Castro.

Não está previsto, no entanto, nenhum encontro com seu irmão mais velho, Fidel, afastado do governo há uma década.

Obama, que também se reunirá com dissidentes e atores da vida econômica, dirigirá na terça-feira um discurso a todos os cubanos através da rádio e da televisão, como em 17 de dezembro de 2014, quando anunciou a partir da Casa Branca a aproximação entre os dois países hostis.

"Consideramos este discurso um momento único na história de nossos dois países", explicou Ben Rhodes, assessor próximo do presidente americano, que dirigiu durante 18 meses as negociações secretas com Havana.

Uma visita em família pela cidade velha, homenagem ao pai da independência José Martí na praça da Revolução, partida de beisebol: a viagem de três dias também estará repleta de eventos simbólicos e imagens fortes.

Processo irreversível

A chegada do primeiro presidente negro dos Estados Unidos - 30 anos mais jovem que Raúl Castro - também terá um impacto particular no seio da comunidade afrocubana, notoriamente sub-representada entre a elite política cubana.

A aposta da Casa Branca é estabelecer vínculos suficientes, apesar do embargo econômico que o Congresso se nega por enquanto a revogar, para dificultar qualquer recuo que um eventual presidente dos Estados Unidos em 2017 queira fazer.

"Queremos que este processo de normalização seja irreversível", destacou Ben Rhodes, que insiste no impacto das políticas já empreendidas: facilitação das viagens, flexibilização das restrições comerciais.

Aos que o criticam por não ter conseguido concessões reais por parte do regime castrista, em particular em matéria de direitos humanos, o presidente americano promete discussões francas, reconhece que as mudanças levarão tempo e insiste na necessidade de romper com o isolamento, que considera estéril.

Durante o restabelecimento das relações diplomáticas no verão de 2015, Obama lembrou - para destacar o caráter anacrônico da política em vigor - que elas foram suspensas por Dwight Eisenhower em 1961, no ano em que ele nasceu.

Doutrina Obama

A publicação, poucos dias antes desta histórica viagem, de um longo artigo no The Atlantic sobre a "Doutrina Obama", reavivou o debate sobre o saldo da política externa do presidente e sua visão do lugar dos Estados Unidos no mundo.

Reticências em intervir militarmente, mesmo sob o risco de criar um vácuo que outros - Rússia em primeiro lugar - tentarão preencher. Tempo de reação considerado muito lento diante do avanço dos jihadistas do Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

O artigo expõe detalhadamente as críticas dirigidas ao presidente democrata. E também passa a palavra a ele.

Insistindo em suas convicções, o presidente elogia as virtudes do diálogo com seus inimigos, o acordo com o Irã sobre seu programa nuclear, insiste nos erros de seu antecessor, George W. Bush, no momento de recorrer à força militar.

Adverte contra os impulsos belicistas incontroláveis e também destaca a necessidade de que nos Estados Unidos não fiquem obcecados apenas com o Oriente Médio, mas que também dediquem suas energias a outras partes do mundo: Ásia, mas também África e América Latina.

Fonte: Exame

sexta-feira, 11 de março de 2016

Tatuagens melhoram seu sistema imunológico, diz estudo

Agulha de tatuagem
Pesquisadores da Universidade do Alabama, nos EUA, acabaram de dar mais um motivo para quem pensa em fazer uma nova tatuagem.

De acordo com o estudo, o corpo reage melhor cada novo desenho feito na pele.

Com a melhora das respostas imunológicas, o organismo todo fica menos suscetível a novas infecções, evitando o surgimento de novas doenças. Mas só vale para quem tem mais de uma tatuagem no corpo.

Usando a analogia da equipe, fazer tatuagens é parecido com malhar. Na primeira vez o corpo não está acostumado e se sente enfraquecido ao exercício, da mesma forma que fica exausto ao ser "contaminado" por um agente externo.

Porém, ao repetir o processo, a resistência aumenta. Foi o que perceberam ao analisar o organismo de um grupo de voluntários acompanhados durante a sessão.

Os cientistas também avaliaram quantas tatuagens a pessoa já tinha e a duração da aplicação da tinta na pele.

Para completar a pesquisa analisaram a quantidade de um anticorpo chamado imonuglobina A e do cortisol, hormônio relacionado ao estresse, na amostra de sangue.

Eles notaram que os níveis da imunoglobulina caem menos a cada nova tatuagem, ou seja, a proteção do corpo se fortalece cada vez.

Apesar do resultado, a pesquisa foi feita com um grupo reduzido: 24 mulheres e 5 homens.

Mas isso não impede você de usá-la como desculpa para fazer mais uma tatuagem.

Fonte: Exame