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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Nadador Daniel Dias ganha ouro na estreia das Paralimpíadas

Nadador paralímpico Daniel Dias, dia 08/09/2016
O multimedalhista Daniel Dias estreou com vitória na Paralimpíada na noite de quinta (8). Com o tempo de 2:27.88, ele ganhou a medalha de ouro nos 200m livre masculino, a primeira da natação paralímpica brasileira.

Com a vitória, Dias soma, agora, 16 medalhas em Jogos Paralímpicos. A prata ficou com o norte-americano Roy Perkins e o bronze com o britânico Andrew Mullen.

Desde o início da prova, o maior medalhista brasileiro em paralimpíadas não deu chances aos adversários e abriu larga vantagem. Mesmo nadando forte, no entanto, Daniel Dias não conseguiu superar o recorde mundial da categoria.
Daniel Dias tem 28 anos, e nasceu em Campinas (SP). Ele nasceu com má formação congênita dos membros superiores e da perna direita e descobriu o paradesporto ao assistir o nadador Clodoaldo Silva em uma das provas dos Jogos Paralímpicos de Atenas 2004.

Daniel já tem 15 medalhas em Jogos Paralímpicos: 10 de ouro, quatro de prata e uma de bronze. Só nos Jogos Paralímpicos de Londres (2012), ele levou seis medalhas de ouro.

No ano passado, ganhou oito medalhas de ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto, além de sete medalhas de ouro e uma de prata no Mundial de Glasgow.

Daniel já recebeu o troféu Laureus, considerado o “Oscar do Esporte”, por três vezes: em 2009, 2013 e 2016. Pouco antes da prova de Daniel Dias, nos 100m borboleta masculino, Thomaz Matera ficou em sexto lugar pela classe S13, para deficientes visuais.

Thomaz, que tem deficiência visual, teve retinose pigmentar e era praticante da natação convencional. Com a visão sendo afetada cada vez mais, buscou a modalidade adaptada.

Mais cedo, na prova dos 100m costas masculina, classe S6, o brasileiro Talisson Glock ficou em quarto lugar. A nadadora Maiara Regina Perreira Barreto disputou nos 100m livres feminino, na classe S3, e ficou em oitavo lugar.

A classificação funcional na natação é feita por meio de letras e números e quanto maior a deficiência do atleta, menor o número da classe. As classes de S1 a S10 são para nadadores com limitações físicas e motoras.

Do S11 ao S13 é para classificar nadadores cegos e o número 14 representa nadadores com deficiência intelectual. As classes sempre começam com a letra S (da palavra inglês swimming, que significa natação). O atleta pode ter classificações diferentes para o nado peito (SB) e o medley (SM).

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Falha na piscina pode ter ajudado nadadores na Olimpíada

Final da prova de 50 metros da natação na Olimpíada do Rio de Janeiro
Pesquisadores americanos estão sugerindo que a piscina da Olimpíada do Rio de Janeiro tenha trazido benefício para alguns nadadores. Isso teria acontecido por conta de uma falha de construção. O problema ainda não foi devidamente detectado, mas evidências estatísticas mostram que ela influenciou em alguma medida nos resultados. O grupo de três cientistas já havia encontrado problemas em uma piscina usada em 2013, no campeonato mundial.

Nadadores entre as raias 5 e 8 teriam sido beneficiados na ida, enquanto que os nadadores nas raias de 1 a 4 foram beneficiados na volta. O grande problema, no entanto, fica para competições como os 50 metros. Nela, os atletas nadam a piscina apenas uma vez. Não existe compensação no tempo de volta portanto.

O grupo de três pesquisadores viu o problema após analisar os tempos dos nadadores. Entre os seis medalhistas dos 50 metros, cinco nadaram entre as raias 4 e 8. Apenas o americano Anthony Ervin, que levou o ouro na competição masculina, não nadou em uma das raias. Ele venceu o francês Florent Manaudou por apenas 0,01 segundo.

Os pesquisadores ressaltam que competidores que nadaram nas raias mais altas durante as fases eliminatórias não conseguiram repetir seus tempos quando nadaram nas centrais, de acordo com o Wall Street Journal.

Nadadores que competiram entre as raias 5 e 8, mas nadaram entre raias 1 e 4 posteriormente viram uma piora de 0,5% em seus tempos. Os pesquisadores ressaltam que o mais comum é que o tempo melhores à medida que a competição avança.

O site especializado em natação, o Swin Swan, havia publicado dados com uma análise parecida nesta quinta-feira. Os dados analisados mostram que possivelmente existe um problema de construção na piscina.

O problema

A piscina em questão foi construída exclusivamente para uso durante a Olimpíada e deve ser destruída depois. A empresa responsável pela construção foi a Myrtha Pools, uma empresa italiana.

A piscina do campeonato mundial de 2013, na qual os pesquisadores haviam encontrado problemas, também havia sido construída pela mesma empresa. A análise nos números do campeonato mundial foi publicada em um estudo.

Oficiais da Fina, federação mundial de natação, disseram ao WSJ que estão revisando os dados passados pelos pesquisadores.

Os cientistas ainda analisaram também números das competições de 800 metros e de 1.500 metros. Eles afirmam que o problema também pode ter afetado esses resultados.

Os responsáveis pela pesquisa foram Joel Stager e Chris Brammer, ambos da Universidade de Indiana, e Andrew Cornett, da Universidade Michigan Leste.

Fonte: Exame