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quarta-feira, 4 de maio de 2016

Estudantes mantêm ocupação da Assembleia de São Paulo

Um grupo de estudantes secundaristas ocupa a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo em protesto pela instalação da CPI da Merenda Escolar, dia 04/05/2016
Os estudantes secundaristas mantêm a ocupação do plenário Juscelino Kubitschek da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), na zona Sul da capital paulista, ocupado ontem (3) à tarde.

Eles exigem dos deputados a instauração de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a fraude na merenda escolar no estado. Os estudantes prometem permanecer no local até que a CPI seja instaurada.

O presidente da Alesp, Fernando Capez, um dos acusados de envolvimento na fraude, disse que optou por não usar a força policial para retirar os alunos do prédio e que já entrou com pedido de reintegração de posse que deve ser executado na tarde de hoje (4).

Segundo Capez, o prédio foi isolado e foi dado ponto facultativo para os funcionários da Alesp.

“Vamos tomar providências para recuperar os espaços que são da população e onde devem se realizar as votações de projetos. Temos quatro projetos importantes na pauta deste semestre e eu já havia acertado o ritmo das votações, mas a invasão interrompeu isso”.

Com o isolamento do prédio, todos os estudantes que saírem não entrarão mais. A estratégia é chamada por Capez de saturação. Além disso, está proibida a entrada de comida no prédio. Os estudantes podem apenas beber água e usar os banheiros.

Capez informou que, em 27 de janeiro, solicitou ao Ministério Público as investigações sobre fraude da merenda. Em seguida, entregou seu sigilo bancário à Justiça e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos.

“A investigação está andando lentamente. O interessado na investigação sou eu”.

O presidente da assembleia reafirmou que está conversando com os deputados sobre a CPI e estabelecendo estratégias para colher as assinaturas necessárias para instaurar a comissão.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Estudantes fecham as avenidas Ipiranga e São João em SP

Estudantes bloqueiam Avenida Faria Lima contra reorganização escolar em São Paulo - 30/11/2015
Um protesto de estudantes fecha, neste momento, o cruzamento das avenidas Ipiranga e São João, em São Paulo.

Eles pedem a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia Legislativa para investigar o desvio de merenda escolar no estado de São Paulo.

Eles protestam também contra uma proposta do governo para organizar as eleições nos grêmios estudantis.

Os estudantes gritam palavras de ordem contra o governador Geraldo Alckmin e seguram faixas cobrando punição para os “ladrões da merenda”.

A investigação da polícia e do Ministério Público é sobre a existência de um esquema de fraude e na compra de alimentos para merenda de prefeituras e do governo do estado.

As suspeitas de desvio de dinheiro recaem sobre contratos feitos com creches e escolas públicas de 22 cidades nos últimos dois anos

A manifestação teve início por volta das 15 horas em frente à Secretaria Estadual de Educação e deve percorrer algumas ruas do centro da capital paulista.

O número de manifestantes não foi calculado, mas muitos estudantes são os mesmos que participaram de ocupação de escolas no final do ano passado.

Fonte: Exame

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Passe Livre chama Alckmin e Haddad a diálogo na quinta-feira

Geraldo Alckmin e Fernando Haddad

Queixas.com.br

O Movimento Passe Livre (MPL) protocolou na segunda-feira, 25, um pedido de reunião aberta com o prefeito Fernando Haddad (PT) e o governo Geraldo Alckmin (PSDB) para discutir a revogação do aumento da passagem do transporte público.

A intenção do grupo é fazer um protesto na próxima quinta-feira, 28, que partirá do Largo do Paiçandu, na região central, até a Prefeitura, onde a discussão poderia ocorrer em local aberto. Prefeito e governador ainda não se manifestaram sobre a reunião.

O convite foi divulgado no mesmo dia em que será realizado o sexto grande ato contra o aumento da tarifa de R$ 3,50 para R$ 3,80 na capital, que partirá da Estação da Luz.

Mais uma vez o MPL decidiu não divulgar o trajeto da passeata, mesmo depois de a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP) ter cobrado qual seria o caminho percorrido.

O entendimento do movimento é que permitir o controle da SSP sobre os rumos da manifestação seria um "retrocesso" à Constituição brasileira.

Os manifestantes consideram ainda que a discussão sobre divulgar ou não o trajeto é uma forma de "desviar o foco" do tema principal, o valor da passagem.

"A gente considera que é um retrocesso deixar a polícia e a Secretaria de Segurança Pública determinarem qual é o trajeto da manifestação. E é um retrocesso não só para a gente, como movimento, mas para todos os outros que se coloquem na cidade", disse a militante do MPL Luísa Cytrynowicz, de 20 anos.

"Eles estão tentando desviar o foco da discussão, que é a revogação imediata dos 30 centavos."

"A gente não consegue entender o que precisa ser regulamentado, já está regulamentado. A gente nem discute isso, a manifestação é um direito", defendeu Rafael Siqueira, de 40 anos, também militante do MPL.

Violência

O movimento negou ter jogado uma garrafa em Haddad na segunda-feira, 25, depois da missa de aniversário da cidade, na região central. "Em nenhum momento ninguém do Passe Livre tentou agredir o Haddad ou o Alckmin", disse Siqueira.

O entendimento do MPL é que o ato do movimento ensejou outras pessoas a se revoltar contra o prefeito. Eles voltaram a afirmar que a violência nas manifestações tem partido da polícia.

"A ideia dos atos é ter começo, meio e fim. É nítido que a violência parte da polícia", afirmou Letícia Cardoso, de 20 anos, também porta-voz do MPL.

Fonte: Exame

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Haddad pede a Alckmin que também peça ajuda do MP em atos

A manifestação contra o aumento das tarifas do transporte público coletivo de São Paulo foi dispersada pela Polícia Militar (PM) mesmo antes de começar a se deslocar em passeata, dia 13/01/2016
O prefeito Fernando Haddad (PT) disse "ver com preocupação" a violência nos protestos contra o aumento da tarifa do ônibus e metrô em São Paulo.

Ele disse na manhã desta quarta-feira, 13, que procurou o governador Geraldo Alckmin (PSDB) para que ele também peça ao Ministério Público que intervenha na negociação com os manifestantes.

"A preocupação é grande com as cenas que foram colhidas ontem (terça-feira, 12) e hoje (quarta-feira). De manhã, liguei para o governador e pedi para ele se associar à Prefeitura nesse pedido que fizemos ao Ministério Público para que promova uma mediação necessária para repelir toda e qualquer forma de violência nos atos da cidade", disse Haddad após dar ordem de serviço a obras no Centro de Educação Unificada (CEU) na região da Vila Prudente, zona leste da capital. "Ele (Alckmin) se associou. Disse que concorda com essa recomendação."

Haddad afirmou ainda ter "confiança" no poder de intermediação da Promotoria, mas declarou que neste primeiro momento a discussão seria apenas para garantir o "direito da livre manifestação" e não para revogar o aumento da tarifa de ônibus.

"Ninguém está questionando as manifestações, isso é da democracia. O que nós precisamos é garantir que não haja violência. Recentemente, tivemos em São Paulo manifestações pró-impeachment, contra impeachment, pró-moradia, diversas manifestações que tomaram as ruas da cidade e que se expressaram democraticamente", disse o prefeito. "Temos que incidir com o apoio do MP para que elas ocorram sem violência."

Fonte: Exame

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Após um mês de ocupação, estudantes de SP continuam nas ruas

Os estudantes que protestam contra a reorganização do ensino paulista realizam novos atos na manhã desta quinta-feira (3) e bloquearam vias importantes de São Paulo
Um mês depois do início do movimento de ocupação das escolas da rede pública do estado de São Paulo, os estudantes secundaristas continuam nas ruas.

Hoje (9), os alunos fazem nova manifestação, no Museu de Arte de São Paulo (Masp), agora voltada à defesa de educação de qualidade e de maior participação da comunidade na gestão escolar.

O ato também é contra o autoritarismo do estado e os cortes do governo na educação.

Iniciadas na Escola Estadual Diadema, na região do ABC, na noite do dia 9 de novembro, as ocupações começaram com o objetivo de combater a proposta de reorganização escolar do governo estadual.

A ação, no entanto, extrapolou a intenção inicial: alcançou cerca de 200 escolas, levantou a discussão sobre a qualidade do ensino nas escolas públicas, derrubou o secretário da Educação, Herman Jacobus Cornelis Voorwald, e fez com que o governador Geraldo Alckmin revogasse o decreto que instituía a reorganização escolar em todo o estado.

Os estudantes assumiram o controle das escolas ocupadas, organizaram-se em equipes (de segurança, de limpeza, de atendimento à imprensa, de alimentação, de alojamento) e passaram a deliberar as ações do grupo por meio de assembleias.

No lugar das aulas, eles desenvolveram uma rotina própria nos prédios ocupados, organizando aulas públicas e cursos.

O projeto da Secretaria da Educação do Estado previa o fechamento de 94 escolas e a transferência de cerca de 311 mil estudantes para instituições de ensino na região onde moram.

O objetivo da reorganização, segundo a secretaria, era segmentar as unidades em três grupos, conforme a idade e o ano escolar.

De acordo com o órgão, a segmentação melhora o rendimento dos alunos.

Os estudantes ressaltam que a comunidade escolar não foi ouvida pelo governo sobre as mudanças.

Eles argumentam que as alterações e transferências, se colocadas em prática, causariam a ruptura, entre outras questões, da relação que os alunos desenvolveram com colegas e prejudicariam a logística dos pais, que muitas vezes se utilizam dos filhos mais velhos para levar os irmãos mais novos para a escola.

Novas reivindicações

Após conseguir a revogação da medida, os estudantes agora passaram a pressionar o governo por mais participação na gestão escolar, melhoria da infraestrutura das escolas e valorização dos professores.

“A nossa reivindicação agora, além da garantia de que os que participaram do movimento não serão retaliados, é pela melhoria da educação nas escolas e o aumento da participação na administração. A eleição do diretor pela comunidade é uma das propostas”, destaca Fabrício Ramos, que cursa o terceiro ano do ensino médio na Escola Caetano de Campos, região central da capital.

A presidenta do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp), Maria Izabel Azevedo Noronha, acredita que o momento é de fazer um debate profundo sobre a qualidade do ensino público.

“Essas ocupações provocaram os alunos de tal forma que eles vão dizer: eu não quero mais sentar em frente à lousa. Eu vou querer sentar no chão, vou querer outro tipo de aula, e isso vai requerer nova dinâmica para organizar o tempo, o espaço escolar. Estamos falando da necessidade de ter biblioteca, de ter laboratório, para que os alunos sintam que são convidados a ir e a ficar na escola”.

Na última sexta-feira (4), horas antes do anúncio da revogação da proposta e da queda do secretário de Educação, a Apeosp contabilizava 205 escolas ocupadas e duas diretorias de ensino, a de Sorocaba e a de Santo André.

Pela conta da secretaria, eram 196 escolas ocupadas.

Hoje, o número é menor. Gradativamente, desde a revogação do decreto, os alunos passaram a desocupar as unidades.

A Diretoria de Ensino de Sorocaba já foi liberada pelos estudantes.

Segundo a secretaria, 145 estavam ocupadas na noite de ontem (8); de acordo com o sindicato, eram 149.

Em meados de novembro, quando o movimento de ocupação começou a tomar corpo, o governo do estado, por meio de ações na Justiça, tentou retirar os estudantes das escolas.

Recorrentes pedidos de reintegração de posse foram feitos. No entanto, na maioria das vezes, os juízes e desembargadores se posicionaram contrariamente ao pedido do governo estadual.

Na capital paulista, o colégio de desembargadores do Tribunal de Justiça, que jugava a ação, decidiu por unanimidade contra a reintegração.

Manifestações na rua

A revogação pelo governo da reorganização escolar ocorreu uma semana depois que os estudantes, principalmente a partir do dia 30 de novembro, passaram a fazer manifestações nas ruas, com o fechamento de cruzamentos importantes da capital, assim como das marginais e de estradas.

Em reação a essa movimentação, a polícia começou a reprimir os alunos que participavam dos atos. Foram registradas agressões com cassetetes, gás de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo. Alunos foram detidos e apoiadores, presos.

A ação da polícia vai gerar uma denúncia na Organização dos Estados Americanos (OEA), segundo o advogado Ariel de Castro Alves, coordenador do Movimento Nacional de Direitos Humanos.

“Temos uma ação já em curso na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA que trata da criminalização da juventude no Brasil. E agora apresentaremos, na próxima semana, um informe sobre a criminalização e a violência contra os jovens que estão legitimamente se manifestando aqui em São Paulo”, destacou.

O Ministério Público (MP) estadual também passou a recolher dados e informações sobre a violência policial contra os alunos.

O órgão ingressou com uma ação civil pública contra a reorganização proposta pela secretaria, pedindo a criação de uma agenda de debates sobre o tema em 2016.

De acordo com o MP, o governo do estado não respeitou os princípios da legalidade e da publicidade na administração pública ao tentar implantar a reorganização.

“O governo não pode agir de forma a surpreender o governado. Repentinamente, vem uma decisão ao final do ano de que aqueles alunos vão para outro lugar, para outra escola, em outra organização, isso traz surpresa, não houve transparência”, disse o promotor Eduardo Dias Ferreira, um dos autores da ação.

"Para fazer um paralelo, já imaginaram o que iria ocorrer se 311 mil alunos do ensino privado de São Paulo tivessem que deixar as escolas onde têm identidade e amigos há anos, para ser transferidos a outra escola?".

A estudante Isabela Ramos da Silva, de 19 anos, aluna da Escola José Leandro de Barros Pimentel, em Barueri, disse que foi informada sobre o fechamento do curso noturno no fim do ano e que não recebeu nenhuma justificativa.

“Não recebemos nenhuma justificativa para o  fato de o período noturno da minha escola ser fechado. Só ficamos sabendo: vai fechar o período noturno e não vai ter mais, e foi bem no final [do ano]. Fomos uns dos últimos a saber. E aí ficamos surpresos. A gente até pôde fazer rematrículas para as escolas mais próximas, mas elas já estão superlotadas. Então, como vai receber mais gente?”, questionou.

Em nota, a Secretaria de Educação do estado disse que tem atuado para entregar escolas melhores, com ambientes mais preparados para cada faixa etária e com profissionais capacitados para atender aos estudantes: “As manifestações, embora legítimas, não podem desinformar e alimentar em pais e alunos falsos temores. Também não podem sobrepor o direito dos estudantes paulistas por uma educação de mais qualidade”.

Segundo a secretaria, manter juntos os alunos da mesma idade é prática comum de alguns dos melhores colégios do país e de países-referência em educação.

“As informações, ainda não oficiais, propagadas por um sindicato com claras pretensões políticas, tenta, mais uma vez, inviabilizar melhores condições aos alunos e também aos profissionais da rede estadual. A secretaria lamenta e garante que permanecerá atuando por meio do diálogo com os educadores e o compromisso com o ensino”, acrescenta a nota.

De acordo com a Secretaria de Educação, a intenção era que as unidades tivessem ciclos únicos, porque há estudos indicando que o aluno tem rendimento 10% maior nesse modelo.

Além disso, a secretaria informou que, desde 1998, as escolas estaduais deixaram de receber 2 milhões de matrículas. Por isso, há necessidade de readequação.

O governador Geraldo Alckmin, que suspendeu a reorganização escolar, disse que fará debates em 2016 para ouvir a sociedade.

"Decidimos adiar a reorganização e rediscuti-la escola por escola, com a comunidade, com os estudantes e, em especial, com os pais dos alunos. Acreditamos nos benefícios da reorganização, 2016 será um ano de aprofundarmos o diálogo", afirmou Alckmin.

Fonte: Exame/Abril

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Cantareira continua com índice negativo, apesar das chuvas

Com temperaturas na casa dos 35ºC, São Paulo registra baixa no nível do Cantareira
O Sistema Cantareira continua captando água do chamado volume morto e, portanto, com índice negativo, a despeito das chuvas e da melhora do nível de armazenagem de água. Neste domingo, o manancial registrou uma alta, passando de 20,2% ontem para 20,5% hoje, de acordo com o relatório da Companhia de Abastecimento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Pelo índice negativo, que passou a ser divulgado após decisão judicial em abril deste ano, o nível do sistema melhorou 0,3 ponto porcentual (p.p.), ficando em -8,8% hoje ante -9,1% ontem. Na terceira metodologia, que calcula o porcentual do volume armazenado sobre o volume total, o manancial subiu de 15,6% para 15,8%.

A pluviometria de 3,2mm nas últimas 24 horas na região do Cantareira contribuiu para essa elevação. O manancial é responsável pelo abastecimento de 5,2 milhões de habitantes da capital, Grande São Paulo e parte do interior.

Alto Tietê e Guarapiranga

No sistema Alto Tietê, o nível dos reservatórios também subiu, passando de 16,1% ontem para 16,3% hoje, de acordo com o cálculo que leva em conta um volume morto, acrescentado no ano passado. O manancial abastece parte da zona leste da capital paulista e cidades da Grande São Paulo do entorno do manancial como Mogi das Cruzes, Poá, Guarulhos e Ferraz de Vasconcelos.

O aumento foi resultado de uma pluviometria de 24,6mm nas últimas 24 horas. Até então, havia chovido pouco sobre o manancial (0,8mm) no mês de dezembro.

Já o nível do sistema Guarapiranga, que atende cerca de 5,8 milhões de clientes da Sabesp, voltou para os 87,3% observados na sexta-feira. Ontem, marcava 87,2%. O aumento foi pequeno diante da pluviometria (34,4mm) observadas nas últimas 24 horas sobre o manancial. Até sábado, as chuvas sobre o sistema totalizavam apenas 1,6mm.

Outros mananciais

No Alto Cotia, os reservatórios operam hoje com 76,3%, sendo que ontem estavam em 75,5% de sua capacidade. No Rio Grande, o nível de armazenamento aumentou de 97,3% ontem para 97,8% hoje. Já no Sistema Rio Claro, o nível dos reservatórios ficou estável em 62,9%, apesar da pluviometria de 44mm sobre o manancial.

Fonte: Exame/Abril

Manifestação de estudantes bloqueia Rodovia Raposo Tavares

Estudantes bloqueiam, com cadeiras e cartazes, um dos sentidos da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em protesto contra a reorganização escolar, dia 1/12/15
Estudantes de São Paulo fazem, na manhã de hoje (7) um protesto que bloqueia quatro faixas da Rodovia Raposo Tavares, altura do cruzamento com a Avenida Benjamim Mansur, no sentido capital paulista.

Apenas uma faixa nesse sentido está liberada para o trânsito, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Os alunos são contrários à reorganização escolar no estado anunciada no final de outubro.

A Polícia Militar informou que acompanha o protesto desde as 7h20 e que não fez contagem do número de manifestantes.

Na semana passada, além das ocupações em cerca de 200 escolas, os estudantes bloquearam avenidas importantes da capital paulista.

Os protestos foram reprimidos pela polícia, com uso de bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, para desobstruir as vias.

Na sexta-feira (4), o governador Geraldo Alckmin recuou na proposta de implementar a reorganização, que tinha o intuito de separar estudantes por ciclo escolar, e disse que rediscutirá a medida.

Os estudantes decidiram, porém, manter as ocupações por entenderem que o governo precisa formalizar sua posição e esclarecer os próximos passos da discussão que está sendo proposta.

Fonte: Exame/Abril

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Popularidade de Alckmin atinge pior resultado de sua gestão

Geraldo Alckmin
A popularidade com a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB), governador do estado de São Paulo, atingiu a pior marca de seus quatro mandatos.

Segundo pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada na manhã desta sexta-feira (4), apenas 28% da população paulista avalia a atuação do tucano como ótima ou boa.

De acordo com o Datafolha, essa é a menor taxa na série de 29 pesquisas realizadas ao longo dos mais de dez anos de sua administração política.

Em outubro de 2014, a opinião era diferente. Pouco depois de sua reeleição,  48% do eleitorado paulista avaliava o governo como ótimo ou bom.

Quando colocada em perspectiva a avaliação de "ruim ou péssima", também registra-se um novo recorde. Em outubro do ano passado, a taxa de reprovação era de 17% - hoje, o novo resultado aponta 30%. Conforme o Instituto, essa é a primeira vez que há mais pessoas reprovando do que aprovando a gestão tucana no Estado.

A pesquisa entrevistou 1.350 pessoas em 47 municípios de São Paulo entre os dias 25 e 26 de novembro.

Fonte: Exame/Abril

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

MP em Presidente Prudente vai à justiça contra reorganização

A promotoria de Presidente Prudente, no interior do Estado de São Paulo, entrou com uma ação civil pública para interromper o projeto de reorganização escolar da gestão Geraldo Alckmin (PSDB). A ação pede interrupção do processo no município, onde oito escolas serão afetadas.

A reorganização do governo quer transformar 754 escolas em ciclos únicos, além de fechar 93 escolas. A medida deve forçar a transferência de 311 mil alunos. O Estado argumenta que escolas com ciclos únicos têm Idesp, o índice de qualidade da rede, melhor. A reestruturação também atacaria o problema de salas ociosas.

Na ação, o promotor Luiz Antônio Miguel Ferreira assinala que "não houve consulta prévia aos interessados". "O que se constata com a reorganização da educação paulista? Um claro descumprimento do comando legal, pois a reorganização feita intramuros não contou com a essencial e indispensável participação dos pais e/ou responsáveis", diz a ação.

Segundo disse à reportagem o promotor, a postura do Estado fere o direito dos pais e da criança, mas também o trâmite legal. "Também não houve manifestação dos conselhos estadual e municipal (de Presidente Prudente) de Educação sobre o projeto", disse. "O governo argumenta que visa melhorar a qualidade, mas essa questão não se limita ao Idesp (índice de qualidade da educação paulista). Tem de se levar em conta quantidade de alunos em sala de aula, recursos técnicos, laboratório, salários de professor. Qualidade é algo mais complexo", afirma o promotor.

Fonte:Paraná Online

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Reservatórios podem lidar melhor com crise agora, diz Sabesp

Sistema Cantareira em nível crítico de armazenamento de água
O diretor econômico-financeiro e de relações com investidores da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), Rui Affonso, afirmou nesta sexta-feira, 13, que os reservatórios de água que atendem a região metropolitana de São Paulo estão hoje numa posição "muito melhor" que no ano passado.

"O equilíbrio entre a oferta e a demanda de água, o aumento na segurança hídrica, as maiores chuvas durante a estação seca e o início do período de chuvas são todos fatores positivos e convergentes", disse Affonso, durante teleconferência com analistas e investidores.

O executivo destacou que durante os meses secos (período entre abril e setembro) de 2015, os reservatórios apresentaram, em média, uma afluência 12% maior em relação ao mesmo período de 2014, enquanto a retirada de água foi 20% menor.

"O resultado desses dois fatores é que ainda retiramos mais água do que o que está entrando, mas reduzimos esse déficit, que em 2014 era de 23,3 metros cúbicos por segundo (m3/s) e agora é de 4,8 m3/s", disse Affonso.

"Esse comportamento foi possível em função das medidas adotadas pela Sabesp para adequar a oferta e a demanda e pelo volume de chuvas 33% superior neste ano, em relação ao verificado no ano passado", disse.

Em relação à outubro de 2015, o executivo afirmou que a afluência cresceu 105% ante o mesmo mês de 2014, enquanto a retirada de água recuou 11%. "A melhora segue em linha com o observado até o fim de setembro".

Ligação

Também durante teleconferência com analistas e investidores, o presidente da Sabesp, Jerson Kelman, afirmou que a obra de ligação entre a Represa Billings e o Sistema Alto Tietê, por meio do braço Taiaçupeba da Represa Billings, está bombeando atualmente dois metros cúbicos de água por segundo.

"Essa ligação foi projetada para quatro metros cúbicos por segundo e estará em plena potência ao final do mês", disse Kelman.

Em 5 de novembro, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), culpou o excesso de chuva por não cumprir a promessa de entregar quatro metros cúbicos de água por segundo na transposição da Represa Billings para o Sistema Alto Tietê, também afirmando que a obra estaria em pleno funcionamento até o fim do mês.

"Atrasou um pouco em razão das chuvas. Aliás, é ótimo. Quanto mais chover melhor, mas é evidente que chovendo dificulta as obras que precisam ser feitas", disse Alckmin na ocasião.

"Se chover atrasa um pouco, porque não dá para trabalhar com chuva. Mas a boa notícia é que todos os reservatórios estão subindo", comentou.

Ao todo, o Estado investiu R$ 130 milhões no projeto que, se produzir toda a água para o qual foi projetado, atenderia até 300 mil pessoas que sentem os efeitos da redução de pressão na zona leste da capital e na Grande São Paulo.

Bônus e sobretaxa

Jerson Kelman afirmou também que ainda não há nenhuma definição em relação às alterações na política de bônus e cobrança de sobretaxa.

Questionado sobre uma eventual data limite para que a companhia chegue a uma decisão sobre a continuidade ou eventuais mudanças nessa política, o executivo limitou-se a responder que "a companhia não comenta assuntos relacionados ao trigger de bônus e tarifa de contingência".

Ainda na mesma teleconferência, Rui Affonso, informou que a empresa não trabalha com a expectativa de obtenção de resultados significativos com a venda de terrenos ainda neste ano.

"O mercado imobiliário está parado atualmente", disse Affonso. "Precisamos que a situação clareie mais."

A venda de imóveis e terrenos é uma das estratégias da Sabesp para arrecadar dinheiro em meio à crise hídrica.

Outras medidas incluem renegociações com devedores públicos e privados e o encaminhamento de uma lista de 22 municípios devedores ao Cadastro Informativo dos Créditos não Quitados de Órgãos e Entidades Estaduais (Cadin).

El Niño

Durante teleconferência em inglês com analistas e investidores para discutir os resultados da Sabesp no terceiro trimestre, o superintendente de Captação de Recursos e Relações com Investidores da Sabesp, Mário de Arruda Sampaio, afirmou que não é possível determinar qual será o impacto que o fenômeno meteorológico El Niño trará aos reservatórios que abastecem a região metropolitana de São Paulo ao longo da temporada de chuvas.

"O El Niño costuma ter um impacto muito claro nas regiões Norte e Sul do Brasil, mas, na região Sudeste, o padrão é muito errático", disse Sampaio.

Segundo o executivo, é difícil tentar determinar um padrão de comportamento do clima nos anos de El Niño, não sendo possível concluir se o fenômeno aumenta ou diminui a ocorrência de chuvas no Sudeste.

"É uma região muito errática para determinar padrões de chuva", afirmou. "Infelizmente, é incerto."

Fonte:Exame/Abril

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

São Paulo fechará 94 escolas para reorganizar rede estadual

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em visita à Escola Estadual Alfredo Paulino, em São Paulo
A Secretaria de Educação de São Paulo informou hoje (26) que 94 escolas serão fechadas por causa do processo de reorganização da rede estadual.

O objetivo é segmentar as escolas em três grupos (anos iniciais e finais do ensino fundamental e ensino médio), conforma o ciclo escolar. A estimativa é que 311 mil alunos tenham que mudar de escola no ano que vem.

O processo de reorganização enfrenta protestos de alunos, pais e professores desde que foi anunciadoa pelo governo do estado. De acordo com a secretaria, foi respeitado o limite de 1,5 quilômetro de distância para o deslocamento dos estudantes.

O secretário Herman Voorwald destacou que o objetivo da reorganização é pedagógico.

“Se estamos sendo comparados com os melhores sistema do mundo, temos que dar condições ao professor de trabalhar em um sistema igual. Temos que dar condições de o estudante estar em uma escola que pelo menos seja uma escola com que a gente é comparado. A segmentação é fundamental”, afirmou Voorwald.

Ele destacou que os melhores resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp) são os de estabelecimentos que funcionam com um único ciclo escolar. O rendimento melhora até 18,4% no ensino médio, conforme dados do índice estadual.

Outra justificativa para a mudança é a diminuição do número de alunos na rede estadual. Dados da secretaria indicam que, de 1998 a 2014, as matrículas passaram de 6 milhões para 3,8 milhões.

Segundo o secretário, isso se deve à redução da taxa de natalidade, à municipalização do ensino e à migração de parte dos alunos para a rede estadual.

Com a reorganização, a expectativa é que 43% das 5.147 escolas do estado passem a funcionar com um único segmento (1º ao 5º ano, 6º ao 9º ou ensino médio).

Pais e alunos devem ser informados, no dia 14 de novembro, da mudança em reuniões nas escolas. Voorwald destacou que todo o processo de reorganização foi feito pelas diretorias de ensino – são 91 no estado – em diálogo com a comunidade escolar.

Ele informou que, caso haja necessidade, as alterações poderão se estender até 2017. De acordo com o secretário, está sendo cumprido o número limite de 30 alunos nos anos inciais do ensino fundamental, 35 nos anos finais e 40 no ensino médio, mas esse número poderá ser revisto posteriormente.

“Primeiro, é fundamental reorganizar, viabilizar rede com segmento único e, a partir daí, uma ação pedagógica de número de alunos por sala.”

Os prédios das escolas fechadas poderão ser remanejados para os municípios, mas mantendo o uso relacionado à educação.

“Das 94 [escolas], 66 já têm destino ligado à educação. As 28 escolas [restantes] estamos trabalhando para que permaneçam na educação, interagindo com o município. Esse trabalho começa agora, quarta-feira (28)”, afirmou.

Voorwald disse que algumas dessas 66 escolas serão usadas em atividades do próprio governo estadual, como educação de jovens e adultos.

Fonte: Exame/Abril

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

São Paulo não esconde dados sobre violência, afirma Alckmin

"Nossa proposta é dobrar, mais de 1 mil câmeras de vídeo do governo", disse Alckmin
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu nesta sexta-feira, 23, o trabalho das Polícia Civil e Militar e garantiu que os dados divulgados nesta semana pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) sobre criminalidade e violência não foram manipulados para omitir informações sobre mortes de civis em confrontos com policiais.

A SSP antecipou a divulgação de parte das estatísticas na quarta-feira, 21, para comemorar a queda de homicídios, o menor índice desde 2001.

"Qualquer cidadão pode entrar no site da SSP e consultar todos os indicadores sobre a letalidade em confrontos com policiais civis e militares, inclusive quando os agentes de segurança estão de folga. Há também os números dos policiais mortos em serviço", diz Alckmin, que apresentou os dados em Santos, litoral sul de São Paulo, tendo em mãos um tablet que mostrava um gráfico publicado na página da SSP na internet. "Aqui estão os dados, mês a mês, até setembro. São 12 indicadores."

Os números são contestados pela Ouvidoria da Polícia e pela entidade internacional defensora dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW).

A Ouvidoria registrou 532 óbitos por intervenção policial em 2015, mas as estatísticas oficiais da SSP somam 358 pessoas mortas em confronto com a polícia no primeiro semestre. As informações completas devem ser apresentadas pela secretaria no dia 25.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo na quarta-feira, 21, o ouvidor da Polícia, Júlio César Fernandes Neves, ressaltou a falta desses dados na divulgação antecipada feita pela SSP. "Vítimas da letalidade policial também são vítimas de homicídios", afirmou Neves.

Alckmin rebateu a crítica e acusou o jornal Folha de S.Paulo de publicar informações erradas.

"Se o ouvidor acreditou no jornal, então ele errou também. Estranhamente, a Folha de S.Paulo coloca na primeira página (23/10/2015) uma matéria errada, porque os dados estão no site da SSP e qualquer pessoa tem acesso, e ainda omite de seus leitores a informação fundamental, que é a redução nos índices de criminalidade em SP. O jornal omitiu os melhores indicadores da história para afirmar que nós estamos escondendo algum dado, sendo que tudo está na internet", ressaltou Alckmin.

Em visita à Baixada Santista para vistorias o projeto do veículo leve sobre trilhos (VLT), o governador comentou os recentes casos de violência na região, como os assaltos a ônibus fretados na Rodovia Anchieta, a morte de um jovem de 18 anos, vítima de latrocínio em um ponto de ônibus de Santos, além do arrastão a um shopping popular de Guarujá, quando oito assaltantes fizeram dois reféns, fugiram por mar e atiraram em uma lancha da Receita Federal.

"É uma guerra, mas o trabalho está sendo feito. Todos os índices de violência estão em queda. Nunca será zero. O governo vai sempre trabalhar para reduzir a criminalidade. A polícia também está trabalhando", disse Alckmin.

Transporte

Geraldo Alckmin assinou nesta sexta-feira o contrato para início de obras complementares do VLT, vistoriou a construção do Centro de Controle Operacional (CCO) e entregou cinco novas composições, ampliando a frota para dez trens. Outros dois serão entregues ainda neste ano e mais dez em 2016.

As obras serão realizadas pela Construtora Queiroz Galvão S/A, que venceu a licitação homologada no início deste mês. O investimento será de R$ 88 milhões.

Fonte: Exame/Abril

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Alckmin decide manter sigilo só sobre documentos protegidos

O governador Geraldo Alckmin esteve em Santos para assinar o contrato de PPP (Parceria Público Privada) com o Consórcio BR Mobilidade Baixada Santista
Geraldo Alckmin afirmou que deu ordem para que fosse revogado o sigilo imposto a diversos documentos das estatais de transporte público

O secretário de Transportes Metropolitanos do governo Geraldo Alckmin (PSDB), Clodoaldo Pelissioni, assinou nesta quinta-feira, 8, a Resolução 52/STM, que resguarda apenas documentos protegidos por lei ou ordem judicial.

A Resolução 52 também prevê uma revisão de todos os pedidos de informações relativas à Pasta que foram indeferidos desde que entrou em vigor, em 3 de julho de 2014, a Resolução 36 - agora revogada pela norma 52.

Segundo nota divulgada pela assessoria de Pelissioni, a medida ‘visa a total transparência das informações’. A Resolução 36 previa sigilo por até 25 anos sobre documentos do Metrô, CPTM e EMTU.

A medida atende determinação do governador. Na quarta-feira, 7, Alckmin afirmou que deu ordem para que fosse revogado o sigilo imposto a centenas de documentos das estatais de transporte de massa classificados em 2014 como 'ultrassecretos'.

A Resolução 52/STM foi tomada 24 horas depois que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) cobrou esclarecimentos do governo, acolhendo pedido do Ministério Público de Contas.

Em despacho desta quarta-feira, 7, o conselheiro Roque Citadini, do TCE de São Paulo, deu prazo de cinco dias para que a Pasta de Transportes Metropolitanos envie as informações e os motivos do ultrasigilo.

A ordem que mergulhava os documentos da secretaria de Alckmin em um segredo tão longevo e amplo foi revelada na terça-feira, 6, pelo jornal Folha de S. Paulo.

O sigilo alcançaria contratos e execução de obras do sistema viário, envolvendo as estatais de transporte de massa. No mesmo dia, Alckmin informou que iria reavaliar a medida.

Ao cobrarem informações sobre os segredos do Metrô, da CPTM e da EMTU, os procuradores de Contas que atuam no âmbito do TCE, alertaram. "Transparência é regra.’

A Resolução 52 da Secretaria de Transportes Metropolitanos será publicada no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira, 9.

Fonte: Exame

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Gestão Alckmin não vai priorizar monotrilho nos extremos da cidade

Obra na linha Ouro do monotrilho (Foto: TV Globo/Reprodução)
A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu congelar a construção de 17 das 36 estações de monotrilho previstas para as linhas 17-Ouro, que está sendo construída na Zona Sul de São Paulo, e da Linha 15-Prata, na Zona Leste.

Segundo a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, “a prioridade é concluir os trechos que já possuem obras avançadas antes de abrir novas frentes de trabalho”. Diz ainda que, nas áreas que não serão atendidas agora, estão sendo equacionadas questões como ampliações viárias, reassentamentos e desapropriações.
Questionada, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos não informou quantos dos 44,3 km anunciados ficam comprometidos com essa decisão.

Na Linha 17-Ouro, anunciada como serviço que atenderia o bairro de Paraisópolis, mas que não vai mais cruzar o Rio Pinheiros, são pelo menos 9,9 km congelados, segundo informações disponíveis no site do Metrô. A obra terá agora 7,7 km dos cerca de 17,7 km prometidos e ficará restrita ao trecho entre o Aeroporto de Congonhas e a Marginal Pinheiros.

A linha também vai perder o trecho que ligaria o aeroporto até a Estação Jabaquara, onde faria conexão com a Linha 1-Azul do Metrô.

A linha foi anunciada quando ainda se discutia o uso do Estádio do Morumbi para a Copa do Mundo de 2014. Ela chegou a ser prometida para 2013, mas só deve ficar pronta em 2017 e com extensão menor que a prevista.

Ficam de fora até segunda ordem as estações Panamby, Paraisópolis, Américo Mourano, Estádio do Morumbi, São Paulo-Morumbi, Jabaquara, Hospital Sabóia, Cidade Leonor, Vila Babilônia e Vila Paulista.

Zona Leste

Já a Linha 15-Prata seria a substituição do antigo Expresso Tiradentes. O chamado “Fura Fila”, projetado nos anos 90 para ir até o extremo leste, foi redesenhado depois para ser um serviço de ônibus elevado ligando o Centro à Vila Prudente. De lá, seguiria em sistema de monotrilho até Cidade Tiradentes.

Em 2013, o G1 mostrou que já havia um impasse na obra em razão de o trajeto prever a construção dos pilares do monotrilho na Avenida Ragueb Chohfi, via comercial e estreita e que é um dos principais acessos à região de Cidade Tiradentes. O impasse se dava em relação às inúmeras desapropriações previstas para a área.

Agora, a Secretaria de Transportes Metropolitanos decidiu congelar sete estações da linha 15:  Jequiriçá, Jacu-Pêssego, Érico Semer, Marcio Beck, Cidade Tiradentes e Hospital Cidade Tiradentes. Além dessas, a conexão com a Estação Ipiranga, da Linha 10-Turquesa, de 2,2 km, na outra ponta da linha.

A quilometragem total que não será priorizada neste momento não foi informada pela secretaria. A previsão inicial era que o monotrilho tivesse, no total, 26,6 km.
Secretaria

"A Secretaria dos Transportes Metropolitanos informa que, sobre os projetos dos monotrilhos das linhas 15- Prata e 17-Ouro, a prioridade é concluir os trechos que já possuem obras avançadas antes de abrir novas frentes de trabalho. Os trechos prioritários são a ligação do Aeroporto de Congonhas até o Morumbi (integração com a Linha 9 da CPTM) na Linha 17 e Vila Prudente a Iguatemi na Linha 15.

Nos demais trechos, estão sendo equacionadas as questões referentes às ampliações viárias com a Prefeitura de São Paulo, levantamento de reassentamentos e desapropriações necessárias para o prosseguimento das obras, licenciamentos ambientais e novas fontes de financiamento."

Linha Bronze 

Há exatamente um ano o governo do estado assinou o contrato para construir a Linha Bronze do monotrilho, que vai ligar o ABC à Zona Leste da Capital. Mas, até agora, não tem nem sinal de obra. O governo diz que ainda espera pelo dinheiro do governo federal para iniciar a construção.

Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/08/gestao-alckmin-nao-vai-priorizar-monotrilho-nos-extremos-da-cidade.html