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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Hungria recusa 600 refugiados no 1º dia de aplicação de nova lei

Hungria recusa 600 refugiados no primeiro dia de aplicação da nova lei. EFE/Zoltan Balogh
A Hungria começou a executar nesta terça-feira a polêmica reforma legal que permite expulsar refugiados e imigrantes interceptados perto da fronteira, medida que já foi aplicada a 600 pessoas.

"Durante o dia de hoje, os agentes acompanharam até a fronteira cerca de 600 pessoas, que colaboraram com as autoridades, e não houve incidentes", informou o capitão-general da polícia húngara, Karoly Papp, em relação à norma que entrou em vigor na meia-noite.

Segundo esta lei, as autoridades "acompanharão" até o outro lado das grades nas fronteiras meridionais do país todos os refugiados que forem interceptados dentro de uma faixa de oito quilômetros, um procedimento criticado pela ONU e várias ONGs.

Do outro lado das cercas, em uma estreita faixa de terreno ainda em território húngaro, os refugiados terão que ir às zonas de registro, onde poderão apresentar as solicitações de asilo.

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) criticou na segunda-feira que esse procedimento dificultará ainda mais o processo de pedido de asilo.

Segundo o Acnur, o governo conservador húngaro está enviando aos refugiados a mensagem de que não há possibilidade de entrar no país, pelo menos de forma irregular.

O governo garante que trata-se de um sistema mais eficaz para "diminuir o número de imigrantes que permanecem no país ilegalmente", como disse György Bakondi, conselheiro de assuntos de segurança do governo.

Desde 2015, quando a Hungria fechou as fronteiras com Sérvia e Croácia, entrar no país de forma ilegal é considerado crime passível de cinco anos de prisão. Neste ano, mais de 17 mil refugiados ou imigrantes entraram no país.

Fonte: EFE

segunda-feira, 20 de junho de 2016

ONU diz que há 65,3 milhões de refugiados em todo o mundo

Refugiados que atravessaram a Hungria e Áustria se alojam em centro na Alemanha
O total de pessoas deslocadas - homens, mulheres e crianças forçadas a deixar suas casas em razão da guerra ou de perseguições - chegou em 2015 a 65,3 milhões em todo o mundo, entre homens, mulheres e crianças, informou hoje (20) a Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). Trata-se da maior crise de refugiados e migração desde a Segunda Guerra Mundial.

O dado faz parte do relatório Tendências Globais, que registra o deslocamento forçado de populações ao redor do mundo com base em dados dos governos, de agências parceiras e da próprio Acnur. O documento foi divulgado pela Acnur por ocasião do Dia Mundial do Refugiado, celebrado hoje.

O relatório Tendências Globais, da Acnur, informa que, dos 65,3 milhões de refugiados existentes em 2015, 3,2 milhões se encontravam em países industrializados aguardando solicitações de refúgio. Cerca de 21,3 milhões de refugiados estavam em outras regiões ao redor do mundo e 40,8 milhões foram forçados a fugir de suas casas, mas continuam dentro das fronteiras de seus próprios países.

Celebração

Para celebrar a data, várias programações para ajudar a conscientizar a população mundial sobre os problemas dos refugiados estão sendo organizadas em todo o mundo. A cúpula do Departamento de Estado dos Estados Unidos participará hoje de eventos nas cidades de Baltimore, Washington, Nova York e Nova Jersey, destinados a homenagear a contribuição que os refugiados deram à economia e à cultura norte-americana.

A agenda do secretário de Estado norte-americano John Kerry prevê hoje, à noite, em Sterling, Virgínia, encontro com integrantes da Sociedade Muçulmana, uma entidade que se dedica a promover ajuda para refugiados vindos dos países muçulmanos. Na reunião, estará presente a atriz Angelina Jolie Pitt, que atua também em projetos em favor dos refugiados.

Exposição intitulada Refugiados será aberta hoje à noite na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, com a presença do secretário-geral Ban Ki-moon.

A exposição, montada com o objetivo de chamar a atenção do mundo para o problema dos refugiados, inclui uma seleção de imagens feitas por jovens perseguidos em seus países. O fotógrafo norte-americano Brian Sokol, que se dedica fotografar refugiados da Síria, República Centro Africano, Sudão e Mali, terá trabalhos exibidos na mostra. O fotógrafo sueco Magnus Wennman, que acompanha crianças refugiadas sírias nos países vizinhos ou fazendo o seu caminho pela Europa, também terá trabalhos exibidos na ONU.

A exposição também inclui Nuvens Sobre Sidra, um vídeo de realidade virtual que transporta os visitantes para um campo de refugiados na Jordânia. Quem assiste ao vídeo se sente como um refugiado.

A Organização Não Governamental (ONG) Médicos Sem Fronteira divulgará hoje, em diversos países, informações sobre a assistência que a entidade está dando aos refugiados em termos nutricionais ou psicológicos. “Ajudamos a montar hospitais em campos de refugiados, acompanhamos e ajudamos mulheres a darem à luz com segurança, vacinamos crianças e fazemos programas para prevenir epidemias e garantir acesso à água potável”, informou a ONG.

Tendências

Segundo o documento Tendências Globais, da Acnur, na maioria das regiões do mundo o deslocamento forçado tem aumentado desde meados da década de 90. Mas este crescimento se acentuou ao longo dos últimos cinco anos. Há pelo menos duas razões que explicam esta tendência: a) situações que causam grandes fluxos de refugiados estão durando mais (por exemplo, conflitos na Somália ou no Afeganistão estão agora em sua terceira e quarta décadas, respectivamente); b) novas ou antigas situações dramáticas estão ocorrendo frequentemente (o maior conflito atual é na Síria).

Europa

Ainda segundo a ONU, apenas 14% dos refugiados procuraram refúgio na União Europeia, contra 86% que estão em países de baixos e médios rendimentos fora da UE.

A Turquia, junto com o Paquistão e o Líbano, está à frente no ranking de países que mais refugiados acolheram temporariamente em 2015. Ao longo do ano, a Alemanha voltou a encabeçar a lista de países que mais pedidos de asilo aceitou, seguida dos Estados Unidos e da Suécia.

Na últimas semanas, Portugal, por exemplo, recebeu mais de 300 refugiados provenientes da Grécia e da Itália, através do programa de recolocação da União Europeia. O acolhimento dessas pessoas faz parte do compromisso assumido pelo país de receber pelo menos 4.500 refugiados até o final do ano que vem.

A Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), organização de entidades da sociedade civil em Portugal, lançou hoje um comunicado em que afirma que, através da plataforma, o país já recebeu 28 famílias, com 125 pessoas no total, das quais 66 são crianças, acolhidas em várias cidades do país.

“Nas próximas semanas vão continuar a chegar crianças e suas famílias, em número considerável. Temos por isso que ativar todas as capacidades de acolhimento e mesmo aumentar o número de instituições anfitriãs capazes de cumprir este gesto solidário”, diz o comunicado.

Segundo o coordenador da plataforma, Rui Marques, ao longo dos últimos meses, mais de 300 organizações portuguesas e 8 mil voluntários se mobilizaram no país em solidariedade aos refugiados. Há, atualmente, seis voluntários da organização na Grécia, em Lesbos e Atenas, apoiando refugiados mais vulneráveis.

Rui Marques ressaltou a importância da campanha “E se fosse eu?”, feita no dia 6 de abril, quando dezenas de milhares de estudantes do ensino fundamental e médio refletiram sobre como é ser refugiado. E lembrou que amanhã (21) haverá um concerto solidário no Teatro Thalia, em Lisboa. O show de Ana Stillwell, intitulado Take my Coat, terá toda a arrecadação destinada ao programa da PAR na Grécia.

Fonte: Agência Brasil

Papa Francisco pede que as pessoas escutem e acolham os refugiados

Papa Francisco
Às vésperas do Dia Mundial do Refugiado (20 de junho), o papa Francisco convocou seus seguidores a ajudarem os refugiados que fogem das guerras em seus países de origem. "Você tem que encontrá-los, ouvi-los e recebê-los", disse hoje (19) o papa ao mencionar o tema deste ano para a data promovida pelas Nações Unidas: "Com os refugiados – somos parte de quem é forçado a fugir". O pronunciamento do pontífice foi feito da janela do Palácio Apostólico para os fiéis na Praça de São Pedro.

"Os refugiados são pessoas como todos os outros, mas de quem a guerra levou casa, trabalho, parentes, amigos", argumentou o pontífice. “Suas histórias e suas faces nos chamam para renovar o esforço e construir a paz na Justiça. Por isso queremos estar com eles; encontrá-los, acolhê-los e escutá-los para, juntos, construirmos a paz segundo a vontade de Deus". Nesta semana o Vaticano recebeu pela segunda vez um grupo de refugiados sírios acolhido pela Santa Sé e pela comunidade de Santo Egídio.

A primeira visita ocorreu em abril, quando um grupo de 12 sírios muçulmanos refugiados chegou a Roma. No segundo grupo de refugiados havia nove pessoas – duas delas católicas. Eles chegaram à capital italiana vindos de um campo de refugiados da ilha grega de Lesbos, região que foi visitada há dois meses pelo papa.

O Dia Mundial do Refugiado foi instituído em 2000 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, e começou a ser celebrado em 2001. A data chama atenção para os problemas vividos por milhões de pessoas que forçosamente são obrigadas a deixar suas casas para fugir de guerras, conflitos e perseguições. Atualmente há um grande fluxo de refugiados vindos de zonas de conflitos localizadas principalmente na Síria, no Afeganistão, na Somália, no Iraque e Sudão.

Fonte: Agência Brasil

sábado, 4 de junho de 2016

Ricky Martin visita refugiados no Líbano como embaixador da boa vontade


Ricky Martin, embaixador da boa vontade do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) desde 2003, visitou crianças e adolescentes refugiados no Líbano e pediu que o futuro de milhões de menores afetados pela guerra na Síria seja protegido.

"Conheci crianças que foram forçadas a se tornar o ganha-pão de suas famílias, trabalhando até 12 horas por dia", disse nesta sexta-feira o astro pop ao concluir a visita, que durou dois dias, segundo um comunicado da entidade.

O cantor lembrou que cerca de 2,8 milhões de crianças estão fora da escola na região e pediu ao mundo que faça mais para "proteger os menores da exploração e para facilitar a eles o acesso a locais seguros nos quais possam ser educados e empoderados".

Rick Martin disse estar emocionado com a história de Batoul, uma menina de 11 anos da cidade de Homs, que tem que trabalhar em troca de água e um teto, e junto a sua mãe e suas duas irmãs são as que mantêm à família de 13 membros.

"Estou comovido com a coragem destas crianças. Investir em seu presente é investir no futuro da região", afirmou ele.

O porto-riquenho participou das atividades que o Unicef desenvolve com crianças e adolescentes para oferecer segurança nos campos de refugiados, e se reuniu com adolescentes que estão sendo formados para que adquiram as capacidades intelectuais e práticas.

Aproximadamente, 1,1 milhão de sírios busca abrigo no Líbano desde o início da guerra em 2011 e mais da metade é criança. O Unicef trabalha com o governo libanês e outras organizações humanitárias para cobrir as necessidades de saúde, alimentação e educação de 800 mil crianças vulneráveis, assim como adolescentes que necessitam de apoio.

Fonte: EFE

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Indignação mundial após bombardeio contra refugiados sírios

Bombardeios em campo de refugiados na Síria
A comunidade internacional expressou indignação com os bombardeios que mataram cerca de 30 pessoas nesta quinta-feira em um campo de refugiados do norte da Síria, considerados "crime de guerra" pela ONU.

Além disso, ao menos 73 pessoas morreram nas últimas 24 horas em uma batalha entre as forças do regime de Bashar al-Assad e a Frente Al-Nosra, braço sírio da Al-Qaeda, em uma área ao sul de Aleppo, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Na quinta-feira à noite, 28 civis, incluindo crianças, morreram em ataques contra um campo de deslocados que fugiam dos combates na província de Idleb (noroeste).

Até o momento não foi possível determinar quem está por trás dos bombardeios, perto da cidade de Sarmada, na fronteira com a Turquia. Aviões do regime, da Rússia e da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos sobrevoam a Síria.

O governo negou qualquer envolvimento. O exército sírio chegou a afirmar que os rebeldes atacaram recentemente "alvos civis" para depois acusar o governo de Damasco. Os insurgentes, no entanto, não dispõem de aviões.

A Rússia também negou que qualquer avião do país ou da Síria tenha sobrevoado na quinta-feira a região do campo de refugiados.

"Nenhum avião russo ou qualquer outro sobrevoou a área", afirmou o porta-voz do ministério russo da Defesa, Igor Konashenkov, antes de destacar que o campo de deslocados poderia ter sido alvo de um ataque "premeditado ou acidental de artilharia" dos jihadistas da Frente Al-Nosra.

Os rebeldes sírios acusam a aviação do regime de Damasco de ser responsável pelo bombardeio.

Os vídeos divulgados na internet por militantes - apresentados como imagens da tragédia - mostram barracas azuis destruídas, em chamas, em meio a gritos de adultos e choro de crianças.

"Que Deus os amaldiçoe"

"Que Deus os amaldiçoe", grita uma pessoa em um dos vídeos.

"Onde estão as ONGs?", questiona outro.

Muitos voluntários correram para tentar apagar as chamas no campo devastado. Nas imagens também é possível observar os feridos, incluindo muitas mulheres, gritando de dor.

Em outro vídeo, equipes de emergência colocam cobertores sobre os corpos carbonizados. Várias vítimas perderam membros e as cenas são fortes.

"Os bombardeios são um crime de guerra", anunciou o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos.

"Estes acampamentos de barracas estão instalados nesta área há várias semanas e podem ser observados com facilidade. É extremamente improvável que os ataques tenham sido acidentais. É muito mais provável que tenham sido deliberados e constituam um crime de guerra", afirmou Zeid Ra'ad Al Hussein em um comunicado.

A diplomacia britânica se declarou "horrorizada" com o ataque, que atribuiu ao regime de Assad.

Stephen O'Brien, secretário da ONU para Assuntos Humanitários, concordou que o ataque "pode constituir um crime de guerra" e pediu uma investigação imediata.

A União Europeia chamou o ataque de "inaceitável" e o governo dos Estados Unidos afirmou que, embora não esteja confirmada a autoria do regime sírio no bombardeio, este corresponde "totalmente" a suas operações anteriores.

A guerra na Síria, que desde 2011 provocou mais de 270.000 morte, forçou milhões de pessoas a fugir, o que provocou uma tragédia humanitário que tem consequências inclusive na Europa.

Fonte: AFP

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Refugiados receberão capacitação para empreender no Brasil

Aulas de graça que os brasileiros adoram
Refugiados e solicitantes de refúgio que escolheram o Brasil para viver poderão encontrar no empreendedorismo uma boa oportunidade de recomeço. Parceria entre o Sebrae e o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça, irá capacitar imigrantes que chegaram aqui após sofrerem perseguições em seus países por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social e opinião política, ou que deixaram seus lares por conta de violações de direitos humanos, em especial aquelas decorrentes de guerras e conflitos armados.

O projeto Refugiado Empreendedor foi lançado na sexta-feira (1º), no escritório do Sebrae Nacional, em São Paulo, e vai oferecer cursos gratuitos de empreendedorismo a refugiados, que serão ministrados a distância e presencialmente. Nessa fase piloto, devem ser capacitados 250 refugiados na capital paulista.

Além da capacitação empresarial, a parceria quer estimular a formalização dos empreendimentos dirigidos pelos refugiados e facilitar o acesso ao crédito para esse público. “O empreendedorismo é uma forma de incluir socialmente e economicamente os milhares de refugiados que o Brasil abraçou. É uma chance de eles conquistarem parte da vida que deixaram para trás”, afirma o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

Para o presidente do Conare, Beto Vasconcelos, a iniciativa também serve como alavanca para o desenvolvimento socioeconômico. “Os imigrantes e refugiados ajudaram e ajudam a construir o Brasil, que é constituído por uma sociedade plural e diversa. Assim como na nossa história, no presente e no futuro eles têm condições de oferecer ao país o intercâmbio cultural, científico tecnológico, laboral e, sobretudo, o espírito empreendedor daqueles que buscam uma oportunidade de se manterem vivos”, destaca Vasconcelos.

O diretor superintendente do Sebrae em São Paulo, Bruno Caetano, explica que a proposta de ação do projeto é muito prática, os refugiados serão orientados desde o plano de negócios até como obter crédito em uma instituição financeira. “Queremos despertar nesse público as possibilidades que o empreendedorismo oferece em termos de ocupação e geração de renda”, enfatiza.

De acordo com o Conare, existem no Brasil 8,6 mil refugiados reconhecidos e mais 20 mil solicitantes de refúgio. A maioria é formada por sírios, angolanos, colombianos, congoleses e libaneses.

O projeto-piloto começa no dia 26 de abril e será composto por quatro fases. Na primeira, será oferecida uma palestra de sensibilização e capacitações on line. Os refugiados que quiserem continuar no programa poderão participar presencialmente de um pacote de cursos do Sebrae. A terceira e quarta etapa serão voltadas para a formalização dos empreendimentos desse público e para a possível obtenção de crédito empresarial.

Apoio

Para chegar até os refugiados, o Sebrae e o Conare contarão com o apoio da prefeitura de São Paulo, oito organizações não governamentais e entidades (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados - ACNUR, Instituto de Reintegração de Refugiado - ADUS, Associação de Assistência a Refugiados no Brasil - OASIS, Biblioteca e Centro de Pesquisa América do Sul – Países Árabes, Caritas Arquidiocesana de São Paulo - BIBLIASPA, Eu Conheço meus Direitos - IKMR, Associação Nacional de Juristas Evangélicos e Missão Paz - ANAJURE).

Para participar do projeto Refugiado Empreendedor, os refugiados devem falar português básico, estar no Brasil há pelo menos um ano e possuir CPF.

De acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Estatuto dos Refugiados (1951), “um refugiado é toda pessoa que, por causa de fundados temores de perseguição devido a sua raça, religião, nacionalidade, associação a determinado grupo social, opinião política, encontra-se fora de seu país de origem, e que, por causa dos ditos temores, não pode ou não quer regressar ao mesmo.”

Tal Convenção, ratificada por 147 países, entre os quais o Brasil, cria obrigações para que os governos ofereçam aos refugiados condição de trabalho legal e seguro, bem como acesso à rede de serviços públicos do país.

Fonte: Exame

Turquia recebe primeiros refugiados expulsos após acordo

A chanceler alemã, Angela Merkel, aperta a mão do premiê turco, Ahmet Davutoglu, durante visita de Merkel à Turquia, dia 08/02/2016
Três barcos partiram nesta segunda-feira rumo à Turquia com pelo menos 202 imigrantes que estavam nas ilhas gregas de Lesbos e Chios, como parte do polêmico acordo assinado entre UE e Ancara em 18 de março passado.

Este acordo contou com o apoio da Alemanha, que aceitou, no último ano, a maioria dos mais de um milhão de imigrantes que desembarcaram na Europa pela Turquia.

Em conversa por telefone, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro turco, Ahmed Davutoglu, consideraram que esta segunda-feira foi um dia "importante", que marcou o início da "implementação de uma parte central" da estratégia europeia para conter o fluxo de imigrantes, declarou a Alemanha.

Pelo acordo, 202 imigrantes, entre eles dois sírios, foram levados para a Turquia, enquanto outros 32 sírios foram levados para Hannover, no norte da Alemanha, e 11, para a Finlândia. Espera-se que, nesta terça, a Holanda receba mais refugiados.

Uma primeira embarcação procedente de Lesbos chegou ao porto de Dikili às 6h20 GMT (3h20 de Brasília), e outros dois devem chegar nas próximas horas - um ao mesmo porto, e outro, a Cesme.

Em Lesbos, a balsa Lesvos e o catamarã Nezli Jale receberam 131 pessoas, em sua maioria do Paquistão e de Bangladesh, no porto de Mytilene, informou Ewa Moncure, porta-voz da Frontex, a agência de vigilância de fronteiras externas da UE, que comanda a operação.

A Polícia grega anunciou números um pouco diferentes: 136 pessoas partiram de Lesbos, sendo 125 paquistaneses, quatro cingaleses, três bengaleses, dois indianos e dois sírios.

Segundo o ministro turco encarregado das relações com a UE, Volkan Bozkir, os sírios serão enviados aos campos de Osmaniye, no sul do país, e de Kirklareli, no norte, perto da fronteira com a Bulgária.

Os demais vão permanecer um tempo na Turquia, antes de serem devolvidos "pouco a pouco" para seus respectivos países.

Vários manifestantes expressaram apoio aos expulsos, com direito a uma faixa com frase "Turkey is not safe" ("Turquia não é segura") no terraço de um hotel diante do porto.

Mesmo assim, a operação aconteceu de maneira calma e ordenada, de acordo com Moncure.

Os imigrantes, todos homens, estavam no campo de Moria, a 10 quilômetros do porto.

Em Chios, outra ilha próxima da Turquia, a balsa Erturk Line-Cesme saiu do porto com 66 imigrantes a bordo, segundo a polícia: 43 afegãos, 10 iraquianos, seis paquistaneses, cinco cidadãos congoleses, um somali, um marfinense e um indiano.

Dezenas de ativistas e simpatizantes compareceram ao local para pedir "liberdade", mas não há registro de confrontos.

O acordo assinado entre a União Europeia e a Turquia prevê que, para cada sírio devolvido, outro será admitido no território comunitário, com um teto de 72 mil pessoas.

Um primeiro grupo de 16 sírios desembarcou nesta segunda-feira em Hannover, norte da Alemanha, e um segundo grupo deve chegar nas próximas horas.

No domingo, uma fonte do governo alemão afirmou que dezenas de imigrantes chegariam à França, à Finlândia e a Portugal.

Um ato ilegal

A agência de notícias grega ANA anunciou ontem que 750 imigrantes seriam devolvidos para a Turquia entre segunda e quarta-feiras, ao ritmo de 250 por dia. O grupo é composto, em sua maioria, por paquistaneses, cingaleses e africanos.

A Turquia começou a preparar centros de registro perto das ilha de Lesbos e Chios, assim como um campo de grande capacidade.

A UE enviou forças de segurança para apoiar a operação. O governo francês pretende mobilizar 200 homens, entre policiais, agentes do Batalhão de Choque e gendarmes.

Diante da ameaça de expulsão iminente, vários migrantes teriam solicitado asilo nas últimas horas. A princípio, o acordo envolve apenas os que não fizeram o pedido.

A operação provoca grande preocupação entre os defensores dos direitos humanos, incluindo a organização Anistia Internacional, que acusa Ancara de forçar uma centena de sírios por dia a voltar para a Síria. O governo turco nega a acusação.

"O que vai acontecer com as milhares de pessoas que pediram asilo?", questionava a vice-diretora da AI na Europa, Gauri Vaugulik, falando de Lesbos.

A ONG alemã Pro Asyl denunciou as expulsões como "um ato ilegal e desumano".

Para o chefe da representação da Comissão Europeia na Grécia, Panos Carvounis, o "teste" desta segunda enviou "um sinal muito forte para dizer às pessoas: 'não venham mais para a Grécia pelo mar, porque vão ser devolvidos'".

O acordo não resolve o problema dos 50 mil refugiados que chegaram à Grécia antes de 20 de março e que permanecem bloqueados na fronteira desde o fechamento da rota dos Bálcãs.

Fonte: Exame

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

UE alerta Grécia sobre "negligência" em fronteiras

Refugiados entram na Macedônia a partir da fronteira com a Grécia
Queixas.com.br
O órgão executivo da União Europeia alertou nesta quarta-feira que a Grécia pode ser sujeita a mais controles nas fronteiras com outros países na área de Schengen de livre circulação se não resolver as "sérias deficiências" na administração das divisas externas.

Nações da UE vêm criticando cada vez mais a maneira como o governo da Grécia está lidando com a pior crise migratória na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com mais de um milhão de imigrantes chegando ao continente no ano passado, a maioria pela Grécia.

"Se a ação necessária não está sendo tomada e as deficiências persistirem, existe a possibilidade de... se permitir aos Estados-membros que fechem temporariamente suas fronteiras", disse o vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, a jornalistas.

Ele falava depois de o Executivo do bloco ter aceitado um relatório segundo o qual o governo grego "negligenciou seriamente" suas obrigações com seus colegas da área Schengen.

O emprego desta expressão pode abrir caminho para governos da UE exercitarem a opção de reinstalar os controles de suas fronteiras nacionais por até dois anos assim que as medidas de curto prazo atualmente em vigor expirarem em maio.

Vários países-membros do bloco adotaram controles de emergência em suas divisas e alertaram que podem de fato suspender Atenas da zona de livre circulação.

A maioria dos imigrantes irregulares que chegam à UE partiu da Turquia e atravessou o território grego rumo à Alemanha mais ao norte.

Fonte: Exame

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Chega ao Canadá primeiro avião com refugiados sírios

Funcionários do aeroporto de Mississauga, Ontario, recebem os refugiados sírios e entregam sacolas de recepção, dia 11/12/2015
Um avião com 163 refugiados sírios a bordo pousou no aeroporto de Toronto, Canadá, no fim da noite de quinta-feira, onde foram eles foram recebidos pelo primeiro-ministro Justin Trudeau.

O governo canadense espera receber 10.000 refugiados sírios até o fim do ano.

"Recordaremos este dia", afirmou Trudeau antes de receber os refugiados, incluindo muitas mulheres e crianças.

O primeiro grupo viajou em um avião de transporte de tropas, que decolou de Beirute e fez uma escala técnica na Alemanha.

O novo governo liberal canadense prometeu durante a campanha receber este ano 25.000 refugiados sírios.

Mas recuou no mês passado, alegando problemas logísticos e depois de receber críticas de que o governo de Ottawa atuava com muita pressa, apesar das preocupações em termos de segurança depois dos atentados de Paris Paris.

O ministro da Imigração John McCallum declarou ter a esperança de que o governo possa receber 10.000 refugiados até 31 de dezembro.

O governo espera a chegada de outros 15.000 até o fim de fevereiro.

Desde o início de 2014, o Canadá recebeu 3.500 refugiados sírios.

Fonte:Exame/Abril

Chegada de imigrantes à Grécia caiu bruscamente, diz agência

Refugiados afegãos chegam à Grécia
O número de imigrantes ilegais que chegaram à Grécia caiu bruscamente no mês passado, com provavelmente menos de 100 mil pessoas registradas pela agência de fronteiras da União Europeia, menos da metade do número de outubro, disse uma porta-voz da entidade nesta sexta-feira.

Destacando que os dados ainda não estavam completos, a porta-voz disse que mais de 200 mil pessoas chegaram ao litoral grego em outubro, e que as condições meteorológicas ruins podem ter reduzido o fluxo.

Ainda é cedo para estabelecer qualquer tendência após um acordo entre Turquia e UE no final de novembro para tentar limitar o número de imigrantes que deixam a Turquia, disse a porta-voz.

Fonte:Exame/Abril

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

ONU alerta que América Central vive crise de refugiados

Imigrantes no departamento de Imigração dos Estados Unidos em Phoenix, Arizona
A região centro-americana é cenário de uma crise de refugiados, na qual milhares de mulheres e crianças são forçados a fugir de níveis alarmantes de violência, alerta nesta quarta-feira um estudo da agência da ONU para os Refugiados (ACNUR).

O relatório "Mulheres em fuga" afirma categoricamente que "se trata de uma crescente crise de refugiados" ante a incapacidade dos governos de El Salvador, Honduras e Guatemala de conter a onda de violência urbana e a ação do crime organizado.

O chefe da ACNUR, o português António Guterres, afirmou que, "enquanto a atenção internacional está voltada para os refugiados que chegam à Europa, há outra crise de proteção se desenvolvendo na América Central".

Guterres assinalou que entre 2008 e 2014 a ACNUR registrou que a chegada de refugiados aos Estados Unidos vindo dos países do Triângulo Norte centro-americano quintuplicou, mas os pedidos de abrigo no México e outros países multiplicaram por 13.

Nesse cenário, as mulheres e seus filhos são o elo mais frágil da corrente, por estarem expostos a abusos durante todo o processo.

"Depois de pagar valores exorbitantes aos 'coiotes' (traficantes de pessoas), muitas mulheres são agredidas, estupradas e, muitas vezes, assassinadas pelo caminho", relata o texo.

Entre suas recomendações, a ACNUR assinala que os países devem "evitar utilizar a detenção como forma de conter o fenômeno", em uma referência à política adotada pelos Estados Unidos em sua fronteira sul.


Fonte:Exame/Abril

Tropas nigerianas resgatam mais de 300 pessoas em poder do Boko Haram

Jovens nigerianas sequestradas pelo Boko Haram e libertadas pelo Exército fazem fila para receber doações de roupas, em um campo de refugiados na cidade de Yola. Foto: AFP/Emmanuel Arewa.
O exército nigeriano anunciou nesta quarta-feira que resgatou mais de 300 pessoas, principalmente mulheres e crianças, sequestradas pelo grupo islamita Boko Haram na região nordeste do país.

"Uma unidade (do exército) resgatou 338 pessoas que os terroristas mantinham em cativeiro", incluindo 192 crianças e 138 mulheres, durante uma operação na terça-feira na região da floresta de Sambisa, reduto dos insurgentes islamitas, anunciaram as Forças Armadas.

As operações aconteceram em campos suspeitos de pertencer aos terroristas do Boko Haram nas cidades de Bulajilin e Manawashe.

O exército também afirmou ter matado 30 supostos insurgentes do Boko Haram e ter recuperado armas e munições.

Imagens divulgadas pelo exército após a operação mostram várias mulheres, algumas das quais com vbebês no colo. Os reféns libertados foram levados ao campo de deslocados de Mubi, no estado vizinho de Adamawa.

O comunicado também afirma ter matado em uma emboscada quatro suspeitos que planejavam ataques suicidas na cidade de Gubula, no estado de Adamawa.

Segundo a Anistia Internacional, o Boko Haram sequestrou ao menos 2.000 mulheres e meninas na Nigéria desde janeiro. Em abril de 2014, o sequestro de cerca de 200 estudantes na cidade de Chibok provocou forte comoção em todo o mundo, bem como críticas contra o então presidente, Gooluck Jonathan, por sua fraca resposta à situação das jovens.

O exército nigeriano reivindicou nos últimos meses uma série de missões bem-sucedidas contra o Boko Haram no intuito de encerrar a insurgência de seis anos do grupo islâmico.

No final de setembro, as autoridades nigerianas anunciaram o resgate de 241 mulheres e crianças em operações contra os insurgente no nordeste do país, e no começo de agosto, o exército alegou ter libertado 178 pessoas, incluindo mais de 100 crianças, na cidade de Aulari, 70 km ao sul de Maiduguri, a capital do estado de Borno.

Na terça-feira, a Força Aérea nigeriana declarou ter bombardeado depósitos de veículos e combustível do grupo em um esforço para deteriorar ao máximo seus recursos.

O comandante da aviação, Sadique Abubakar, afirmou em um comunicado que os bombardeios abrem caminho para um ataque final das tropas terrestres.

O atual presidente, Muhammadu Buhari, que ascendeu ao poder em maio com a promessa de destruir o Boko Haram, deu aos seus comandantes o prazo de derrotar o grupo até o fim de dezembro.

A violência do Boko Haram matou pelo menos 17 mil pessoas e forçou cerca de 2,5 milhões a fugir de suas casas desde 2009.

Cerca de 170 pessoas foram mortas nesse mês e mais de 1.420 desde que Buhari assumiu o poder, de acordo com cálculos da AFP.

O Boko Haram também tem organizado ataques em Camarões, Chade e Níger.

Desta forma, treze civis foram mortos e três ficaram feridos em um ataque na terça-feira à noite pelo Boko Haram em um cidade perto de Diffa, no sudeste do Níger, segundo autoridades locais.

Uma força regional multinacional envolvendo Nigéria, Camarões, Chade, Níger e Benim tem tentado combater os insurgentes.


Fonte:Diário de Pernambuco

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Pelo menos quatro mortos em naufrágio no Canadá

Pelo menos quatro pessoas morreram na sequência do naufrágio, no domingo, de um barco de observação de baleias que levava 27 passageiros a bordo, ao largo da ilha de Vancouver, oeste do Canadá, informou a guarda costeira.

As buscas prosseguem para encontrar os desaparecidos", disse à agência AFP o tenente-comandante James Desmond, sem facultar o número em concreto.

De acordo com a cadeia televisiva CTV, cinco pessoas foram dadas como desaparecidas e 11 estão hospitalizadas, incluindo algumas em estado grave.

Segundo o Vancouver Sun, que citou o centro de coordenação de salvamento, o barco, operado pela estação baleeira Jamie, emitiu um pedido de socorro pelas 16:00 locais (23:00 de domingo em Lisboa).

Inúmeras embarcações convergiram para a zona para ajudar nas buscas.

Fonte:Mundo ao minuto

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Desaparecimento de menino de três anos comove Berlim

Refugiados aguardam para receber assistência social em Berlim, Alemanha
Refugiados aguardam para receber assistência social em Berlim, Alemanha: muitos jornais informavam sobre o ocorrido

O desaparecimento de um refugiado de quatro anos, que pode ter sido vítima de um sequestro diante de um centro de acolhida em Berlim, provocava indignação nesta sexta-feira na Alemanha, enquanto a polícia buscava um homem que pode ter raptado o menino.

A polícia de Berlim divulgou imagens feitas por uma câmera de vigilância no dia 1º de outubro, nas quais o pequeno Mohamed aparece caminhando de mãos dadas com um homem, de entre 35 e 50 anos.

O menino, um bósnio refugiado na Alemanha, carregava um bicho de pelúcia na outra mão.

Ambos deixavam o centro de acolhida de refugiados, Lageso, onde todos os dias se formam imensas filas de espera de demandantes de asilo que tentam registrar sua chegada na Alemanha.

A polícia, que indicou ter confiado a investigação a um grupo especial, não descartou que se tratasse de um sequestro.

Muitos jornais informavam sobre o ocorrido, entre eles o mais lido, Bild, que afirmava que o menino chegou à Alemanha junto com sua mãe e seus irmãos de nove anos e cinco meses.

No dia de seu desaparecimento, a mãe, que fugiu da Bósnia-Herzegovina dois anos antes, foi receber as ajudas sociais às quais os refugiados têm direito, segundo o jornal.

Fonte: Exame/Abril

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Papa Francisco irá lançar disco de pop e rock em novembro

O Papa Francisco irá lançar um disco em 27 de novembro, no qual recita mensagens sobre bases pop e rock. “Wake up!” já está em pré-venda no iTunes e uma de suas músicas, “Wake Up! Go! Go! Forward”, pode ser ouvida em um site oficial .
Capa de 'Wake Up!', disco do Papa Francisco que será lançado em 27 de novembro (Foto: Divulgação/Believe)
Uma música em português, “Fazei o que Ele vos disser”, fecha o disco, que tem 11 faixas e foi produzido por Don Giulio Neroni, que já trabalhou em discos de orações lançados pelos papas João Paulo II e Bento XVI.

Na música divulgada na sexta, a voz de Francisco foi gravada durante uma saudação ao povo sul coreano, feita em inglês no ano passado. Em certo trecho, ele diz que “ninguém que dorme pode cantar, dançar ou regozijar-se”, e por isso pede que os fiéis acordem, citando o título da música.

Boa parte do repertório foi composto por Tony Pagliuca, um músico italiano que na década de 1970 teve uma banda de rock progressivo chamada Le Orme, que chegou a liderar as paradas em seu país de origem.

Parte do valor arrecadado com as vendas de “Wake up!” será revertida a um fundo de ajuda a refugiados, de acordo com o Vaticano.

A lista de músicas do disco é a seguinte:

01 - Annuntio Vobis Gadium Mangum
02 - Salve Regina
03 - Laudato Sie…
04 - Poe Que' Sufren Los Ninos
05 - Non Lasciatevi Rubare La Speranza!
06 - La Iglesia No Puede Ser Una Ong!
07 - Wake Up! Go! Go! Forward!
08 - La Fa Es Entera, No Se Licua!
09 - Pace! Fratelli!
10 - Per La Famiglia
11 - Fazei O Que Ele Vos Disser

Fonte: G1

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Jornalista húngara é demitida após chutar refugiados sírios

Na terça-feira (8) à tarde foi difundido através das redes sociais o vídeo

A crise dos refugiados sírios nos deixou grandes gestos de solidariedade... e também alguns momentos menos bonitos. Na terça-feira à tarde foi difundido através das redes sociais o vídeo do momento em que um grupo de refugiados sírios tentava romper um cordão de segurança na cidade de Röszke, na Hungria, perto da fronteira com a Sérvia. O que chamou a atenção deste vídeo é um momento em que parece que uma repórter de televisão dá uma rasteira em um dos refugiados, que corre com uma criança em seus braços.

O vídeo foi distribuído através da conta de Twitter do jornalista alemão Stephan Richter, que está no local. As primeiras reações nas redes sociais foram uma mistura de espanto e incredulidade. Seria possível que essa mulher loira segurando a câmera tenha dado uma rasteira nos refugiados ou foi um efeito ótico pela perspectiva da câmera e o homem tinha tropeçado nela? Ou até poderia ter sido um ato reflexo? O próprio Richter defendeu, no começo, que a jornalista não tinha dado uma rasteira.

Mas como o passar das horas, a questão tornou-se mais clara. A jornalista foi identificada pelo site húngaro 444.hu como Petra László, do canal húngaro N1TV. Essa outra gravação, de outro momento e tomada de outro ângulo, não deixa lugar a dúvidas: a mulher dá um chute em uma menina que corre segurando a mão de um homem.

Se havia alguma dúvida, vários usuários do Twitter analisaram o momento com lupa.


A gravidade dos fatos e o debate que causou a difusão das imagens obrigaram a rede N1TV a demitir a jornalista, conforme informaram em sua conta no Facebook. Também disseram que o caso está encerrado de parte deles. Por enquanto, não são conhecidas as razões que levaram à agressão e a jornalista não deu nenhuma explicação para o fato.

Fonte: http://www.capitalteresina.com.br/noticias/internacional/jornalista-hungara-e-demitida-apos-chutar-refugiados-sirios-31721.html

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Putin responsabiliza EUA por crise de refugiados na Europa

O presidente da Rússia, Vladimir Putin
Vladimir Putin: "Nós na Rússia, já previmos há vários anos problemas de envergadura se nossos parceiros ocidentais seguissem com essa sua política externa errônea, sobretudo nas regiões do mundo muçulmano"
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, responsabilizou os Estados Unidos e a sua política no Oriente Médio pela avalanche de refugiados que chega atualmente à Europa.

"A Europa segue às cegas essa política (dos EUA) no marco de seus compromissos de aliados e depois arca com todo o peso" das consequências, disse Putin nesta sexta-feira aos jornalistas durante o Fórum Econômico de Vladivostok.

O presidente russo comentou que vê "com perplexidade como alguns meios de comunicação americanos criticam à Europa por uma excessiva, segundo eles, crueldade com os imigrantes", enquanto os próprios EUA não sofrem a avalanche de refugiados de países em guerra no Oriente Médio, na Ásia Central e no norte da África.

"A crise (de refugiados) era de se esperar. Nós na Rússia, e esse humilde servidor, já previmos há vários anos problemas de envergadura se nossos parceiros ocidentais seguissem com sua política externa errônea, sobretudo nas regiões do mundo muçulmano", lembrou Putin.

O chefe do Kremlin reiterou que essa política realizada até hoje pelo Ocidente pretende impor seus valores e padrões nessas regiões sem levar em conta suas peculiaridades históricas, religiosas, nacionais e culturais.

A primeira coisa que é preciso fazer para resolver o problema dos refugiados, segundo Putin, "é lutar juntos contra o terrorismo e os extremismos de todo tipo, principalmente nos países com problemas".

Putin reforçou que a Rússia quer impulsionar a criação de uma coalizão internacional para combater os jihadistas do Estado Islâmico (EI), uma proposta que já fez ao presidente americano, Barack Obama, e também a vários líderes do mundo árabe.

"Apesar de ser impossível hoje em dia que todos os países interessados em lutar contra o terrorismo se organizem no campo de batalha, seria preciso conseguir pelo menos uma coordenação entre eles", advertiu Putin em alusão à recusa do Ocidente, da Arábia Saudita e da oposição síria em lutar junto às tropas do presidente Bashar al Assad.

Enquanto Moscou considera que uma coalizão militar que una o regime de Damasco com sua oposição na luta contra um inimigo comum impulsionará o processo político na Síria, Washington se propôs a estender seus ataques aéreos às tropas de Assad se estas atacarem as milícias apoiadas pelo Ocidente.

A Rússia reiterou em muitas ocasiões suas críticas às potências ocidentais por minar as posições de Damasco, alegando que essa estratégia apenas debilitará a capacidade das autoridades sírias de fazer frente à ameaça do EI.

Fonte: http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/putin-responsabiliza-eua-por-crise-de-refugiados-na-europa

Polícia turca prende quatro pessoas após morte de criança síria

Os quatro suspeitos, com nacionalidade síria e idades entre 30 e 41 anos, foram presos na estação turca de Bodrum
A polícia turca deteve nesta quinta-feira (3) quatro suspeitos de tráfico de imigrantes após o naufrágio que provocou a morte de 12 pessoas que se dirigiam à Grécia, incluindo o garoto sírio de três anos, Aylan Kurdi, informaram jornais locais. Os quatro suspeitos, com nacionalidade síria e idades entre 30 e 41 anos, foram presos na estação turca de Bodrum (no Sudoeste do país), de onde partiram as duas embarcações que naufragaram quando se dirigiam para a ilha grega de Kos, segundo a agência noticiosa Dogan.

De acordo com a agência Dogan, os suspeitos deverão se apresentar ao tribunal ainda nesta tarde. Na madrugada de hoje, 12 refugiados sírios morreram afogados quando tentavam entrar na Grécia, segundo a guarda-costeira turca.

A foto do corpo do garoto Aylan em uma praia espalhou-se pelas redes sociais e jornais de vários países, provocando emoção e indignação sobre o destino dos migrantes e refugiados que tentam alcançar a Europa.

Há vários meses, milhares de migrantes e refugiados, sobretudo sírios, afegãos ou africanos, tentam atravessar em condições muito precárias o mar Egeu para alcançar as ilhas gregas, porta de entrada para a União Europeia (UE).

Canadá

A família da criança síria, cujo corpo foi encontrado em uma praia turca, pretendia ir para o Canadá, afirmou a tia do garoto, citada hoje pelo diário Ottawa Citizen.

Teema Kurdi vive em Vancouver (oeste do Canadá) há cerca de 20 anos. Ela disse que tinha reunido, em janeiro, os documentos necessários para solicitar abrigo para o irmão e a família dele (esposa e dois filhos) ao programa de refugiados. Em declarações ao jornal canadense, Teema Kurdi relatou que tentou, com a ajuda de amigos e vizinhos, coletar dinheiro necessário para trazer a família para o Canadá, mas não conseguiu.

Em junho passado, o pedido foi recusado pelos serviços de imigração canadenses devido, segundo Teema Kurdi, à complexidade dos pedidos de asilo provenientes da Turquia. Com a rejeição da candidatura, a família decidiu embarcar e tentar a sorte no Mediterrâneo.

Oriundo da cidade curda de Kobane (norte da Síria), o pai da criança síria relatou hoje, pela primeira vez, os momentos que antecederam a morte de sua família.

“Tínhamos coletes salva-vidas, mas o barco virou de repente, porque as pessoas se levantaram. Segurei a mão da minha mulher. Mas os meus filhos escorregaram das minhas mãos”, afirmou Abdallah Ebdi, em declarações à agência de notícias turca Dogan. “Estava escuro e todas as pessoas gritavam. Foi por isso que a minha mulher e os meus filhos não podiam ouvir a minha voz. Consegui nadar até a costa graças às luzes, mas, uma vez em terra, não consegui encontrar a minha mulher e os meus filhos”, disse Abdallah Ebdi, pai de Aylan Kurdi (3 anos) e Galip (5 anos), que morreram no naufrágio.

“Fui para o hospital e só aí recebi a má notícia”, recordou.

Ainda em declarações à agência turca, Abdallah Ebdi contou que já tinha tentado em outra ocasião levar a família para a Grécia, mas a embarcação em que viajavam foi interceptada pela guarda costeira grega.

O ministro da Imigração canadense, Chris Alexander, afirmou, antes da divulgação das imagens da criança síria, que “o número [de refugiados no país] aumenta rapidamente”, através do programa governamental e do apoio dos cidadãos.

Chris Alexander disse que na mesma ocasião “cerca de 2.500” refugiados sírios tinham sido recebidos no Canadá este ano.

De acordo com os últimos dados oficiais, divulgados no final de julho, 1.002 sírios foram efetivamente instalados no Canadá.

Fonte: http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/policia-turca-prende-quatro-pessoas-apos-morte-de-crianca-siria/?cHash=5f85afa39b7e35840c90771cb181ab26