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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Qatar crisis to speed the rise of Asia's spot LNG trade

FILE PHOTO: A membrane-type liquefied natural gas (LNG) tanker is moored at a thermal power station in Futtsu, east of Tokyo, Japan February 8, 2017.  REUTERS/Issei Kato/File Photo
Qatar's isolation by other Arab nations has dealt a strong hand to Japanese utilities in talks reviewing long-term gas contracts with the top LNG exporter, likely accelerating a shift to a more openly traded global market for the fuel.

If Japan gets its way in the periodic contract review, the world's biggest buyer of LNG would have to import more short-notice supplies from producers such as the United States, another step away from rigid deals that run for decades towards a more active spot market.

At stake for Qatar are 7.2 million tonnes of annual liquefied natural gas (LNG) sold in contracts that expire in 2021. The $2.8 billion a year in gas mostly goes to Japan's JERA, a joint venture between Tokyo Electric and Chubu Electric that is the world's single biggest LNG buyer.

"Since the crisis emerged, the Japanese are sure not to renew all contracts and they will push very hard to get more flexible terms," said an advisor on LNG contracts, speaking on condition of anonymity due to the sensitivity of ongoing negotiations.

Qatar and Japan as seller and buyer will each account for nearly a third of 300 million tonnes to be shipped this year in 500 tankers. Any change in how volumes trade between them is sure to jolt an industry where practices in place since the 1970s are already being challenged.

In some ways the situation is similar to what happened in Europe between 2008 and 2014, when amid an economic crisis and tensions between Europe and Russia, European utilities renegotiated gas purchase terms, freeing up more supplies for spot markets.

Three deals between Japan and Qatar are under a periodic review, three sources with knowledge of the matter said, potentially allowing for some adjustments, and the buyers may also only partially renew the contracts when they expire.

An official with a Japanese buyer would not comment on individual contracts, but said purchase agreements were typically reviewed every five years.

That fits with the deals under discussion, which will expire in 2021 and were signed in 1997/1998 and in 2012.

Qatar Petroleum was not available for comment.

TABLES TURN

LNG volumes grew to 260 million tonnes last year from 250 million tonnes in 2015, produced by around a dozen countries, with more than half coming from Qatar, Australia and Malaysia.

Thirty-nine countries imported LNG in 2016, up by four from the previous year, with 70 percent of world consumption in Asia.

Facing competition from new producers, Qatar talked tough with Japan ahead of the contract reviews, warning buyers not to demand too many changes, or Japanese companies could be squeezed out of their stakes in Qatar's LNG projects.

But the tables have turned since Arab nations including Saudi Arabia, Egypt, and the United Arab Emirates (UAE) cut ties with Doha, boycotting its trade and weakening Qatar's negotiating position.

Cheniere, the only U.S. company to export LNG so far, is offering its supplies as an alternative.

"This dispute is a timely reminder of the value of the diversity and flexibility of supply that destination–free U.S. exports bring to individual buyers," said Cheniere spokesman Eben Burnham-Snyder.

Unlike other exporters, Cheniere allows its buyers to re-sell cargoes.

The Qatar crisis "will further encourage international LNG buyers to include more American LNG ... for reliability reasons," said Kent Bayazitoglu, director of market analytics at Gelber & Associates in Houston.

Source: Reuters

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Brazil's Temer says government offered 'all it could' on pension reform

Brazil's President Michel Temer speaks to media during the LAAD, the biggest military industry expo in Latin America, in Rio de Janeiro, Brazil April 4, 2017. REUTERS/Pilar Olivares
Brazilian President Michel Temer said his government has offered "all it could" to ease lawmakers' resistance to a landmark pension reform bill, key to rebalance the government's strained finances, according to an interview published on Saturday.

Temer's center-right government, which took office last year pledging to tackle Brazil's massive government deficit, proposed five concessions to wavering congressmen on Friday, amid signs of resistance among legislators to the unpopular reform.

These included easing the rules on the transition to the new system and on rural workers, pensions for police and teachers, as well as benefits for the elderly and disabled.

Temer told the Folha de S. Paulo newspaper that he would not compromise on the central tenet of the legislation, which is introducing a minimum retirement age. While the government wants a minimum age of 65 for men, it could discuss reducing that for women, if necessary, Temer said.

"If we set the minimum age for men at 65, and 64 or 63 for women, it would not mean a big change," Temer said, adding that a different age for women is still not under discussion.

The pension plan, submitted last year to Congress, is aimed at curbing a growing deficit in Brazil's generous pension system, meant to provide rights guaranteed in the country's 1988 Constitution. It would require more years on the job for workers to gain full pension benefits.

The government said on Friday it faces a deficit in the pension system of 202 billion reais ($64.21 billion) next year.

Temer also said he does not intend to issue any decree exempting workers from the outsourcing law he sanctioned last month, adding he does not see the law harming workers´ rights.

Press representatives at the presidential palace confirmed to Reuters the content of the interview to Folha de S. Paulo.

Source: Reuters

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Inflação oficial acumula taxa de 8,97% em 12 meses

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, acumulou em agosto alta de preços de 8,97% em 12 meses. A taxa ficou acima do teto da meta de inflação do governo federal, que é de 6,5%. Em julho, o IPCA acumulava alta de 8,74% em 12 meses. Os dados foram divulgados hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Considerando-se apenas o resultado de agosto, o IPCA ficou em 0,44%. As taxas haviam ficado em 0,52% em julho deste ano e em 0,22% em agosto do ano passado.

A inflação de agosto foi influenciada principalmente pelas taxas de 0,96% das despesas pessoais e de 0,8% de saúde e cuidados pessoais.

Os alimentos, por outro lado, foram os principais responsáveis pelo recuo da taxa mensal entre julho e agosto. Isso porque a inflação do grupo alimentação e bebidas recuou de 1,32% em julho para 0,3% em agosto.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Senado deve se manifestar sobre Venezuela assumir presidência do Mercosul

A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou na semana passada voto de repúdio diante da possibilidade de a presidência temporária do Mercosul ser transmitida a Venezuela. No entanto, a posição não é consenso dentro da Casa, desta forma, o plenário pode votar a manifestação nesta semana.

Para a autora do requerimento na comissão, senadora Ana Amélia (PP-RS), o presidente venezuelano Nicolás Maduro "já deu amplas demonstrações de que não governa democraticamente. Um governo que mantém presos políticos, persegue opositores, desrespeita o Legislativo e tutela o Poder Judiciário não pode presidir o Mercosul”, justificou.

O senador Lasier Martins (PDT-RS), também contrário que a Venezuela assuma o comando do Mercosul, disse que o Brasil tem que prestar atenção ao sofrimento do povo venezuelano e cobrar respeito aos princípios do Mercosul, que exige de seus membros a manutenção da ordem democrática e dos direitos humanos. O senador espera que, com equilíbrio e serenidade, o país contribua para solucionar a questão da Venezuela e mostrar ao mundo a solidez do bloco. “Enquanto no Brasil vemos políticos presos, na Venezuela existem presos políticos. Lá, existe praticamente uma centena de encarcerados por suas convicções ideológicas ou partidárias. Aqueles que têm coragem de enfrentar o governo autoritário correm o sério risco de acabar na prisão”, disse o senador.

Impasse

A possibilidade de a Venezuela assumir a presidência é alvo de críticas por integrantes do bloco. Pelas regras, a troca da presidência pro tempore do Mercosul é feita a cada seis meses e deveria ocorrer na próxima Cúpula de Presidentes do bloco, quando o Uruguai, atual presidente do bloco, passaria o comando para os venezuelanos. A cúpula estava prevista para a próxima terça-feira (12), em Montevidéu, mas foi cancelada.

Diante do impasse, está prevista uma reunião amanhã (11) entre os chanceleres dos demais países integrantes do bloco - Uruguai, Argentina, Paraguai e Brasil -  marcada pelo governo uruguaio.

Entre os integrantes do bloco regional, o Paraguai é o maior crítico da Venezuela. O chanceler paraguaio, Eladio Loizaga, defende a aplicação da chamada cláusula democrática do Mercosul, que prevê sanções a um país do bloco em caso de ruptura democrática. O próprio Paraguai foi suspenso, em 2012, após o afastamento do então presidente Fernando Lugo. Na época, com a ausência do Paraguai, os demais países do bloco aprovaram a entrada da Venezuela no Mercosul, que estava travada pelo Senado paraguaio.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra, tem criticado o governo de Nicolás Maduro, dizendo que não existe democracia no país, referindo-se aos opositores detidos, considerados “presos políticos”. Brasil e Argentina acusam o governo Maduro de dificultar a organização de um referendo por parte da oposição venezuelana que pode tirá-lo do poder.

Na última quinta-feira (7), a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) criticou a posição do ministro. "Pela primeira vez, nossos países passaram a se enxergar como aliados, como sócios. Nossas nações passaram a se ver como parceiras de um destino comum: a integração, que nos levaria à prosperidade conjunta e à inserção soberana no cenário mundial", disse

As declarações do ministro brasileiro também provocaram reação do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, no Twitter. "A República Bolivariana da Venezuela rechaça as insolentes e amorais declarações do chanceler de facto do Brasil", escreveu. Ele também acusa o Brasil de sofrer um golpe de Estado que "vulnera a vontade de milhões de cidadãos que votaram em Dilma".

Demais membros do Mercosul temem que, uma vez na liderança do bloco, as autoridades de Caracas possam desacelerar o tão esperado acordo de livre comércio com a União Europeia (UE), cujas negociações tomaram novo fôlego. A situação de Maduro é complicada até mesmo dentro de seu país. Uma pesquisa divulgada na semana passada mostra que cerca de 94% da população venezuelana desaprova o governo de Maduro. Segundo sondagem feita pela consultoria Datanálisis, quase 100% dos venezuelanos consideram a situação do país "ruim ou muito ruim".

Uruguai

Apesar da polêmica, o Uruguai confirmou na última quinta-feira (7) a vontade de passar a presidência temporária do Mercosul à Venezuela, mesmo com a oposição de Brasil, Paraguai e Argentina. "O governo uruguaio, em exercício na presidência temporária do Mercosul, reitera sua posição no sentido de passá-la, conforme estabelecido pelas normas vigentes do Mercosul", informou um comunicado publicado pelo Ministério de Relações Exteriores uruguaio.

*Com informações da Ansa Brasil e da Agência Senado

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Gastos no exterior são os menores para maio desde 2009, diz Banco Central

Brasília - Movimento no aeroporto de Brasília antes do feriado de Carnaval. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Os gastos de brasileiros em viagens ao exterior ficaram em US$ 1,113 bilhão, em maio desde ano, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (24). É o menor valor apurado para o mês desde 2009, quando os gastos ficaram em US$ 779 milhões. No mesmo mês do ano passado, as despesas no exterior ficaram em US$ 1,414 bilhão.

De janeiro a maio, os gastos no exterior ficaram em US$ 5,161 bilhões, contra US$ 8,291 bilhões registrados em igual período de 2015.

As receitas de estrangeiros no Brasil ficaram em US$ 434 milhões, em maio, e em US$ 2,754 bilhões, nos cinco meses do ano, contra US$ 417 milhões e US$ 2,498 bilhões registrados, respectivamente, em iguais períodos do ano passado.

Com os resultados das despesas e receitas, o saldo da conta de viagens internacionais fechou os cinco meses do ano com déficit de US$ 2,407 bilhões. A projeção do BC para o resultado negativo dessa conta, este ano, foi mantida em US$ 6 bilhões.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Governo autoriza importação de feijão para reduzir o preço


O Palácio do Planalto anunciou hoje (22) que o governo vai liberar a importação de feijão de alguns países, com o objetivo de reduzir o preço do produto nos supermercados. A medida valerá para o feijão com origem na Argentina, no Paraguai e na Bolívia.

De acordo com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi, está em estudo a possibilidade de importar o produto também do México e da China, segundo informações divulgadas pelo Portal do Planalto.

De acordo com o Instituto Brasileiro do Feijão, o aumento se deve à seca em grande parte dos estados que produzem o grão. Com isso, houve queda na oferta e, com o aumento da demanda, os preços acabaram subindo. O preço do feijão-carioca chegou a R$ 10 em supermercados de vários estados brasileiros.

Maggi disse ainda que pretende propor às grandes redes de supermercado que busquem comprar o produto nas regiões onde a oferta é maior. “Pessoalmente tenho me envolvido nas negociações com os cerealistas, com os grandes supermercados, para que eles possam fugir do tradicional que se faz no Brasil, e ir diretamente à fonte onde tem esse produto e trazer. E, à medida que o produto vai chegando ao Brasil, nós temos certeza de que o preço cederá na medida em que o mercado for abastecido”, disse o ministro por meio do portal.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Número de empresas no país cai pela primeira vez desde 2007

Indústria
O Brasil perdeu 289 mil empresas em 2014, uma queda de 5,4% em relação a 2013 e a primeira desde o início da série histórica, em 2007, do Cadastro Central de Empresas (Cempre) divulgado hoje (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As organizações formais ativas, 5,1 milhões, ocupavam 55,3 milhões de pessoas. O número representa aumento de pessoal ocupado de 0,2% (97,5 mil) e de pessoal ocupado assalariado de 0,8% (381,3 mil), comparado a 2013.

Uma das coordenadoras da pesquisa, Kátia Cilene Medeiros de Carvalho, explicou que a maioria das empresas que não resistiram à crise era de pequeno porte. “A maioria das empresas que fecharam era dos setores de comércio e da indústria de transformação, com até nove pessoas ocupadas. O aumento, embora pequeno, do pessoal ocupado sugere que, provavelmente, os trabalhadores que perderam seus empregos nas empresas que fecharam foram absorvidos por empresas maiores, já consolidadas, que têm mais condições de sobreviver a períodos de crise”, comentou Kátia.

O número de sócios e proprietários recuou 3,9% (283,8 mil), que também podem ter sido, em boa parte, absorvidos pelo mercado, entrando como pessoal assalariado. O total de salários e outras remunerações (R$1,5 trilhão) aumentou 4,5%, e o salário médio mensal (R$ 2.301,82) cresceu 1,8%, em termos reais.

Em 2014, pelo quinto ano consecutivo, o comércio, a reparação de veículos automotores e de motocicletas concentraram a maior parte do pessoal ocupado assalariado, com 9,3 milhões de pessoas (19,3%) e representaram 40,1% das empresas (2 milhões). Porém, em salários e outras remunerações, o comércio ficou na terceira colocação (12,3% ou R$ 181,4 milhões). O setor com maior participação em salários e outras remunerações foi administração pública, defesa e seguridade social, com R$ 338,2 milhões (23%).

Os menores salários médios mensais foram pagos por alojamento e alimentação (R$ 1.133,10), atividades administrativas e serviços complementares (R$ 1.409,43) e comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (R$ 1.498,91). Essas atividades, que pagaram salários médios mensais menores, absorveram juntas 32,6% do pessoal ocupado assalariado.

Sexo e Escolaridade

O salário das mulheres era equivalente a 80% do salário dos homens em 20014. A média salarial para homens era de R$ 2.521,07 e para mulheres, de R$ 2.016,63.

A administração pública e as entidades sem fins lucrativos apresentaram maior participação feminina no pessoal ocupado assalariado. Nas entidades empresariais predominava o pessoal ocupado assalariado masculino em todo o período considerado. “O número de mulheres vem crescendo ano a ano. Nas empresas públicas, a entrada é facilitada pelos concursos, em que o mérito é que conta, mas a participação feminina também está crescendo nas empresas privadas, embora em menor número”, disse Kátia.

Em 2009, 41,9% dos assalariados brasileiros eram mulheres e em 2014 o percentual subiu para 43,5%. Com relação às entidades empresariais, houve queda de 5,6 pontos percentuais na diferença entre a participação masculina e a feminina de 2008 a 2014. Nas entidades sem fins lucrativos, a participação das mulheres assalariadas aumentou de 52,8% para 55,6% no mesmo período.

Por nível de escolaridade, o pessoal ocupado assalariado com nível superior recebeu, em média, R$ 4.995,08, enquanto o pessoal sem nível superior recebeu R$ 1.639,04, uma diferença de 204,8%.

Em relação à escolaridade, a administração pública apresentou a maior proporção de assalariados com nível superior (43,9%), mas o pessoal sem nível superior predominou em todas as categorias, atingindo 87,9% nas entidades empresariais e 71,2% nas entidades sem fins lucrativos.

Regiões do Brasil

A Região Sudeste concentrava 51,6% (2,9 milhões) das unidades locais, 50,5% do pessoal ocupado (27,9 milhões), 50,2% do pessoal assalariado (24,2 milhões) e 54,4% (R$ 799,8 bilhões) dos salários e outras remunerações.

O Sul do país foi a segunda região com maior número de unidades locais (22%) e em salários e outras remunerações (16,1%), mas ficou na terceira posição em relação a pessoal ocupado total ou assalariado, com 17,8% e 17,2% respectivamente. A Região Norte ficou na segunda posição em pessoal ocupado (17,9%) e em pessoal ocupado assalariado (18,5%) e ficou na terceira colocação em número de unidades locais (15,1%) e em salários e outras remunerações (14,4%). A Região Centro-Oeste ficou na quarta colocação em todas as variáveis analisadas, e a Região Norte na quinta colocação, com os menores valores.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Cidades e Transportes serão os mais afetados por corte

A presidente Dilma Rousseff
O governo publicou nesta segunda-feira decreto de contingenciamento do Orçamento deste ano de 10,7 bilhões de reais, preservando todas as despesas obrigatórias como o salário dos servidores e pagamentos do Bolsa Família, medida que paralisa a máquina pública em diversos áreas.

"O contingenciamento adicional foi tomado em função do cenário econômico adverso, que resultou em grande frustração de receitas", informou o Ministério do Planejamento por meio de nota. Segundo a pasta, a medida também veio por conta da "interpretação do Tribunal de Contas da União sobre a conduta a ser adotada enquanto o Congresso Nacional avalia a solicitação de revisão da meta encaminhada pelo Poder Executivo".

O governo tinha até o dia 30 de novembro para publicar o decreto, já que o Congresso Nacional ainda não votou a alteração da meta de resultado primário para este ano, prevendo déficit ao invés de superávit. Com isso, o Executivo se viu obrigado a indicar cortes.

A votação estava prevista para quarta-feira da semana passada, mas foi afetada pela prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), ex-líder do governo no Senado, por suspeita de obstrução no andamento da operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras. A sessão acabou sendo adiada esta terça-feira.

Diante do impacto do contingenciamento, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, vai realizar nesta tarde reunião com os secretários-executivos de todos os ministérios, com o objetivo orientar sobre medidas operacionais.

Segundo o Planejamento, o maior contingenciamento nominal será do Ministério das Cidades, que cuida de boa parte dos investimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), chegando a 1,651 bilhão de reais neste ano. Para o Ministério dos Transportes, o corte foi de 1,447 bilhão de reais.

Já o contingenciamento adicional para a Educação é de 189,4 milhões de reais.

Foram preservadas todas as despesas obrigatórias, como salários de servidores, benefícios previdenciários e sociais, o pagamento da Bolsa Família, as despesas com o mínimo da saúde e da educação, seguro desemprego e abono salarial.

O valor de 10,7 bilhões reais, segundo o ministério, corresponde ao total ainda disponível no Orçamento de 2015 para despesas discricionárias que podem ser contingenciadas em 10 de novembro. Essas despesas incluem, entre outros, gastos destinados ao investimento, à manutenção do funcionamento dos órgãos do governo federal, pagamento de aluguel, água e luz.

Segundo o Planejamento, outros 500 milhões de reais também foram contingenciados de emendas impositivas, somando ao todo corte de 11,2 bilhões de reais. Com isso, o contingenciamento total do Poder Executivo, em 2015, poderá atingir 89,6 bilhões de reais.

Fonte:Exame/Abril

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Dólar abre em alta antes de dado de emprego dos EUA

Dólares
O dólar à vista no balcão abriu esta sexta-feira, 6, em alta, depois de permanecer abaixo de R$ 3,80 ontem pelo terceiro dia seguido e acompanhando a valorização moderada da moeda no exterior.

Os investidores em todo o mundo esperam o número de empregos criados nos Estados Unidos em outubro, no fim da manhã.

Às 9h27, o dólar à vista no balcão subia 0,47%, a R$ 3,7937, depois de abrir em alta de 0,48%, a R$ 3,7940. No mercado futuro, a moeda para dezembro abriu cotada a R$ 3,8180, com avanço de 0,21% e era negociada a R$ 3,8205 (+0,28) no horário mencionado.

No cenário internacional, o dólar estava mais forte que o euro, o iene e algumas rivais de países emergentes e ligadas a commodities.

O relatório de emprego dos EUA (payroll), às 11h30, deve mostrar criação de 183 mil empregos em outubro, segundo estimativas, mais forte que a geração de 142 mil vagas em setembro, o que reforçaria as apostas de alta dos juros pelo Federal Reserve em dezembro.

As chances de elevação, aliás, podem ser mantidas mesmo que o resultado venha um pouco abaixo do esperado porque, até a próxima reunião do Fed, nos dias 15 e 16 do último mês do ano, o mercado deverá conhecer vários indicadores do país, inclusive o payroll de novembro.

Além disso, a presidente do Fed, Janet Yellen, disse nesta semana que há a possibilidade de a alta das taxas dos Fed Funds ocorrer no mês que vem.

Fonte: Exame/Abril

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Cartões de crédito e viagem
Com o dólar mais caro, os gastos de brasileiros em viagens internacionais caíram quase pela metade (46,99%), em setembro deste ano, na comparação com igual período do ano passado.

De acordo com o Banco Central (BC), no mês passado, essas despesas somaram US$ 1,260 bilhão. Tais gastos são os menores para o mês, na nova série histórica do BC, atualizada de acordo com nova metodologia e iniciada em janeiro de 2010.

De janeiro a setembro, os gastos chegaram a US$ 14,139 bilhões, com queda de 27,78% na comparação com igual período de 2014 (US$ 19,579 bilhões).

As receitas de estrangeiros em viagem ao Brasil ficaram estáveis em setembro deste ano (US$ 486 milhões), na comparação com o mesmo mês de 2014.

De janeiro a setembro, eles gastaram no país US$ 4,333 bilhões, com queda de 18,99% na comparação com igual período do ano passado (US$ 5,349 bilhões).

Com esses resultados de gastos e receitas, a conta de viagens internacionais ficou deficitária em US$ 774 milhões, em setembro, e em US$ 9,806 bilhões, nos nove meses do ano.

As viagens internacionais fazem parte da conta de serviços, que também tem dados de receitas e despesas com transportes, seguros, serviços financeiros e  aluguel de equipamentos, entre outros.

Segundo o chefe adjunto do Departamento Econômico do BC, Fernando Rocha, os serviços são um dos itens da conta total de transações do Brasil com o exterior, que apresentam saldo negativo menor este ano.

Esse saldo negativo menor das transações com o exterior é influenciado pela alta do dólar, o que torna mais favorável a venda de produtos e oferta de serviços de brasileiros no exterior e mais caro comprar de estrangeiros.

Rocha disse que o resultado das transações brasileiras com o exterior também é influenciado pela “fraca atividade econômica”.

Em setembro, o saldo negativo das transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços do país com o mundo, ficou em US$ 3,076 bilhões e acumulou US$ 49,362 bilhões nos nove meses do ano.

Fonte: Exame/Abril

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Dilma: Não há hipótese de o governo não continuar o Minha Casa Minha Vida

Todo o esforço que o governo vem fazendo para alcançar o equilíbrio nas contas públicas é para garantir que os programas sociais possam ter continuidade. E durante a entrega das chaves da casa própria a mais de 10 mil famílias de Presidente Prudente e Cotia (SP) nesta quarta-feira (16), a presidente Dilma Rousseff garantiu o Minha Casa Minha Vida 3.

“Todo o esforço que nós estamos fazendo para cortar as despesas do governo é para que o Minha Casa Minha Vida 3 possa ser contratado e ser entregue. Nós vamos começar com cuidado, mas vamos começar. Não vai haver hipótese de a gente não continuar o Minha Casa Minha Vida 3. Não há essa hipótese”.

Explicando às famílias beneficiadas a necessidade do ajuste fiscal, a presidente comparou as contas do governo ao orçamento doméstico.
“Nós, hoje, vivemos um momento de dificuldades. Todas as famílias sabem o que é passar por um momento de dificuldade. Diminuiu um pouco o dinheiro que nós temos. Como qualquer família, a gente dá uma apertada no cinto e preserva aquilo que é melhor para o futuro das pessoas”, disse. E demonstrou assim que esta é a razão das medidas para o reequilíbrio no Orçamento. “Não é para acabar com tudo, pelo contrário, é para conseguir manter aquilo que é mais importante”.

A presidente ressaltou a importância do programa habitacional que já beneficiou mais de 4 milhões de famílias brasileiras “de Norte a Sul, de Leste a Oeste”. Deste total, já foram entregues mais de 2,5 milhões de unidades habitacionais e outro 1,5 milhão está em construção.

Mais cedo, em entrevista a uma rádio,  Dilma Rousseff disse que querer usar a crise econômica que o país atravessa como instrumento para chegar ao poder é “uma versão moderna do golpe”. Segundo Dilma, vários países passaram por crises nos últimos anos e, em nenhum, a “ruptura democrática” foi proposta como solução.

“Em todos esses países que passaram por dificuldades, você não viu nenhum país propondo a ruptura democrática como forma de saída da crise. Esse método que é querer utilizar a crise como um mecanismo para chegar ao poder é uma versão moderna do golpe”, comparou Dilma, em entrevista para a rádio Comercial AM, de Presidente Prudente, antes de viajar para um compromisso na cidade do interior paulista.

Dilma disse que há pessoas “que não se conformam” com o fato de o Brasil ser uma democracia sólida, baseada na legitimidade do voto popular. “Essas pessoas geralmente torcem para o quanto pior, melhor, e aí é em todas as áreas, quanto pior, melhor na economia, quanto pior, melhor na área politica; todas elas esperando uma oportunidade para pescar em águas turvas”, disse.

Fonte: http://www.jb.com.br/pais/noticias/2015/09/16/dilma-nao-ha-hipotese-de-o-governo-nao-continuar-o-minha-casa-minha-vida/?from_rss=None

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Dilma afirma que governo vai garantir a volta do crescimento

A presidente Dilma Rousseff no México


Em cerimônia de entrega de unidades do Minha Casa Minha Vida, em Caucaia (CE), a presidente Dilma Rousseff voltou a afirmar, nesta sexta-feira, 28, que o Brasil é um país forte e que vai superar suas dificuldades.

"Tem uma minoria que aposta sempre no 'quanto pior, melhor'. São pessoas que pescam em águas turvas e, quando as águas estão claras, nunca conseguem o que querem. Nós temos a clareza que o Brasil é um país forte, que vai crescer, vai superar suas dificuldades, que são momentâneas", afirmou.

Dilma disse ainda que o Brasil tem muito o que preservar e que não vai permitir retrocessos, nem nos programas sociais nem na democracia. "Todos nós sofremos as consequências de ter um país não democrático, que não respeitava as leis, não deixava as pessoas darem suas opiniões", comentou.

A presidente também falou sobre o cenário econômico, afirmando que o governo pensa em aumentar o emprego e garantir a volta do crescimento.

"Vocês acham que a situação está incerta, que a inflação está alta, vocês temem perder o emprego, mas o meu governo pensa em aumentar o emprego e garantir a volta do crescimento", disse. "Também queremos reduzir a inflação, porque sabemos que a inflação corrói a renda do trabalhador."

Dilma recebeu apoio da plateia, que a saudou com gritos de "Não vai ter golpe". Ela lembrou o projeto de interligação do Rio São Francisco e elogiou a visão do ex-governador Cid Gomes de garantir o abastecimento de água na região metropolitana de Fortaleza. "Nos últimos treze anos o Nordeste brasileiro foi completamente transformado. Ainda falta muito a fazer, mas mostramos que juntos somos capazes", afirmou a presidente.

Além das unidades em Caucaia, foram entregues simultaneamente outras casas em Fortaleza e Maracanaú, ambas no Ceará; e Castanhal, no Pará; Colinas do Tocantins, em Tocantins; e Bom Conselho, em Pernambuco. No total, são 2.701 residências, que devem beneficiar 10 mil pessoas beneficiadas.

Fonte: http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/dilma-afirma-que-governo-vai-garantir-a-volta-do-crescimento

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Colômbia e Venezuela começam reunião sobre crise fronteiriça

Nicolas Maduro, presidente da Venezuela, dá as boas vindas a Juan Manuel Santos, presidente colombiano, em Puerto Ayacucho
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, e Juan Manuel Santos, presidente colombiano: um pequeno grupo de colombianos se congregou para gritar palavras de ordem contra o governo venezuelano.

Delegações da Colômbia e Venezuela, lideradas por suas chanceleres, começaram nesta quarta-feira em Cartagena a reunião para discutir a crise na fronteira comum, detonada pela decisão de Caracas de fechar a principal passagem fronteiriça e deportar mais de mil colombianos.


Na reunião, realizada na Casa do Marqués de Valdehoyos, sede alterna da Chancelaria, participam as ministras de Relações Exteriores da Colômbia, María Ángela Holguín, e da Venezuela, Delcy Rodríguez, acompanhadas por outros membros dos respectivos gabinetes.

As delegações se cumprimentaram friamente no começo da reunião, mas não fizeram declarações, que serão feitas no final, quando haverá um balanço do tratado.

Na rua da sede do encontro, um pequeno grupo de colombianos se congregou para gritar palavras de ordem contra o governo venezuelano e a polícia teve que pedir que se retirassem para não entrar em conflito com dois venezuelanos que defendiam o presidente Nicolás Maduro.

A expectativa gerada para este encontro para solucionar a crise fronteiriça, iniciada há uma semana, deu passo ao ceticismo a teor das recentes declarações do governo venezuelano.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse ontem à noite que o fechamento da passagem fronteiriça de Cúcuta-San Antonio é quase "a ponta do iceberg" da resposta de seu governo à "violência paramilitar" e antecipou que na reunião bilateral de hoje na caribenha Cartagena serão ditas "verdades muito duras".

"Eu orientei a chanceler a dizer todas as verdades", disse Maduro.

A chanceler Rodríguez ratificou hoje essa postura em mensagem no Twitter na qual deixou claro que no encontro com Holguín a diplomacia será posta a toda prova.

"Parto para Cartagena para exigir respeito aos direitos da Venezuela na construção de uma fronteira produtiva, de paz e respeitosa dos direitos humanos", escreveu a chanceler venezuelana.

A Colômbia, por sua vez, advertiu por meio do presidente Juan Manuel Santos que a reunião de Cartagena, além de "buscar soluções conjuntas" à crise na fronteira, servirá para apresentar um "protesto pela forma como foram maltratados nossos compatriotas".

Em outro tweet publicado pouco antes do início da reunião, Rodríguez antecipou que seu país não aceitará exigências.

"A Venezuela convida o governo da Colômbia a levar muito a sério os graves problemas de desatenção de sua população", expressou.

TCU concede mais 15 dias para governo explicar contas de 2014

Prazo anterior concedido pelo Tribunal expiraria nesta quinta-feira (27 de agosto)

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu nesta quarta-feira conceder mais 15 dias para o governo federal explicar pontos adicionais sobre as contas de 2014, após o ministro relator do processo, Augusto Nardes, ter dito que um eventual agravo interposto pela Advocacia Geral da União (AGU) atrasaria ainda mais o processo.

O prazo começará a correr após notificação feita à Presidência da República. O prazo anterior expiraria nesta quinta-feira.

Falando no início da sessão da corte, Nardes disse que o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, indicou em conversa que poderia entrar com um agravo caso o alongamento do prazo não fosse atendido.

"Com um agravo poderíamos perder mais 15, 20, 30 dias", pontuou o relator, acrescentando que a decisão do tribunal de estender o prazo seria, dentro desse contexto, uma forma de apressar o processo. Chamados a votar, todos os ministros acompanharam o relator.

Também presente na sessão, Adams disse que o pedido de mais 15 dias não era "meramente postergatório".

"Estamos tratando aqui de apresentação de esclarecimentos e de defesa em cima de argumentos e acusações que foram feitos pelo procurador (do Ministério Público junto ao TCU) Júlio Marcelo, que procura explicitamente criar responsabilidade presidencial que extrapola a discussão de contas", disse.

Com o novo prazo, o caso deverá ser votado pelo TCU a partir de meados de setembro, já que quando o governo entregar suas últimas explicações, a área técnica do TCU ainda terá que produzir um relatório a respeito.

A partir deste material o ministro Nardes elaborará seu voto, que só então será levado a plenário para análise dos demais ministros.

Em meados deste mês, o TCU já havia concedido outros 15 dias para o governo explicar dois fatos apontados pelo procurador Júlio Marcelo de Oliveira, envolvendo a edição de decretos presidenciais para abertura de crédito suplementar com o objetivo de custear despesas primárias. A iniciativa foi tomada após o Senado aprovar requerimento pedindo explicações nesse sentido.

Para o procurador, os decretos contrariam a Lei de Responsabilidade Fiscal e são de responsabilidade direta da presidente Dilma Rousseff.

Fonte: http://www.dci.com.br/economia/tcu-concede-mais-15-dias-para-governo-explicar-contas-de-2014-id491646.html

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Governo Dilma Rousseff anuncia corte de dez ministérios

O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, anunciou hoje que o governo vai reduzir o número de ministérios do governo, baixando de 39 para 29 o total de pastas. A medida faz parte de um pacote de reforma administrativa apresentado hoje a ministros durante a reunião da coordenação política com a presidente Dilma Rousseff (PT).

Os ministérios que serão extintos serão definidos até o fim de setembro por uma equipe do governo. “Nosso objetivo é chegar a uma meta de dez (ministérios). Existem várias propostas possíveis para atingir essa meta. Precisamos ouvir todos os envolvidos, não tem nenhum ministério inicialmente apontado para ser extinto”, disse Barbosa.

A reforma também inclui cortes em estruturas internas de órgãos, ministérios e autarquias – com a redução de secretarias, por exemplo; a diminuição dos cargos comissionados no governo, os chamados DAS; o aperfeiçoamento de contratos da União com prestadoras de serviços, entre eles de limpeza e transporte; e a venda de imóveis da União e a regularização de terrenos.

O ministro não apresentou a estimativa da economia do governo com as medidas, mas disse que a reforma é necessária para a nova realidade orçamentária do país e vai melhorar a produtividade do governo. “Com o melhor funcionamento da máquina, você vai aumentar a produtividade do governo. É vital e crucial aumentar a produtividade dentro do governo”, disse.

Nelson Barbosa lembra que as medidas da reforma administrativa dependem de projetos de lei, decretos ou portarias para entrarem em vigor.



Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/politica/2015/08/24/interna_politica,594074/governo-dilma-rousseff-anuncia-corte-de-dez-ministerios.shtml