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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

A foto deste golfinho em meio a multidão revoltou a internet

Golfinho retirado da água em cidade costeira de Santa Teresita, em Buenos Aires
Fotos tiradas na cidade costeira de Santa Teresita, em Buenos Aires, e divulgadas nas redes sociais está causando indignação na internet.

Nelas, vemos um grupo de banhistas passando, de mão em mão, um filhote de golfinho que teria sido retirado da água apenas para alimentar a curiosidade das pessoas. Várias, inclusive, aproveitaram o momento para tirar selfies com o animal.

Segundo a ONG conservacionista WWF, o golfinho não resistiu e morreu. Suspeita-se que o animal já estivesse ferido por uma rede de pesca, o que o deixou ainda mais vulnerável.

A ONG aproveitou o ocorrido para informar o público sobre a necessidade urgente de devolver esses golfinhos ao mar ao invés de trazê-lo para terra. Também é vital que as pessoas informem as autoridades responsáveis pelo resgate desses animais.

O golfinho franciscana (Pontoporia blainvillei) é um dos menores do mundo, tem entre 1,30 e 1,70 m de comprimento. Sua pele, de tons marrons, lembra o hábito dos monges franciscanos, daí o seu nome.

A espécie é encontrada apenas na Argentina, Uruguai e Brasil e, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), é vulnerável de extinção, principalmente devido à caça predatória.

Como outros golfinhos, o franciscana não pode permanecer muito tempo fora da água, disse a WWF em comunicado. Sua pele muito grossa e gordurosa fornece calor, mas fora da água, o tempo quente causa desidratação e o leva à morte rapidamente.

De acordo com o jornal argentino Clarín , Ayelen Rodriguez, uma mulher que estava na praia naquele dia disse que pediu às pessoas para parar de tocá-lo e devolvê-lo ao mar, mas foi ignorada.

Ainda segundo o jornal, a fundação Mundo Marino enviou uma equipe de resgate ao local, mas quando chegaram lá, o animal já tinha sumido. Eles não sabem dizer se o golfinho estava vivo ou não quando quando foi retirado do mar pelos banhistas.

Fonte: Exame

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Implante cerebral poderá devolver visão e audição

Interface cérebro-máquina
A Darpa, divisão de pesquisas de tecnologias de defesa do exército dos Estados Unidos, anunciou nesta semana um projeto que visa a criação de um implante que permitirá que o cérebro se comunique com máquinas, algo como uma telepatia entre humanos e computadores.

Chamado NESD (Neural Engineering System Design), o dispositivo teria o tamanho aproximado de um dado e teria também aplicações para a saúde. Por exemplo, a integração do cérebro com máquinas em tempo real pode ajudar a criar melhores soluções compensatórias para pessoas com problemas de visão e audição.

O NESD poderia transmitir informações como áudio e vídeo – este último chegaria em uma resolução mais alta do que a encontrada em televisores com telas 4K disponíveis no mercado atualmente.

Como indica o The Next Web, há uma série de aplicações possíveis para um implante como este que a Darpa trabalha para viabilizar. Daria para fazer pesquisas instantâneas no Google, conversar com amigos ou mesmo receber orientações para chegar a um determinado destino.

Nos próximos quatro anos, a Darpa vai investir 60 milhões de dólares no projeto NESD.

As interfaces neurais que existem hoje tentam enviar uma série de informações por meio de 100 canais, cada um reunindo dezenas de milhares de neurônios por vez. O projeto da Darpa se propõe a ser mais organizado e a gerar menos ruído na comunicação. A ideia é que o implante possa trocar dados de forma clara e individual com qualquer neurônio – porém, com limite de 1 milhão – em uma determina área do cérebro humano.

No entanto, para que esse implante neural seja viável, a Darpa deixa claro que serão necessárias algumas descobertas em diversas disciplinas, como neurociência, biologia sintética, sistemas de engenharia, eletrônicos de baixo consumo e provas clínicas.

Por conta disso, o órgão não estabelece uma data para que essa interface homem-máquina seja criada. Por outro lado, diversos especialistas nesses campos serão contratados para trabalhar no projeto, que pode ajudar a criar soldados conectados, bem como oferecer soluções melhores para problemas auditivos e visuais de civis.

Fonte: Exame

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Presença humana no Ártico é mais antiga do que se pensava

Vista do Oceano Ártico (AFP/slim allagui)

Queixas.com.br
Os seres humanos estiveram no Ártico há 45.000 anos, 10.000 anos antes do que se pensava: é o que indicam marcas de pontas de flechas e outros objetos pontiagudos observados na carcaça congelada de um mamute, segundo um estudo russo publicado nesta quinta-feira nos Estados Unidos.

Esta descoberta poderia contar o exemplo mais antigo de sobrevivência no Ártico, onde os índices paleolíticos humanos são raros, de acordo com esses pesquisadores, cujo trabalho aparece na revista Science.

Em 2012, uma equipe liderada por Alexei Tikhonov, do Museu de Zoologia da Academia de Ciências de São Petersburgo, na Rússia, escavou uma carcaça parcial de um mamute macho que foi congelado em sedimentos em um penhasco na costa leste Yenisei Bay, no centro da Sibéria ártica.

A datação por radiocarbono de uma tíbia do animal e dos materiais que estavam perto datam de 45.000 anos.

O esqueleto de mamute mostra sinais de lesões incomuns no litoral, na defesa e mandíbulas direita. As marcas são provavelmente resultado de pontas de lança muito afiadas, analisaram os cientistas.

Os ramos mandibulares, parcela crescente do osso da mandíbula que é muito resistente, estão na maior parte do tempo intactos quando são descobertos. Mas nos vestígios mais recentes de mamutes abatidos por humanas, as mandíbulas estão frequentemente incompletas, o que poderia ser resultado da extração da língua, supõem.

Os caçadores muitas vezes comiam a língua dos mamutes, uma espécie de ritual ou porque essa parte do animal era considerada uma iguaria, disseram os pesquisadores.

A única presa preservada deste mamute, a da direita, mostra traços do trabalho humano para alterar sua forma. Assim, estas marcas indicam uma tentativa para separá-lo do resto do corpo.

No entanto, a extremidade exterior da presa, normalmente pouco nítida, foi transformada em uma ferramenta, de acordo com várias técnicas observadas depois no Árctico.

Estes homens faziam longos cacos de marfim afiados para cortar carne numa região onde outros materiais líticos eram difíceis de encontrar.

Avanços nas técnicas de caça de mamutes permitiram que esses grupos se espalhassem na parte norte da Sibéria ártica, estimam os autores.

Estes movimentos representaram um importante ponto de viragem que provavelmente facilitou a chegada dos seres humanos em áreas perto da terra de Bhering - que na época estava acima da água.

Assim, foram capazes de entrar no continente americano antes do Último Máximo Glacial alcançado há 22.000 anos, dizem os pesquisadores.

Fonte: Exame