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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Economistas procuram novo indicador para substituir o PIB

Projeções econômicas; previsão de inflação, juros, PIB; boletim Focus
O produto interno bruto é coisa do século passado.

Esse indicador galgou de origens humildes durante a Grande Depressão até uma posição essencial para governos e bancos centrais em todo o mundo.

Investidores de longo prazo alocam o capital de acordo com as conclusões do PIB; traders compram e vendem ações, títulos, moedas e commodities em um piscar de olhos assim que esses números aparecem na tela.

Um desses relatórios tão atentamente analisados será publicado na sexta-feira, quando os EUA divulgarem sua estimativa revisada do PIB do segundo trimestre.

O problema é que -- compilado por produção, receita ou despesas -- o PIB está tendo cada vez mais dificuldade para acompanhar o ritmo das mudanças econômicas.

Em uma era em que com US$ 10 pode-se comprar um CD ou um mês de streaming ilimitado de música, está ficando mais difícil colocar um preço na produção econômica.

E, por ser um indicador agrupado que ignora os efeitos da distribuição, o PIB mascarou o aumento da desigualdade que provocou o surgimento de políticos contrários ao establishment, como Donald Trump, e a reação que contribuiu para o Brexit.

Então, enquanto governos tanto do mundo desenvolvido quanto dos mercados emergentes se empenham para reproduzir as taxas de crescimento e os saltos de produtividade das décadas anteriores, uma pesquisa mais urgente está sendo realizada para criar um indicador econômico adequado.

“O PIB é fácil de criticar, mas difícil de substituir”, disse Paul Sheard, economista-chefe da S&P Global em Nova York. “Se os governos estão administrando a economia com base nessa métrica, então é válido dizer que precisamos adotar um indicador mais abrangente”.

Essa procura está obrigando a esforços tão díspares quanto os de uma corretora de ações em Mumbai e os de uma conferência estatística em Dresden, na Alemanha.

A primeira, Ambit Capital, criou seu próprio índice de consumo com base nas vendas de veículos e no uso de eletricidade como um hedge para os números oficiais de crescimento da Índia.

Isso revela um ceticismo evidente em muitos lugares em relação à consistência dos métodos existentes para medir com coerência até mesmo as partes tradicionais da economia e o PIB está sujeito a revisões tão grandes que acaba sendo pouco útil para tomar decisões de investimento imediatas.

Foco errado

Essa preocupação vem acompanhada pela preocupação de que os estatísticos estejam medindo as coisas erradas.

Nesta semana, a Associação Internacional de Pesquisa em Receita e Patrimônio se reúne na Alemanha com uma programação dominada por artigos acadêmicos com pesquisas relacionadas à igualdade de renda, à mudança tecnológica e aos padrões de vida -- campos que não são facilmente enxergados em medições do PIB.

“Ter o foco somente no PIB ou no crescimento do PIB é enganoso em muitas discussões de política econômica”, escreveu neste mês Olivier Blanchard, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional que atualmente é membro sênior do Instituo Peterson de Economia Internacional.

“Os efeitos da distribuição ou as distorções que afetam a composição em vez do tamanho da produção e os efeitos das políticas atuais sobre o futuro, e não da produção atual, podem ser tão importantes para o bem-estar quanto os efeitos sobre o PIB atual”.

Fonte: Bloomberg

quarta-feira, 9 de março de 2016

Crescimento, estabilidade e reforma: China não pode ter tudo

Mão segura cartão de crédito na China
A China anunciou no final da semana passada sua meta de crescimento do PIB para 2016: algo entre 6,5% e 7%.

"A China com certeza não terá um pouso forçado", disse Xu Shaoshi, líder da Comissão para Reforma e Desenvolvimento Nacional.

No ano passado, a meta era 7% e o resultado ficou em 6,9%, o menor dos últimos 25 anos. Mas o que muitos defendem é que é hora da China aceitar crescer ainda menos.

"A meta é ambiciosa e pode distrair as autoridades de reformas dolorosas, como o fechamento de empresas estatais não lucrativas", diz o economista Louis Kuijs, diretor de pesquisa da consultoria Oxford Economics para a Ásia.

A agência de rating Moody's, que mudou recentemente a perspectiva da nota chinesa de estável para negativa, diz que a China está tentando três objetivos incompatíveis: crescimento alto, estabilidade financeira e uma agenda de reformas.

"Acreditamos que alcançar mesmo o patamar mais baixo dessa meta para 2016 vai exigir mais estímulos monetários e fiscais (...) Este nível de suporte provavelmente vai frustrar a habilidade do governo de alcançar pelo menos um dos outros objetivos", diz Michael Taylor, chefe de crédito para Ásia-Pacífico da agência.

Ou seja: continuar estimulando a economia para crescer nestes níveis significa acentuar os desequilíbrios que a trouxeram até aqui - como o excesso de capacidade, de alavancagem e de envididamento.

Priorizar as reformas, além de difícil politicamente, é deixar o velho sucumbir sem que o novo ainda tenha emergido - e a atividade certamente sentiria o baque.

Também haveria uma depreciação grande do iuane e volatilidade dos mercados, que o governo poderia combater usando suas reservas. O problema é que elas já estão no seu menor nível desde 2011 em meio a uma intensa fuga de capitais.

Diga-se de passagem que a China está tendo que equilibrar não só três objetivos políticos, mas também uma "trindade impossível" conhecida da teoria econômica: a impossibilidade de manter para sempre uma conta de capitais aberta, uma taxa de câmbio fixa e uma política monetária independente.

Diante disso tudo, a Moody's acredita que o problema será empurrado com a barriga e as reformas serão as sacrificadas, por enquanto. Não seria a primeira vez - nem aqui, nem na China.

Fonte: Exame

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

"Investidores estão de olho no Brasil", diz consultoria

Mulher segurando notas de dois, cinco e dez reais
Para António Bernardo, presidente da consultoria Roland Berger para o Brasil, a crise que o país atravessa não tirou o apetite dos investidores estrangeiros.

O que falta, segundo ele, é que o governo estruture uma estratégia de longo prazo para atrair esses investidores, já que há uma predisposição em buscar retornos melhores para o capital.

O executivo também acredita que as empresas brasileiras terão de repensar suas estratégias, e que pode haver uma onda de consolidações no país. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Em relação à perspectiva para 2016, sob o ponto de vista de crescimento, ele avaliou que o cenário vai continuar a ser negativo.

"Estamos em linha com as médias da previsões que indicam uma queda entre 2,5% e 3% para o PIB. Mas eu vou um pouco contra a corrente. Acredito que tudo vai depender das medidas que forem tomadas pelo governo", afirmou.

"Quando falo com investidores internacionais, que têm uma visão mais de médio prazo, vejo que eles pensam como eu. O país precisa de uma estratégia de longo prazo, para os próximos dez anos, por exemplo. Isso é importante até para que os próprios participantes dos mercado, as empresas de engenharia e os investidores possam se organizar."

De acordo com Bernardo, para que essa estratégia de governo de longo prazo ocorresse, seria importante que fossem encontrados alguns consensos.

"Não seria preciso ir nos detalhes, mas chegar à definição grandes consensos, temas transversais, para os diversos partidos políticos. Quem fez isso muito bem e deveria ser uma referência foi a Alemanha", lembrou.

"Quando o país esteve próximo de uma crise, os dois partidos adversários se uniram, o PSD e o CDU (o Partido Social Democrata e a União Democrata Cristã, da primeira ministra Angela Merkel, são opositores, mas já fizeram coalizões para garantir a governabilidade do país). O que prevaleceu entre eles? A percepção de que eles até têm divergências, mas que nenhuma divergência pode ficar acima da política e da economia da Alemanha."

Sobre exemplos de temas transversais, Bernardo citou que a conta pública é uma discussão para todos. "A necessidade de liberalizar a economia também.

O fluxo comercial, a participação do Brasil nas exportações globais, é muito pequeno. O fluxo comercial do Brasil equivale a 15% do PIB. No México é 60%. Na Alemanha, 70%", disse.

Para Bernardo, o país só conseguirá ser mais eficiente na economia e na indústria com a abertura comercial.

"Hoje, as tarifas de importação do Brasil estão entre as mais pesadas do mundo. Isso nos leva a crer que muito setores não são eficientes porque não estão abertos à concorrência internacional. O Brasil pode ter um posicionamento importante em muitas das cadeias globais. Mas, para ter esse posicionamento, precisa ser mais competitivo."

Questionado sobre um cenário aparente de falta de apetite do setor privado, num momento no qual o setor público, tem restrições para investir, por causa do ajuste fiscal, Bernardo respondeu não acredita nesta falta de apetite.

"Eu converso com muitos investidores. Eles têm apetite. Mas necessitam de um sistema regulatório adequado, necessitam de financiamento privado - que eu acho possível neste momento, se for bem estruturado -, necessitam que não ocorram derrapagens nos prazos, por questões ambientais ou outros problemas que atrasam obras", afirmou.

"Não dá para um projeto atrasar dois, três anos, e os budgets (orçamentos) crescerem 100%, 150%. Mas há muitos investidores estrangeiros interessados, por exemplo, na área de infraestrutura: aeroporto, portos, ferrovias. Só que temos de criar aqui uma base competitiva - nada de favores, mas bases competitivas."

Sobre a visão de especialistas em infraestrutura, que dizem que já não é certo que o Brasil possa atrair capital privado com tanta facilidade este ano, o que poderia até comprometer o programa de concessões, Bernardo disse que há "muita liquidez na economia mundial e os yields (taxa de retorno, rendimentos) dos países desenvolvidos são baixos".

"O do governo alemão, para dez anos, dá 0,4%! Os dos títulos dos tesouro americano, para dez anos, são 2,1%. Há uma predisposição dos investidores para assumir mais risco, se puderem ter retornos melhores - desde que as condições sejam mais bem organizadas. O Estado precisa atuar mais como um regulador, um grande orientador, e não precisa estar onde o setor privado está."

Perguntado se a crise política que o governo enfrenta, com uma ameaça de impeachment pairando, afeta o ânimo do investidor, Bernardo avaliou que tudo que gera instabilidade deixa os investidores mais nervosos.

"E, dentro disso, diria que há dois tipos de investidores. Quem tem foco no curto prazo, o investidor financeiro, digamos, foi o primeiro a reduzir posições no Brasil, até como uma reação natural à perda de grau de investimento", comentou.

"Mas há os investidores estruturais, que investem em indústrias, em serviços, e que miram no médio e longo prazos. É nesses que o Brasil precisa focar. E o Brasil precisa também atrair o investidor inglês, francês, que reduziram participação aqui. O governo precisa ir até eles, fazer o que chamo de pesca a linha, para atraí-los."

Sobre eventuais medidas que o governo poderia tomar para atrair esses investidores, ele disse que as concessões são uma oportunidade.

"Em aeroportos, o governo reviu o papel da Infraero. Agora não tem Infraero. Foi um passo importante. Vai fazer diferença no leilão. Na área de energia e de rodovias ainda é preciso rever a discussão para que os retornos sejam mais compatíveis com os riscos. Isso ainda não foi revisto", destacou.

"Precisaria também criar uma equipe de atração de investimentos e agir pontualmente - não de forma genérica - para atrair investidores estrangeiros para cada um dos projetos. O governo tem uma chance nessa área porque há muita liquidez global."

Em relação à saída de Joaquim Levy e a sua substituição por Nelson Barbosa no Ministério da Fazenda, Bernardo afirmou que essa discussão não é muito relevante para o investidor internacional. "É mais para consumo interno. O que fará diferença são as medidas tomadas pelo novo ministro e a maneira como vai comunicar essas medidas."

Questionado sobre que outros setores, além do de infraestrutura, seriam atraentes no Brasil, ele citou a indústria.

"Hoje, há um conjunto de ativos industriais com alto potencial, mas que precisam ser reestruturados. Mas, de maneira geral, aqui para nós, na Roland Berger, é claro que está se iniciando um grande processo de reestruturação de ativos de empresas privadas", salientou.

"Em geral, são empresas com bons produtos, uma boa carteira de negócios, mas que estão com problemas de caixa, problemas financeiros sérios, quer seja porque estão muito endividadas, tiveram atrasos na conclusão de seus projetos ou porque estão sentindo a queda na demanda. Não estou falando das empresas óbvias, que estão na Lava Jato. São outras. E há muitos investidores olhando essas empresas e pensando no potencial de reestruturação. Podem fazer reestruturação financeira, estratégica ou operacional. A reestruturação estratégica passa por consolidação. Um exemplo: no setor automotivo, o potencial é enorme. "

Para Bernardo, na cadeia toda há oportunidades de consolidação e reestruturação.

"Haverá também a necessidade de reestruturar empresas de bens de consumo, inclusive de produtos alimentícios. Muitas fizeram grandes investimento, mas a demanda caiu. Acreditamos também que haverá uma reestruturação nas empresas de varejo - e varejo de vários tipos. Há muito investidores olhando esses setores", comentou, acrescentando que, em função da crise, haverá um momento de pressão: as empresas terão de repensar suas estratégias.

Fonte: Exame

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Veja em um diagrama como 37 bancos se tornaram 4 em 20 anos

A concentração no setor bancário americano chegou a níveis extremos.

Há hoje 33% mais grandes bancos do que em 2000. De acordo com a Federal Deposit Insurance Corporation, foram 182 fusões e 107 consolidações por ano de 2001 a 2011.

O resultado é que os cerca de 37 bancos importantes que existiam em 1990 hoje se resumem a quatro grandes: Citigroup, JP Morgan Chase, Bank of America Merrill Lynch e Wells Fargo.

Veja no diagrama divulgado pelo site Value Walk (aqui em versão maior):
Concentração no setor bancário americano
Um dos fatores recentes que aceleraram este processo foi a crise financeira de 2008, que matou 5% dos pequenos bancos, segundo um estudo publicado pela Conference of State Bank Supervisors (CSBS).

E depois da crise veio a resposta do governo americano na forma de uma regulação mais rígida, especialmente com a aprovação da Lei Dodd-Frank em 2010, feita para garantir mais estabilidade ao setor e evitar a necessidade de resgates pelo governo.

Do lado da esquerda, há pedidos para "desmantelar os grandes bancos" considerados como de risco sistêmico pela lei. É o que quer Bernie Sanders,  pré-candidato em ascensão para a indicação do Partido Democrata à presidência dos EUA.

Do lado da direita, há críticas de que as centenas de páginas de novas regulações na verdade colocam um peso extra sobre os bancos pequenos e assim favorecem os grandes, que tem mais recursos para se adaptarem.

"Apesar da concentração bancária em si não ser ruim, fardos regulatórios crescentes não deveriam ser o fator para consolidação regulatória. A Dodd-Frank é custosa para os grandes bancos também, mas bancar o cumprimento das normas pode ser particularmente um desafio para pequenos bancos com acesso limitado a essa expertise", diz um estudo do centro Mercatus da George Mason University.

No Brasil, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) analisa atualmente a compra do HSBC pelo Bradesco, anunciada em agosto do ano passado por US$ 5,2 bilhões e já aprovada pelo Banco Central.

Com o negócio aprovado, a previsão é que 5 instituições deterão 69% dos ativos totais do sistema nacional ou R$ 5,2 trilhões, conforme dados do Banco Central.

"A indústria bancária é concentrada em todo o mundo, porque tem economias de escala importantes. No Brasil, a concentração bancária não é muito diferente de outros mercados emergentes, embora seja maior que em países avançados", afirmou em junho o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal.

Fonte: Exame

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Crescimento de Brasil e China se estabilizam, diz OCDE

Indústria
http://queixas.com.br/
As condições econômicas estão se estabilizando no Brasil e na China e a perspectiva é de crescimento estável na zona do euro, enquanto as economias dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha estão perdendo força, disse a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta segunda-feira.

A OCDE informou que seu indicador econômico, que tem o objetivo de capturar os pontos de virada econômicos, mostrou sinais de estabilização tanto na China quanto no Brasil.

"Na Grã-Bretanha e nos EUA, o indicador aponta para enfraquecimento do crescimento, embora em níveis relativamente altos", disse a organização em um comunicado.

"Entre as principais economias emergentes, os índices da China e do Brasil confirmam sinais de estabilização, indicados na avaliação do mês passado", completou.

"Na Rússia, o indicador prevê que o crescimento está perdendo ritmo enquanto o da Índia sinaliza crescimento em fortalecimento."

Em um índice onde 100 representa a média de longo prazo, a OCDE disse que a economia da zona do euro continuou em 100,6 em sua última revisão das condições, com a Itália e França em 100,9.

A leitura dos EUA caiu para 99,1 de 99,2, enquanto a da Grã-Bretanha foi a 99,1 de 99,3.

A China ficou em 98,4, acima dos 98,3 do relatório anterior. A leitura do Brasil subiu para 99,5 de 99,3, enquanto a da Rússia foi de 99,6 a 99,4.

Fonte: Exame

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

China mostra ao mundo seu poder de consumo — e ele é gigante

Milhares de caixas são vistas em um centro de distribuição em Suzhou, província de Jiangsu, China.
Esqueça o Dia das Mães, o Dia dos Namorados, os festejos do Natal, Cyber Monday ou Black Friday. O dia que mobiliza a maior quantidade de vendas online no mundo tem outro nome: Singles Day, ou Dia dos Solteiros, comemorado todo 11 de novembro na China.

É nesta data que os chineses mostram todo o seu poder de consumo ao resto do globo — e ele é absolutamente colossal. O ponteiro do relógio já bateu meia-noite por lá e o saldo do festival de vendas atingiu nada menos do US$ 14,3 bilhões, o dobro do total comercializado no evento do ano passado.

Durante todo o dia, grandes portais de comércio eletrônico da China, como Alibaba, JD.com e Yihaodian, ofereceram descontos de até 50% em produtos de todos os tipos, desde leite a automóveis.

Em apenas 12 horas do ínicio do evento neste ano, os consumidores chineses já tinham desembolsado quase 9 bilhões de dólares (57.1 bilhões de yuans) em compras, segundo o gigante chinês do comércio eletrônico Alibaba.

De acordo com o The Guardian, o Dia dos Solteiros começou em 1993 como uma homenagem às pessoas solteiras que procuravam uma "desculpa" para comprar presentes para elas mesmas. Hoje, a data virou o maior evento de vendas online do planeta.

Apesar da desaceleração econômica da China, o consumo durante o evento foi mais forte do que nunca. Segundo a agência EFE, esse movimento pode ter sido influenciado pela forte despesa publicitária das marcas chinesas nos dias prévios, com anúncios onipresentes em marquises, no metrô e até nos elevadores dos blocos residenciais.

As empresas do varejo chinês convidaram uma série de celebridades para ajudar a lançar o evento extravagante de compras, incluindo o protagonista de James Bond, Daniel Craig, o cantor norte-americano Adam Lambert e a atriz chinesa Zhao Wei.

Fonte: Exame/Abril