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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Brazil cities paralyzed by nationwide strike against austerity


Nationwide strikes led by Brazilian unions to protest President Michel Temer's austerity measures crippled public transport in several major cities early on Friday across this continent-sized nation, while factories, businesses and schools closed.

In the economic hub of Sao Paulo, the main tourist draw Rio de Janeiro and several other metropolitan areas, protesters used barricades of burning tires and other materials to block highways and access to major airports.

Police clashed with demonstrators in several cities, blocking protesters from entering airports and firing tear gas in efforts to free roadways.

Many workers were expected to heed the call to strike for 24 hours starting just after midnight Friday, due in part to anger about progression this week of congressional bills to weaken labor regulations and efforts to change social security that would force many Brazilians to work years longer before drawing a pension. In addition, the strike will extend a holiday weekend ahead of Labor Day on Monday.

This will be Brazil's first general strike in more than two decades if it gets widespread participation.

Authorities boarded up windows of government buildings in national capital Brasilia on Thursday, fearing violent clashes between demonstrators and police.

Demonstrations are expected in other major cities across the Latin American nation of more than 200 million people.

"It is going to be the biggest strike in the history of Brazil," said Paulo Pereira da Silva, the president of trade union group Forca Sindical.

Violent protests have occurred repeatedly during the past four years amid political turmoil, Brazil's worst recession on record, and corruption investigations that revealed stunning levels of graft among politicians.

Nearly a third of Temer's cabinet and key congressional allies came under investigation in the scandal this month, and approval ratings for the president, who replaced Dilma Rousseff last year after her impeachment, have fallen even further.

Rousseff's Workers Party grew out of the labor movement, and her allies have called her removal for breaking budget rules an illegitimate coup.

"Temer does not even want to negotiate," said Vagner Freitas, national president of the Central Workers Union (CUT), Brazil's biggest labor confederation, said in a statement. "He just wants to meet the demands of the businessmen who financed the coup precisely to end social security and legalize the exploitation of workers."

Marcio de Freitas, a spokesman for Temer, rejected the union's criticism, saying the government was working to undo the economic damage wrought under the Workers Party government, which had the backing of the CUT.

"The inheritance of that was 13 million unemployed," he said. "The government is carrying out reforms to change this situation, to create jobs and economic growth."

Source: Reuters

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Sem acordo, greve do metrô no DF continua

Brasília Funcionários da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) entraram em greve a partir da 0h desta terça-feira (José Cruz/Agência Brasil)
Representantes da Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) e do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (SindMetrô-DF) não fecharam acordo em audiência de conciliação realizada nessa quinta-feira (16), na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT10).

Os empregados do metrô estão em greve desde terça-feira (14) e reivindicam melhores condições de trabalho e de segurança do sistema. Eles pedem ainda a reposição salarial da inflação do ano (pouco mais de 9%) na data-base.

Com relação às condições de trabalho, o SindMetrô-DF solicita que sejam cumpridas as normas regulamentadoras de trabalho, funcionamento e horário especial do metrô até a contratação de novos concursados. No que diz respeito à terceirização das bilheterias, os metroviários reivindicam que a companhia se abstenha de firmar convênio com o DFTrans.

O diretor do SindMetrô-DF, Ronaldo Amorim, informou que não foi apresentada proposta pelo governo do Distrito Federal (GDF) durante a audiência. “Não houve proposta, o GDF, ao final da audiência informou que não tinha interesse em fazer conciliação. Estamos aguardando a posição do governo para definir até quando vai a grave, mas a nossa intenção é voltar o quanto antes”, disse.

Em nota, o Metrô-DF informou que mantém diálogo constante com o SindMetrô e apresentou aos dirigentes sindicais contrapropostas durante as negociações da data-base intermediária 2016, que incluem itens sociais e econômicos já reivindicados pelos empregados. As negociações entre a empresa e o SindMetrô ainda não avançaram. Sem acordo, o Judiciário decidirá sobre a legalidade da greve.

Desde o início da greve, o presidente do TRT10, desembargador Pedro Luís Vicentin Foltran, determinou liminarmente que os metroviários mantivessem 24 estações e 24 trens em operação, nos horários de pico (das 6h às 9h e das 17h às 20h30), enquanto durar a paralisação, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

Amorim lembrou que uma ação já foi instaurada para derrubar a liminar. “Estamos tentando recorrer da liminar para que rodem oito trens durante todo o dia, mas o Metrô-DF acha que é mais seguro que rodem mais trens somente no horário de pico. Se a quantidade fosse menor e a circulação ocorresse durante todo o dia, as pessoas que usam o metrô fora do horário de pico poderiam se programar para a utilização”, afirmou.

Prazos

A partir de hoje (17), o sindicato terá 48 horas para apresentação de defesa e, em seguida, o Metrô-DF terá mais 48 horas para se manifestar nos autos do dissídio coletivo. Passados esses prazos, termina a fase de instrução processual e os autos são encaminhados ao Ministério Público do Trabalho. Na sequência, será designado um desembargador para ser o relator do processo, que será julgado pela 1ª Seção Especializada, em data a ser definida.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Bancários e Fenaban voltam a negociar nesta quarta-feira

Suzineide Rodrigues, presidente do Bancários-PE, diz que a greve continua fortalecida com resistências dos bancos. Foto: Bancários-PE/Divulgação
Bancários e representantes da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) voltam a se reunir na manhã desta quarta-feira, em São Paulo, para discutir os rumos da greve. Ontem, a categoria rejeitou proposta de 7,5% de reajuste e retirada do abono, após reunião realizada para negociar o fim da paralisação que entra hoje no 16º dia.

De acordo com o Sindicato dos Bancários de BH e Região, o Comando Nacional dos Bancários rejeitou a proposta na mesa, reafirmou a intenção de discutir aumento real e orientou a categoria que a greve continua.  Ontem, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (‎Contraf-CUT), 12.567 agências e 33 centros administrativos paralisaram suas atividades nos 26 estados e no Distrito Federal.

Eles reivindicam reajuste salarial de 16%, incluindo reposição da inflação, mais 5,7% de aumento real, participação nos lucros e resultado (PLR), equivalente a três salários mínimos, mais R$ 7.246,82, melhores condições de trabalho e fim das demissões, entre outros.

"Diante de mais essa proposta indecente da Fenaban temos que fortalecer ainda mais o nosso movimento. Se os banqueiros pensam que vamos nos arrefecer ou nos abater com mais este desrespeito, estão muito enganados. A categoria bancária tem uma tradição de luta que a transformou numas das mais combativas do país e não é à toa que temos uma Convenção Coletiva nacional. Vamos ampliar ainda mais a nossa greve, sempre reafirmando que exploração não tem perdão", afirmou a presidente do sindicato, Eliana Brasil. A Fenaban ainda não se pronunciou sobre as negociações.

Fonte:Diário de Pernambuco