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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Hungria recusa 600 refugiados no 1º dia de aplicação de nova lei

Hungria recusa 600 refugiados no primeiro dia de aplicação da nova lei. EFE/Zoltan Balogh
A Hungria começou a executar nesta terça-feira a polêmica reforma legal que permite expulsar refugiados e imigrantes interceptados perto da fronteira, medida que já foi aplicada a 600 pessoas.

"Durante o dia de hoje, os agentes acompanharam até a fronteira cerca de 600 pessoas, que colaboraram com as autoridades, e não houve incidentes", informou o capitão-general da polícia húngara, Karoly Papp, em relação à norma que entrou em vigor na meia-noite.

Segundo esta lei, as autoridades "acompanharão" até o outro lado das grades nas fronteiras meridionais do país todos os refugiados que forem interceptados dentro de uma faixa de oito quilômetros, um procedimento criticado pela ONU e várias ONGs.

Do outro lado das cercas, em uma estreita faixa de terreno ainda em território húngaro, os refugiados terão que ir às zonas de registro, onde poderão apresentar as solicitações de asilo.

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) criticou na segunda-feira que esse procedimento dificultará ainda mais o processo de pedido de asilo.

Segundo o Acnur, o governo conservador húngaro está enviando aos refugiados a mensagem de que não há possibilidade de entrar no país, pelo menos de forma irregular.

O governo garante que trata-se de um sistema mais eficaz para "diminuir o número de imigrantes que permanecem no país ilegalmente", como disse György Bakondi, conselheiro de assuntos de segurança do governo.

Desde 2015, quando a Hungria fechou as fronteiras com Sérvia e Croácia, entrar no país de forma ilegal é considerado crime passível de cinco anos de prisão. Neste ano, mais de 17 mil refugiados ou imigrantes entraram no país.

Fonte: EFE

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Jornalista húngara é demitida após chutar refugiados sírios

Na terça-feira (8) à tarde foi difundido através das redes sociais o vídeo

A crise dos refugiados sírios nos deixou grandes gestos de solidariedade... e também alguns momentos menos bonitos. Na terça-feira à tarde foi difundido através das redes sociais o vídeo do momento em que um grupo de refugiados sírios tentava romper um cordão de segurança na cidade de Röszke, na Hungria, perto da fronteira com a Sérvia. O que chamou a atenção deste vídeo é um momento em que parece que uma repórter de televisão dá uma rasteira em um dos refugiados, que corre com uma criança em seus braços.

O vídeo foi distribuído através da conta de Twitter do jornalista alemão Stephan Richter, que está no local. As primeiras reações nas redes sociais foram uma mistura de espanto e incredulidade. Seria possível que essa mulher loira segurando a câmera tenha dado uma rasteira nos refugiados ou foi um efeito ótico pela perspectiva da câmera e o homem tinha tropeçado nela? Ou até poderia ter sido um ato reflexo? O próprio Richter defendeu, no começo, que a jornalista não tinha dado uma rasteira.

Mas como o passar das horas, a questão tornou-se mais clara. A jornalista foi identificada pelo site húngaro 444.hu como Petra László, do canal húngaro N1TV. Essa outra gravação, de outro momento e tomada de outro ângulo, não deixa lugar a dúvidas: a mulher dá um chute em uma menina que corre segurando a mão de um homem.

Se havia alguma dúvida, vários usuários do Twitter analisaram o momento com lupa.


A gravidade dos fatos e o debate que causou a difusão das imagens obrigaram a rede N1TV a demitir a jornalista, conforme informaram em sua conta no Facebook. Também disseram que o caso está encerrado de parte deles. Por enquanto, não são conhecidas as razões que levaram à agressão e a jornalista não deu nenhuma explicação para o fato.

Fonte: http://www.capitalteresina.com.br/noticias/internacional/jornalista-hungara-e-demitida-apos-chutar-refugiados-sirios-31721.html