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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Para dono do Aliexpress produto pirata é melhor que original

Jack Ma, fundador da Alibaba e agora a pessoa mais rica da Ásia, com fortuna de US$ 28,6 bilhões, segundo ranking da Bloomberg
Os falsificados estão se tornando tão bons ou até melhores que os produtos originais, disse Jack Ma, fundador do Alibaba, comércio eletrônico chinês.

A companhia foi duramente criticada e investigada pela venda de produtos falsificados nos últimos anos.

A má qualidade dos produtos e a falta de repressão a venda de imitações prejudicaram sua imagem e a confiança dos investidores, fazendo a companhia perder força depois da maior oferta pública inicial de ações, IPO, da história.

Agora, a situação se complicou ainda mais. Em um discurso para investidores, Jack Ma afirmou que “o problema é que, hoje, os produtos falsos têm uma qualidade melhor e um preço mais baixo que os produtos reais, as marcas reais”.

Segundo ele, grandes marcas sempre dependeram dos baixos custos de produção na China para aumentar suas margens de lucro. No entanto, as mesmas fábricas chinesas, usando as mesmas matérias primas, estão usando a internet para vender diretamente ao consumidor.

“Não são os produtos falsos que destroem [as grandes marcas], é o novo modelo de negócios”, disse o fundador dos sites Aliexpress e Taobao.

Logo em seguida ao seu discurso, a companhia divulgou um anúncio dizendo que a frase de jack Ma não foi uma defesa aos produtos falsificados. "Pirataria não é um problema de qualidade, é uma questão de propriedade intelectual", diz o anúncio.

Batalha perdida

O Alibaba foi expulso da Coalização Internacional Anti-Pirataria em maio, depois que discussões sobre conflitos de interesse e sobre os esforços insuficientes para eliminar vendedores de produtos falsos de seus sites.

Ainda assim, o dono do Alibaba continuou afirmando que está firme em sua missão de eliminar os falsificados, mas que essa é uma luta sem fim. "Temos mais de meio bilhão de vendedores na nossa plataforma. 10% são contraventores", afirmou Jack Ma.

Segundo ele, mais de 2.000 funcionários trabalham para resolver esse problema e que a empresa tem a tecnologia necessária para encontrar os vendedores piratas.

No ano passado, o grupo trabalhou ao lado da justiça chinesa para prender mais de 300 pessoas e destruir 46 fábricas, confiscando US$ 125 milhões em produtos falsificados.

Fonte: Exame

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Criminosos roubam senhas de usuários do Netflix

Netflix
Ver os seus filmes preferidos no conforto de seu lar pode render uma nova dor de cabeça.

Segundo a empresa de segurança Symantec, criminosos virtuais elaboraram uma técnica para roubar informações dos usuários do serviço de streaming de filmes Netflix, como senhas de acesso ao serviço e até dados de cartão de crédito, utilizando ataques que incluem o uso de arquivos maliciosos (trojans) e páginas falsas (phishing).

Os ataques, que já são comuns em outras partes do mundo, começaram a acontecer no Brasil em janeiro.

De acordo com a empresa, o ataque acontece quando uma pessoa clica em um anúncio publicitário ou e-mail falso enviado pelos cibercriminosos, que em geral oferecem promoções ou mesmo acesso gratuito ao Netflix.

O link leva o usuário a uma página de internet falsa, que inicia o download automático de um arquivo malicioso, um trojan.

A partir de então, ele passa a monitorar a navegação do usuário e envia para o cibercriminoso as credenciais de acesso ao serviço de vídeo sob demanda.

No caso dos ataques de phishing, a Symantec descobriu que criminosos da Dinamarca enviaram um e-mail para usuários dizendo que a plataforma precisava ser atualizada e que havia um problema no pagamento.

Ao clicar no link para a atualização, a pessoa era encaminhada para um site falso da Netflix, que exigia todos os dados necessários para criar uma conta. Os dados, então, ficavam à disposição dos criminosos.

Preço de banana

Além de obter informações de maneira ilegal dos usuários, estas campanhas de malware e phishing ajudam os grupos de ataque a reunir as informações necessárias para invadir e usar as contas Netflix das vítimas.

Entretanto, estes grupos não mantêm o acesso somente para si. Há um grande mercado clandestino direcionado a usuários que desejam acessar o Netflix gratuitamente ou com preço reduzido, com preços de US$ 0,25 para acessar livremente uma conta roubada.

Os produtos podem até mesmo permitir que os clientes abram sua própria loja ilegal. As ofertas mais comuns são para contas Netflix existentes. Estas contas fornecem, geralmente, um mês de acesso ao serviço.

Na maioria dos anúncios para esses serviços, o vendedor pede que o comprador não altere qualquer informação nas contas, como a senha, pois isso pode fazer com que o usuários real perceba e o acesso seja inutilizado.

De acordo com a Symantec, mais de 300 mil contas estão disponíveis no mercado negro. Um outro mercado é o de geradores de contas Netflix.

As contas criadas através destas ferramentas são, na maior parte das vezes, provenientes de assinaturas Netflix ou informações de cartões de pagamento roubadas.

Os desenvolvedores deste tipo atualizam regularmente as suas bases de dados com novas contas e desativam aquelas que não funcionam mais.

Os compradores podem usar este software para si ou revender as contas geradas no mercado negro.

Fonte: Exame

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Comércio ilegal é segunda maior economia do mundo

Bolsas falsificadas em Nova York
O valor do comércio ilegal é de 8% a 15% da economia mundial, de acordo com um estudo recente da consultoria Euromonitor assinado por Philip Buchanan e Lourdes Chavarria.

A estimativa mais alta bate nos US$ 12 trilhões em 2014, mesmo tamanho do PIB da China, a segunda maior economia mundial.

Em 2013, 2,3 bilhões de produtos farmacêuticos e 470 milhões de produtos eletrônicos foram confiscados ao redor do mundo. Só nos EUA, mais de US$ 1,7 bilhão em falsificação foi retido na fronteira no mesmo ano.

Comércio ilegal é definido como a "produção, importação, exportação, venda e compra de bens que não sigam a legislação atual em alguma jurisdição específica".

Entram aí desde a venda de medicamentos vencidos até a falsificação de marcas famosas ou a fabricação de bebida alcoólica dentro de casa.

Ganhadores e perdedores

O comércio ilegal não é lucrativo apenas para quem o faz; o ganho obtido também acaba fluindo para os fornecedores dos insumos necessários (fabricantes de garrafas, por exemplo).

Enquanto isso, perdem as indústrias legais: seja pela competição desleal, pela perda de participação de mercado ou pelos danos à reputação das marcas.

Os consumidores ganham ao pagarem menos por itens de status. No México, perfumes legais e ilegais chegam a ter uma diferença de preço de 46%. Uma bolsa de luxo que sai por 3 mil euros na loja é encontrada por 35 euros na rua.

"A aceitação social é outro estímulo ao comércio ilegal ao redor do mundo. Em muitos países, os consumidores não percebem a compra de produtos ilegais como uma atividade criminal", diz o relatório.

Ao mesmo tempo, quem compra produto ilegal fica mais expostos a riscos. Em junho, 25 pessoas morreram em Mumbai, na Índia, por consumirem álcool ilegal com altos níveis de metanol (e isso sem falar em medicamentos falsos).

Isso também prejudica os governos. Apesar do comércio ilegal gerar em algum nível empregos e fontes de renda, estimula a atividade criminal e funciona como uma draga de de receita.

Em 2013, 570 milhões de cigarros foram comercializados ilegalmente no mundo com receita de US$ 39 bilhões. No mercado legal, teriam gerado praticamente o mesmo valor em impostos (US$ 40 bilhões).

Cerca de um quarto do álcool vendido na América Latina é ilegal, e o Brasil responde por 63% deste mercado. Por aqui, domina o álcool artesanal (55%) ou falsificado (38%), com pouca participação de contrabando (6%), que domina na Colômbia.

Fonte: Exame/abril

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Fundador do Pirate Bay é solto da prisão, mas é preso novamente na sequência

Na manhã desta quinta-feira (27), Gottfrid Svartholm, um dos fundadores do Pirate Bay, cumpriu a sua pena em uma prisão dinamarquesa, mas a liberdade dele durou pouco. Momentos após ser libertado, ele foi preso novamente pela polícia. Porém, a situação já era esperada.


Em junho deste ano, a mãe de Gottfrid, Kristina Svartholm, informou que o serviço de prisão e liberdade condicional sueco solicitou um mandado de prisão para o seu filho, porém as autoridades do país o enviaram para a Dinamarca para que ele fosse cumprido após a sentença anterior, que na verdade ainda não havia sido completada, faltando ainda quatro semanas.

Kristina comentou que isso nunca foi comunicado para Gottfrid, nem pela prisão da Suécia e nem pela da Dinamarca, e que a família descobriu por conta própria. Para complicar ainda mais a situação, ele só foi informado de que continuaria cumprindo pena 48 horas antes.

“Na terça-feira desta semana, dois dias antes da sua soltura, Gottfrid foi informado que o Ministério Público dinamarquês tinha decidido que ele deveria ser entregue por causa do mandado”, comenta Kristina.

O fundador do Pirate Bay enfrenta o tribunal dinamarquês nesta de sexta-feira (28) para tratar sobre a sua detenção e a decisão de enviá-lo para a Suécia. As autoridades suecas já entraram com um pedido para que a sentença seja cumprida na Dinamarca, o que foi recusado pelos dinamarqueses.

Se o encontro de hoje for bem-sucedido, Gottfrid pode cumprir a pena em prisão dinamarquesa, caso contrário ele será extraditado para a Suécia, onde deve ficar por um mês até ser liberado. O que se sabe é que ele não deve voltar para a Dinamarca, pois foi banido do país para sempre. Este fato pode até trazer dificuldades em possíveis visitas a países do restante da Europa por terra.

A mãe de Gottfrid ainda diz que o filho pretende voltar ao seu trabalho de desenvolvimento em TI.

Fonte: https://torrentfreak.com/pirate-bay-founder-released-from-jail-but-immediately-re-arrested-150828/?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter