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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Malware hits millions of Android phones

Android sculpture
The software is also surreptitiously installing apps and spying on the browsing habits of victims.

The malware is currently making about $300,000 (£232,000) a month for its creators, suggests research.

The majority of phones that have been compromised by the malicious software are in China.

Remote control

A spike in the number of phones infected by the malware was noticed separately by security companies Checkpoint and Lookout. The malware family is called Shedun by Lookout but Hummingbad by Checkpoint

In a blogpost, Checkpoint said it had obtained access to the command-and-control servers that oversee infected phones which revealed that Hummingbad was now on about 10 million devices. China, India, the Philippines and Indonesia top the list of nations with most phones infected by the software.

Hummingbad is a type of malware known as a rootkit that inserts itself deep inside a phone's operating system to help it avoid detection and to give its controllers total control over the handset.

The ability to control phones remotely has been used to click on ads to make them seem more popular than they actually are. The access has also been used to install fake versions of popular apps or spread programs the gang has been paid to promote.

"It can remain persistent even if the user performs a factory reset," wrote Kristy Edwards from Lookout in a blogpost. "It uses its root privileges to install additional apps on to the device, further increasing ad revenue for the authors and defeating uninstall attempts."

Ms Edwards said the recent spike in infections could be driven by the gang behind the malware adding more functions or using their access to phones for different purposes.

The malware gets installed on handsets by exploiting loopholes in older versions of the Android operating system known as KitKat and JellyBean. The latest version of Android is known as Marshmallow.

In a statement, Google said: ""We've long been aware of this evolving family of malware and we're constantly improving our systems that detect it. We actively block installations of infected apps to keep users and their information safe."

Google released the latest security update for Android this month and it tackled more than 108 separate vulnerabilities in the operating system. So far this year, security updates for Android have closed more than 270 bugs.

Source: BBC

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Grupo de espionagem brasileiro é identificado por gerundismo

Hacker
O primeiro grupo de ciberespionagem brasileiro, chamado Poseidon, foi identificado pela Kaspersky, empresa russa de segurança digital. Os pesquisadores determinaram que brasileiros estão envolvidos por conta do uso de gerundismo no código do malware.

Os verbos no gerúndio identificam a nacionalidade dos hackers mal intencionados porque não é tão comum o uso desse tempo nominal em outros países que falam português.

"Identificamos trechos com expressões como 'estaria confirmando' em vez de 'a confirmar', como se diz em países como Portugal", declarou Dmitry Bestuzhev, diretor da equipe global de pesquisa e análise da Kaspersky Lab na América Latina.

Segundo a Kaspersky, esse grupo tem malware que pode se instalar nos computadores de uma empresa, por meio de um truque que leva o usuário a baixá-lo a partir de um e-mail. A ameaça, então, começa a colher dados relativos à companhia e, depois, o grupo de hackers contata a empresa afetada para coagi-la a contratá-lo como consultoria de segurança, mediante ameaça de divulgação de dados sensíveis.

O grupo de hackers Poseidon está na ativa desde meados de 2005 e atua de maneira profissional, segundo a Kaspersky.

Os alvos principais são governos, empresas de telecomunicação e instituições financeiras. A Kaspersky identificou 35 alvos até o momento. "A propagação das infecções está fortemente direcionada para o Brasil, onde muitas das vítimas operam via joint ventures ou parcerias", informa a companhia de segurança digital, ressaltando que algumas das vítimas em potencial desse malware criado pelo grupo Poseidon estão baseadas nos EUA, França, Rússia, Índia e Cazaquistão.

"Não é um ataque rápido, o malware fica oculto para captar informações por muito tempo. Essa técnica é usada até por governos para fins de espionagem. A diferença é que o Poseidon ataca empresas e tem a particulariadade de ter código em português", disse Mariano Sumrell, diretor na AVG.

O malware é voltado para computadores com sistema Windows e mira nas versões em português brasileiro e também na em inglês.

"O que o grupo faz não é nada de excepcional, é a combinação de algumas coisas. É o uso da engenharia social, o download de um arquivo infectado no formato Doc e o objetivo é sempre chegar ao controlador de dómino para pegar informações sobe as contas e acessos – tudo isso enquanto ele fica escondido", afirmou Sumrell.

Companhias afetadas por uma infecção virtual criada pelo grupo Poseidon devem avaliar com cautela o que fazer, aceitar ou não a proposta dos hackers para proteger a integridade de suas informações sensíveis.

"As pessoas têm reações diferentes, mas reportar o caso para a polícia é uma saída. Essa opção é muito pessoal. Há patentes, códigos, dados de clientes, entre outras informações importantes em jogo. Mas quando você opta por negociar com os hackers, a médio ou longo prazo, você fica preso a criminosos e não se deve confiar neles", afirmou Sumrell.

Para Bestuzhev, a empresa deve monitorar constantemente a sua rede para evitar casos como esse. "Certifique-se que a rede esteja limpa, totalmente livre de potenciais ameaças", disse diretor da Kaspersky Lab.

Fonte: Exame