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sexta-feira, 10 de junho de 2016

Teori libera para julgamento no STF denúncia sobre contas de Cunha na Suíça


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, liberou para pauta do Plenário da Corte o julgamento da denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em um inquérito contra o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O pedido de investigação feito pelo PGR foi baseado em informações sobre contas na Suíça atribuídas a Cunha.

No andamento processual da ação, que corre em segredo de justiça, está registrado, com a data de ontem (9), que o processo foi liberado para pauta pelo relator. Agora cabe ao presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, determinar a data do julgamento. Caso a denúncia seja aceita, Eduardo Cunha passa a ser réu em mais um processo.

A assessoria do deputado afastado ainda não se manifestou sobre o assunto.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 16 de março de 2016

Dinamarca é escolhida como país mais feliz do mundo

Copenhague, Dinamarca
A Dinamarca superou a Suíça como o lugar mais feliz do mundo, de acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira que incentiva as nações a lidar com a desigualdade e o meio ambiente, independentemente de suas riquezas.

O relatório, preparado pela Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável (SDSN, na sigla em inglês) e o Instituto da Terra, da Universidade de Columbia, mostrou que Síria, Afeganistão e oito países subsaarianos são os 10 locais menos felizes do mundo para se viver.

Os 10 mais deste ano foram Dinamarca, Suíça, Islândia, Noruega, Finlândia, Canadá, Holanda, Nova Zelândia, Austrália e Suécia. Os dinamarqueses haviam ficado em terceiro lugar no ano passado, atrás de suíços e islandeses.

O Brasil aparece em 17º lugar no ranking. Os Estados Unidos aparecem na 13ª colocação, a Grã-Bretanha na 23ª, a França na 32ª e a Itália na 50ª.

Os 10 menos foram Madagascar, Tanzânia, Libéria, Guiné, Ruanda, Benim, Afeganistão, Togo, Síria e Burundi.

"Há uma mensagem muito forte para o meu país, os EUA, que é muito rico e ficou muito mais rico nos últimos 50 anos, mas não ficou mais feliz", disse o professor Jeffrey Sachs, chefe do SDSN e conselheiro especial do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon.

Fonte: Exame

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Cientistas criam drone para ajuda em resgate de montanhistas

Turistas encaram a montanha Matterhorn na Suíça, dia 30/06/2015
Cientistas da Universidade de Zurique, na Suíça, desenvolveram um software de inteligência artificial que permite aos drones reconhecer e acompanhar por si mesmos os caminhos nas florestas para participar de resgates em montanhas.

A pesquisa, de ponta no campo da inteligência artificial e da robótica, em breve permitirá às equipes de resgate buscar pessoas perdidas na natureza mais rapidamente.

Só na Suíça, cerca de mil pessoas pedem socorro a cada ano por terem se perdido ou sofrido acidentes na montanha.

"Os drones ainda não são capazes de voar em entornos complexos como florestas muito densas. Em um ambiente desse tipo qualquer erro pode terminar em acidente e por isso os robôs precisam deum cérebro potente que os permita perceber o que há a seu redor", explicou o professor da Universidade de Zurique, Davide Scaramuzza.

Para resolver este problema e para que as máquinas possam identificar os caminhos, os cientistas desenvolveram um algoritmo que permite aos drones "aprender", a partir de diferentes exemplos, de forma semelhante a como o cérebro humano aprende com a experiência.

Esse algoritmo interpreta as imagens que "vê" na máquina através das câmaras que têm instaladas e reconhece os caminhos criados pelo homem, sempre que eles forem visíveis.

O reconhecimento é possível porque o sistema acumula os dados de mais de 20 mil imagens de caminhos e rotas tomadas pelos pesquisadores durante horas de caminhadas pelos Alpes suíços.

Após testar o software em um caminho totalmente novo, o algoritmo permitiu ao drone encontrar a direção correta em 85% de casos, acima dos 82% de acerto entre humanos.

Apesar do sucesso, os pesquisadores assinalaram que ainda há muito trabalho para conseguir que uma frota de drones se movimente de maneira totalmente autônoma nas florestas em busca de montanhistas perdidos.

Segundo Scaramuzza, embora os drones tenham aprendido a reconhecer e acompanhar os caminhos na floresta, ainda têm que aprender a reconhecer os humanos.

Fonte: Exame

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Justiça da Suíça multa Cunha por atrapalhar investigação

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) durante entrevista
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi obrigado a pagar R$ 22,3 mil à Justiça suíça por tentar impedir que os extratos de suas contas fossem enviados ao Brasil.

Documentos obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo confirmam que o Tribunal Penal Federal da Suíça constatou que o parlamentar, sua mulher, Cláudia Cordeiro Cruz, e integrantes do seu truste (conta de "confiança", gerida por terceiros com autorização do deputado) usaram o mesmo advogado e os mesmos argumentos no esforço de impedir que seus dados bancários fossem enviados ao Brasil e que o caso fosse julgado no país.

Os três recursos foram rejeitados e Cunha foi obrigado a arcar com todos os gastos do processo, inclusive as horas de trabalho dos juízes e da administração pública na Suíça.

"O montante do pagamento é calculado em função de dimensão e dificuldade da causa, a forma das partes de proceder, sua situação financeiras e as taxas de administração", indicou uma decisão do tribunal.

Segundo os juízes, as pessoas que apresentaram recursos terão de arcar com os custos do processo, fixados em 6 mil francos suíços (R$ 22,3 mil).

O Ministério Público da Suíça já havia indicado a existência de US$ 2,4 milhões em contas secretas no banco Julius Baer, controladas pelo deputado e sua mulher. Os suíços, porém, optaram por transferir o processo ao Brasil.

A defesa do deputado apresentou um primeiro recurso, que foi negado ainda em início de outubro. Sem sucesso, seus advogados na Suíça recorreram ainda ao Tribunal Penal, pedindo a anulação da transferência da competência do caso ao Brasil.

Se tal medida fosse entendida, nenhum dos documentos enviados teria a autorização de ser usado como provas em um processo no país contra Cunha.

Mas o recurso sequer foi tratado em sua substância, sob a alegação de que tal apelação apenas poderia ser considerada se a parte envolvida no processo fosse residente na Suíça.

"Apenas pessoas processadas que tenham suas residências atuais na Suíça tem a legitimidade de recorrer", indicou a decisão do tribunal.

"Entre os três que recorrem, apenas Cunha é visado por um processo penal, cuja delegação às autoridades brasileira foi realizada", diz a decisão.

"Entretanto, nenhuma das duas pessoas físicas que recorrem têm sua residência atual na Suíça. Quanto à sociedade, apesar da conta sob litígio que ela é titular na Suíça, ela não tem relações com esse país", constataram os juízes suíços Stephan Blatter, Giorgio Bomio e Nathalie Franciolli.

"De forma definitiva, nenhum dos recorrentes pode pretender dispor do direito ao recurso."

Idênticos

O que chama a atenção dos juízes é que os recursos, os advogados e argumentos usados por Cunha foram "idênticos" ao que a empresa de truste que detém suas contas utilizou. "Eles são representados pelo mesmo advogado e que evocam em todos os pontos os mesmos argumentos", indicaram.

Para tentar se defender das acusações, Cunha insiste que é "apenas o beneficiário em vida" das contas na Suíça e que, de fato, os valores estão em nome de trustes. Esse será o seu principal argumento no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Cunha ainda apontou que "abriu mão de ser o dono do dinheiro no momento que eu contratei o truste".

Mas a apresentação de um recurso idêntico entre o truste, a mulher de Cunha e o parlamentar revela, segundo os juízes suíços, uma estratégia comum para tratar do caso. "Os três recursos foram gerados a partir do mesmo conselho jurídico e são rigorosamente idênticos", indicou a decisão do Tribunal.

"Os recorrentes concluem na anulação da decisão de delegação e pedem um efeito suspensivo", explicaram os juízes. "Eles pedem, entre outros, que o Departamento de Justiça interpele as autoridades brasileiras para que as proibissem de utilizar os documentos e informações obtidas na delegação (do processo), apontou a decisão.

Um desses trustes, o Orion SP, é suspeito de ter sido abastecido pelo lobista João Henriques. Em depoimento à força-tarefa da Operação Lava Jato, Henriques indicou que o dinheiro enviado ao deputado estava relacionado com um contrato da Petrobras na África.

"Foram 5 transferências realizadas entre 30 de maio de 2011 e 23 de junho de 2011, sendo 4 no valor de 250.000,00 francos suíços e 1 no valor de 311.700,00 francos suíços. Todas essas transferências foram confirmadas tanto no extrato da conta de origem dos recursos (conta Ancona International LTD, de João Henriques), como no extrato da conta destinatária dos recursos (conta Orion SP, de Eduardo Cunha)", informa o processo contra Cunha no Ministério Público Federal.

Na decisão do Tribunal na Suíça, o documento ainda confirma que o MP em Berna "abriu um processo penal" contra Cunha, "suspeito de ser culpado por lavagem de dinheiro".

O caso, segundo a decisão, está relacionado "ao escândalo político-econômico sobre os supostos atos de corrupção em grande escala cometidos no Brasil". Nesse contexto, houve o sequestro de documentos bancários.

Fonte:Exame/Abril

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

PSOL leva Cunha ao Conselho de Ética

Presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, confirmou a deputados do PSOL que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e parentes dele têm contas bancárias na Suíça, que foram bloqueadas por autoridades do país europeu.

Com base nessas informações, o PSOL vai representar contra Cunha na próxima terça-feira no Conselho de Ética da Câmara.

Fontes próximas à investigação confirmaram na quinta-feira que o banco usado por Cunha na Suíça foi o Julius Baer, o maior private bank independente daquele país.

A informação foi revelada pela Folha de S.Paulo. De acordo com o jornal, o valor bloqueado teria sido de US$ 2,4 milhões.

O site do jornal O Globo informou na quinta-feira que um relatório do Ministério Público da Suíça diz que Cunha fechou duas das quatro contas que mantinha no Julius Baer em abril do ano passado, um mês depois do início da Operação Lava Jato.

As contas foram abertas em nome de offshores - como já havia adiantado o jornal O Estado de S. Paulo -, e tinham como beneficiários finais Cunha e a mulher dele, a jornalista Cláudia Cruz.

Segundo a reportagem, as duas contas ainda ativas foram abertas em 2008 e numa delas o destinatário tem residência no mesmo endereço de Cunha e da mulher no Rio de Janeiro. O beneficiário é brasileiro e nasceu em 29 de setembro de 1958, data de nascimento de Cunha.

Ex-funcionários da Petrobras investigados na Operação Lava Jato também foram clientes do Julius Baer, como o ex-gerente executivo de Engenharia da Petrobras, Pedro Barusco, o ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque e o ex-diretor de Internacional Jorge Zelada.

Em Berna, fontes confirmam que o banco está colaborando e que foi dele que veio em abril um informe apontando para suspeitas de lavagem de dinheiro. Oficialmente, a instituição se recusa a comentar o caso.

Um dos fatores que levantaram suspeitas entre os gerentes das contas foi a diferença entre a renda de Cunha e os valores movimentados.

O Ministério Público da Suíça não comentou a informação sobre o valor bloqueado nas contas atribuídas a Cunha no país europeu. Pessoas próximas ao processo indicam que as contas chegaram a movimentar "perto de US$ 5 milhões". A suspeita dos procuradores brasileiros é a de que Cunha possa ter outras contas no exterior.

Decoro

O documento encaminhado ao PSOL confirma também que o peemedebista é investigado por lavagem de dinheiro e corrupção.

"Este documento nos dá o elemento fundamental de uma representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar em desfavor do deputado Eduardo Cunha (RJ)", afirmou o deputado Chico Alencar (RJ), líder do PSOL.

"Com este documento formal e oficial, temos plena condição de fazer esta representação. As condições políticas para ele permanecer na presidência acabaram."

Cunha, mais uma vez, evitou ontem as perguntas sobre as contas na Suíça. "Já falei o que tinha que falar sobre isso", disse o presidente da Câmara. "Se eles entrarem (no Conselho de Ética), é um direito deles. Responderei na hora que tiver que responder."

Na semana passada, o PSOL apresentou questionamentos a Cunha sobre a denúncia de que ele e alguns parentes teriam depósitos em contas bancárias na Suíça.

Os mesmos questionamentos foram enviados também à Procuradoria-Geral da República, que encaminhou as respostas ontem à noite ao partido.

A Suíça investiga os pagamentos relacionados com a Petrobras desde março de 2014 e pediu que bancos entregassem à Justiça detalhes sobre dezenas de contas.

Após o Ministério Público suíço repassar à Procuradoria-Geral da República os dados, caberá agora a Rodrigo Janot decidir se pede abertura de um novo inquérito ou se apresenta nova denúncia contra o peemedebista.

Fonte: Exame