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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Primeira edição de "O capital", de Karl Marx, irá a leilão em Londres

Primeira edição de "O capital" será leiloada no dia 15 de junho. EFE/Bonham
Uma peculiar primeira edição da obra "O Capital", de Karl Marx (1818-1833), que leva a assinatura do autor e foi dada para seu amigo Johann Eccarius, será leiloada pela casa Bonham de Londres em 15 de junho.

Segundo Bonham, a peça tem um preço estimado de saída de entre 80 mil e 120 mil libras (US$ 115 mil e US$ 173 mil) e será vendida em uma jornada dedicada a livros e manuscritos.

"Esta é uma sensacional e importante cópia de um livro que mudou o mundo. Tanto Marx como Eccarius foram figuras importantes durante o difícil nascimento do comunismo e desfrutaram de uma relação pessoal estreita durante muitos anos até que o ciúmes e as diferenças políticas os separaram", afirmou hoje o especialista em livros da casa de leilões Simon Roberts.

A peça leva data de 18 de setembro de 1867, quatro dias depois da publicação do primeiro volume, e é uma das poucas cópias que sobreviveram, segundo indicou Bonham.

"O capital", um tratado de crítica da ciências econômicas, é formado por três volumes, dos quais o primeiro foi publicado em vida de Marx, mas os outros dois, elaborados por seu amigo e colaborador Friedrich Engels a partir das notas do autor, apareceram em 1885 e 1894.

Eccarius (1818-1889) foi um alfaiate que se uniu ao grupo britânica da Liga dos Justos, organização revolucionária apoiada por alemães que tinham emigrado em 1839.

Em 1846, Marx e Engels, que viviam então em Bruxelas, foram convidados a se unir à Liga, e um ano depois assistiram ao segundo congresso da organização em Londres, onde conheceram Eccarius.

Marx ficou muito amigo de Eccarius, mas por volta de 1870 a relação tornou-se difícil depois que o autor de "O capital" lhe acusou de assumir o crédito de suas ideias em artigos jornalísticos.

Fonte: EFE

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Grafite com beijo de Trump e Putin ilustra temor de lituanos

Grafitte Trump e Putin na Lituânia
Um grafite que mostra Donald Trump e Vladimir Putin se beijando na boca se tornou um viral nesta sexta-feira na Lituânia, onde os temores sobre uma possível aproximação crescem.

A imagem é inspirada na famosa foto de 1979 em que o então líder soviético Leonid Brezhnev beija o líder comunista da Alemanha Oriental Erich Honecker.

E ilustra a preocupação dos lituanos ante a simpatia expressada pelo pré-candidato republicano à Casa Branca ao presidente russo.

"Temos a sensação de viver uma nova Guerra Fria e os Estados Unidos poderiam ter um presidente que procura fazer amizade com a Rússia", disse à AFP o proprietário do restaurante de fast-food que abriga a parede grafitada, Dominykas Ceckauskas.

"Vemos semelhanças entre os dois protagonistas. Ambos têm um ego inflado e é engraçado ver como eles se entendem bem", acrescentou.

As relações entre Washington e Moscou são tensas há anos, mas Trump defende Putin, considerado por ele um "líder forte" e "sem dúvida, talentoso".

Os lituanos, bem como seus vizinhos da Letônia e da Estônia, estão preocupados com os comentários críticos de Trump em relação à Otan, que eles consideram como uma proteção crucial para sua segurança.

"Trump disse que a Otan está ultrapassada e é cara", revelou Kestutis Girnius, professor do Instituto de Relações Internacionais e Ciência Política em Vilnius.

"O grafite reflete o temor de alguns lituanos que têm a certeza de que Trump vai fazer reverência a Putin e negligenciar os seus problemas de segurança", disse ele.

Fonte: AFP