Mostrando postagens com marcador Usiminas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Usiminas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Samarco antecipa parte de indenização a atingidos por lama

05/11 - Barragens de rejeitos da empresa de mineração Samarco se rompem em Mariana (MG)
A Samarco fechou acordo com o Ministério Público de Minas Gerais e representantes de comunidades afetadas pelo rompimento da barragem da mineradora em Mariana (MG) para o pagamento de antecipação indenizatória de 10 mil reais para famílias que tinham imóveis atingidos que não eram utilizados como moradia.

A informação foi publicada nesta quinta-feira pela Samarco, joint venture da brasileira Vale em parceria com a anglo-holandesa BHP Billiton, que explicou que os valores serão pagos até 29 de fevereiro, com base nos cadastros previamente realizados destas famílias.

No acordo, também ficou definido que a Samarco indenizará os proprietários que perderam seus veículos, que receberão o valor da tabela FIPE do dia 5 de novembro de 2015, dia do rompimento, acrescido de juros e correção monetária até a data de pagamento.

Serão feitos pagamentos referentes a cerca de 35 veículos, segundo a Samarco. A empresa fará o pagamento após o proprietário entregar a documentação necessária, informou a empresa em nota enviada à imprensa.

O rompimento da barragem, considerado o pior desastre ambiental da história do Brasil, gerou uma onda de lama de rejeitos que deixou 17 mortos e diversos desabrigados, atingiu diversas cidades e poluiu o Rio Doce, que deságua no mar capixaba.

Fonte: Exame

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Mariana é o maior acidente mundial com barragens em 100 anos

Rio Doce poluído pela lama do rompimento de barragens em Mariana (MG)

Queixas.com.br
O rompimento da barragem de rejeitos da Samarco em novembro de 2015 - que destruiu o distrito mineiro de Bento Rodrigues - é o maior desastre do gênero da história mundial nos últimos 100 anos.

Se for considerado o volume de rejeitos despejados - 50 a 60 milhões de metros cúbicos (m³) - o acidente em Mariana (MG) equivale, praticamente, à soma dos outros dois maiores acontecimentos do tipo já registrados no mundo - ambos nas Filipinas, um em 1982, com 28 milhões de m³; e outro em 1992, com 32,2 milhões de m³ de lama.

Os dados estão presentes em estudo da Bowker Associates - consultoria de gestão de riscos relativos à construção pesada, nos Estados Unidos - em parceria com o geofisico David Chambers.

Apenas cinco acidentes com barragens de rejeitos excederam 10 milhões de m³ de lançamentos, até hoje, em todo o mundo.

Mas não é apenas nessa métrica (volume de rejeitos) que a tragédia mineira sai negativamente na frente. Em termos de distância percorrida pelos rejeitos de mineração, a lama vazada da Samarco quebra outro recorde. São 600 quilômetros (km) de trajeto seguidos pelo material, até o momento. No histórico deste tipo de acidente, em segundo lugar aparece um registro ocorrido na Bolívia, em 1996, com metade da distância do trajeto da lama, 300 quilômetros.

O ineditismo numérico continua em um terceiro quesito: o custo. O investimento necessário para reposição das perdas ocasionadas pelo desastre, no caso brasileiro, está orçado pela consultoria norte-americana em US$ 5,2 bilhões até o momento. O maior valor contabilizado com a mesma finalidade, após os anos 1990, foi de um acidente com perdas próximas a R$ 1 bilhão, na China. "Essas avaliações não levam em consideração a 'limpeza' das áreas afetadas, nem a 'correção' de danos diversos os quais os reparos podem não ser economicamente viáveis ou tecnicamente realizáveis", acrescenta o estudo da consultoria norte-americana.

"Embora os números exatos permaneçam um pouco distorcidos, a diferença de magnitude em relação a catástrofes passadas torna inequivocamente claro que o caso da Samarco é o pior registrado na história sobre essas três medidas de gravidade", pontua Lindsay Newland Bowker, coordenadora da Bowker Associates. O estudo registra, de 1915 a 2015, um total de 129 eventos com barragens - de 269 conhecidos - e projeta, em média, um acidente grave por ano no período de uma década.

Até 2015, foram registrados 70 eventos "muito graves" com barragens em todo o mundo. A classificação leva em conta o fato de esses acidentes terem ocasionado o vazamento de, no mínimo, 1 milhão de metros cúbicos de rejeitos, cada. De acordo com a pesquisa, enquanto na década que se encerra em 1965 havia sido contabilizado 6 milhões de m³ vazados em desabamentos de barragens, na década que termina em 2015, esse número saltou para 107 milhões de m³.

O estudo prevê que a década que se encerrará em 2025 registre 123 milhões de m³ de vazamentos de barragens de rejeitos. Em termos de quilometragem, também é registrada a tendência de crescimento. Na primeira década pesquisada, eram 126,7 quilômetros tomados por lama de rejeitos. Na última década, foram 722,2 quilômetros totais, já incluindo a falha da Samarco. A expectativa para os dez anos que se encerram em 2025 é de 723,5 km.

 "Todas as catástrofes na mineração são ocasionadas por erro humano e falhas ao não se seguir as melhores práticas estabelecidas, o melhor conhecimento, a melhor ciência", pondera Lindsay.

  A consultora complementa que os acidentes são, também, "falhas dos parceiros públicos"."Uma das preocupações é que o Brasil permite a utilização de barragens à montante, o método menos estável de construção, com barragens grandes. Trata-se de um desvio aos conhecimentos e práticas globalmente aceitas", explica. "No caso específico da Samarco, essa instabilidade inerente foi exacerbada por uma taxa de deposição de rejeitos e uma taxa de aumento na barragem muito superiores aos melhores padrões globais", complementa Lindsay.

O estudo lembra, ainda, outro acidente ocorrido com barragens no Brasil, em setembro de 2014, em Itabirito, também no estado de Minas Gerais. A Herculano Mineração é a responsável pela obra. Na ocasião, dois trabalhadores morreram e um desapareceu.

"As falhas da Samarco e da Herculano são apenas os dois exemplos mais recentes de um Estado que tem falhado na política nacional de mineração. Nenhuma ação foi tomada pelo governo em nível estadual ou federal para a identificar quais foram os problemas e evitar a sua manifestação com novas falhas repentinas", conclui Lindsay.

Esta semana, o subsecretário de Regularização Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais, Geraldo Vítor de Abreu, em depoimento à comissão da Assembleia Legislativa do Estado que investiga o desastre da barragem de Mariana, afirmou que Minas Gerais quer proibir o sistema de alteamento de barragens à montante na unidade da Federação. Procurada pelo Portal EBC, a empresa Samarco não se manifestou, até o momento, sobre os dados apresentados pelo estudo da Bowker Associates.

Fonte: Exame

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Usina da Usiminas em Cubatão opera normalmente após protesto

Unidade de Cubatão (SP): Usiminas abre 80 oportunidades para jovens engenheirosabre
A usina siderúrgica da Usiminas em Cubatão, alvo de demissões de 4 mil trabalhadores, está operando normalmente nesta quarta-feira depois que a polícia foi chamada para garantir a entrada de funcionários, informaram a companhia e sindicato local.

Na véspera, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos e Siderúrgicos de Santos e Região, Florêncio Rezende de Sá, afirmou que a entidade tentaria promover uma greve por tempo indeterminado em protesto contra as demissões na unidade.

Segundo a companhia, ordem judicial que proibiu o sindicato de impedir a entrada de trabalhadores na usina foi cumprida apenas depois da "intervenção da Polícia Militar, que garantiu a entrada dos empregados e a operação normal da usina".

"A Usiminas entende a gravidade do momento, mas acredita que a tentativa frustrada de impedir o acesso à usina por parte de sindicalistas em nada contribuirá para a solução dos problemas relacionados à queda progressiva do mercado de aço", acrescentou a empresa, em comunicado.

Procurado, o presidente do sindicato confirmou que a usina opera normalmente depois que a polícia usou bombas de gás e balas de borracha para dispersar manifestantes.

"Tentamos, mas não conseguimos (...) Agora a gente não consegue fazer assembleia (de trabalhadores), montaram toda uma estrutura com 50 viaturas dentro da usina", afirmou Sá.

Ele acrescentou que o sindicato continuará com a mobilização para tentar apoio de outras categorias afetadas pelas demissões na Usiminas.

Maior produtora de aços planos do Brasil em capacidade instalada, a Usiminas anunciou no fim de outubro que vai desativar temporariamente atividades de produção de aço da usina de Cubatão, mantendo as de laminação.

A empresa citou o cenário de fraqueza da economia e a deterioração dos preços da liga nos mercados internacionais.

O anúncio veio no mesmo dia em que a empresa informou o quinto prejuízo trimestral consecutivo, entre os meses de julho a setembro deste ano.

Fonte: Exame/Abril