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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Pelo menos 4.830 morreram em agosto no conflito sírio

Violência na Síria
Violência na Síria: 55 faleceram por torturas nos centros de detenção e quartéis de segurança do regime e 162 morreram por projéteis lançados pelos jihadistas

Pelo menos 4.830 pessoas morreram na Síria por bombardeios do regime ou da coalizão internacional, assassinadas pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) ou em outros ataques e enfrentamentos, informou nesta terça-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Desses mortos, pelo menos 1.205 eram civis - 252 menores e 151 mulheres - e, desse número, um total de 913 perderam a vida em ataques do governo sírio, 32 em execuções do EI e 43 em bombardeios da coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos.

Além disso, 55 faleceram por torturas nos centros de detenção e quartéis de segurança do regime e 162 morreram por projéteis lançados pelos jihadistas, brigadas rebeldes, milicianos curdos e do Frente al Nusra, filial da Al Qaeda na Síria, acrescentou o Observatório.

Por outro lado, um total de 885 combatentes islamitas, insurgentes e milicianos curdos de nacionalidade síria perderam a vida no mesmo mês, no qual também faleceram três desertores do regime.

Entre as forças leais ao presidente Bashar al Assad, perderam a vida 778 militares e agentes de segurança, 684 milicianos, 36 membros do grupo xiita libanês Hezbollah e 64 combatentes estrangeiros, a maioria xiitas.

A ONG apontou que as baixas entre os combatentes estrangeiros da Frente al Nusra, do EI e das brigadas islamitas e outros grupos rebeldes somaram 1.165, enquanto os falecidos sem identificação foram dez.

O número total de vítimas poderia ser maior, destacou o Observatório, pois há mortes que não foram confirmadas devido à dificuldade de obter dados e ao zelo das partes combatentes sobre a informação relativa às baixas entre suas fileiras.

Em julho, o número de mortos pela guerra na Síria registrados pelo Observatório foi de 4.831 e em maio, o mês do ano com mais falecimentos, de 6.657.

Pelo menos 230 mil pessoas morreram na Síria desde o início da disputa, em março de 2011, segundo números do Observatório.

Fonte: exame.abril.com.br

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Estado Islâmico queima vivos combatentes xiitas iraquianos

As vítimas foram penduradas com correntes a uma barra com as mãos e os pés atados e depois tiveram os corpos queimados
Jihadistas do Estado Islâmico (EI) queimaram vivos quatro combatentes xiitas iraquianos que haviam sido acorrentados, segundo um vídeo divulgado pelo grupo, famoso pelos atos de barbárie.
Bandeira do Estado Islâmico na estrada entre as cidades iraquianas de Tikrit e Kirkuk, em 2014. Foto: Jim Lopez/AFP
Bandeira do Estado Islâmico na estrada entre as cidades iraquianas de Tikrit e Kirkuk, em 2014. Foto: Jim Lopez/AFP

As vítimas, identificadas como combatentes do grupo pró-governo Hashed al-Shabi (Mobilização Popular), que luta contra os jihadistas no sul do Iraque, foram penduradas com correntes a uma barra com as mãos e os pés atados e depois tiveram os corpos queimados.

Segundo o EI, que controla várias faixas de território no Iraque e na vizinha Síria, a execução é uma vingança por quatro integrantes do grupo que supostamente morreram queimados em uma ação das forças pró-governo.

O EI já executou várias atrocidades no Iraque e na Síria, incluindo execuções em massa, sequestros e estupros de integrantes de minorias religiosas. Muitos assassinatos, incluindo decapitações, fuzilamentos e afogamentos, foram divulgados em vídeos publicados na internet.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/mundo/2015/08/31/interna_mundo,595410/estado-islamico-queima-vivos-combatentes-xiitas-iraquianos.shtml