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segunda-feira, 20 de junho de 2016

Microplásticos estão virando o "fast food" dos peixes

Larva que ingeriu microplástico referente a artigo publicado na revista Science.
A poluição por lixo plástico nos oceanos vem ganhando contornos cada vez mais sombrios. Agora, os pesquisadores descobriram que as micropartículas de plástico, filamentos com menos de cinco milímetros, parecem ter um efeito "fast food" sobre os peixes.

Na pesquisa, os cientistas identificaram uma espécie que pode realmente tornar-se viciada em comer microplásticos ao confundi-los com um alimento nutritivo. O estudo completo, publicado na revista Science e liderado por pesquisadores da Universidade de Uppsala, na Suécia, é um dos primeiros a avaliar os impactos sobre a vida marinha desse material, bastante comum em produtos esfoliantes e outros cosméticos.

Realizada no mar Báltico, na Europa, onde existem altas concentrações de micropartículas de polietileno, a pesquisa descobriu que os espécimes mais jovens, em fase de crescimento, são os mais vulneráveis ao "pseudoalimento" indigesto. É como se eles fossem iludidos ao julgar que se trata de um recurso de alta energia que eles precisam comer aos montes.

Naturalmente, esse tipo de dieta é um convite ao desastre: segundo a pesquisa, os peixes em águas com maior presença de plástico são fisicamente menores do que o grupo de controle de águas limpas, além de serem mais lentos e mais "burros", demorando para fugir de predadores potenciais.

Para agravar, os pesquisadores notaram que, não raro, os peixes optavam por comer microplástico mesmo quando opções naturais, como o planctôn, estavam prontamente disponíveis.

O estudo alerta que, apesar de muitos contaminantes químicos serem conhecidos da Ciência, pouco se sabe sobre seus impactos ecológicos. "Os mecanismos pelos quais os microplásticos podem afetar embriões e larvas de organismos aquáticos, que são particularmente vulneráveis aos poluentes, são especialmente obscuros", observam os pesquisadores.

O aumento da utilização de plásticos é de tal forma significativo que, em 2050, os oceanos terão mais detritos desse material do que peixes, alertou um estudo recente da fundação da reconhecida velejadora britânica Ellen MacArthur, em parceria com a consultora McKinsey.

No final, a poluição marinha por plástico expõe não apenas os animais marinhos e seus ecossistemas, como nós, humanos. Uma pesquisa divulgada em outubro passado mostrou que nada menos do que um quarto dos peixes vendidos nos mercados na Califórnia e na Indonésia contém, em suas entranhas, detritos plásticos. Pois é, o mundo dá voltas.

Fonte: Exame

sábado, 4 de junho de 2016

Este pode ser o animal vivo mais velho de todo o mundo

Esponja do Mar encontrada no Havaí
Cientistas podem ter encontrado o animal vivo mais velho da face da Terra. Você provavelmente não acertaria que tipo de animal teria o título de maior ancião do nosso planeta. Ele é uma esponja marinha gigantesca que habita águas remotas do Havaí.

A descoberta foi publicada no periódico científico National Oceanic and Atmospheric Administration. O bicho, que tem tamanho aproximado de uma minivan, foi descoberto durante uma exploração no arquipélago.

Apesar das estimativas, os pesquisadores ainda não são capazes de afirmar com precisão qual a idade da esponja. "A idade [da esponja] fica, provavelmente, na ordem de séculos a milênios", disse Daniel Wagner, um dos autores do estudo, ao jornal britânico Guardian.

Os cientistas apontam na pesquisa que outras grandes esponjas, encontradas em águas mais rasas, tinham estimativa de vida de 2.300 anos – a espécie em questão foi encontrada a cerca de 2.100 metros de profundidade.

De acordo com o estudo, o animal tem cerca de 3,5 metros de largura e mais de dois metros de altura. Ele foi descoberto há um ano no Monumento Nacional Marinho Papahanaumokuakea, a maior área de conservação marinha dos Estados Unidos, por pesquisadores que operavam um veículo a distância. "Mais de 98% da área do Monumento está a 100 metros de profundidade, ou seja, impossível para nós mergulharmos apenas de scuba", explica Wagner.

Ainda segundo o cientista, cerca de sete mil espécies marinhas vivem no local. “Só nesta expedição nós voltamos com mais de 100 novas espécies. Então, há provavelmente muitas outras coisas lá em baixo”, finaliza.

Fonte: Exame

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Os urubus podem estar sumindo – e isso não é uma boa notícia

Urubu - ave - animais
A notícia obviamente não está causando tanta comoção como quando o assunto são pandas, baleias ou micos-leões.

Mas é grave: os urubus estão desaparecendo. Das 22 espécies dessa lúgubre ave, 4 estão quase ameaçadas de extinção, 3 estão ameaçadas e 9, em situação crítica.

É o grupo mais ameaçado de desaparecer entre todas as aves do mundo.

A situação vinha intrigando os biólogos, porque a maioria das aves que comem carniça, como corvos, cegonhas e gaivotas, estão indo muito bem obrigado: sua população está crescendo, em parte graças aos desequilíbrios causados pela humanidade em outras populações animais.

Foi com isso em mente que um time de pesquisadores da Universidade de Utah, nos EUA, resolveu fazer um grande estudo para entender as razões da crise entre os urubus.

O que eles descobriram é que os "carniceiros opcionais" estão se dando bem, mas os "carniceiros obrigatórios" não.

Corvos, cegonhas e gaivotas são onívoros com uma dieta diversa: até gostam de um cadáver, mas comem de tudo. Já os urubus não têm opção: sem um mortinho, passam fome.

Justamente por isso, estão ingerindo doses extremamente altas de medicamentos e venenos dados por humanos a outros animais.

O maior problema parece ser a droga veterinária diclofenac, um anti-inflamatório bovino que causa sérios problemas hepáticos em aves, quando elas comem as vacas contaminadas.

Mas, além disso, há urubus morrendo por comer hienas e leões envenenados por criadores de gado, e por intoxicação por inseticidas, raticidas e chumbo de munição.

Os pesquisadores descobriram que, em 2007, uma única carcaça envenenada de elefante matou pelo menos 600 aves carniceiras de uma vez, na Namíbia.

Mas e daí? Quem se importa?

Segundo os pesquisadores, é melhor nos preocuparmos. A redução brusca na população de urubus está levando a uma explosão populacional de outros animais que curtem lambiscar uma carcacinha, como ratos e cães selvagens.

Ao contrário dos urubus, essas espécies não vêm equipadas com estômagos especializados em matar micróbios letais: por isso, elas transmitem doenças.

O fim dos urubus fatalmente levaria a pragas e epidemias, além de piorar muito o cheiro do mundo.

Os pesquisadores de Utah concluem que o problema poderia ser resolvido facilmente: bastaria banir o comércio de certas substâncias perigosas aos urubus.

Difícil é convencer governos e ambientalistas a se mobilizarem para salvar uma ave tão impopular.

Fonte: Superinteressante

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Golfinhos conseguem conversar para resolver problemas juntos

Golfinhos
Em momentos de crise, talvez possamos aprender com os golfinhos: aparentemente os animais têm a capacidade de debater, de forma pacífica, a solução para um problema.

A conclusão é dos cientistas do Instituto Dolphin Plus, na Flórida, e da Universidade de Mississipi, que passaram os últimos meses estudando o comportamento de seis golfinhos e a relação deles com situações problemáticas.

O estudo afirma que os bichos possuem uma linguagem específica para conversar uns com os outros em situações difíceis, determinando, juntos, a melhor forma de sair delas.

Essa linguagem é composta por sons pulsantes em uma frequência que os seres humanos conseguem escutar - na prática, parece que os golfinhos estão realmente batendo papo.

Os pesquisadores partiram de uma dúvida simples: já que são tão espertos, será que os golfinhos têm a capacidade de trabalhar em equipe?

Para responder, eles colocaram comida dentro de um pote de plástico que só podia ser aberto se duas cordinhas fossem puxadas ao mesmo tempo, cada uma para uma direção diferente.

Desse modo um golfinho sozinho até conseguiria abrir o recipiente, mas, em dois, a tarefa se tornava muito mais fácil e rápida.

Em 20 dos 24 testes feitos pelos cientistas, diferentes duplas de golfinhos trabalharam tentando abrir o pote - nas 4 restantes, os animais faziam o processo sozinhos.

O resultado foi surpreendente: quando os bichos estavam resolvendo o problema em dois, eles conversavam três vezes mais do que quando estão simplesmente socializando em situações normais.

Além disso, quando um golfinho estava tentando abrir a lata sozinho, os outros ficavam assistindo - mas os bichos não conversavam tanto nessas situações. Ou seja: as conversas durante o trabalho realmente eram um debate sobre o problema.

Já se sabia que os golfinhos usam suas "falas" para localizar uns aos outros e para a interação social - inclusive com seres humanos -, e até para aprender e ensinar coisas entre si.

Mas esta é a primeira vez que os cientistas percebem que os bichos emitem sons especialmente para resolver problemas.

Agora, imagine se as pessoas conseguissem desenvolver essa capacidade...

Fonte: Exame

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Granja no PR transforma excremento de galinha em combustível

Criação de galinhas (frango)
Antes desprezado ou usado como adubo sem tratamento, o grande volume de excremento produzido diariamente por 84 mil galinhas poedeiras da Granja Haacke, no município de Santa Helena, a 110 km de Foz do Iguaçu (PR), hoje vira combustível para automóveis. Ao participar de um programa que transforma os dejetos em gás biometano, o proprietário da fazenda resolveu vários problemas.

"O dejeto tinha cheiro forte, incomodava, atraía moscas e prejudicava o meio ambiente", afirma Nilson Haacke. Ele investiu R$ 700 mil em equipamentos para decompor as fezes até virarem biogás. Seu parceiro no projeto, o Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), que tem a hidrelétrica de Itaipu como principal mantenedora, entrou com R$ 400 mil na instalação de um biodigestor, cuja função é purificar o biogás e transformá-lo em biometano.

A Itaipu Binacional adquire o gás veicular de Haacke para abastecer sua exclusiva frota de 43 veículos movidos a biometano. O produto foi regulamentado pela Agência Nacional de Petróleo há cerca de um ano.

Por ser combustível verde, o biometano atrai interesse das montadoras. A Scania iniciou a produção de um ônibus a gás na fábrica de São Bernardo do Campo (SP), com chassi importado da Suécia. Uma unidade será testada em São Paulo em maio, mas o grupo já tem contratos de exportação para Colômbia e México. Um ônibus da marca, também trazido da Suécia, rodou com biometano no fim de 2014, no transporte de funcionários de Itaipu e em outros cinco Estados, e comprovou a eficiência do combustível.

Abastecer a frota não é a única razão para a usina difundir o novo combustível alternativo. "O Paraná é o maior produtor de proteína animal e, no processo de confinamento, é gerada enorme quantidade de dejetos que, se descartada inadequadamente, polui águas, mata peixes e chega aos reservatórios da usina", diz Rodrigo Regis Galvão, presidente do CIBiogás.

Segundo Galvão, as características do biometano são as mesmas do gás natural, mas a origem é verde (vem de matéria orgânica), enquanto o GNV é de origem fóssil (vem dos poços de petróleo). Além das fezes da galinha, o gás pode ser obtido de suínos, bovinos, bagaço de cana e lixo em geral. Como biogás, é muito usado na geração de energia.

Após separado o gás, o líquido que sobra pode ir direto para a lavoura como fertilizante natural. "O Brasil importa 90% do fertilizante químico usado na agricultura", diz Marcelo Alves de Sousa, gerente de relações institucionais da CIBbiogás. O centro desenvolve projeto para transformar o líquido em flocos para ser revendido no mercado.

Com as galinhas, que também fornecem ovos vendidos na Ceasa local, Haacke consegue produzir 700 m³ por dia de biometano, que é armazenado em cilindros e levado até Itaipu, onde há um posto de abastecimento. Ele gera ainda a energia usada na granja durante o dia, por um motogerador, que resulta em economia mensal de R$ 8 mil na conta de luz. Também utiliza o fertilizante na plantação de milho e outros produtos.

Haacke começou a produzir biometano no fim de 2014 e, por enquanto, só fornece para Itaipu. "Quando tiver demanda, vou produzir em escala comercial", afirma o agricultor de 53 anos. Ele iniciou a criação de galinhas aos 28 anos, com 600 aves. Hoje, tem 200 mil - das quais 84 mil são confinadas para o projeto biometano - e 900 cabeças de gado, cujos dejetos também viram biogás. Emprega 28 funcionários e conta com ajuda do filho, de 25 anos, e da filha, de 20.

Frota

A frota de Itaipu é formada em grande parte por modelos Siena, da Fiat, adquiridos pela hidrelétrica na versão tetrafuel - aceita etanol, gasolina com adição de etanol, gasolina pura e GNV. Três Mitsubishi L200 e um Chevrolet Cobalt foram alterados para receber o kit de gás.

Segundo a Fiat, no primeiro trimestre deste ano, foram vendidas entre 500 e 700 unidades do Siena tetrafuel. O modelo tem grande procura entre taxistas.

Até o fim do ano, a usina de Itaipu terá 86 carros a biometano, e quer incentivar o aumento da escala de produção do combustível não só para seu uso. O País tem hoje 1,18 milhão de veículos movidos a gás natural, segundo a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás). A grande maioria é de modelos que passaram por modificações em oficinas e podem usar o biometano.

De acordo com Sousa, o custo do biometano é, em média, 40% inferior ao da gasolina e 30% menor que o do etanol, além de garantir maior autonomia. Na comparação com o diesel, é 28% mais em conta, informa Silvio Munhoz, diretor da Scania. "Quando produzido em larga escala, também poderá competir em vantagem com o GNV", diz.

A ideia do CIBiogás é que o biometano seja um combustível regional, especialmente nas áreas do agronegócio. "Ele só tem viabilidade em um determinado raio, pois não demanda estrutura de um gasoduto, que é cara", afirma Galvão.

Fonte: Exame

segunda-feira, 21 de março de 2016

Cientista brasileiro cria galinha com perna de dinossauro

Galinha - galo - frango
Se você já comeu uma coxinha de frango, deve ter notado que a parte de baixo da pata das aves é formado por dois ossos: um mais grosso e longo (a tíbia) e outro bem mais fino e um pouco mais curto (a fíbula).

É justamente o comprimento desse osso fino que demarca uma das principais diferenças anatômicas entre as aves e seus ancestrais monstruosos, os dinossauros.

Os repteizões tinham tíbias e fíbulas do mesmo tamanho - a fíbula mais curta é uma inovação genética que permitiu às aves gerar mais impulso, o que ajuda a entender por que elas voam tão bem.

Pois então: um time de pesquisadores da Universidade do Chile liderado pelo brasileiro João Francisco Botelho conseguiu interferir no desenvolvimento do embrião de uma galinha para fazer com que o pintinho nascesse com uma perna típica de um dinossauro.

O que eles fizeram em laboratório foi inibir quimicamente a ação de um gene cuja função é interromper o crescimento do osso.

Esse gene é um dos tantos que a evolução criou ao longo do processo que deu origem às aves.

Essa é a segunda vez que Botelho conseguiu trazer de volta ao mundo traços típicos dos finados dinossauros: ano passado ele fez uma ave nascer sem o polegar opositor torcido, como seus reptilianos tataravós.

O objetivo dos cientistas não é reverter a evolução e transformar pássaros em monstros pré-históricos, para povoar algum Jurassic Park por aí.

O que eles querem é aumentar a compreensão científica tanto do desenvolvimento dos embriões de aves quanto da transição entre os dinossauros e os pássaros. Mas é claro que pesquisas desse tipo abrem possibilidades alucinantes.

Se chegar o dia em que os cientistas compreendam profundamente quais genes distinguiram os dinos das aves, seria teoricamente possível desligar todos eles, para que um dinossauro voltasse a nascer no mundo, 66 milhões de anos depois.

Fonte: Exame

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Abelhas e outros polinizadores estão desaparecendo, diz ONU

Abelhas produtoras de mel na Florida, dia 19/05/2015
Uma grande gama de fatores está contribuindo para o desaparecimento de animais polinizadores no mundo todo, o que ameaça a produção de alimentos para o ser humano, revelou nesta sexta-feira um relatório do organismo da Organização das Nações Unidas (ONU) encarregado de proteger a biodiversidade.

O documento da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistemas (IPBES) identificou uma série de medidas que governos e o setor privado deveriam tomar de forma "urgente" para remediar o desaparecimento animais como abelhas, borboletas e alguns mais complexos como as aves.

De acordo com o vice-presidente do IPBES, Robert Watson, não existe um fator único que seja responsável pelo desaparecimento dos polinizadores.

"Há uma série de razões que explicam o declive, como a mudança do uso do solo, o uso de pesticidas e a mudança climática. Não se pode dizer que há uma ameaça maior que outra para cada animal polinizador ou para cada lugar do mundo onde estão desaparecendo. É um conjunto de ameaças", disse ele à Agência Efe.

O relatório, intitulado "Avaliação Temática sobre Polinizadores, Polinização e Produção de Alimentos", é o primeiro feito pelo IPBES e é fruto de dois anos de trabalho do organismo da ONU que foi fundado há quatro e é integrado por 124 países, incluindo o Brasil.

Existem milhares de espécies que são polinizadoras, animais que transportam pólen do órgão masculino de uma flor ao estigma, o órgão feminino, o que permite a fertilização.

Nos últimos anos, os cientistas observaram a alarmante queda da população de abelhas, das que existem mais de 20 mil espécies silvestres, e borboletas, especialmente na Europa Ocidental e na América do Norte, o que foi atribuído a pesticidas e ao crescente uso de plantas modificadas geneticamente.

O relatório confirmou que pesticidas, incluindo os neonicotinoides - quimicamente relacionados à nicotina -, representam uma ameaça mundial para os polinizadores, apesar de seus efeitos em longo prazo ainda não serem conhecidos.

O IPBES destacou a importância econômica dos organismos polinizadores ao assinalar no estudo que 75% dos cultivos para alimentos do mundo dependem, pelo menos parcialmente, da existência de polinizadores.

O valor anual dos cultivos diretamente afetados por polinizadores é estimado entre US$ 235 bilhões e US$ 577 bilhões.

"Os polinizadores são grandes colaboradores da produção mundial de alimentos e segurança nutricional", disse Vera Lúcia Imperatriz Fonseca, professora de Ecologia no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo e uma das diretoras do relatório de IPBES.

Segundo ela, o relatório "oferece opções sobre o que fazer de acordo com o problema específico de cada lugar do mundo em relação aos polinizadores, a polinização e a produção de alimentos".

Entre as soluções estão a criação de uma maior diversidade dos habitat dos polinizadores tanto no ambiente rural quanto no urbano, o apoio a práticas tradicionais de rotação de cultivo e manutenção de áreas não exploradas e a redução da exposição dos polinizadores a pesticidas.

O professor holandês Koos Biesmeijer, um dos autores do relatório, reconheceu à Efe que existem "vazios de conhecimento" com relação com a finalidade dos pesticidas e outros fatores que impactam negativamente nos polinizadores.

"Embora não saibamos tudo, em muitos casos, há claras conclusões", afirmou.

A professora da USP, por sua vez, destacou a gravidade da situação.

"Deveríamos atuar agora para deter o declive dos polinizadores", afirmou.

Já o vice-presidente do IPBES acrescentou que todas as ações, desde as que podem ser tomadas por agricultores até às que podem ser feitas pelos governos, poderiam começar o quanto antes.

"Não precisamos de novas tecnologias. Todas estas são opções que podem nos ajudar a sair na frente", alertou.

Ele deu com exemplo o efeito negativo que têm as grandes extensões de monoculturas.

"Necessitamos uma agricultura mais sustentável. Eliminemos esses enormes extensões de monoculturas e asseguremos que estão salpicadas com zonas de habitat natural que atrairão os polinizadores nos campos de cultivo", concluiu.

Fonte: Exame

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

A foto deste golfinho em meio a multidão revoltou a internet

Golfinho retirado da água em cidade costeira de Santa Teresita, em Buenos Aires
Fotos tiradas na cidade costeira de Santa Teresita, em Buenos Aires, e divulgadas nas redes sociais está causando indignação na internet.

Nelas, vemos um grupo de banhistas passando, de mão em mão, um filhote de golfinho que teria sido retirado da água apenas para alimentar a curiosidade das pessoas. Várias, inclusive, aproveitaram o momento para tirar selfies com o animal.

Segundo a ONG conservacionista WWF, o golfinho não resistiu e morreu. Suspeita-se que o animal já estivesse ferido por uma rede de pesca, o que o deixou ainda mais vulnerável.

A ONG aproveitou o ocorrido para informar o público sobre a necessidade urgente de devolver esses golfinhos ao mar ao invés de trazê-lo para terra. Também é vital que as pessoas informem as autoridades responsáveis pelo resgate desses animais.

O golfinho franciscana (Pontoporia blainvillei) é um dos menores do mundo, tem entre 1,30 e 1,70 m de comprimento. Sua pele, de tons marrons, lembra o hábito dos monges franciscanos, daí o seu nome.

A espécie é encontrada apenas na Argentina, Uruguai e Brasil e, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), é vulnerável de extinção, principalmente devido à caça predatória.

Como outros golfinhos, o franciscana não pode permanecer muito tempo fora da água, disse a WWF em comunicado. Sua pele muito grossa e gordurosa fornece calor, mas fora da água, o tempo quente causa desidratação e o leva à morte rapidamente.

De acordo com o jornal argentino Clarín , Ayelen Rodriguez, uma mulher que estava na praia naquele dia disse que pediu às pessoas para parar de tocá-lo e devolvê-lo ao mar, mas foi ignorada.

Ainda segundo o jornal, a fundação Mundo Marino enviou uma equipe de resgate ao local, mas quando chegaram lá, o animal já tinha sumido. Eles não sabem dizer se o golfinho estava vivo ou não quando quando foi retirado do mar pelos banhistas.

Fonte: Exame

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Robô barata é criado para localizar pessoas soterradas

Robô inspirado na estrutura da barata da Universidade da Califórnia, Berkeley, dia 12/02/2016
A capacidade que as baratas têm de se infiltrar em fendas e continuar a se mover rapidamente inspirou a construção de um robô projetado para localizar pessoas soterradas por escombros.

"O que é impressionante nas baratas é sua capacidade de correr tão rapidamente num espaço de apenas 0,8 centímetros como em outro de 1,6, reorientando completamente as pernas para um lado de seu corpo", exlicou Kaushik Jayaram, pesquisador da Universidade de Harvard e um dos principais autores deste estudo, divulgado nesta segunda-feira pelos anais da Academia de Ciências dos Estados Unidos (PNAS).

Em um espaço livre, esses insetos, que medem cerca de 3,7 centímetros de altura, quando se deslocam podem diminuir o tamanho do seu corpo até um quarto de centímetro, segundo este especialista, que disse ter usado câmeras ultra-rápidas para observar as baratas.

Há 25 anos já se sabia que estas baratas americanas conseguiam correr sobre duas pernas em 1,5 metros (50 vezes o comprimento de seu corpo) por segundo.

Os cientistas também descobriram que estes insetos podem suportar uma força equivalente a 900 vezes seu peso sem sofrer ferimentos.

Inspirando-se nas técnicas das baratas, os pesquisadores elaboraram um pequeno robô, simples e barato, que cabe na palma de uma mão.

O aparelho pode usar as pernas quando é esmagado e protegê-las com uma camada de plástico tão sólida e lisa como as asas que cobrem a parte de trás das baratas.

Batizado CRAM (Compressible robot with articulated mechanisms), este robô foi capaz de infiltrar-se através de rachaduras e correr em espaços duas vezes menores do que sua altura.

"No caso de um terremoto, as equipes de resgate precisam saber se os pedregulhos são estáveis ​​e seguros, mas os robôs em uso atualmente não conseguem ficar sob os escombros", afirmou Robert Full, professor de biologia na Universidade da Califórnia, em Berkeley.

"Caso haja muitas rachaduras e destroços é possível enviar um grupo destes robôs para localizar sobreviventes e os pontos seguros para a entrada de resgate", argumentou.

Segundo ele, ainda trata-se de um protótipo que demonstra a viabilidade de construir robôs mais eficazes inspirados em insetos dotados de exoesqueletos.

"Os insetos são os animais mais preparados" para sobreviver, porque "podem acessar praticamente qualquer lugar, e nós devemos nos inspirar neles para fabricar dispositivos que reproduzem seus poderes", estimou.

As baratas também são capazes de multiplicar a força de sua mandíbula com uma combinação de contrações de fibras musculares que lhes permite quebrar materiais duros como madeira, produzindo uma pressão equivalente a 50 vezes o seu peso, de acordo com um estudo publicado em novembro passado na PLoS ONE.


Fonte: Exame

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Estudo revela que cavalos podem reconhecer emoções humanas

Cavalos
Os cavalos podem reconhecer as diferentes expressões faciais humanas e distinguir emoções como a alegria e raiva, segundo revelou nesta quarta-feira um estudo da Universidade de Sussex.

No experimento, cujos resultados foram publicados na revista "Biology Letters", os pesquisadores analisaram a reação de 28 cavalos após mostrar fotografias com o rosto de um homem que demonstrava tanto sentimentos positivos como negativos.

A co-diretora da pesquisa, Amy Smith, explicou que "o principal resultado foi descobrir que olhavam (os rostos raivosos) através do olho esquerdo".

Como todos os cérebros de mamíferos, a informação que recebem por esta via ocular é transmitida ao hemisfério direito, que é o encarregado de processar os "estímulos negativos".

Os cientistas também descobriram que o ritmo cardíaco destes animais aumentava de forma significativa quando ficavam expostos perante rostos de ira ou raiva.

Também descobriram que outras espécies, como os cachorros, contemplam as ações negativas por meio do olho esquerdo.

Como apontou Smith, os cavalos manifestavam uma "resposta mais forte perante expressões negativas do que positivas", o que se deve à importância "de reconhecer possíveis ameaças em seu entorno".

"Reconhecer caras de raiva se transforma em um sistema de alarme que permite aos cavalos se antecipar a comportamentos humanos negativos", ressaltou a investigadora.

Para os cientistas, o reconhecimento das emoções das pessoas se encontra na domesticação, que teria permitido aos equinos se adaptar e interpretar a conduta de homens e mulheres.

Os pesquisadores apontaram que seus resultados demonstram o "impacto" que o comportamento humano tem sobre estes animais.

Fonte: Exame

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Crocodilo pré-histórico do tamanho de um ônibus é descoberto

Machimosaurus rex
Cientistas descobriram uma espécie pré-histórica e já extinta de crocodilo. Os ossos do animal foram encontrados em um deserto na Tunísia. A ossada tem mais de 120 milhões de anos de idade.

O animal, acreditam os cientistas, tinha proporções enormes. “Era gigantesco. Quase do tamanho de um ônibus”, escreveu Federico Fanti, da Universidade de Bolonha (Itália) no registro feito sobre a descoberta do animal no periódico científico Cretaceous Research.

Batizado de Machimosaurus rex, ele tinha cerca de dez metros de comprimento. Isso é pouco menos do que o comprimento de um ônibus urbano, que tem média de 12 metros—o cientista não estava exagerando, como você pode perceber.

Ele fazia parte de uma linhagem de crocodilos que passava quase que a vida toda dentro do mar. Os cientistas acreditam que ele deve ter sido o maior entre os crocodilos que viveram em água salgada.

O animal era extremamente pesado, pesando até três toneladas. Isso é o equivalente à soma do peso de quatro vacas.

Apenas a cabeça do animal teria cerca de 1,5 metro. Foram necessários dois dias somente para desenterrar o crânio, que estava em situação consideravelmente boa.

De acordo com os cientistas, o Machimosaurus rex era o topo da cadeia alimentar da região na época que viveu. Federico Fanti afirma que o animal tinha uma mordida poderosa e sua alimentação tinha como base, provavelmente, tartarugas.

Pode parecer estranho encontrar a ossada de um animal aquático no meio do deserto. Cientistas acreditam que aquela região era coberta por água. Ossos de outros animais aquáticos também foram escavados na mesma região.

Fonte: Exame

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Café na Grécia abriga cachorros para se protegerem do frio

O café Hott Spott, localizado em Mytilene, capital da ilha grega de Lesbos, tem aberto suas portas todas as noites para os cachorros de rua locais se protegerem do frio.

A foto abaixo - tirada em 2 de dezembro, por Eustratios Papanis, professor universitário da região - mostra cães dentro do ambiente aquecido do estabelecimento:

"O país tem leis rigorosas sobre proteção animal, mas cultura e conhecimento são os fatores-chave para mudar as duradouras indiferença, negligência e maus tratos", escreveu o professor, no post.

"Mais de 700 mil refugiados da Síria e de países do Oriente Médio entraram pela Europa por esta ilha neste ano, e a solidariedade para humanos e animais foi memorável."

Em entrevista ao Independent, Antonis, garçom do café, explicou que o estabelecimento fecha às três da manhã para pessoas - mas, para os vários cachorros da cidade, as portas continuam abertas.

"Não temos problema com isso. Desde julho, toda noite há um cachorro no sofá", disse.

Antonis disse também que os clientes não se importam com os cachorros. Inclusive, eles estão famosos agora. Pessoas aparecem no café para fotografá-los. Uma emissora de TV grega quer fazer um programa sobre os animais.

O professor, em entrevista ao mesmo site, disse que os moradores se tornaram mais solidários após a cidade ter sido usada pelos refugiados a caminho da Europa.

"A nova geração é mais sensível e bem informada", disse.

Além disso, como ressalta o Independent, ONGs do país informaram que há mais de um milhão de animais abandonados após a grave crise econômica vivida pela Grécia.

Fonte:Exame/Abril

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Novas espécies de moscas gigantes têm cara de marimbondo

A Gauromydas papaveroi tem 4 cm e lembra um marimbondo
Os entomologistas acreditam que exista no mundo 1 milhão de espécies de moscas, mosquitos, borrachudos e mutucas, os insetos da ordem Diptera. Cerca de 160 mil espécies foram descritas.

Dessas, 12 mil vivem no Brasil, e o número não para de aumentar. Só no mês de novembro foram descritas em dois trabalhos diferentes nove espécies de mosca-soldado e duas espécies de moscas-gigantes, as maiores do mundo. As pesquisas são financiadas pela FAPESP no âmbito do programa BIOTA.

A maior mosca que existe é brasileira, a Gauromydas heros. Esse inseto magnífico mede 6 cm desde a ponta do abdômen até a ponta da cabeça (as moscas comuns medem apenas 0,5 cm).

“Há registros de indivíduos com até 7 cm de comprimento”, conta a zoóloga Julia Calhau, que estuda moscas desde 1998, e, particularmente, moscas-gigantes desde 2009, no Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZ-USP).

“Eu vi a G. heros só uma vez. Foi em 2000, no Parque Estadual do Rio Doce, em Minas. Eu a vi viva, mas não consegui pegar. Elas são muito rápidas”, disse Calhau, que atualmente faz pós-doutorado na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em Dourados (MS).

Do gênero Gauromydas eram conhecidas até o momento quatro espécies, todas nativas da América do Sul. Os mais novos membros do gênero são a G. mateuse e a G. papaveroi, que acabam de ser descritas por Calhau e dois colegas no periódico Zootaxa. O projeto foi apoiado pela FAPESP.

Segundo Calhau, a G. papaveroi mede 4 cm e é encontrada no Pará, no Amazonas e em Santa Catarina, no Brasil, na Argentina e também na Costa Rica, na América Central. Já a G. mateus é um pouquinho menor, medindo 3,5 cm. A espécie só é achada na região de Salta, no norte da Argentina.

“São bichos extremamente raros”, disse Calhau. “As moscas-gigantes passam a maior parte da vida sob a forma de larvas. A fase adulta delas é muito curta.”

Não se conhece quase nada sobre os hábitos dos indivíduos das duas novas espécies. Praticamente tudo o que se sabe deriva de estudos da G. heros publicados nos anos 1940 pelo entomólogo tcheco José Francisco Zikán, que emigrou para o Brasil em 1902 e as estudou por 40 anos no Parque Nacional de Itatiaia, no Rio de Janeiro.

De acordo com Zikán, as larvas das moscas-gigantes viveriam dentro dos ninhos das formigas-cortadeiras, as populares saúvas.

“Estas formigas constroem no formigueiro câmaras de lixo, onde colocam todos os dejetos da colônia”, explica Calhau.

“Alguns bichos vivem nesses dejetos, como larvas de mariposa e de besouro. Aparentemente, as larvas da Gauromydas predariam essas larvas.”

Confundidas com vespas

As moscas-gigantes Gauromydas foram por muito tempo confundidas com vespas e marimbondos por causa do seu tamanho e aparência, escreveu Zikán em 1942. De fato, elas lembram muito os marimbondos. “Mas são completamente inofensivas e se alimentam do néctar das flores”, disse Calhau. “As moscas-gigantes não transmitem doenças nem têm importância econômica ou agrícola, mas são bichos magníficos."

O outro grupo de moscas que ganhou novas espécies é o das moscas-soldado, do gênero Acrochaeta. O trabalho do pós-graduando Diego Aguilar Fachin, do departamento de Biologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, da USP, apoiado pela FAPESP e publicado igualmente na Zootaxa, descreveu nove espécies de moscas-soldado.

“Elas têm este apelido por duas características”, explica Fachin.

“Algumas possuem um padrão de coloração no tórax com faixas horizontais, geralmente verdes e pretas, que lembrariam um uniforme militar. Fora isto, elas também têm espinhos, que remetem à imagem de uma armadura.”

Já eram conhecidas 335 espécies de moscas-soldado no Brasil.

A estas se somaram oito novas espécies descritas por Fachin, além de uma outra, que é boliviana. Fachin trabalhou com material coletado no programa BIOTA-FAPESP. Assim como acontece com as moscas-gigantes, “o que chama a atenção nas moscas-soldado do gênero Acrochaeta é que elas são muito parecidas com vespas,” conta Fachin.

As espécies descritas têm um estrangulamento no abdômen, quase uma cinturinha, como as vespas.

“As moscas são grandes, variando de 1,5 a 2 cm, com formato de vespas e a coloração de vespa.” Uma hipótese para explicar tal morfologia talvez seja o fato de elas viverem próximas das vespas que não as reconhecem como inimigas, diz ele.

“Não fui a campo, mas tenho esta suspeita de que as 'minhas' moscas e as vespas vivam uma ao lado da outra.”

As novas espécies habitam todos os estados da região Sudeste e também Rondônia, Paraná e Santa Catarina. “As duas de que eu mais gosto são a A. polychaeta e A. pseudopolychaeta.

Ambas têm as antenas muito compridas, e a última possui uma cerda é muito longa e cheia de cerdas menores", disse Fachin.

Assim como as moscas-gigantes, apesar do tamanho e da cara de perigosas, as moscas-soldado descritas por Fachin são inofensivas e não têm importância médica nem são polinizadoras.

“Por isso são grupos de certa forma negligenciados pelos pesquisadores – mas nem por isso menos importantes.”

O artigo Review of the Gauromydas giant flies (Insecta, Diptera, Mydidae), with descriptions of two new species from Central and South America (doi: http://dx.doi.org/10.11646/zootaxa.4048.3.3), de Julia Calhau e outros, publicado na Zootaxa, pode ser lido em http://biotaxa.org/Zootaxa/article/view/zootaxa.4048.3.3.

O artigo Taxonomic revision and cladistic analysis of the Neotropical genus Acrochaeta Wiedemann, 1830 (Diptera: Stratiomyidae: Sarginae) (doi: 10.11646/zootaxa.4050.1.1), de Diego Fachin e outros, publicado na Zootaxa, pode ser lido em: http://zoobank.org/References/2DC16A77-A311-4510-BE47-720292639756.

Fonte:Exame/Abril

Ter um cachorro diminui estresse e ansiedade em crianças

Criança abraça cachorro
Uma nova pesquisa realizada nos Estados Unidos estudou 643 crianças com idade entre quatro e dez anos: 58% tinham um cachorro em casa e 42% não.

Foram levados em consideração fatores como índice de massa corporal, atividades físicas, tempo em frente ao computador/TV e saúde mental.

A única diferença significativa encontrada entre os grupos foi nos níveis de ansiedade e de estresse.

Dos 58% das crianças que tinham cachorros, 12% foram diagnosticadas com stress e ansiedade, de acordo com um teste padrão. Esse número pulou para 21% quando as crianças sem o animal de estimação foram analisadas.

"Cachorros podem reduzir a ansiedade infantil, particularmente a ansiedade de separação e social, através de vários mecanismos. Eles podem estimular a conversação e fortalecer laços", aponta o estudo.

Um dos possíveis responsáveis pelo efeito é a ocitocina, hormônio associado à redução da ansiedade e à criação de laços sociais. E não são só as crianças que saem ganhando.

A pesquisa diz que "A interação social entre cachorros e humanos pode aumentar os níveis de ocitocina tanto no humano quanto no cachorro. Interagir com um cachorro amigável também reduz os níveis de cortisol através da liberação da ocitocina, que atenua a resposta psicológica ao stress".

Apesar de a pesquisa ter sido realizada com um grande número de crianças, estudos mais detalhados serão necessários para comprovar uma relação de causa e efeito.

Fonte:Exame/Abril