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segunda-feira, 2 de maio de 2016

ONU pede que trégua na Síria seja estendida a todo país

Defesa civil tira pessoa de prédio após bombardeio em Alepo, Síria, dia 22/04/2016
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta segunda-feira que a trégua parcial em vigor em algumas zonas da Síria seja estendida a todo o país, especialmente à cidade de Aleppo, palco de repetidos bombardeios nos últimos dias.

"O secretário-geral está profundamente preocupado pela perigosa escalada da luta em Aleppo e seus arredores e o sofrimento intolerável (...) que está causando entre os civis", disse as Nações Unidas através de um comunicado.

Ban pediu que a renovada cessação de hostilidades iniciada nas províncias de Damasco e Latakia se estenda "a outras partes da Síria, com especial urgência para Aleppo".

Na última semana, a principal cidade do norte da Síria sofreu uma onda de violência que deixou pelo menos 244 mortos, segundo a apuração do Observatório Sírio de Direitos Humanos, apesar de seguir em vigor o cessar-fogo declarado em fevereiro.

O chefe da ONU chamou hoje todos os atores internacionais -principalmente Rússia e Estados Unidos- para que "redobrem seus esforços para ajudar as partes sírias" a retomar esse cessar-fogo em todo o território.

Em uma tentativa de salvar a cessação das hostilidades, Rússia e EUA acordaram na sexta-feira uma trégua parcial em Latakia e Ghouta Oriental, nos arredores de Damasco.

"O colapso da cessação de hostilidades só trará mais violência, morte e destruição, e além disso debilitará os esforços para encontrar uma solução negociada a esta brutal guerra", afirmou Ban.

Fonte: Exame

quarta-feira, 30 de março de 2016

Sérvia devolve a judeus bens de vítimas do Holocausto

Primeiro ministro da Sérvia, Aleksandar Vucic, olhando fotografias de vítimas do holocausto no país
Em 1945, Aleksandar Lebl, um sobrevivente do Holocausto retornou à Sérvia e recuperou a casa da família. Foi um dos poucos.

A maioria das propriedades dos judeus dizimados na Segunda Guerra Mundial ficaram sem herdeiros, um problema que deve ser resolvido por meio de uma lei.

Mais de 70 anos depois de ter sido declarada "livre de judeus", a Sérvia aprovou uma lei em fevereiro para restituir à pequena comunidade judaica essas propriedades sem herdeiros.

É um dos primeiros países do leste europeu a adotar tal medida.

Mais de 80% dos 33.000 judeus que viviam na Sérvia antes da Segunda Guerra Mundial foram exterminados até a primavera de 1942 e seus bens confiscados pelos nazistas ou pelo governo fantoche de Belgrado.

"Depois da guerra, as autoridades decidiram devolver as propriedades, mas com tantas vítimas não havia ninguém para recuperá-las", declarou à AFP Lebl, de 93 anos.

Hoje, os judeus residentes na Sérvia, um país de cerca de 7,1 milhões de pessoas, não chegam a 1.000.

A lei aprovada visa fazer justiça aos judeus que sobreviveram e resolver o problema da falta de herdeiros.

Milhares de propriedades, principalmente imobiliárias, serão entregues à Associação de comunidades judaicas no país, que planeja alugá-las em sua maioria.

"Nós identificamos 3.000 imóveis confiscados pelos alemães durante a guerra", indicou o presidente da Associação, Ruben Fuks.

Este não é um número final. É muito provável que aumente, sobretudo na província de Voivodina, onde viviam quase a metade dos judeus da Sérvia antes da guerra, acrescentou.

"A Sérvia tem uma obrigação moral com os judeus que dedicaram suas vidas e trabalho a este país", afirmou recentemente o ministro da Justiça, Nikola Selakovic.

Os judeus apoiaram a luta dos sérvios por sua independência no século XIX e lutaram junto a eles na Primeira Guerra Mundial.

Em 2009, 46 países assinaram a chamada declaração de Terezin, comprometendo-se a restituir os bens aos judeus.

Fonte: Exame