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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Londres rejeita convocar outro referendo sobre UE

O governo britânico disse hoje (27) que não pretende convocar outro referendo sobre a saída do país da União Europeia (UE). A hipótese de uma nova consulta popular ganhou força nos últimos dias, quando mais de 2 milhões de pessoas assinaram uma petição online solicitando outro referendo. O site petition.parliament.uk chegou a travar com a quantidade de pedidos.

A iniciativa partiu de um cidadão identificado como William Oliver Healy, que pede para os deputados britânicos a "implementação de uma norma pela qual, se o voto para sair ou ficar na UE for inferior a 60%, com uma participação de 75%, deveria ser convocado outro referendo".

Na consulta da última quinta-feira (23), 51,9% dos eleitores votaram para que o Reino Unido saísse da UE, contra 48,1%. A eleição contou com 72% da participação.

O Partido Conservador também disse hoje que o novo líder da legenda será apresentado até 2 de setembro, em substituição ao posto de David Cameron, que renunciou devido à derrota nas urnas pelo Brexit (sigla que significa Britain e exit - saída em inglês).

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 24 de junho de 2016

O que a Brexit significa para o Brasil

Brasileiros em Londres
A saída do Reino Unido da União Europeia deve ter um impacto econômico significativo sobre o país e o bloco, mas suas repercussões vão muito além.

Ninguém deve passar incólume pelo "risco político mais significativo para o mundo desde a crise dos mísseis em Cuba", de acordo com Ian Bremmer, presidente da Eurasia.

Mas o que acontece com o Brasil? No curto prazo, volatilidade: nessa sexta-feira, o dólar disparava mais de 2,5% e voltava acima dos 3,40 reais.

"A Brexit faz os mercados financeiros se afastarem do risco. E ao fazer isso, vão focar em sair e se rebalancear dos mercados maiores e mais líquidos. Isso significa primeiro e inicialmente o México, que tem um mercado líquido e de 24 horas, mas também significa Brasil", diz Barry Eichengreen, professor de Economia e Ciência Política na Universidade de California em Berkeley.

Um dólar mais alto pressiona a inflação e adia a consequente queda dos juros, mas colabora para o ajuste das contas externas e na recuperação econômica através das exportações.

Mas analistas apontam que apesar das turbulências de curto prazo, o mercado cambial brasileiro vai continuar sendo dominado por questões domésticas e políticas como impeachment, teto de gastos e reforma da previdência.

Em nível mundial, a dúvida é sobre as consequências mais amplas da decisão. Outros países vão tentar sair da União Europeia? Ou as regras podem mudar para desencorajar esse tipo de reação? Como os bancos centrais vão reagir?

Uma grande dúvida é se a Brexit pode ser o sinal mais visível de uma reação mais generalizada contra a globalização em nível mundial.

O discurso de Donald Trump, candidato republicano nos Estados Unidos, ecoa vários aspectos da campanha pela Brexit, algo que ele próprio destacou hoje.

"Existe uma reação contra o comércio e a globalização mas eu acho que é muito mais focada no movimento de pessoas do que de bens. O efeito no Brasil é incerto: se há sinais de que o mundo está se distanciando do comércio livre, é ruim para todos, mas é cedo demais para dizer se é esse o caso", diz Russ Roberts, pesquisador em Stanford e anfitrião do podcast EconTalk.

No Brasil, os sinais são de que uma nova abordagem de comércio exterior será tentada após anos de fechamento e aposta em um multilateralismo que parou de dar frutos.

A economia brasileira é a mais fechada do G-20, segundo estudo recente da Câmara de Comércio Mundial. As exportações são apenas cerca de 12% do nosso PIB, contra 24% na Índia e 32% na Espanha.

Nosso último tratado de livre-comércio foi com Israel, em 2010. Não estamos há tanto tempo sem um novo desde o início do Mercosul em 1992 e uma das perspectivas mais sólidas é justamente de um acordo com a União Europeia.

"O impacto para nós no longo prazo pode ser positivo se seguirmos a trajetória de reformas que se começou agora. Em um mundo cada vez mais fechado e nacionalista ganhará quem conseguir seguir o caminho inverso e o Brasil é candidato a isso. Por isso, talvez o maior impacto do Brexit é reforçar a decisão de seguir com as reformas na economia", diz Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados.

Fonte: Exame

Bancos centrais tentam acalmar mercado após saída do Reino Unido da UE

Os mercados financeiros globais tiveram forte queda hoje (24), com o anúncio da saída do Reino Unido da União Europeia. Alguns bancos centrais ofereceram proteção financeira e anunciaram que estão monitorando os efeitos da decisão dos britânicos.

O Brexit – união das palavras Britain (Grã-Bretanha) e exit (saída, em inglês) – levou ao fortalecimento do dólar frente a outras moedas e à queda do preço do petróleo. O barril de petróleo Brent, para entrega em agosto, abriu nesta sexta-feira em forte baixa, cotado a US$ 48,21 em Londres, com queda de 4,14% em relação à sessão anterior.

No Brasil, a libra caiu 7,9% às 13h10, cotada a R$ 4,6094. O dólar comercial subiu 1,25%, a R$ 3,3863. O Ibovespa, índice da Bolsa de Valores de São Paulo, caiu 3,28% às 13h35.

Na Europa, as principais bolsas estavam hoje de manhã em forte baixa. O principal índice da bolsa portuguesa, o PSI20, por exemplo, caiu 7,49% às 9h05 da manhã (horário local).

Os mercados asiáticos também reagiram com fortes quedas, incluindo o Nikkei de Tóquio, que caiu 7,9%, apesar de o Banco do Japão ter se mostrado disposto a oferecer liquidez em conjunto com outras entidades monetárias para garantir a estabilidade do sistema financeiro.

Bancos

Na Europa, o Banco Central Europeu anunciou que está pronto a disponibilizar liquidez (recursos disponíveis) adicional, se necessário, em euros e em moeda estrangeira.

O Banco da Inglaterra disse estar pronto para oferecer recursos adicionais de 250 bilhões de libras (US$ 347 bilhões) e pode adotar outras medidac necessárias.

O Banco do Povo da China informou que está monitorando os desdobramentos da decisão dos britânicos e que vai manter a liquidez e a taxa de câmbio basicamente estável.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve também informou que está monitorando os efeitos do Brexit no mercado financeiro global, em cooperação com outros bancos centrais. O banco central americano acrescentou que está preparado para prover liquidez em dólar.

No Brasil, o Banco Central (BC) também informou, por meio de nota, que está monitorando continuamente os efeitos da decisão dos britânicos de deixar a União Europeia nos mercados global e doméstico. O BC afirmou que adotará as medidas adequadas para manter o funcionamento normal dos mercados financeiro e cambial.

"A economia brasileira tem fundamentos robustos para enfrentar movimentos decorrentes desse processo, especialmente [um] relevante montante de reservas internacionais, o regime de câmbio flutuante e um sistema financeiro sólido, com baixa exposição internacional.

Em plebiscito realizado ontem (23), cidadãos britânicos decidiram, por maioria de 2%, a saída do Reino Unido da União Europeia. O resultado da consulta foi divulgado nas primeiras horas da manhã de hoje.

Em declaração ao país, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, anunciou que renunciará ao cargo. Cameron, que deve deixar o posto em outubro, sempre se manifestou a favor da permanência do Reino Unido no bloco europeu e, durante os meses que antecederam a consulta popular, afirmou que o Brexit poderia trazer graves consequências econômicas para o país.

* Com informações da Agência Lusa

Fonte: Agência Brasil

Líderes da França, Itália e Alemanha lamentam saída do Reino Unido da UE


O premier italiano, Matteo Renzi, disse nesta sexta-feira (24) que a Itália continua comprometida com a União Europeia (UE), após os britânicos decidirem, em referendo, pela saída do bloco. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel e o presidente da França, François Hollande lamentaram o resultado do referendo Brexit – união das palavras Britain (Grã-Bretanha) e exit (saída, em inglês).

O líder italiano destacou, no entanto, que mudanças são necessárias. "A Europa é nossa casa, o lar de nossos filhos e netos. Mais do que nunca estou convencido de que precisamos de renovações", lembrou em coletiva de imprensa.

Renzi disse ainda que respeita a decisão britânica e que agora é a hora de a União Europeia seguir em frente: "os britânicos fizeram sua escolha e é a hora de virarmos a página".

O italiano não acredita que o Brexit vai causar instabilidade no continente. "Estou aqui para dizer que a Itália vai fazer sua parte. O governo e as instituições financeiras estão em condições de garantir estabilidade e segurança", disse Renzi.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, por sua vez, lamentou o resultado do referendo, mas disse acreditar que o bloco é forte o suficiente para lidar com a situação.

Em coletiva de imprensa, Merkel declarou que a Alemanha tem um "interesse especial" e uma responsabilidade com o sucesso da UE e que as autoridades europeias precisam tentar uma relação próxima de Londres no futuro.

A chanceler também lembrou que o Reino Unido continua membro da UE com "todos seus direitos e obrigações" até que as negociações sejam concluídas.

Ela destacou que as autoridades europeias não devem tomar conclusões "rápidas e simples" sobre o Brexit, pois poderiam criar mais divisões.

Merkel revelou que um encontro com o presidente da França, François Hollande, e o premier da Itália foi agendado para a próxima segunda-feira, dia 27, em Berlim para debater a questão.

François Hollande lamentou "profundamente" a decisão pela saída do Reino Unido e disse que o bloco deverá fazer mudanças para continuar avançando. "A votação britânica é um duro teste para a Europa", concluiu.

Em breve pronunciamento televisionado, Hollande disse que este é o momento para reforçar importantes políticas, como de segurança e defesa, proteção das fronteiras e criação de empregos.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Brexit: entenda o que está em jogo no referendo sobre saída do Reino Unido da UE

População do Reino Unido decide amanhã (23) sobre permanência na União Europeia
O termo Brexit é a união das palavras Britain (Grã-Bretanha) e Exit (saída, em inglês). O que está em discussão atualmente no Reino Unido é a permanência ou não como membro da União Europeia (UE). As nações do Reino Unido são a Inglaterra, a Irlanda do Norte, a Escócia e o País de Gales.

A saída ou não da UE é um assunto que já faz parte das discussões na política britânica há algum tempo e divide a população. Em maio de 2015, o governo anunciou o referendo e, em fevereiro deste ano, David Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido, marcou a data de 23 de junho para a escolha. O resultado deve ser divulgado nas primeiras horas de sexta-feira (24).

O Reino Unido faz parte da Comunidade Europeia desde 1973, mas sempre manteve algumas posições, como a de não aderir ao euro – mantendo como moeda nacional a libra –, e de não aderir ao Acordo Schengen, tratado de livre circulação de pessoas em territórios europeus.

A favor da saída

Entre os que defendem a saída do Reino Unido da União Europeia, um dos principais argumentos é econômico. Eles afirmam que, com o Brexit, o Reino Unido ficaria livre para estabelecer relações comerciais com outros países, por exemplo, a China. Os favoráveis ao Brexit afirmam que a taxação sobre as exportações para países de fora da UE é extremamente alta.

Outro ponto é que o Reino Unido não teria que enviar dinheiro a Bruxelas – o equivalente a 440 milhões de euros semanais –, para contribuir com o Orçamento europeu. O dinheiro poderia ser usado em pesquisa científica e novas indústrias, dizem os defensores do Brexit.

Além disso, os defensores da saída alegam que o Reino Unido poderá, caso saia da UE, alterar as políticas de migração e criar seu próprio regulamento para a entrada de refugiados. Esse último ponto é muito polêmico e tem muito peso na votação, em um momento de grave crise migratória e em que os países europeus não conseguem chegar a um acordo sobre como deve ser a política para os refugiados.

Contra a saída

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, confirmou que a posição oficial do governo britânico será defender a continuidade do país numa Europa reformulada.

Os argumentos dos que desejam permanecer na União Europeia são de que o Reino Unido, enquanto membro do bloco, está livre de pagar tarifas de exportação, o que reduz a burocracia e permite com que 45% das exportações britânicas sejam para dentro da UE. Outro ponto é que a participação na UE propicia a livre circulação de trabalhadores, de dinheiro e de produtos.

Para os que querem ficar na UE, deixar o bloco não significa que a imigração cairá, pois países de fora têm maiores índices de imigrantes, incluindo pessoas vindas da própria UE.

Alguns analistas afirmam que o assassinato da deputada Jo Cox, na semana passada, pode ter um grande peso nessa decisão sobre o Brexit. Cox foi morta a tiros e facadas por um homem com problemas mentais e supostas ligações a grupos neonazistas. Ela defendia os direitos dos migrantes e refugiados e a permanência do Reino Unido na União Europeia. Algumas pesquisas já afirmam que, após a morte dela, o número de pessoas que votarão pela permanência da União Europeia já ultrapassou os que optaram pela saída.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Polícia investiga extrema-direita em assassinato de deputada

Jo Cox, deputada contra Brexit que foi baleada na Inglaterra
A polícia britânico informou nesta sexta-feira que está dando prioridade a duas linhas de investigação no assassinato da deputada Jo Cox, a saúde mental do suspeito e sua relação com a extrema-direita.

O histórico mental do suspeito e seus prováveis laços com o extremismo de direita são uma linha prioritária de investigação, segundo afirma em comunicado Dee Collins, comandante da polícia de West Yorkshire.

Na quinta-feira, a deputada britânica, de 41 anos, mãe de dois filhos, foi atacada a tiros em Birstall, no norte da Inglaterra, e morreu em decorrência dos ferimentos pouco depois, em um hospital de Leeds.

Cox era partidária da permanência do país na União Europeia e, segundo vários meios de comunicação, seu agressor gritou "Reino Unido primeiro!", um lema da ultradireita britânica.

O Reino Unido não registrava o assassinato de um político desde os anos 1980 e o começo dos 1990, quando eram alvo do IRA (Exército de Libertação Irlandês).

Fonte: FAP

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Ficar ou deixar a UE? Eis a questão no Reino Unido

Imagens do Brexit mostram a divisão no Reino Unido
No próximo dia 23 de junho, os britânicos definirão o futuro do país ao votarem no referendo que ficou conhecido como “Brexit” e no qual vão decidir se o Reino Unido continua ou se deixa de ser membro da União Europeia (UE).

Em debate no país desde 2015, quando o primeiro-ministro David Cameron prometeu a realização dessa consulta popular para agradar opositores, esse movimento está dividindo o país, da classe política, nacional e internacional, até a população, passando ainda pelas celebridades do mundo das artes e do esporte.

O referendo ganhou novos contornos nessa semana, quando foram divulgadas pesquisas de intenção de voto que mostram que a maioria das pessoas hoje pensam em votar a favor da saída desse bloco que reúne 28 países europeus.

O serviço de pesquisas YouGov, por exemplo, em uma pesquisa realizada entre os dias 1 e 3 de junho, revelou que essa saída é a preferência de 45% dos entrevistados, enquanto o grupo que deseja a continuidade é de 41%.

Outra pesquisa com esse teor, essa realizada pelo What UK Thinks (“O que pensa o Reino Unido”) entre os dias 27 de maio e 5 de junho, mostra um cenário mais acirrado: os partidários da saída estão em 50% contra 49%.

Uma terceira produzida para o jornal britânico The Guardian e conduzida por telefone pela empresa ICM, também segue nesse ritmo: 52% dos entrevistados manifestaram intenção de voto pela saída e 48% deles querem ficar no bloco.

Para se ter noção da divisão no país, foram divulgadas ainda pesquisas que revelam o oposto. A ferramenta do jornal Financial Times é uma delas e mostrava nessa segunda a vantagem do grupo que quer a permanência do Reino Unido na UE: 45% contra 43%.

Sair ou não sair?

Os argumentos contra e a favor da permanência são diversos. O grupo “Vote Leave – Take Control” (“Vote Sair – Tenha o Controle”) reúne partidários pela saída. De acordo com eles, a permanência significa continuar a enviar semanalmente 350 milhões de libras para fora do país. Além disso, consideram que o fluxo migratório ao país está “descontrolado”.

Já para o grupo “Britain Stronger in Europe” (“Reino Unido é mais forte na Europa”), a saída pode ocasionar a perda de 3 milhões de postos de trabalho, vagas essas que estão ligadas ao comércio com países membros da UE, e também do impressionante montante de 66 milhões de libras que o país recebe diariamente desses parceiros.

Do lado de fora da discussão bilateral, entre especialistas há praticamente um consenso de que a saída seria uma péssima ideia. Em uma pesquisa conduzida no fim de maio, o The Guardian revelou que 9 entre cada 10 economistas britânicos acham que a economia do país será duramente impactada pela saída do bloco.

Fora do Reino Unido, outros que se mostram desgostosos com essa ideia são o Fundo Monetário Internacional (FMI), os ministros da Economia dos países industrializados do chamado G7 e o consagrado analista internacional Ian Bremmer, presidente da influente consultoria de riscos políticos Eurasia.

Em entrevista à revista The Economist, Bremmer disse que a saída contribuiria negativamente para a marginalização do Reino Unido da esfera de poder global. Na sua visão, o Reino Unido deveria trabalhar para manter a UE no curso e abraçar o papel de líder no bloco.

A imprevisibilidade do resultado final é evidente. Resta saber se Cameron terá a resiliência de lidar com as consequências de qualquer uma dessas hipóteses.

Fonte: Exame

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Rainha e duques de Cambridge receberão Obama e Michelle

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e sua esposa, Michelle Obama, dia 04/02/2016
A rainha Elizabeth II e os duques de Cambridge, William e Kate, receberão na sexta-feira o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e sua esposa, Michelle, durante a visita de ambos ao Reino Unido, confirmaram nesta segunda-feira fontes do Palácio.

A soberana, que na quinta-feira completa 90 anos, e seu marido, o príncipe Phillip, oferecerão ao casal um almoço privado no castelo de Windsor, nos arredores de Londres, que dizem ser a residência preferida da chefe do Estado britânico.

Ao término desse almoço, do qual por enquanto não foram dados detalhes, está previsto que o presidente americano se reúna com o primeiro-ministro, David Cameron, em sua residência oficial no número 10 de Downing Street, em Londres, e depois ambos devem oferecer uma entrevista coletiva.

Mais tarde, o casal será recebido pelos duques de Cambridge, William e Kate, e o príncipe Harry, que lhes oferecerão um jantar no londrino palácio de Kensington, segundo indicou hoje o escritório de imprensa destes três membros da realeza.

"Suas altezas reais têm muitas vontade de receber o presidente e a senhora Obama no palácio de Kensington", afirma o breve comunicado emitido por esse Palácio.

A rainha recebeu os Obama pela última vez durante a visita de Estado realizada em maio de 2011, quando também se encontraram com William e Kate, então recém-casados.

O príncipe William se reuniu, além disso, com o presidente em Washington em 2014, e no ano passado, durante uma viagem pelo Reino Unido, Michelle Obama visitou o jovem casal para entregar vários presentes para seus filhos, George e Charlotte.

Está previsto que os Obama cheguem ao Reino Unido na quinta-feira, como parte de uma viagem internacional que lhes levará primeiro para a Arábia Saudita e posteriormente à Alemanha, segundo informou a Casa Branca.

Durante sua estadia de apenas três dias em território britânico, além de se encontrar com membros da monarquia, o presidente participará de um ato com jovens.

Segundo antecipou a Casa Branca, Obama tem intenção de participar do debate sobre o referendo que decidirá a saída ou a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE), que será realizado em 23 de junho, previsivelmente durante a entrevista coletiva com Cameron.

A última etapa da viagem de Obama na reta final de seu mandato se desenvolverá em Hannover (Alemanha), onde o presidente dará um discurso, em 25 de abril, sobre os "desafios" que EUA e Europa enfrentam, entre eles a ameaça do terrorismo, segundo a agenda divulgada pela Casa Branca.

Fonte: Exame

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Camero vai ao Parlamento para falar sobre "Panama Papers"

Primeiro ministro do Reino Unido David Cameron, em Washington, dia 01/04/2016
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, defendeu-se nesta segunda-feira, diante do Parlamento, sobre o seu envolvimento nas operações de seu pai em paraísos fiscais, reveladas pelos "Panama Papers", e anunciou medidas contra a evasão fiscal.

Na sessão, a oposição acusou Cameron de ter recorrido às táticas dos ricos para escapar do fisco, enquanto cortava ajudas sociais aos pobres.

O deputado trabalhista Denis Skinner foi expulso da Câmara dos Comuns por proferir palavras ofensivas ao primeiro-ministro duas vezes.

Cameron teve até 2010 uma participação em uma empresa offshore de seu pai Ian, já falecido, com sede nas Bahamas, e é mencionado nos documentos vazados do escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca.

"Têm havido comentários profundamente injustos e prejudiciais contra meu pai. Aceito todas as críticas por não responder mais rapidamente a essas questões na semana passada, mas fiquei indignado pela forma como a memória de meu pai foi atentada", declarou Cameron.

"Eu sei que (meu pai) foi um homem que trabalhou duro e um pai maravilhoso", ressaltou o primeiro-ministro, que, em sua última tentativa de resolver a questão, divulgou um resumo das suas declarações de impostos dos últimos seis anos, desde que chegou ao poder.

Cameron vendeu suas ações na empresa de seu pai em janeiro de 2010 por 30.000 libras esterlinas (37.000 euros, 42.000 dólares), poucos meses antes de assumir o cargo de primeiro-ministro.

Em 2014/15, pagou 76.000 libras (94.000 euros, 106.000 dólares) de impostos sobre uma renda de mais de 200.000 libras (240.000 euros, 271.000 dólares).

Cameron, que alega ter vendido todas as ações em seu poder quando assumiu o cargo de chefe de Governo, afirma ter como renda o salário de primeiro-ministro e o aluguel da casa da família em Londres, que foi de 46.899 libras no exercício.

Nos anteriores também declarou 300.000 libras recebidas de herança após a morte do pai em 2010, assim como duas doações de sua mãe de 100.000 libras cada.

A primeira-ministra escocesa, a nacionalista Nicola Sturgeon, o ministro das Finanças, George Osborne, e o prefeito de Londres, Boris Johnson, ambos conservadores como o primeiro-ministro, assim como o líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn, seguiram o exemplo e divulgaram suas declarações de renda.

Além disso, Cameron reiterou que a empresa de seu pai, Blairmore, destinava-se a ajudar a fazer negócios no exterior, não para fugir dos impostos.

Reino Unido e evasão fiscal

Corbyn respondeu ao discurso de Cameron chamando-o de "obra-prima das manobras de distração".

Além disso, o líder trabalhista considerou que "o Reino Unido está no centro da indústria mundial da evasão fiscal", referindo-se a paraísos fiscais como as Ilhas Cayman e Ilhas Virgens Britânicas, que são territórios britânicos ultramarinos.

Nesse sentido, Cameron anunciou que a polícia britânica terá acesso a informações de certos paraísos fiscais e que irá compartilhá-los com as autoridades de outros países.

"Pela primeira vez, a polícia britânica e as forças de ordem poderão ver exatamente quem possui e controla todas as empresas" domiciliadas em paraísos fiscais.

Especificamente, Cameron estava se referindo a todos os territórios britânicos ultramarinos, com exceção de Anguilla e Guernsey.

A informação não será pública, como exigiram várias vozes, mas será compartilhada com a polícia de outros países.

"Não há dúvida de que em algumas dessas jurisdições e países coisas muito ruins acontecem, e por isso nós queremos que nossas autoridades examinem tudo o que puderem".

Para isso, criará um registro de proprietários de empresas que incluirá os beneficiários de um investimento.

O primeiro-ministro conservador anunciou ainda a criação de um "grupo de trabalho" com os principais especialistas na luta contra a lavagem de dinheiro e a evasão fiscal para investigar as revelações dos "Panama Papers".

Fonte: Exame

quarta-feira, 16 de março de 2016

Famosos ônibus de dois andares de Londres serão elétricos

Ônibus elétrico de dois andares
As primeiras edições elétricas dos ônibus double-deck, que têm um segundo andar para acomodar passageiros, começarão a circular pelas ruas de Londres, na Inglaterra. Os veículos foram projetados para que sejam silenciosos ao percorrerem 290 km com uma única carga. Quando voltarem para a garagem, ao fim do dia, os ônibus serão conectados a uma central de energia para que sejam recarregados.

Cinco unidades dos ônibus double-deck irão realizar o percurso entre Wilesden e Tussell
Fonte: Exame

segunda-feira, 7 de março de 2016

Reino Unido testará caminhões sem motoristas em estradas

Estrada
O governo do Reino Unido irá realizar testes com caminhões sem motoristas nos próximos meses em uma estrada do noroeste da Inglaterra, informou neste domingo o jornal "The Sunday Times".

De acordo com o jornal, o governo financiará um teste com um comboio de caminhões automatizados que avançarão em conjunto por uma estrada em Carlisle, no noroeste do país, uma região tranquila onde é possível analisar a tecnologia sem causar riscos.

A expectativa é que o anúncio do teste seja feito pelo ministro da Economia, George Osborne, durante a apresentação do orçamento geral do governo, marcada para ocorrer no dia 16 de março.

Até dez caminhões automatizados de grande porte seguirão um primeiro veículo conduzido por um motorista, que controlará eletronicamente a evolução de todo o grupo, segundo o jornal.

Apenas o primeiro veículo terá um condutor. No entanto, outros motoristas estarão nas cabines dos caminhões, inicialmente controlados por um computador, para casos de emergência.

O governo britânico já investiu 19 milhões de libras (24,5 milhões de euros) em outros programas piloto para testar carros sem motorista na Inglaterra.

De acordo com o "The Sunday Times", a vantagem desse tipo de veículos é que eles podem viajar com uma menor distância de segurança entre eles, o que reduz o uso de combustível e diminui a poluição.

Outros benefícios, indica o jornal, são que eles são flexíveis quanto às rotas utilizadas, o que pode contribuir para evitar congestionamentos e acidentes.

O presidente da Automobile Association (AA), a maior do Reino Unido, Edmund King, afirmou, no entanto, que esse uso desse tipo de caminhão não faz sentido já que as estradas estão sobrecarregadas.

"As vantagens dessa tecnologia podem ser notadas nas estradas desertas da Austrália, mas temos rodovias lotadas no nosso país, nas quais os motoristas estão constantemente tentando entrar e sair. Eles só vão obstruir a passagem dos carros", avaliou King.

Fonte: Exame

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Reino Unido concede 1ª licença para manipulação de embriões

Genética
A autoridade britânica que regulamenta a embriologia concedeu nesta segunda-feira a primeira autorização para se modificar geneticamente embriões humanos, como parte das pesquisas sobre as causas dos abortos espontâneos.

A autorização se refere à utilização do método Crispr-Cas9, que permite centrar-se nos genes defeituosos para neutralizá-los de maneira mais precisa.

"Nosso comitê aprovou a solicitação da doutora Kathy Niakan, do Francis Crick Institute, para renovar sua licença de pesquisa em laboratório, incluindo a edição genética de embriões", indicou a Autoridade de Fertilização Humana e de Embriologia (HFEA, em inglês) em um comunicado.

O pedido foi apresentado no mês de setembro para estudar os genes que atuam no desenvolvimento das células que vão formar a placenta.

O objetivo é determinar por quê algumas mulheres sofrem abortos espontâneos.

A modificação genética de embriões para tratamento é proibida no Reino Unido. No entanto, está autorizada desde 2009 para a pesquisa, com a condição - entre outras - de que os embriões sejam destruídos ao fim de duas semanas no máximo.

Mas esta é a primeira vez em que uma autorização formal para manipular geneticamente embriões foi concedida de forma oficial, ao menos em um país ocidental.

Em algumas nações, no entanto, esta prática não está formalmente proibida e não requer necessariamente um pedido de autorização.

Ao mesmo tempo, a HFEA confirmou nesta segunda-feira a proibição do uso dos embriões para transplantes em mulheres.

Em abril do ano passado, cientistas chineses anunciaram que conseguiram modificar um gene defeituoso de vários embriões, responsável por uma doença do sangue potencialmente letal.

A notícia provocou uma grande polêmica sobre as consequências éticas deste tipo de prática.

Os próprios cientistas chineses indicaram que registraram "grandes dificuldades" e afirmaram que seus estudos "demonstravam a necessidade urgente de melhorar esta técnica para aplicações médicas".

Fonte: Exame

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Muçulmano de 10 anos erra palavra e escola chama polícia

Menino escrevendo
Quem nunca errou a grafia de uma palavra nas aulas de português na escola? Mas um erro bobo como esse custou muito caro a um menino muçulmano de 10 anos no Reino Unido.

A criança, que mora na cidade de Lancashire, na Inglaterra, se confundiu durante a aula de língua inglesa e ao invés de escrever que mora numa "casa com terraço" ("terrace house", em inglês), ele escreveu que mora numa "casa terrorista" ("terrorist house").

Seus professores não sabiam que se tratava de um erro de ortografia e 'denunciaram' o menino à polícia, relata o jornal The Guardian.

Ao agir dessa forma, eles seguiam uma lei antiterrorista e de segurança de 2015, que estabelece que os professores são obrigados a alertar as autoridades sobre qualquer comportamento suspeito terrorista.

Como resultado, a criança não só foi interrogada pela polícia, mas também teve sua casa investigada e um laptop da família apreendido.

Mas tudo não passou de um simples erro de grafia. A família do menino exigiu que a escola e a polícia se retratassem, de acordo com a BBC.

"Ele agora está com medo"

Um primo do menino, cuja identidade foi protegida, disse à BBC que inicialmente pensou que era tudo uma "piada".

"Você pode imaginar isso acontecendo com um homem de 30 anos de idade, mas não com uma criança", disse ele.

"Se o professor tivesse quaisquer preocupações, deveria ter sido sobre a sua ortografia", acrescentou, pontuando logo em seguida: "Eles não deveriam fazer uma criança passar por isso. Ele agora está com medo de escrever, de usar sua imaginação".

Fonte: Exame

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Britânicos fazem pilha que liga e desliga por temperatura

Pilhas usadas da Duracell, marca da Procter & Gamble (P&G), são vistas em um escritória de Kiev

http://queixas.com.br/
Pesquisadores da Universidade britânica de Stanford desenvolveram a primeira pilha de lítio e íon que desliga antes de esquentar e liga quando a temperatura esfria.

Segundo um estudo publicado na revista "Nature Energy", esta nova tecnologia pode prevenir os incêndios causados pela retirada e pela proibição de muitos dispositivos que funcionam com pilhas, desde poltronas reclináveis e computadores até sistemas de navegação e "hoverboards".

A bateria consiste em dois eletrodos ou extremidades e em um líquido ou gel eletrólito que leva partículas carregadas entre si.

Atos como perfurar, provocar um curto-circuito ou sobrecarregar a pilha geram calor e, se a temperatura alcançar os 150 graus centígrados, o eletrólito pode provocar um incêndio e desencadear uma explosão.

Algumas técnicas prévias acrescentavam resistências ao fogo ou avisos antes que a pilha se aquecesse demais, mas eram métodos irreversíveis que a deixavam inoperante.

A equipe de pesquisadores de Stanford recorreu à nanotecnologia, a partir de uma invenção recente que consiste em um sensor portátil que controla a temperatura do corpo humano.

Este sensor é feito de plástico, com pequenas partículas de níquel das quais sobressaem pontas agudas minúsculas.

Para realizar esta prova, os cientistas cobriram as partículas punçantes de níquel com uma substância chamada grafeno e as introduziram em um fino filme de polietileno, um tipo de plástico.

Segundo explica o diretor do estudo, Zheng Chen, para este experimento foi juntada uma camada de polietileno a um dos eletrodos da pilha, de modo que a corrente elétrica pudesse circular através desta.

"Para dirigir eletricidade, as partículas com pontas têm que se tocar fisicamente entre si, mas durante uma expansão térmica, o polietileno se estira, o que provoca que as partículas se difundam", afirma o investigador.

Deste modo, relata, o filme não serve mais como corrente, por isso que a eletricidade não pode fluir através da pilha.

Quando a equipe de cientistas aqueceu a bateria acima dos 70 graus centígrados, a camada de polietileno se expandiu como uma bola, o que causou que as partículas em ponta se separassem e a bateria se apagasse.

Quando a temperatura desceu até os 70 graus, o material se encolheu, as partículas entraram em contato de novo e a pilha começou a gerar energia mais uma vez.

"Podemos inclusive ajustar a temperatura mais alta ou mais baixa dependendo de quantas partículas introduzimos ou que tipo de material polímero escolhemos", indica o professor de química Zhenan Bao.

O engenheiro da Universidade de Stanford e coautor deste estudo, Yi Cui, diz que este projeto, em comparação com anteriores testes, "oferece uma estratégia confiável, rápida e reversível que pode melhorar a segurança".

Fonte: Exame

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Mais de 60 mil querem barrar entrada de Trump no Reino Unido

Donald Trump
Mais de 60.000 pessoas assinaram nesta quarta-feira um manifesto para proibir a entrada do político americano Donald Trump no Reino Unido por incitar o ódio, em resposta a sua proposta de fechar os Estados Unidos aos muçulmanos.

Trump, que busca ser o candidato republicano nas eleições presidenciais de 2016, e que até o momento é o favorito, é filho de uma escocesa e tem dois campos de golfe nesta região do norte.

"O Reino Unido proibiu a entrada de muitos indivíduos por incitação ao ódio", constata o manifesto dirigido pelo Parlamento britânico (https://petition.parliament.uk/petitions/114003).

"Se o Reino Unido vai seguir aplicando o critério de 'conduta inaceitável' aos que querem entrar no país, deve ser aplicado justamente tanto aos ricos quanto aos pobres, aos fracos e aos poderosos", conclui o manifesto intitulado "Proíbam a entrada de Donald Trump no Reino Unido".

O manifesto superou as 10.000 assinaturas, o número necessário para que o governo tenha que responder a ele.

Se forem alcançadas as 100.000, e é provável que isso ocorra ainda nesta quarta-feira, o Parlamento terá que debater a proposta.

O local onde recebeu mais assinaturas foi a Escócia, segundo um mapa que permite consultar sua procedência.

Paralelamente a este manifesto, circula outro pedindo à Universidade Robert Gordon de Aberdeen, Escócia, que retire o título honorífico que lhe foi concedido em 2010.

O político justificou seu exemplo colocando como exemplo o massacre de Paris - 130 mortos em vários atentados simultâneos em 13 de novembro - e a situação em Londres.

"Paris não é mais o que era. Há partes de Paris que estão radicalizadas, às quais a polícia se nega a ir (...). Há locais em Londres e outras regiões onde a polícia teme por sua vida", afirmou.

Fonte: Exame/Abril

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Fundador do Alibaba é nomeado conselheiro de David Cameron

Jack Ma
Jack Ma, fundador do Alibaba: ele "irá fornecer ajuda e aconselhamento sobre como aumentar as exportações de pequenas e médias empresas do Reino Unido"

O fundador da gigante chinesa do e-commerce Alibaba, Jack Ma, foi nomeado pelo primeiro-ministro britânico David Cameron conselheiro para assuntos econômicos, indicou nesta segunda-feira Downing Street.

Este anúncio foi feito no dia da chegada ao Reino Unido do presidente chinês Xi Jinping para uma visita de Estado de quatro dias, enquanto Londres procura reforçar as suas relações econômicas com a China.

Jack Ma "irá fornecer ajuda e aconselhamento sobre como aumentar as exportações de pequenas e médias empresas do Reino Unido e, em particular, acessar o mercado chinês através de sites como o Alibaba", disse um porta-voz do primeiro-ministro.

O governo de David Cameron é alvo de críticas de organizações de defesa dos direitos humanos, que o acusam de complacência em relação ao regime chinês e anunciaram protestos durante a visita de Xi.

O grupo consultivo econômico de David Cameron conta com cerca de 20 conselheiros, incluindo os líderes das maiores empresas britânicas, como BP, Easyjet e Rolls Royce.


A participação neste grupo não é remunerada, segundo a mesma fonte.

Fonte: Exame/Abril

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Estudo aponta Suíça como melhor país do mundo para idosos

Idosos sentados
A Suíça é o melhor país do mundo para os idosos, de acordo com um estudo sobre condições socioeconômicas de pessoas acima de 60 anos realizado em 96 nações.

O Brasil está em posição mediana no ranking, em 56º lugar, enquanto o Afeganistão, em 96º lugar, é o pior país para pessoas com mais de 60 anos.

O ranking, batizado de Global AgeWatch Index, foi produzido pela ONG HelpAge International em colaboração com a Universidade de Southhampton, no Reino Unido.

Segundo os autores do estudo, a lista representa 91% da população mundial com mais de 60 anos, o que equivale a cerca de 901 milhões de pessoas.

No estudo, os pesquisadores avaliaram as condições dos idosos em quatro categorias: renda, saúde, educação e emprego e ambiente favorável. No Brasil, o melhor quesito é a renda (13ª posição no mundo), com uma alta cobertura de renda de pensão (86,3%) e uma baixa taxa de pobreza na velhice (8,8%).

O Brasil está em posição intermediária no ranking no que se refere à saúde e à educação e emprego.

Em relação à saúde dos idosos, o País está em 43º lugar, com uma expectativa de vida de 21 anos após os 60 anos - um ano menos que a média regional.

Em relação à educação e emprego, o Brasil está em 58º lugar. Segundo o estudo, houve melhora nesse quesito em relação ao ano passado, graças à revisão dos dados educacionais e a um aumento da taxa de emprego entre idosos.

O pior aspecto para os idosos brasileiros, de acordo com a pesquisa, é a categoria "ambiente favorável", na qual o País está entre os últimos: 87º lugar. De acordo com o estudo, a razão para isso são as taxas, abaixo da média regional, de "satisfação com segurança" (28%) e "acesso a transportes públicos" (45%).

"O ranking é vital para representar as vidas de pessoas mais velhas em países de todo o mundo, porque que nos permite comparar não apenas as renda de pensão e a saúde, mas também avaliar se os ambientes onde eles vivem são amigáveis para os idosos", disse o coordenador do estudo, Asghar Zaidi, do Centro de Pesquisa em Envelhecimento da Universidade de Southampton.

Segundo o estudo, a Suíça lidera o ranking de melhores países para os idosos, seguida de perto pela Noruega. Em seguida, vêm a Suécia, a Alemanha, o Canadá, a Holanda, a Islândia, o Japão, os Estados Unidos e o Reino Unido.

O país sul-americano com melhor colocação é o Chile, em 21º lugar. O Uruguai (27º), a Argentina, em (31º), a Colômbia (36º), o Equador (44º), o Peru (48º) também têm posições melhores que a do Brasil. Os piores para idosos na América do Sul são o Paraguai (69º) e a Venezuela (76º).

Os países que mais investem em melhorias para a vida dos idosos estão no topo da lista, segundo Zaidi. "Eles estão implementando políticas que promovem pensões sociais, atendimento de saúde universal e permitem bons ambientes físicos e sociais para os idosos", declarou.

De acordo com Toby Porter, chefe executivo da HelpAge International, estima-se que em 2030 a proporção global de pessoas com mais de 60 anos crescerá 16,5%, sendo que três quartos desse aumento ocorrerá em países em desenvolvimento.

"A lista é um passo na rota para que as pessoas cumpram seu potencial em cada estágio da vida. Hoje, em todos os países do mundo, a proporção de idosos está crescendo. Em 2050, 46 desses 96 países da lista terão mais de 30% de suas populações compostas de pessoas com mais de 60 anos. Só temos 35 anos para nos preparar", declarou Porter.

Hoje, o número de pessoas com mais de 60 anos ultrapassa o número de crianças com menos de cinco anos, segundo a pesquisa. Em 2050, o número de idosos ultrapassará o número de crianças com menos de 15 anos.

O estudo aponta que, no planeta, duas pessoas completam 60 anos a cada segundo.

Fonte: http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/estudo-aponta-suica-como-melhor-pais-do-mundo-para-idosos