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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Supercomputador Watson cria trailer assustador para filme

Filme Morgan
Watson, o supercomputador cognitivo da IBM, adicionou mais um feito ao seu currículo de “faz tudo”. A máquina, em parceria com o estúdio de cinema 20th Century Fox, criou um trailer para o filme de ficção científica Morgan.

A trama do longa-metragem tem tudo a ver com o próprio Watson. A história é sobre um grupo de cientistas que cria uma inteligência artificial que foge de seu controle. A diferença, pelo menos até agora, é que o supercomputador da IBM não se revolta contra humanos.

Para realizar a tarefa, a IBM alimentou Watson com cenas de 100 trailers de filmes de terror. O supercomputador analisou vídeo, áudio e composição de cada uma das cenas para encontrar a fórmula do trailer perfeito.

Após a avaliação, Watson recebeu o filme completo, que tem 90 minutos, e escolheu dez cenas para compor o trailer. “Watson foi capaz de entender a cena visualmente e determinar se ela era assustadora, delicada, triste ou feliz”, explica John Smith, cientista da IBM, em vídeo (que você vê abaixo).

Como a união de todas as cenas totalizou longos seis minutos, um editor da IBM as organizou para contar uma história coerente e sucinta. Todo esse processo durou apenas 24 horas, sendo que um trailer leva geralmente semanas para ficar pronto.

Você pode ver o resultado final do trabalho de Watson no trailer (em inglês) abaixo:


Fonte: Exame

quarta-feira, 30 de março de 2016

Conto escrito por computador surpreende em concurso japonês

Inteligência artificial
"O computador, dando prioridade à busca pela própria felicidade, parou de trabalhar para os humanos".

É assim que termina o conto "Konpyuta ga shosetsu wo kaku hi" ("O Dia em que um Computador Escreveu um Conto"), escrito por uma inteligência artificial com a ajuda de cientistas humanos.

Apesar de não ter levado o grande prêmio, o texto passou na primeira fase do concurso literário Nikkei Shinichi Hoshi, no Japão, e tem levantado a dúvida: será que os computadores são capazes de criar?

A resposta é: ainda não. Mas estamos quase lá. Hoje, nenhuma inteligência artificial tem autonomia suficiente para criar um trabalho artístico por vontade própria, como os humanos podem fazer.

Por isso, o computador "autor" japonês teve um empurrãozinho de pesquisadores da Universidade do Futuro em Hakodate.

Os cientistas selecionaram palavras e frases que seriam usadas na narrativa, e definiram um roteiro geral da história, que serviria como guia para a inteligência artificial.

A partir daí, o computador criou o texto combinando as frases e seguindo as diretrizes que os cientistas impuseram.

O Nikkei Shinichi Hoshi, que está em sua terceira edição, sempre aceitou trabalhos escritos por "não humanos" - ou seja, por programas e inteligências artificiais (e este fato se torna ainda mais legal sabendo que Shinichi Hoshi, escritor que dá nome ao prêmio, era autor de ficção científica).

O processo deste ano analisou 1.450 contos - 11 deles escritos com inteligência artificial.

Esta foi a primeira vez que um texto composto por um computador passou na primeira das quatro fases do concurso.

O juízes não sabem de antemão quais textos são escritos por humanos e quais são feitos por computadores, o que mostra que o conto estava bem escrito.

"O Dia" só não passou para as próximas etapas porque, de acordo com os juízes, os personagens não foram muito bem descritos, embora o texto estivesse estruturalmente impecável.

A ideia dos cientistas de Hakodate é continuar desenvolvendo a criatividade da AI para que ela se pareça cada vez mais com a humana.

Simular esse tipo de resposta é difícil, porque o computador precisa ter, primeiro, um banco de dados vasto vinculado a uma programação específica para cada tipo de projeto - escrita, pintura, música, desenho e por aí vai.

Alguns passos já foram dados nessa direção: existem programas que escrevem textos informativos sobre economia e esportes, cujas informações são mais diretas, como resultados de competições ou variações na cotação de bolsas de valores.

Pesquisadores nos Estados Unidos também têm desenvolvido programas geradores de discursos políticos, que também seguem uma lógica linear e repetitiva.

Fonte: Exame

segunda-feira, 14 de março de 2016

Gênio sul-coreano vence PC imbatível em jogo de estratégia

Jogo Go
Lee Sedol, o gênio sul-coreano do jogo Go, venceu uma partida contra o PC que tem o software de inteligência artificial do Google. A vitória é a primeira obtida por um humano contra o programa, que derrotou Sedol nos últimos três jogos.

Chamado AlphaGo, o software utiliza redes neurais artificiais que lhe permitem aprender com a prática e também identificar o estilo de jogo do oponente, o que deixa a vitória mais difícil para o jogador humano.

No entanto, Sedol, que tem 33 anos e já ganhou 18 campeonatos mundiais, disse ter encontrado duas fraquezas na estratégia usada pelo AlphaGo.  

A primeira foi a falta de preparo do software para lidar com surpresas. Para testar essa capacidade, Sedol fez um movimento inesperado e o programa reagiu como se houvesse um bug, o que deu vantagem ao jogador humano.

A segunda é que o AlphaGo tem dificuldade quando joga com as pedras pretas, que, pela regra do jogo, sempre começam a partida – quem usa as peças brancas ganha pontos adicionais para compensar a vantagem do oponente.

Os narradores da partida de Go de Sedol contra o AlphaGo não conseguiram conter a alegria ao ver que o humano vencia o jogo, que durou mais de seis horas (e pode ser visto na íntegra no YouTube).

Para a próxima partida de Go contra o software do Google, Sedol disse que irá jogar usando as pedras pretas para tornar a vitória mais significativa. O jogo, que acontece nesta semana, será o último, completando o desafio do Google, que era vencer o computador no esquema melhor de cinco. Como o AlphaGo venceu a maioria das partidas, o prémio de 1 milhão de dólares que iria para Sedol agora será destinado à caridade.

Devido à grande complexidade do Go, que tem infinitas possibilidades de movimentação no tabuleiro, dominar o jogo era considerado uma meta quase inatingível para tecnologias de inteligência artificial. O Google conseguiu isso por meio da empresa Deep Mind, companhia que adquiriu no início de 2014.

Jogar Go não é o objetivo da Deep Mind com o AlphaGo. A companhia utiliza o jogo para melhorar a capacidade do software de analisar de maneira lógica uma sequência de ações. Isso pode ser útil em áreas como a previsão de buscas e o reconhecimento facial, duas tecnologias importantes para um buscador como o Google.

O Go não é um jogo novo, estima-se que ele tenha 2,5 mil anos. O foco dele é a estratégia para dominar o território do oponente formando quadrados com suas peças no campo rival. Tradição nacional na China, o jogo é tão complexo que é muito raro que exista uma partida igual à outra, o que é desafiador para humanos – e, agora, para inteligências artificiais também.

O vídeo abaixo mostra os melhores momentos da partida entre Sedol e o Alpha Go. Confira.
Fonte: Exame

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Cientistas criam drone para ajuda em resgate de montanhistas

Turistas encaram a montanha Matterhorn na Suíça, dia 30/06/2015
Cientistas da Universidade de Zurique, na Suíça, desenvolveram um software de inteligência artificial que permite aos drones reconhecer e acompanhar por si mesmos os caminhos nas florestas para participar de resgates em montanhas.

A pesquisa, de ponta no campo da inteligência artificial e da robótica, em breve permitirá às equipes de resgate buscar pessoas perdidas na natureza mais rapidamente.

Só na Suíça, cerca de mil pessoas pedem socorro a cada ano por terem se perdido ou sofrido acidentes na montanha.

"Os drones ainda não são capazes de voar em entornos complexos como florestas muito densas. Em um ambiente desse tipo qualquer erro pode terminar em acidente e por isso os robôs precisam deum cérebro potente que os permita perceber o que há a seu redor", explicou o professor da Universidade de Zurique, Davide Scaramuzza.

Para resolver este problema e para que as máquinas possam identificar os caminhos, os cientistas desenvolveram um algoritmo que permite aos drones "aprender", a partir de diferentes exemplos, de forma semelhante a como o cérebro humano aprende com a experiência.

Esse algoritmo interpreta as imagens que "vê" na máquina através das câmaras que têm instaladas e reconhece os caminhos criados pelo homem, sempre que eles forem visíveis.

O reconhecimento é possível porque o sistema acumula os dados de mais de 20 mil imagens de caminhos e rotas tomadas pelos pesquisadores durante horas de caminhadas pelos Alpes suíços.

Após testar o software em um caminho totalmente novo, o algoritmo permitiu ao drone encontrar a direção correta em 85% de casos, acima dos 82% de acerto entre humanos.

Apesar do sucesso, os pesquisadores assinalaram que ainda há muito trabalho para conseguir que uma frota de drones se movimente de maneira totalmente autônoma nas florestas em busca de montanhistas perdidos.

Segundo Scaramuzza, embora os drones tenham aprendido a reconhecer e acompanhar os caminhos na floresta, ainda têm que aprender a reconhecer os humanos.

Fonte: Exame

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Google fornece software gratuito por inteligência artificial

Logo do Google
A Google quer definir o padrão da inteligência artificial.

Para influenciar a forma como as pessoas desenvolvem, testam e rodam sistemas de inteligência artificial, a empresa web está disponibilizando gratuitamente seu software interno de desenvolvimento de IA.

A subsidiária da Alphabet Inc. está lançando um programa chamado TensorFlow como um software de código aberto disponível gratuitamente, disse a empresa nesta segunda-feira. Ele se baseia no mesmo sistema interno que a Google levou vários anos para desenvolver com o objetivo de apoiar seu software de IA e outros programas matematicamente complexos.

A inteligência artificial é a base de produtos como os assistentes pessoais, como o Google Now e o Cortana, da Microsoft.

Ela permite também que a rede social Facebook e o software da Google identifiquem automaticamente e marquem os conteúdos das imagens carregadas a seus sistemas.

Ela também torna possível categorias completamente novas de produtos, desde os carros autônomos da Tesla e da Google até as novas formas de entretenimento em aplicativos de realidade virtual que estão sendo desenvolvidos pela Facebook para seu sistema de realidade virtual, o Oculus.

Com o lançamento do TensorFlow, qualquer um pode baixar e modificar o software de desenvolvimento que sustenta o RankBrain, a parcela alimentadora de IA do mecanismo de busca da Google, e novos recursos, como sua ferramenta de e-mail Smart Reply, escreveu a Google em uma postagem de blog.

Empresas como Google, Facebook Inc. e Microsoft Corp. estão tentando influenciar o desenvolvimento da IA.

Para isso, estão ampliando as equipes dos laboratórios de pesquisa, publicando trabalhos de pesquisa acadêmica, realizando apresentações em conferências e até mesmo dando palestras como convidados em universidades.

Elas apostam que, ao estarem abertas, poderão convencer acadêmicos talentosos a trabalharem para elas e ao mesmo tempo incentivarão a comunidade, de uma forma mais ampla, a trabalhar em novas tecnologias de IA.

Outras empresas, como a Apple Inc. e a Amazon.com Inc., foram mais sigilosas no passado, mas agora também estão procurando ser mais abertas.

Ferramentas padrão

As empresas também estão tentando guiar o desenvolvimento de IA.

A Facebook divulgou o código livre do Torch, uma ferramenta de desenvolvimento de IA utilizada pela DeepMind, uma subsidiária da Google, pela AMD, pela Intel e por outras empresas. A Twitter anunciou sua primeira contribuição para o Torch na sexta-feira.

A Microsoft, por sua vez, publicou numerosos programas e conjuntos de dados de IA como código aberto.

Ao lançar o TensorFlow, a Google busca transformar o software que construiu para desenvolver e rodar seus próprios sistemas de IA em parte do conjunto de ferramentas padrão utilizado pelos pesquisadores, disse Jason Freidenfelds, porta-voz da Google, que tem sede em Mountain View, na Califórnia, EUA. A decisão também poderia ajudar a Google a identificar talentos potenciais.

A Google compartilhou o TensorFlow com um pequeno grupo de pessoas antes de seu lançamento, disse ele.

Christopher Manning, professor de Linguística e Ciência da Computação da Universidade de Stanford, vem escrevendo, juntamente com dois estudantes, programas de IA utilizando o TensorFlow.

Ele diz que o sistema pode realizar operações muito mais rapidamente do que outras ferramentas e inclui recursos que levam bastante tempo para programar, como sistemas de sintonia fina que operam com unidades de processamento gráfico de empresas como a Nvidia Corp.

O principal fator que pode definir o sucesso ou o fracasso do TensorFlow é o envolvimento da Google com a comunidade de código aberto que o adota.

“Como pesquisador, uma ferramenta que te torna mais rápido é bastante atraente”, disse Manning. “Com base na evidência disponível para mim no momento, acho que ela será amplamente adotada”.

Fonte: Exame/Abril