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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

China irá desabrigar 9 mil pessoas para achar alienígenas

Maior telescópio do mundo localizado na China
O governo chinês irá realocar mais de nove mil pessoas dos condados de Pingtang e Luodian, na província de Guizhou. O motivo para isso é tão extravagante quanto o número de chineses desalojados: a procura por sinais de vida extraterrestre.

Para encontrar alienígenas, a China está construindo o maior radiotelescópio do mundo. Chamado Fast, ele tem antenas de 500 metros de diâmetro, custo de 184 milhões de dólares e deve ficar pronto até setembro deste ano, segundo o site China Daily.

De acordo com oficiais chineses, a localização isolada do Fast é ideal para detectar possíveis mensagens extraterrestres. Por isso, as pessoas que moram em um perímetro de até cinco quilômetros do local serão retiradas de suas casas -- cada residente receberá 12 mil yuans, ou 1.840 dólares de indenização.

A remoção dos cidadãos ajudará a criar um ambiente de ondas de som eletromagnéticas perfeitas para o telescópio, afirma Li Yuecheng, oficial do Partido Comunista Chinês em Guizhou, em entrevista para agência de notícias chinesa Xinhua.

Radiotelescópios como o Fast coletam ondas de rádio em vez de luz visível. “Um radiotelescópio é como um ouvido sensível escutando mensagens de rádio significativas do ruído branco do universo”, explica Nan Rendong, cientista chefe do Fast, à Xinhua. “É como identificar o som de cigarras em uma tempestade.”

O telescópio chinês é composto por 4.350 painéis triangulares que se agitam para cima e para baixo. O movimento dos painéis altera a forma da antena, que é capaz de refletir sinais de rádio do universo para um ponto específico, onde a cúpula receptora do Fast está.

Quase duas vezes maior em diâmetro do que a antena do Observatório Arecibo (300 metros), atualmente a maior do mundo, o Fast terá uma sensibilidade de três a cinco vezes maior do que a do seu rival. Segundo Yuecheng, ele também será capaz de digitalizar duas vezes mais área atmosférica do que o telescópio norte-americano.

“A sensibilidade e resolução do Fast permitirá um estudo extremamente abrangente de milhares de galáxias em diferentes ambientes do universo”, disse Lister Staveley-Smith, astrônomo da Universidade do Oeste da Austrália, ao China Daily.

O vídeo abaixo (em chinês) revela algumas imagens da construção do telescópio:

Fonte: Exame

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Nasa lançará telescópio mais potente que o Hubble em 2020

Telescópio Hubble, da Nasa
A Nasa (agência espacial americana) lançará um telescópio espacial 100 vezes mais potente que o Hubble em meados da década de 2020, após o lançamento do James Webb em 2018.

Após anos de estudos preparatórios, a Nasa anunciou nesta quinta-feira em comunicado o início oficial da missão astrofísica do telescópio Wide Field Infrared Survey (WFIRST), que ajudará a revelar os segredos do universo.

A expectativa é que o WFIRST contribua para resolver os mistérios da energia e da matéria negra, a explorar a evolução do cosmos, a descobrir novos mundos além do sistema solar e a avançar na busca de mundos que poderiam ser aptos para a vida.

"Esta missão combina de maneira única a capacidade para descobrir e caracterizar planetas além de nosso próprio sistema solar com a sensibilidade e as óticas para olhar com amplitude e profundidade no universo na busca de resolver os mistérios da energia negra e da matéria negra", explicou John Grunsfeld, astronauta e administrador associado do diretório de missões científicas da Nasa.

O novo observatório analisará longas regiões do céu com raios de luz quase infravermelhas para responder às perguntas fundamentais sobre a estrutura e a evolução do universo, e expandir o conhecimento dos planetas que se encontram além do sistema solar.

Comparando os dados dos diferentes instrumentos do observatório, os cientistas poderão entender melhor a física e a origem das atmosferas e buscar sinais químicos em ambientes aptos para a vida.

O lançamento do telescópio está previsto para meados da década de 2020. O observatório começará a operar após viajar para um ponto de equilíbrio gravitacional conhecido como "Terra-Sol L2", que se encontra a mais de um milhão e meio de quilômetros da Terra em direção diretamente oposta ao Sol.

Fonte: Exame