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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Não poderemos viver mais mil anos na Terra, diz Hawking

Stephen Hawking
O físico Stephen Hawking afirmou nesta quarta-feira que a exploração espacial deve continuar, já que o futuro da humanidade depende disso, pois os homens não conseguirão sobreviver mais mil anos sem ir "além de nosso frágil planeta".

Hawking participou da terceira jornada do Festival Starmus que reúne cientistas e músicos em Tenerife e La Palma, nas Ilhas Canárias, na Espanha, entre eles 11 prêmios Nobel, em uma edição que se desenvolve sob o lema: "Além do horizonte, um tributo a Stephen Hawking".

O cientista britânico ressaltou que há muitos experimentos ambiciosos programados para o futuro, como mapear a posição de bilhões de galáxias, além de utilizar os supercomputadores para compreender melhor "nossa posição" no Universo.

Talvez, algum dia, seja possível utilizar as ondas gravitacionais para olhar para trás, em direção à origem do próprio Big Bang, afirmou o premiado físico, que se mostrou convencido de que a humanidade deve "continuar explorando o espaço para seu futuro".

Hawking fez um balanço emotivo de sua vida em uma conversa intitulada "Minha breve história" - em referência a seu famosíssimo livro "Uma breve história do tempo" - e assegurou que viveu um tempo glorioso realizando pesquisas sobre física teórica.

"Nossa imagem do Universo mudou bastante nos últimos 50 anos e fico feliz de ter feito uma pequena contribuição", disse aquele que é considerado um dos cientistas mais influentes do mundo.

Para Hawking, nós humanos não somos mais do que conjuntos de partículas que, no entanto, estão próximas de compreender as leis que nos governam, "e isso é uma grande vitória".

A cosmologia se transformou em uma ciência de precisão em 2003 com os resultados do satélite Wmap, que produziu "um mapa maravilhoso das temperaturas do fundo cósmico a um centésimo de sua idade atual".

Nele, é possível perceber como a atração gravitacional desacelera a expansão de uma região do Universo, até que eventualmente colapsa sobre si mesma para formar galáxias e estrelas.

Esse mapa "é a pegada da estrutura de tudo o que há no Universo", opinou Hawking, que afirmou que agora o satélite ESA Planck produziu outra imagem com uma resolução muito mais alta e que, com ela, talvez seja possível detectar a marca das ondas gravitacionais, algo como "ter a gravidade quântica escrita no céu".

Stephen Hawking nasceu em 8 de janeiro de 1942, justo 300 anos depois do nascimento de Galileu, mas calcula que nesse mesmo dia devem ter nascido outras 200 mil pessoas no planeta, e lembrou que, apesar de sua péssima caligrafia, os companheiros de escola o chamavam de Einstein.

Hawking já falava no colégio sobre a origem do Universo e se nisso havia intervenção divina. Quando entrou na Universidade de Cambridge, a cosmologia em geral não era algo ainda muito desenvolvido e o jovem Hawking se dedicou a ler a teoria geral da relatividade "sem chegar a compreendê-la a fundo".

Foi naquela época que ele começou a perceber que algo não estava bem com seu corpo, já que não tinha facilidade para remar, nem para patinar sobre o gelo e ficou deprimido ao ver como seu estado de saúde piorava rapidamente e não sabia se viveria o suficiente para finalizar sua tese.

Este foi o início da esclerose lateral amiotrófica da qual padece, uma doença que o ajudou a ver que "cada novo dia era uma recompensa", conforme ele mesmo destacou, e que o encorajou a ter curiosidade e, por mais difícil que a vida possa parecer, a estar consciente de que "sempre há alguma coisa que alguém pode fazer bem feito: o que importa é não se render jamais".

Fonte: EFE

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Veja como as ondas gravitacionais mudarão a visão do cosmos

Buracos Negros em rota de colisão
As ondas gravitacionais, previstas por Albert Einstein em 1916, foram observadas por cientistas pela primeira vez em uma colisão de buracos negros que aconteceu há 1,3 bilhão de anos e que converteu em energia o equivalente a cerca de três vezes a massa do sol em um segundo, liberando as ondas no espaço.

Mas o que a observação desse fenômeno muda para a ciência? Algumas coisas.

A primeira é que agora temos uma confirmação de que a teoria da relatividade de Einstein estava correta. As ondas gravitacionais foram demonstradas indiretamente nos anos 1980, mas só puderam ser vistas pelos pesquisadores do Laser Interferometer Gravitational Wave Observatory (LIGO) em 14 de setembro do ano passado – e a informação veio a público hoje.

Segundo a Teoria da Relatividade, os objetos que se movimentam no universo produzem ondulações no espaço-tempo que se propagam pelo espaço – como o efeito de Ripple que acontece ao jogarmos uma pedra em um lago.

Sendo assim, essas ondas gravitacionais deixam rastros que não são alterados pela matéria. Como indica o Gizmodo, elas funcionam como uma impressão digital viajando pelo espaço-tempo. Isso é importante porque, com a existência dessas ondas confirmada, se torna possível que cientistas possam estudar de maneira diferente uma Estrela de Nêutrons ou um buraco negro.

A dificuldade atual de entender o que acontece com esses corpos que têm massa absurda em relação a um planeta – e, por isso, muita força gravitacional – é que eles não emitem luz (ou, ao menos, não da forma que uma estrela o faz). Por conta disso, fica mais difícil a observação realizada com telescópios espaciais localizados na Terra.

"Essa descoberta permite que olhemos para trás no tempo da criação do universo, com significativas repercussões para a atual pesquisa astronômica", afirmou o processor Bob Bingham, físico do Conselho de Instalações Tecnológicas e Científicas no Harwell Campus, no Reino Unido, de acordo com o IFLS.

Com isso, para o astrofísico Scott Hughes, do MIT, as ondas gravitacionais abrem um novo capítulo para a exploração do cosmos. "Há muitas informações ricas guardadas nas ondas gravitacionais ", declarou Hughes, segundo o Gizmodo.

A descoberta foi feita da maneira de Einstein havia previsto. Quando dois buracos negros começam a orbitar um ao outro, eles perdem energia lentamente, o que faz com que eles fiquem gradualmente mais próximos até que comecem a se movimentar a metade da velocidade da luz e uma fusão ocorre, gerando um buraco negro maior. Esse fenômeno gera uma tremenda explosão de energia que propaga as ondas gravitacionais pelo espaço. O vídeo abaixo ilustra como é esse fenômeno.
Fonte:Exame

Tudo que você precisa saber sobre as ondas gravitacionais

Simulação gráfica das ondas gravitacionais
Cientistas anunciaram hoje a detecção de ondas gravitacionais. O fenômeno havia sido previsto pelo físico Albert Einstein na sua Teoria da Relatividade Geral, há mais de um século.

A descoberta é de grande importância para o mundo da astrofísica. Os cientistas disseram que a detecção foi feita no dia 14 de setembro.

Veja abaixo o que exatamente são as ondas gravitacionais e o que muda com essa descoberta.

O que são as ondas gravitacionais?

Ondas gravitacionais são ondulações no espaço-tempo. De acordo com a Teoria Geral da Relatividade, colisões colossais ou explosões estelares irradiam energia o suficiente para que essas ondulações fujam na velocidade da luz pelo universo.

Elas foram descobertas?

Sim. Apesar de prevista por Einstein, a existência das ondas gravitacionais ainda não havia sido provada. Hoje, cientistas do Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser (LIGO) afirmaram que, pela primeira vez na história, elas foram detectadas.
Albert Einstein em seu escritório
Por que isso é importante?

As ondas gravitacionais seriam uma forma a mais de observar e procurar respostas sobre o universo. A analogia que se faz é que, até hoje, cientistas podiam observar o espaço apenas. Com as ondas gravitacionais, os cientistas ganham ouvidos também.

Muitas perguntas podem ganhar novas respostas com os estudos envolvendo as ondas gravitacionais. Questões sobre o momento da criação e sobre a evolução do universo, por exemplo, podem ganhar novos olhares.

O físico Stephen Hawking afirmou que a descoberta abre uma porta para “uma nova forma de olhar o universo”.

"Podemos esperar ver buracos negros ao longo da história do universo. Poderíamos inclusive ver os vestígios do universo primordial, durante o Big Bang, graças às ondas gravitacionais", disse Hawking.

Estima-se que 90% do universo é formado por matéria escura. Com as ondulações gravitacionais, cientistas poderão estudá-la com mais detalhes.

O que pode gerar ondas gravitacionais?

Colisões de buracos negros e explosões de estrelas (supernovas) são capazes de gerar as ondulações. Outro exemplo, importante para os cientistas, é o Big Bang.

As ondas descobertas pelo LIGO foram geradas pela colisão e união de dois buracos negros que aconteceram há mais de um bilhão de anos.
Detector do LIGO, em Hanaford, Washington
O que é LIGO?

É a sigla em inglês de Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser. Foi esse projeto de pesquisa que foi capaz de detectar as ondas gravitacionais. O LIGO usa duas estruturas gigantes nos Estados Unidos como detectores. Uma fica no estado de Washington (na foto acima) e outra no de Louisiana. As duas estruturas ficam distantes para quem sinais falsos gerados localmente não sejam tomados como leituras de ondas gravitacionais.

Os cientistas vão ganhar um Nobel?

Talvez. A descoberta é muito importante e dá visibilidade ao grupo que trabalhou nela. O diretor do Instituto Max Planck de Física de Hannover, na Alemanha, afirmou que a descoberta "tem potencial de Nobel, não há dúvida disso".

Fonte: Exame

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Físico usa ciência para sobreviver a experimentos perigosos

Experimento científico do físico Andreas Wahl

Queixas.com.br

O cientista norueguês Andreas Wahl confia sua vida ao funcionamento das leis da física. Essa afirmação não é figurativa, em suas experiências, se algo sair errado, Wahl pode ficar gravemente ferido.

As experiências do físico estão sendo mostradas em programa de televisão da Noruega chamado “Vida em risco”, do canal NRK Viten. Até agora foram feitas três experiências. Em uma, ele se joga de uma altura de 14 metros e em outra passa sobre altas chamas. Em uma última, tenta se dar um tiro a apenas dois metros de distância, de dentro da água.

Em todas, ele aplica princípios da física. Nada melhor do que colocar a vida em risco para mostrar que a ciência é algo confiável.

Para demonstrar uma das leis circulares de Newton, ele se prendeu a uma corda com um pequeno peso na outra ponta e se soltou a uma altura de 14 metros. A ideia era demonstrar como um objeto em movimento circular passa a viajar mais rapidamente à medida que se aproxima de um ponto central.

Com isso, antes que Wahl chegue ao chão, a corda se prende, sustentando o físico. Caso a lei de Newton não funcionasse, a queda seria feia.

A experiência está no vídeo abaixo, em norueguês e com legendas em inglês.
Na experiência do tiro, o objetivo era mostrar como a água muda a trajetória de uma bala. Com um acessório, ele é capaz de acionar uma arma a pouco mais de dois metros de distância. A bala é desestabilizada pela água e sequer chega até Wahl.

Você pode ver esse experimento e o outro, no qual ele usa vapor d’água para evitar ser torrado por chamas, abaixo.

Whal conta com a produção do programa, além de seus conhecimentos científicos. Não tente nada parecido sozinho.

                                     

                                     
Fonte:Exame

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Stephen Hawking publica nova teoria sobre buracos negros

Stephen Hawking
Na semana passada, o físico Stephen Hawking publicou uma nova teoria, elaborada na Universidade de Cambridge com os colegas Malcolm Perry e Andrew Strominger.

Ela diz que, quando uma partícula carregada é sugada por um buraco negro, sua informação deixa um rastro, uma impressão para trás. As informações estariam fora, e não dentro do buraco.

Isso resolveria um paradoxo que há muito estudado. Mas, para entender a proposta de fato, são necessárias algumas explicações:

De acordo com a teoria geral da relatividade de Einstein, toda informação que cruza o limite de um buraco negro -o horizonte de eventos-, é perdida para sempre.

Nem a luz é recuperada. Então, qualquer informação de o que quer que seja que um buraco negro tenha consumido, fica perdida.

Hawking propôs, há mais de 40 anos, que o Universo é repleto de "partículas virtuais", que se aniquilam quando entram em contato.

A exceção é quando elas aparecem em ambos os lados do horizonte de eventos de um buraco negro. Nesse caso, como explica o cientista Devin Powell, uma partícula é engolida e a outra irradia para o espaço.

"A radiação que escapa rouba energia do buraco negro enquanto ela se afasta, de modo que o buraco negro perca massa ao longo do tempo. Ele eventualmente evapora para fora da existência. De acordo com os cálculos de Hawking, a radiação persistente -o único vestígio que um buraco negro desapareceu- não contém informação útil sobre como o buraco negro foi formado e o que ele engoliu", explica Powell.

O paradoxo está aí: de acordo com a proposta de Hawking, a informação se perde para sempre, o que vai contra a mecânica quântica que afirma que a informação nunca é perdida.

Agora que você entendeu o paradoxo, vamos passar para a parte do cabelo.

Os cabelos seriam deformações que podem existir ao redor do horizonte de eventos de um buraco negro, na forma de uma super tradução.

Quando uma partícula carregada atravessa o limite de um buraco negro, sua informação seria "arrancada" e deixada de fora. A super tradução ocorre quando as informações recebidas agitam levemente o tecido do espaço-tempo.

Agitação que é suficiente para influenciar a radiação que está sendo emitida pelo buraco negro.

Quando as partículas carregadas são ejetadas da fronteira, elas carregam as informações do horizonte de eventos -as impressões- de volta para o Universo. E, assim, o paradoxo estaria resolvido.

A comunidade científica recebeu a novidade com ceticismo: muitos não acreditam que os tais cabelos existam de fato. Mas eles concordam que a pesquisa seja uma passo adiante para futuras explorações.

Fonte: Exame

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Hawkings cria medalha para premiar popularização da ciência

O físico Stephen Hawking
O famoso astrofísico britânico Stephen Hawking apresentou nesta quarta-feira em Londres uma medalha que levará seu nome e que recompensará aqueles que contribuírem para popularizar a ciência, mediante um livro, um filme ou uma obra de arte.

"Estou contente de estar aqui hoje para anunciar um prêmio, e não para recebê-lo", brincou o cientista, através do computador que usa para se expressar por causa de uma doença degenerativa.

"Esta medalha recompensará a excelência da comunicação científica através de meios diversos, como a escrita, o rádio, o cinema, a música ou as belas artes", acrescentou, num ato na Royal Society.

"Em todo o mundo, as pessoas têm uma grande sede de ciência (...), querem entender", garantiu o autor de "Uma breve história do tempo".

A partir do meio do ano de 2016, serão concedidas medalhas em três categorias (científica, artística e cinematográfica) durante o festival de Starmus, cuja próxima edição vai ocorrer entre 27 de junho e 2 de julho em Tenerife, nas Ilhas Canárias (sudoeste da Espanha).

Uma das personalidades que apoiam desde suas primeiras edições este festival que combina música e ciência é o guitarrista da banda Queen, Brian May, que participou da coletiva de imprensa nesta quarta-feira.

May lembrou que quando criança era apaixonado de maneira igual pela música e pela ciência, mas seus professores o desencorajaram a dedicar-se a uma coisa de cada vez.

"Voltei para a astronomia há 8 anos, ao completar meu doutorado. Num certo sentido, meus dois sonhos se realizaram apesar do que me disseram", disse o músico britânico.

Fonte: Exame/Abril

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Menina de 12 anos atinge nota máxima em teste de QI e supera Albert Einstein

"Estava bem mais fácil do que eu imaginava", disse a estudante Lydia Sebastian sobre a prova aplicada pela sociedade Mensa
Como se determina a relação da transformação da massa de um objeto em energia, e vice-versa?*

Caso você não saiba responder a essa questão cabeluda, seria uma boa ideia pedir ajuda à estudante Lydia Sebastian. Com apenas 12 anos de idade, ela alcançou a nota máxima no teste de QI supervisionado pela sociedade Mensa, que reúne intelectuais como Albert Einstein e Stephen Hawking.

Os dois físicos acima, inclusive, foram superados por Lydia no teste de quociente de inteligência. Enquanto a jovem moradora de Essex, na Inglaterra, atingiu 162 pontos, Einstein e Hawking ficaram "apenas" nos 160.

A nota da jovem, que está prestes a iniciar o segundo ano do Ensino Médio em um colégio só para meninas, é a maior possível para quem tem menos de 18 anos de idade. Já a nota máxima para adultos é 161.

Segundo a Mensa, apenas 1% da população mundial é capaz de realizar a façanha de Lydia. A nota mínima exigida no teste para entrar na sociedade é de 140 pontos.

Preparação

Lydia passou um ano se preparando para a prova, formada por 150 questões que visam, principalmente, medir a capacidade de raciocínio verbal do candidato.

Segundo o pai da estudante, Arun Sebastian, a filha procurou testes na internet e pediu diversas vezes a permissão dos pais para realizar o teste da Mensa.

"Eu estava muito nervosa no começo, mas, assim que comecei, percebi que estava bem mais fácil do que aquilo que eu esperava, então eu relaxei", disse Lydia ao jornal britânico "Guardian".
A jovem começou a falar já aos seis meses de idade, segundo os pais. Ela toca violino desde os quatro anos de idade e demonstra carinho especial pela leitura. Ela leu três vezes os sete livros da saga Harry Potter.

*Aplicando a equação E = mc² (criada justamente pelo alemão Albert Einstein)

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/2015-09-04/menina-de-12-anos-atinge-nota-maxima-em-teste-de-qi-e-supera-albert-einstein.html