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quarta-feira, 8 de junho de 2016

O que aconteceria se a raça humana desaparecesse subitamente

Apocalipse
Já parou para pensar no que aconteceria se, em um piscar de olhos, toda a humanidade desaparecesse da face Terra? Ignore, por um momento, as razões que levariam a tal fenômeno e tente imaginar apenas a sucessão de eventos pelos quais passaria o nosso planeta.

Se você achou a tarefa muito difícil, não se preocupe. O canal #MindWarehouse produziu um vídeo que registra com alta definição esse cenário hipotético – do momento exato de nosso sumiço às próximas centenas de milhões de anos (você encontra o vídeo no final deste texto).

A cronologia dos fatos é fascinante. Em apenas algumas horas, o mundo sentirá os primeiros efeitos da ausência do homem. Como a maior parte de nossa matriz energética ainda é gerada a partir de combustíveis fósseis, as luzes se apagarão logo por falta de abastecimento, jogando o planeta nas sombras.

Em poucos dias, estações inteiras de metrô serão inundadas, pois as bombas que as protegem de águas subterrâneas deixarão de funcionar.

As consequências serão especialmente dramáticas para os animais domésticos e para aqueles que foram presos em fazendas. Sem seus donos, a comida acabará logo e, consequentemente, boa parte deles morrerá de fome. Nos poucos casos em que conseguirem escapar e sobreviver, reinará a lei do mais forte.

Em apenas um mês, a água das energias nucleares começará a evaporar, causando uma série de explosões muito maiores do que as de Fukushima e Chernobyl.

Espécies inteiras serão afetadas pela radioatividade e sucumbirão ao câncer.

Após pouco mais de um ano, os animais sobreviventes contemplarão uma “estranha chuva de estrelas”. Não, não estamos falando de astros naturais, mas sim, da queda de satélites colocados em órbita por nós. Sem a atividade humana, eles cairão como meteoros sobre a Terra.

A maioria das cidades será tomada pela vegetação. Outras, como Dubai e Las Vegas, serão engolidas pela areia dos desertos.

Em aproximadamente 300 anos, construções de metal, como a torre Eiffel, e pontes de ferro irão desmoronar por conta da corrosão de seus materiais.

E quais serão as construções humanas mais longevas? Inesperadamente, aquelas erguidas e esculpidas com pedras, caso das pirâmides do Egito, da muralha da China e do Monte Rushmore, nos Estados Unidos.

Em 50 milhões de anos, os últimos rastros da civilização humana serão as garrafas de plástico e pedaços de vidro, prova da nossa surpreendente capacidade de produzir lixo.

Em mais 50 milhões de anos, porém, até esses resíduos terão desaparecido. Depois disso, sem o impacto da ação do homem, a natureza tomará novamente conta de tudo. E se, daqui a 300 milhões de anos, surgir uma nova espécie racional, ela nunca saberá de nossa existência.

O vídeo, que pode parecer apenas uma viagem fictícia, termina com uma forte mensagem. “Como vocês podem ver, a Terra poderá viver muito bem sem nós. Nós é que não podemos viver sem ela.”

Confira abaixo a produção (com narração em ingês) que, em poucos dias, já conta com quase 4 milhões de visualizações.


Fonte: Exame

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Disco de cinco dimensões guarda dados por 14 bilhões de anos

Disco de vidro que pode durar 14 bilhões de anos e guardar 360 TB de dados
Cientistas da Universidade de Southampton, no Reino Unido, criaram uma nova técnica para armazenamento de dados em discos de vidro. O ponto alto é a alta capacidade de armazenar dados, além da longa vida útil dos pequenos discos.

Usando uma técnica de cinco dimensões (5D), os discos devem resistir por até 13,8 bilhões de anos—isso mesmo, são quase 14 bilhões de anos. Para isso, eles devem ser preservados a até 190°C. A nova tecnologia é capaz de resistir a temperaturas de até 1.000°C, mas nesse caso sua durabilidade é reduzida.

Cada um dos discos pode armazenar até 360 TB de dados—lembrando que um TB é o equivalente a mil GB. Por isso, a sugestão dos cientistas é que a nova tecnologia seja usada para armazenar documentos de organizações que tenham um volume muito alto de dados guardados. Entre as sugestões que estão no comunicado oficial da universidade estão bibliotecas, museus e arquivos nacionais.

Como testes, os cientistas salvaram documentos importantes da humanidade em alguns discos. Entre eles estão a Declaração Universal dos Direitos Humanos (que foi dada de presente à ONU), a Magna Carta e a Bíblia.

Cinco dimensões

Os dados são gravados nos discos usando laser ultraveloz, que produz impulsos de luz extremamente curtos e intensos. O arquivo é gravado por pontos minúsculos distribuídos em três camadas e separados por uma distância de cinco micrometros—que é um milionésimo de metro.

Os dados são gravados no vidro usando o que os pesquisadores chamaram de cinco dimensões. Elas são as três comuns de espaço, além do tamanho e da orientação dados às nanoestruturas.

“As nanoestruturas alteram o caminho que a luz percorre no vidro, modificando a polarização que poderá ser lida pela combinação de um microscópio óptico e um polarizador, similar às lentes usadas em óculos Polaroid”, explica o site da universidade.

“Essa tecnologia pode assegurar a última evidência da nossa civilização: tudo que aprendemos não será esquecido”, disse o professor Peter Kazanksky, que participou do desenvolvimento.

A equipe ainda está aprimorando a técnica e procurando por parceiros para que a tecnologia possa ser comercializada.

Veja abaixo um vídeo mostrando como os dados são gravados no vidro.

Fonte: Exame

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Não há diferenças entre o cérebro de homens e mulheres

Imagem mostra diferença (ou a falta dela) entre os cérebros
Cientistas analisaram mais de 1.400 cérebros humanos, de homens e mulheres que passaram por uma ressonância magnética.

Perceberam que algumas características são mais comuns em um sexo do que em outro, mas que, em geral, o cérebro é formado por um mosaico: uma mistura de traços encontrados em mulheres, em homens e em ambos.

Isso contradiz uma noção antiga, de que há diferenças biológicas claras entre os cérebros de homens e mulheres - eles supostamente teriam melhor percepção visual, enquanto que elas lidariam melhor com as palavras.

Com as ressonâncias em mãos, os pesquisadores começaram a procurar por diferenças.

Algumas pequenas foram encontradas: os homens frequentemente possuem amígdalas maiores, uma região tradicionalmente associada às emoções. O hipocampo esquerdo, associado à memória, também é maior neles do que nelas.

Ainda assim, algumas mulheres tinham um hipocampo do mesmo tamanho ou maior que a maioria dos homens, e alguns homens tinham um hipocampo igual ou menor que o das mulheres. Essas pequenas disparidades são altamente influenciadas pelo ambiente.

Para delinear melhor como funcionavam os cérebros, os cientistas criaram um quadro enumerando as principais características dos homens (o hipocampo maior, por exemplo) e das mulheres.

O resultado foi que a maioria dos cérebros era um mosaico de estruturas de ambos os sexos. A quantidade de pessoas que tinham características cerebrais exclusivamente femininas ou masculinas variou de 0% a 8%.

Isso não quer dizer que as outras pessoas são "menos" homens ou mulheres: apenas que não dá para diferenciar os gêneros pelas massas cinzentas. "Nós mostramos que existem várias maneiras de pertencer a cada sexo", disse Daphna Joel, líder do estudo.

Fonte: Exame/Abril