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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Serviços de streaming impõem uma nova era na indústria fonográfica


O streaming chegou para ficar. Após empurrar em 2015 a indústria musical a seu primeiro crescimento significativo em 20 anos, com uma alta de 3,2%, o modelo de negócio em torno da venda de CDs se dilui para se adaptar rapidamente às formas e rotinas de uma inédita era digital.

"Criar música é cada vez mais barato e acessível e isso vai fazer com que no futuro haja mais artistas vivendo da música, em um mercado em crescimento", previu Íñigo Zabala, presidente da Warner Music para a América Latina.

As declarações de Zabala foram feitas durante a 50ª edição do Mercado Internacional do Disco e da Edição Musical (MIDEM), que termina nesta segunda-feira em Cannes (França), após reunir mais de quatro mil participantes de 85 países, segundo números da organização.

Com as mais "democráticas" vias de acesso à música de serviços, como Spotify, Deezer e YouTube, esse universo significa maior concorrência e maior necessidade de aparecer.

"As plataformas de streaming não são caixas mágicas onde se posta uma canção e senta esperando que as pessoas as reproduzam", disse um dos conferentes do MIDEM, Rami Zeidan, diretor de um desses serviços no Oriente Médio, Anghami.

Toda reprodução conta. A Associação da Indústria de Gravação da América (RIAA) determinou que 150 escutas ou visualizações de uma música equivalem a um download. Dessa forma, qualquer faixa reproduzida 300 vezes por uma mesma pessoa equivaleria a ter sido comprada duas vezes.

Nesse sistema, o usuário paga o mesmo e a indústria recebe um reembolso potencialmente maior em relação ao modelo tradicional, baseado na compra de CD.

O objetivo, então, passa por alongar pelo maior tempo possível a vida de uma música e pela revitalização do catálogos de uma gravadora, que neste tipo de serviços tem mais presença que as novidades (70%).

Para isso, é importante "estabelecer a marca do artista e envolver o maior número de fãs a um artista em uma conexão constante", analisou Zabala.

Dos dados resultantes de cada escuta ("big data") é possível ter um melhor conhecimento do "que as pessoas gostam". Um algoritmo se revela assim capaz de propor ao usuário músicas similares.

Na busca por reproduções também têm relevância especial as playlists, isto é, listas de músicas montadas pelos usuários, algumas apoiadas por suas próprias plataformas de streaming.

Entrar em uma lista de sucesso muito seguida pelos usuários pode representar um salto de "8 reproduções diárias para 24 mil", como explicou outro palestrante, James Farrelly, da Believe Digital, sobre a evolução de uma música que conseguiu entrar na seleção oficial de novidades emergentes do Spotify.

"As estrelas de hoje vão viver com maior nível de exigência do que as de 10 anos atrás. Antes era lançado um álbum a cada dois anos, fazia-se uma turnê e descansava-se antes de voltar a começar. Agora é preciso concorrer constantemente e os hits, que ultrapassam fronteiras com maior facilidade, podem vir de qualquer lugar", ressaltou Zabala.

Este tipo de escuta tão fragmentada representa uma aposta por um mercado de simples. "O álbum não desaparecerá, mas deve chegar como uma experiência nova e integral, como um novo conceito; não fará sentido como uma mera soma de canções", opinou o diretor da Warner Music.

Neste sentido, cabe destacar o último disco de Beyoncé, "Lemonade", no qual ao longo de seu repertório narra a experiência (própria) da infidelidade, passando pela suspeita, a confirmação e a resolução final do conflito de casal.

Este álbum foi lançado em primeiro lugar exclusivamente através do Tidal. Com esta estratégia, conseguiu recrutar 1,2 milhão de novos inscritos para este serviço de streaming do qual o marido da cantora, Jay-Z, é sócio.

Outros seguiram os passos de Beyoncé assinando contratos de lançamento exclusivos, como Drake, um tremendo trunfo com 32 milhões de seguidores mensais no Spotify. Enquanto isso, músicos como os da banda Radiohead continuam a se mostrar contra o que consideram uma baixa compensação pelas reproduções de suas músicas.

"É um erro. O povo se pronunciou. O streaming veio para ficar e vai ser a forma de levar a música às pessoas no futuro", acredita Zabala sobre "um negócio potencialmente enorme, muito eficiente em distribuição, mas ainda muito menor do que tínhamos antes".

Fonte: EFE

sábado, 4 de junho de 2016

Smartphone vai se tornar carteira digital, diz Febraban

Samsung Pay
O seu smartphone já faz quase tudo hoje em dia, mas a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) ainda acredita que ele poderá se tornar a sua carteira digital em breve.

De acordo com Gustavo Fosse, diretor setorial de tecnologia e automação bancária da Febraban, os aparelhos poderão ser usados para pagamentos em lojas físicas, tomando o lugar do cartão de crédito de plástico, e até mesmo para debitar crédito em catracas de transporte público (ônibus, metrô ou trem).

O primeiro cenário já está próximo, com o lançamento anunciado do Samsung Pay, a carteira virtual da Samsung, que deve acontecer nos próximos meses. A Apple também tem um serviço similar, mas que ainda está em fase de negociação no Brasil e não há previsão oficial de estreia.

Fosse, entretanto, lembra que nada impede que os próprios bancos lancem suas próprias carteiras digitais no futuro. O pagamento poderia ser realizado por uma tecnologia chamada NFC, presente em smartphones topo de linha e em alguns intermediários avançados. Ela promove uma comunicação segura com o terminal de pagamentos da loja física, dispensando o uso do cartão de plástico.

O uso do smartphone para realizar pagamentos em transporte público ainda não tem previsão de acontecer, pois é algo que depende de parcerias com prefeituras. Em São Paulo, a inovação mais recente neste campo é a possibilidade de recarregar o Bilhete Único dentro do ônibus (334 veículos permitem a ação, mas ainda estão em fase de testes).

A visão da Febraban sobre o futuro do uso dos smartphones tem base em dados de uso, coletados pela Deloitte para o relatório chamado Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2015.

No ano passado, o crescimento de uso de mobile banking foi de 138% em relação ao ano de 2014. Ou seja, os brasileiros fizeram 11,2 bilhões de transações bancárias pelo celular, enquanto, no passado, eram 4,7 bilhões.

Paschoal Baptista, sócio da Deloitte e especialista na indústria de serviços financeiros, vê o crescimento relacionado com o aumento de smartphones. “É algo natural e o brasileiro está menos receoso de realizar operações pelo celular”, afirmou Baptista.

Para garantir a segurança e a oferta de um bom serviço mobile, os bancos gastam muito com tecnologia. No ano passado, os investimentos e as despesas nesse setor somaram 19,2 bilhões de reais, sendo que 44% em software, 35% em hardware, e 20% em telecomunicações.

Os principais bancos do país contam com aplicativos que já são diferentes das versões para navegadores, indica Baptista. Isso estimula o uso pelo celular.

Na visão dos porta-vozes, alguns dos recursos mais atraentes são a possibilidade de pagar contas usando a câmera para a leitura de códigos de barras e de gerenciar as finanças a qualquer momento do dia.

Com essa cultura disseminada, a adoção do smartphone como carteira digital deve ser algo que acontecerá em breve.

Fonte: Exame

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Robôs podem superar drones em entregas

Robô
Sob a Arena 02 em Greenwich – a abóbada futurista construída originalmente como a atração de Londres para o milênio – um objeto move-se rapidamente entre grupos de crianças surpresas.

Esse pequeno robô de entregas, projetado para circular com autonomia pelas calçadas, não pelas ruas, começará neste ano a fazer as entregas de empresas locais diretamente para os consumidores.

Ao fazer isso, ele poderia vencer o último desafio do comércio eletrônico: a reta final, o passo menos eficiente e mais problemático do processo de entregas.

“De trinta a quarenta por cento do custo da entrega surge na reta final”, diz Allan Martinson, diretor operacional da Starship Technologies, a empresa que constrói esse robô. O empreendimento é uma invenção de Ahti Heinla, um dos primeiros desenvolvedores do Skype, e é financiado pelo bilionário Janus Friis, um dos fundadores do Skype e investidor em tecnologia.

Os pequenos robôs de entrega criados pela Starship e pela startup concorrente Dispatch, dos EUA, são os BB-8s e Wall-Es do comércio eletrônico.

Esses fragmentos de androide estão enfrentando as forças mais potentes do setor tecnológico. A Amazon está testando drones voadores, assim como Wal-Mart e Google.

A Google também solicitou patentes para um caminhão sem motorista que transportaria um conjunto de armários que abrem com uma mensagem de texto.

E o Uber está implementando motoristas para entregar alimentos, um conceito que poderia se expandir para outros produtos. E não se esqueça dos responsáveis pelo transporte de bens, como Federal Express, UPS e os serviços de correio do governo.

Embora o robô da Starship talvez chegue primeiro ao mercado, a vitória não está garantida. Os androides têm limitações, e sua viabilidade econômica se restringe às zonas urbanas. Os drones têm um custo inicial mais alto e precisam superar obstáculos regulatórios maiores, mas poderiam ser menos caros por quilômetro. E, de acordo com alguns especialistas em logística, no futuro próximo os seres humanos continuam levando vantagem sobre qualquer adversário inspirado na ficção científica.

Drones x robôs

Heinla, um estoniano alto e magro, com cabelo loiro e a aparência desgrenhada de um engenheiro que considera que a forma é mais importante do que a moda, diz que os androides de entrega têm suas vantagens. Robôs menores são mais fáceis e baratos de construir. Como o androide da Starship pesa menos de 16 quilos e se move devagar, ele tem menos probabilidade de provocar danos. Além disso, por ser um veículo com rodas, ele não tem nenhuma hélice capaz de machucar – ao contrário dos drones.

O mais relevante é que ele se move pelas calçadas, não pelas ruas, o que simplifica a obtenção da aprovação regulatória para operar. Os robôs da Starship já percorreram mais de 3.057 quilômetros no Reino Unido, na Alemanha, na Bélgica, na Estônia e nos EUA, e planeja-se mais de 8.046 quilômetros neste ano.

Em comparação, os drones estão sendo testados em ambientes extremamente controlados, e as entregas comerciais estão à espera de que os reguladores resolvam questões de segurança, responsabilidade, direitos do espaço aéreo e privacidade. Até o momento, os veículos autônomos só têm autorização para testes restritos nas vias públicas.

“Fizemos testes na neve, na neve semiderretida, no gelo e na chuva – onde você imaginar”, disse Martinson. Nos EUA, a Starship está testando seu robô em Fayetteville, no Arkansas, a cerca de 56 quilômetros da sede da Wal-Mart em Bentonville, em conjunto com um laboratório de inovação da Universidade do Arkansas cujo nome homenageia a família do CEO da Wal-Mart, Doug McMillon. Isso gerou a especulação de que a gigante do varejo talvez esteja interessada no pequeno robô.

O 415C Lab, uma unidade interna da Wal-Mart que investiga diversas tecnologias inovadoras, disse que está monitorando o programa de teste. A Starship não quis comentar uma possível vinculação com a Wal-Mart. Mas Martinson disse que espera que os primeiros clientes de comércio eletrônico comecem a usar os robôs ainda neste ano.

A Dispatch, com sede em São Francisco, foi fundada por cientistas da computação saídos da Universidade da Pensilvânia e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Financiada pela empresa de empreendimento de risco Andreessen Horowitz, do Vale do Silício, a Dispatch também está testando seu próprio drone terrestre, que se chama Carry.

Fonte: Exame

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Adidas imprime tênis em 3D com lixo marítimo

Tênis Adidas feito em 3D
A Adidas anunciou uma parceria com a Parley for the Oceans, uma organização que incentiva a remoção de lixo dos mares, e criou um tênis impresso em 3D usando plástico encontrado no mar na confecção. A novidade foi anunciada durante um dos painéis da COP21, Conferência do Clima da ONU.

Na visão da empresa alemã, a iniciativa mostra como ainda é possível estabelecer novos padrões para a indústria de calçados.

O protótipo é baseado no modelo chamado Futurecraft 3D, apresentado neste ano, que também é um produto que pode ser impresso em 3D. A Adidas não tem planos de comercializar o tênis feito com lixo marítimo.

Como escreve o The Verge, apesar de ser um modelo interessante de fabricação, o plástico, em si, ainda é um material poluente e, portanto, causa danos ao meio ambiente, seja na forma de um tênis ou em qualquer outra.

Confira a seguir o vídeo de divulgação da iniciativa da Adidas com a Parley for the Oceans.

Fonte:Exame/Abril

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

8 tecnologias emergentes que vão mudar o mundo até 2050

É bastante comum imaginar como será o futuro e fazer conjecturas do que podemos esperar daqui algumas décadas (quem sabe finalmente carros voadores ou hoverboards?). Hoje, já temos várias tecnologias emergentes que serão aprimoradas nos próximos anos e que até 2050 devem se popularizar imensamente.
Se já tivemos tantas mudanças significativas nos últimos 35 anos, é no mínimo empolgante idealizar as novidades até 2050 – apesar de algumas perspectivas também serem um tanto sinistras também. Inúmeros especialistas fizeram previsões desse iminente futuro com base na tecnologia atual e têm alguns palpites, como vamos conferir logo abaixo:

1 – A ascensão da energia solar


A energia solar já existe há tempos, porém não é algo tão popular. Felizmente, o custo médio dos painéis solares tem diminuído bastante com o passar dos anos. Por exemplo, nos Estados Unidos um painel por watt custava aproximadamente US$ 75 em 1972, valor que hoje é de somente alguns dólares.

De acordo com pesquisas da Agência Internacional de Energia (IEA), é esperado que até 2050 os painéis solares sejam capazes de gerar 27% da energia total do mundo, tornando-se assim a nossa principal fonte de energia no planeta (fonte de eletricidade que também é considerada bastante limpa). Se isso se concretizar, aproximadamente 6 bilhões de toneladas de dióxido de carbono poderiam ser evitadas todos os anos.

2 – Um trilhão de sensores conectados à internet


Já falamos muito sobre a internet das coisas aqui no TecMundo. Para ela se tornar realidade, é necessário que a internet esteja muito mais presente em nossas vidas do que hoje. Como o custo dos sensores tem diminuído e a demanda por eles tem aumentado, é cogitado que até 2025 mais de 1 trilhão de sensores se conectem à internet.

A Internet das Coisas oferece um grande potencial para modificar as nossas vidas e só o tempo dirá se essas projeções realmente se confirmarão. Inclusive, especialistas preveem que 10% da população mundial estará vestindo roupas com chips embutidos que se conectam à internet até 2022. Hoje já temos um bom leque de dispositivos vestíveis no mercado, incluindo relógios inteligentes, pulseiras e óculos que se conectam à web.

3 – O primeiro carro feito em impressão 3D entrará em produção


A demanda de impressoras 3D tem crescido muito desde o lançamento das primeiras versões desses aparelhos. Por exemplo, em 2014, mais de 130 mil impressoras 3D foram vendidas em todo o mundo, um aumento de quase 70% em relação aos números de 2013 (quantia que deve subir ainda mais em 2015).

Conforme as impressoras 3D ficam mais poderosas e baratas, novas aplicações surgem para esses equipamentos. Algumas empresas já estão utilizando a tecnologia para criar protótipos de automóveis, imprimindo peças específicas de veículos. A Audi exibiu recentemente um carro de tamanho diminuto criado pelas suas impressoras 3D de metal. A empresa Local Motors já disse que vai fabricar um automóvel completo e em tamanho real somente através de impressão 3D nos próximos anos – inclusive, vários protótipos já foram criados.

4 – Os celulares implantáveis serão realidade


Estar constantemente conectado pode adquirir um significado completamente diferente em 2025. De acordo com especialistas, é provável que nos próximos dez anos o primeiro celular implantável esteja comercialmente disponível em grande escala. O aparelho (que consistirá basicamente em um chip mais robusto) será capaz de monitorar vários dados do indivíduo, permitindo que o usuário se comunique através de ondas cerebrais ou sinais verbais.

Já existem alguns dispositivos implantáveis atualmente, como os marca-passos, porém o chip em questão trará muitas outras possibilidades, já que poderá se conectar à internet. Resta-nos saber se as pessoas realmente adotarão tal aparelho, principalmente por esse ser um material não natural que emite ondas eletromagnéticas.

5 – Quase todo o planeta estará conectado


É esperado que até 2050 praticamente todas as pessoas do mundo se conectem facilmente à internet. Indivíduos de países em desenvolvimento estão entrando em contato pela primeira vez com a rede através de smartphones e de tablets – e não pelos computadores. Atualmente, aproximadamente 40% da população mundial tem acesso à web.

Empresas como Google e Facebook têm projetos variados para conectar populações de porções remotas do mundo (como os drones que distribuem internet na África) com o intuito de que elas também criem as suas próprias identidades digitais. Cogita-se que mais de 90% da população mundial terá um smartphone até 2025, permitindo o acesso rápido e fácil à rede, e que 97,5% se conecte em 2050 (o que será mais de oito bilhões de pessoas).

6 – Um tradutor universal


Imagine se pudéssemos viajar para outros países e nos comunicar com a população local mesmo sem saber o idioma da região? De acordo com o jornal The Economist, os tradutores automáticos que vemos Star Trek têm tudo para se tornar realidade. No futuro, será permitido se comunicar com pessoas que não falem o mesmo idioma ao utilizar um equipamento semelhante a um par de óculos ou um app no telefone.

Conforme as pessoas falam no idioma estrangeiro, traduções serão feitas simultaneamente (no caso dos óculos, será como se estivéssemos vendo as legendas de filmes). O inventor William Powell já fez um protótipo de tal equipamento, possibilitando que falantes do inglês e espanhol se comunicassem em tempo real. É esperado que até 2050 tecnologias desse tipo sejam aperfeiçoadas, livres de bugs, e permitam maior comunicação mundial.

7 – Órgãos artificiais poderiam acabar com as filas de transplantes


De acordo com as estatísticas dos Estados Unidos, um entre 18 indivíduos morre no país esperando na fila por um transplante de órgão – realidade que também ocorre em outras proporções em vários países. Já existem tecnologias para ampliar a vida desses pacientes, porém nada substitui um órgão de fato.

Em aproximadamente 35 anos, é cogitado que os laboratórios criarão soluções mais permanentes para as pessoas que aguardam ansiosamente nesses filas. Não será necessário esperar alguém morrer para você receber um órgão novo, pois eles serão fabricados nos próprios laboratórios. Já existem casos de bexigas totalmente artificiais que foram transplantadas em pacientes, e hoje eles estão bem e sem efeitos colaterais.

Outros órgãos, como corações, já estão a caminho. O mais impressionante é que a tecnologia das impressoras 3D também pode entrar nesse procedimento, pois os cientistas poderão utilizar as células-tronco de um paciente para criar um órgão preciso e específico para ele. Esse processo envolve o crescimento de células-tronco no laboratório após removê-las do paciente para então utilizá-las na impressão 3D e criar a nova parte do corpo – tecnologia chamada de bioimpressão.

8 – Popularização de carros autônomos


As fabricantes de carros já planejam lançar na próxima década carros autônomos capazes de estacionar sozinhos, de acordo com o Instituto Milken. Os pesquisadores dizem que a grande maioria dos automóveis autônomos não terá nenhum comando realizado por seres humanos em 2035. Os veículos que se dirigem serão mais seguros e poderão eliminar os riscos de acidentes por erro humano, que passam da marca dos 90%.

Além disso, os carros autônomos também vão contribuir para evitar o congestionamento e os engarrafamentos em cidades grandes. Segundo estimativas atuais dos Estados Unidos, esses modelos podem evitar mais de 30 mil mortes por ano, o que é um número bastante significativo. Os carros autônomos têm crescido consideravelmente no mercado e mais de 60% dos americanos já diz confiar plenamente em tais automóveis.

Os carros elétricos também serão bem mais comuns em 2050, além de trazerem benefícios ao meio ambiente. De acordo com a Enel (maior companhia de energia da Itália), as produções de automóveis elétricos subirão para 7 milhões em 2020 e para 100 milhões em 2050, reduzindo em até 30% a emissão de CO2 nos transportes e diminuindo o consumo de combustíveis. O Rocky Mountain Institute diz que 50% dos carros dos EUA serão elétricos em 2050.

Fonte:TecMundo