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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Voos tripulados a Marte ainda demoram pelo menos 15 anos

Aeronave se aproxima da atmosfera de Marte
Sonhando com uma viagem para Marte? Você terá que esperar pelo menos 15 anos para que a tecnologia seja desenvolvida, disse o diretor da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), lançando dúvidas sobre as afirmações de que a viagem pode acontecer mais cedo.

"Se houvesse dinheiro suficiente, talvez pudéssemos fazê-lo antes, mas não há tanto agora quanto o que o programa Apollo teve", afirmou o diretor-geral da ESA, Jan Woerner, referindo-se ao projeto norte-americano que levou os primeiros homens à Lua.

Woerner diz que um assentamento humano permanente na Lua, onde impressoras 3D poderiam ser usadas para transformar rochas lunares em itens essenciais necessários para a jornada de dois anos até Marte, seria um grande passo rumo ao planeta vermelho.

A agência nacional aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa, na sigla em inglês) espera enviar astronautas a Marte em meados da década de 2030, e o empresário Elon Musk, presidente da montadora de veículos elétricos Tesla Motors, disse que planeja enviar uma espaçonave não-tripulada a Marte ainda em 2018 e encaminhar humanos para lá até 2030.

Mas Woerner afirma que a empreitada irá levar mais tempo. Uma nave para Marte necessitaria de foguetes e combustível potente o suficiente para a decolagem da viagem de volta e os humanos precisariam de proteção para desafios físicos e mentais inéditos, além da radiação espacial.

Fonte: REUTERS

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Habitat que poderia ser usado em viagem a Marte será testado

Foto de Marte
Um habitat humano inflável deve seguir para a Estação Espacial Internacional nesta sexta-feira para um teste de dois anos que irá verificar como os módulos leves de tecido se comparam às habitações orbitais tradicionais feitas de metal, informou a Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa).

O protótipo do habitat, fabricado pela empresa Bigelow Aerospace, sediada no Estado norte-americano de Nevada, foi colocado dentro de uma cápsula que deve decolar a bordo de um foguete SpaceX Falcon 9 da Estação da Força Aérea em Cabo Canaveral, na Flórida.

O voo marca a quarta missão da empresa privada Space Exploration Technologies, do empreendedor de tecnologia Elon Musk, desde que a falha de um foguete em julho do ano passado causou a destruição de um módulo de carga a bordo de uma missão de reabastecimento que rumava para a Estação Espacial.

A nova missão também representará uma nova tentativa da empresa sediada na Califórnia de fazer com que o foguete auxiliar do estágio principal do veículo de lançamento retorne intacto para uma plataforma de pouso no oceano, onde pode ser recuperado para voos futuros.

Quatro tentativas anteriores fracassaram, embora um Falcon 9 tenha feito um pouso bem-sucedido no solo em dezembro, um marco fundamental nos esforços da SpaceX para desenvolver um foguete barato e reutilizável.

Cerca de uma semana depois de o veículo de entrega, ou Dragon, chegar à Estação Espacial, controladores de terra usarão um braço robótico para retirar o Módulo Expansível de Atividade Bigelow, de 1.400 quilos, do compartimento de carga da cápsula e atá-lo a um porto de atracação.

Aproximadamente um mês depois, astronautas a bordo do laboratório orbital localizado 400 quilômetros acima da terra irão inflar o Beam com ar pressurizado, aumentando seu volume até que ele atinja o tamanho aproximado de um pequeno quarto de dormir.

O período de teste do Beam, feito com camadas de tecido e coberto com um material flexível que lembra o Kevlar, tem como objetivo determinar quão bem ele suporta as variações de temperatura e o ambiente de alta radiação do espaço.

A Nasa tem interesse em habitats infláveis que sirvam como módulos habitáveis para tripulações durante as viagens de três anos de ida e volta para Marte.

Fonte: Exame

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Viajar para Marte pode levar 30 minutos, diz Nasa

Aeronave se aproxima da atmosfera de Marte
A Nasa, agência espacial americana, estuda uma técnica de lançamento de espaçonaves que pode reduzir o tempo de viagem para Marte, que atualmente é de seis a oito meses, para apenas 30 minutos.

Chamada de propulsão de energia direcionada, essa técnica consiste em disparar um laser de alta potência – entre 50 e 100 gigawatts – em uma espaçonave e, com isso, acelerá-la a uma fração significativa da velocidade da luz, cerca de 30%.

O plano da Nasa é usar essa técnica para explorar exoplanetas que podem abrigar vida e que estejam em um raio de 25 anos-luz.

Também seria possível visitar a Alpha Centauri, que é a terceira estrela mais brilhante no céu vista a olho nu e está a pouco mais de quatro anos-luz de distância do Sol. Nesse caso, a viagem levaria 15 anos.

Esse tipo de lançamento é estudado por um pesquisador da Nasa, que trabalha na divisão de Conceitos Inovadores Avançados. Philip Lubin, do Grupo de Cosmologia Experimental da Universidade de Santa Bárbara explicou a ideia no ano passado. O assunto foi abordado recentemente no canal da Nasa no YouTube, que poderá ser visto ao final da reportagem.

O pesquisador garante que a tecnologia para fazer isso já existe e não é coisa de ficção científica.

"Poderíamos impulsionar um veículo robótico de 100 kg [com 1 m de altura] para Marte em poucos dias", afirma Lubin, no vídeo. A estimativa mais convervadora para realizar a viagem até o planeta vermelho é de três dias.

No entanto, a Nasa ainda não tem projetos em andamento para utilizar esse tipo de propulsão na exploração espacial – apesar de existirem algumas propostas.

Confira o vídeo da Nasa sobre a propulsão de energia direcionada, em inglês.

Fonte: Exame

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Nasa adia lançamento de sua próxima missão a Marte

A Nasa está usando a mesma aplicação para definir onde irá pousar um veículo em Marte daqui cinco anos
A Nasa anunciou nesta quarta-feira que adiará o lançamento de sua próxima missão a Marte, inicialmente prevista para março de 2016, por causa de pequenas vazamentos na esfera de vácuo que contém o instrumento sísmico da nave.

Embora a agência não tenha especificado uma nova data de lançamento, esta será pelo menos dois anos depois do previsto, ou seja, em 2018, por causa das órbitas relativas do planeta vermelho e da Terra.

"Ficamos sem tempo", reconheceu esta terça-feira em uma conferência telefônica sobre a missão Insight o administrador associado do diretório cientista da Nasa, John M. Grunsfeld.

A decisão de adiar o lançamento foi tomada depois que na segunda-feira foi feito o teste de resistência na qual se submeteu a nave a menos de 45 graus centígrados e se observaram os vazamentos.

O objetivo da missão Insight é medir os movimentos sísmicos de Marte para ajudar os astrônomos a entender os tremores e o interior do planeta vermelho, já que a maior parte de informação que dele se dispõe hoje em dia corresponde à superfície.

Fonte:Exame/Abril