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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Google inaugura prédio para startups com entrada gratuita

Google Campus
A partir do dia 13 de junho, na próxima segunda-feira, a gigante de tecnologia Google abrirá as portas para que todos os interessados por empreendedorismo possam conhecer seu mais novo espaço, que fica no bairro Paraíso, em São Paulo.

O Google Campus é um espaço para empreendedores, mentores, investidores e entusiastas desse estilo de vida se aperfeiçoarem, trocarem experiências e criarem startups que vão mudar o Brasil e o mundo.

O Google Campus de São Paulo é um espaço de seis andares e mais de 2,6 mil metros quadrados. Inscreva-se aqui como visitante e como futuro residente do espaço.

A iniciativa foi anunciada em 2014 e ficou em projeto até agora. Esse é o sexto espaço do tipo dentro do Google: já há sedes em Londres, Tel Aviv, Seul, Madri e Varsóvia.

Fonte: Exame

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Google inaugura em BH nova sede de 1° Centro de Engenharia na América Latina


O Google inaugurou nesta segunda-feira em Belo Horizonte uma nova sede do primeiro centro de engenharia da empresa na América Latina, que será dedicada à pesquisa, ao desenvolvimento e ao controle estatístico das buscas dos usuários.

O centro conta com 110 jovens engenheiros de seis nacionalidades, com idades entre 25 e 30 anos. Os funcionários brasileiros são naturais de 12 diferentes estados.

Os jovens talentos são especializados em software de buscas para "organizar e facilitar" a interação do usuário com a plataforma, segundo o diretor de Engenharia do Google para a América Latina, Berthier Ribeiro-Neto.

"A expectativa a médio prazo é duplicar o tamanho (do centro) porque o Google tem uma confiança muito grande no capital humano brasileiro" e no potencial "de investimento em projetos críticos para os usuários no mundo todo", disse ele à Agência Efe.

A escolha da capital mineira como sede do centro se deve, de acordo com o diretor, ao fato de a cidade ter recebido em 2005 o primeiro escritório do Google no país e por ter o suporte de profissionais do chamado São Pedro Valley (em alusão ao Vale do Silício, nos EUA), um conjunto de 200 startups que opera na região metropolitana, principalmente no bairro de São Pedro.

Neste novo centro será possível alterar os códigos de busca, permitindo que um a cada dez resultados oferecidos ao usuário chegue a ele por esse processo de modificação específica.

Na opinião de Ribeiro-Neto, a expansão do Google em Belo Horizonte fortalece a imagem da cidade como o Vale do Silício brasileiro.

O presidente do Google Brasil, Fabio Coelho, afirmou que "o ecossistema digital ficou mais inclusivo e eficiente" com o centro, uma prova de que a crise econômica é "algo passageiro" e que as multinacionais ainda apostam em seus investimentos.

"Um investimento como este, em um momento como o de hoje, é uma aposta com a confiança de que vamos conseguir trazer profissionais de alto nível para projetos que impactem o mundo", ressaltou Coelho.

O Centro de Engenharia é um espaço anexo às instalações do Google Brasil na cidade, com 4,8 mil metros quadrados em quatro andares e respeitando o formato de "residência" de outros espaços da companhia no mundo, que levam em conta o paisagismo tecnológico, o design e a climatização.

Segundo o engenheiro Luiz André Barroso, com a abertura do centro de operações no Brasil fica provado "que nem todos os maiores cérebros do mundo estão em Mountain View", na Califórnia, onde está a central de operações da empresa.

Durante a fase experimental, o centro brasileiro forneceu 250 melhorias no sistema global de buscas, com profissionais focados no aperfeiçoamento da pesquisa em temas locais e de saúde.

"Hoje o sistema consegue associar o nome real (de um remédio ou doença) com seu nome mais simples, o que torna a busca mais útil e fácil. Isso está sendo reprogramado para a América Latina em Belo Horizonte", contou Bruno Pôssas, engenheiro responsável pelas buscas locais.

A biblioteca de dados do Google possui atualmente 60 trilhões de páginas da web que os engenheiros no centro brasileiro já revisaram e catalogaram.

Fonte: EFE

quarta-feira, 23 de março de 2016

Cofundador do Uber agora investe em caminhões no Brasil

Caminhão parado
Em 2009, Oscar Salazar, juntamente com outros dois sócios, Travis Kalanick e Garrett Camp, cofundou a Uber, empresa que em menos de seis anos se tornou uma das maiores companhias do mundo. Salazar aposta agora que o mercado brasileiro de cargas rodoviárias passará pela mesma transformação que o transporte individual de passageiros, motivo pelo qual acaba de se tornar investidor e diretor da CargoX, primeira transportadora do país impulsada por tecnologia. A previsão é que nos primeiros dois anos de operação, o investimento chegue a R$ 100 milhões.

Além do empresário, Eddie Leshin, outro executivo do mercado de transportes, que atuou como diretor da C.H. Robinson e foi COO da Coyote Logistics – ambas somam um faturamento de mais de R$ 56 bilhões por ano–, também será investidor e ocupará o cargo de diretor estratégico de Operações na CargoX. Outro nome de peso é o americano Hans Hickler, ex-CEO da DHL Express nos Estados Unidos. Completam o time de investidores o Valor Capital Group (fundado por Clifford Sobel, ex-embaixador dos Estados Unidos no Brasil), Agility Logistics (uma das maiores empresas de logística com mais de 500 escritórios em 100 países) e Lumia Capital (fundada por Martin Gedalin, ex-Oracle e Chris Rogers, co-fundador da Nextel Communications).

Conectada em tempo real por um aplicativo com mais de 100 mil caminhoneiros autônomos, a empresa vem sendo estruturada desde meados de 2015 e é pautada em algumas das principais diretrizes do Uber: agilidade, flexibilidade e qualidade na experiência do contratante do serviço; além de uma base de motoristas cadastrados com processo de triagem rigoroso e responsabilidade pelas cargas transportadas. “Utilizamos a ociosidade da frota autônoma do país com o cruzamento das rotas de nossos clientes para otimizar os envios. Com essa tecnologia por trás da CargoX permitimos que os embarcadores tenham uma economia inicial de até 30% no valor do frete”, esclarece Alan Rubio, diretor de Transportes da CargoX.

Para Oscar Salazar, o momento econômico que o Brasil atravessa também foi uma oportunidade para a criação da companhia. Segundo o executivo, o mercado brasileiro de frete opera com 40% de ociosidade em sua capacidade. “As transportadoras brasileiras estão sob a pressão da crise econômica e, justamente por isso, vamos oferecer um serviço de melhor qualidade com menor custo. Para nós é o momento de apostar no país e crescer de forma exponencial,impactando positivamente no valor operacional da cadeia logística”, afirma.

“Pretendemos revolucionar o mercado de transporte de cargas no país, com o fortalecimento da cadeia logística. Nós acreditamos em um crescimento rápido, com faturamento que pode ultrapassar os R$ 48 milhões no primeiro ano de atuação”, prevê Salazar.

Fonte: Exame

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

"Investidores estão de olho no Brasil", diz consultoria

Mulher segurando notas de dois, cinco e dez reais
Para António Bernardo, presidente da consultoria Roland Berger para o Brasil, a crise que o país atravessa não tirou o apetite dos investidores estrangeiros.

O que falta, segundo ele, é que o governo estruture uma estratégia de longo prazo para atrair esses investidores, já que há uma predisposição em buscar retornos melhores para o capital.

O executivo também acredita que as empresas brasileiras terão de repensar suas estratégias, e que pode haver uma onda de consolidações no país. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Em relação à perspectiva para 2016, sob o ponto de vista de crescimento, ele avaliou que o cenário vai continuar a ser negativo.

"Estamos em linha com as médias da previsões que indicam uma queda entre 2,5% e 3% para o PIB. Mas eu vou um pouco contra a corrente. Acredito que tudo vai depender das medidas que forem tomadas pelo governo", afirmou.

"Quando falo com investidores internacionais, que têm uma visão mais de médio prazo, vejo que eles pensam como eu. O país precisa de uma estratégia de longo prazo, para os próximos dez anos, por exemplo. Isso é importante até para que os próprios participantes dos mercado, as empresas de engenharia e os investidores possam se organizar."

De acordo com Bernardo, para que essa estratégia de governo de longo prazo ocorresse, seria importante que fossem encontrados alguns consensos.

"Não seria preciso ir nos detalhes, mas chegar à definição grandes consensos, temas transversais, para os diversos partidos políticos. Quem fez isso muito bem e deveria ser uma referência foi a Alemanha", lembrou.

"Quando o país esteve próximo de uma crise, os dois partidos adversários se uniram, o PSD e o CDU (o Partido Social Democrata e a União Democrata Cristã, da primeira ministra Angela Merkel, são opositores, mas já fizeram coalizões para garantir a governabilidade do país). O que prevaleceu entre eles? A percepção de que eles até têm divergências, mas que nenhuma divergência pode ficar acima da política e da economia da Alemanha."

Sobre exemplos de temas transversais, Bernardo citou que a conta pública é uma discussão para todos. "A necessidade de liberalizar a economia também.

O fluxo comercial, a participação do Brasil nas exportações globais, é muito pequeno. O fluxo comercial do Brasil equivale a 15% do PIB. No México é 60%. Na Alemanha, 70%", disse.

Para Bernardo, o país só conseguirá ser mais eficiente na economia e na indústria com a abertura comercial.

"Hoje, as tarifas de importação do Brasil estão entre as mais pesadas do mundo. Isso nos leva a crer que muito setores não são eficientes porque não estão abertos à concorrência internacional. O Brasil pode ter um posicionamento importante em muitas das cadeias globais. Mas, para ter esse posicionamento, precisa ser mais competitivo."

Questionado sobre um cenário aparente de falta de apetite do setor privado, num momento no qual o setor público, tem restrições para investir, por causa do ajuste fiscal, Bernardo respondeu não acredita nesta falta de apetite.

"Eu converso com muitos investidores. Eles têm apetite. Mas necessitam de um sistema regulatório adequado, necessitam de financiamento privado - que eu acho possível neste momento, se for bem estruturado -, necessitam que não ocorram derrapagens nos prazos, por questões ambientais ou outros problemas que atrasam obras", afirmou.

"Não dá para um projeto atrasar dois, três anos, e os budgets (orçamentos) crescerem 100%, 150%. Mas há muitos investidores estrangeiros interessados, por exemplo, na área de infraestrutura: aeroporto, portos, ferrovias. Só que temos de criar aqui uma base competitiva - nada de favores, mas bases competitivas."

Sobre a visão de especialistas em infraestrutura, que dizem que já não é certo que o Brasil possa atrair capital privado com tanta facilidade este ano, o que poderia até comprometer o programa de concessões, Bernardo disse que há "muita liquidez na economia mundial e os yields (taxa de retorno, rendimentos) dos países desenvolvidos são baixos".

"O do governo alemão, para dez anos, dá 0,4%! Os dos títulos dos tesouro americano, para dez anos, são 2,1%. Há uma predisposição dos investidores para assumir mais risco, se puderem ter retornos melhores - desde que as condições sejam mais bem organizadas. O Estado precisa atuar mais como um regulador, um grande orientador, e não precisa estar onde o setor privado está."

Perguntado se a crise política que o governo enfrenta, com uma ameaça de impeachment pairando, afeta o ânimo do investidor, Bernardo avaliou que tudo que gera instabilidade deixa os investidores mais nervosos.

"E, dentro disso, diria que há dois tipos de investidores. Quem tem foco no curto prazo, o investidor financeiro, digamos, foi o primeiro a reduzir posições no Brasil, até como uma reação natural à perda de grau de investimento", comentou.

"Mas há os investidores estruturais, que investem em indústrias, em serviços, e que miram no médio e longo prazos. É nesses que o Brasil precisa focar. E o Brasil precisa também atrair o investidor inglês, francês, que reduziram participação aqui. O governo precisa ir até eles, fazer o que chamo de pesca a linha, para atraí-los."

Sobre eventuais medidas que o governo poderia tomar para atrair esses investidores, ele disse que as concessões são uma oportunidade.

"Em aeroportos, o governo reviu o papel da Infraero. Agora não tem Infraero. Foi um passo importante. Vai fazer diferença no leilão. Na área de energia e de rodovias ainda é preciso rever a discussão para que os retornos sejam mais compatíveis com os riscos. Isso ainda não foi revisto", destacou.

"Precisaria também criar uma equipe de atração de investimentos e agir pontualmente - não de forma genérica - para atrair investidores estrangeiros para cada um dos projetos. O governo tem uma chance nessa área porque há muita liquidez global."

Em relação à saída de Joaquim Levy e a sua substituição por Nelson Barbosa no Ministério da Fazenda, Bernardo afirmou que essa discussão não é muito relevante para o investidor internacional. "É mais para consumo interno. O que fará diferença são as medidas tomadas pelo novo ministro e a maneira como vai comunicar essas medidas."

Questionado sobre que outros setores, além do de infraestrutura, seriam atraentes no Brasil, ele citou a indústria.

"Hoje, há um conjunto de ativos industriais com alto potencial, mas que precisam ser reestruturados. Mas, de maneira geral, aqui para nós, na Roland Berger, é claro que está se iniciando um grande processo de reestruturação de ativos de empresas privadas", salientou.

"Em geral, são empresas com bons produtos, uma boa carteira de negócios, mas que estão com problemas de caixa, problemas financeiros sérios, quer seja porque estão muito endividadas, tiveram atrasos na conclusão de seus projetos ou porque estão sentindo a queda na demanda. Não estou falando das empresas óbvias, que estão na Lava Jato. São outras. E há muitos investidores olhando essas empresas e pensando no potencial de reestruturação. Podem fazer reestruturação financeira, estratégica ou operacional. A reestruturação estratégica passa por consolidação. Um exemplo: no setor automotivo, o potencial é enorme. "

Para Bernardo, na cadeia toda há oportunidades de consolidação e reestruturação.

"Haverá também a necessidade de reestruturar empresas de bens de consumo, inclusive de produtos alimentícios. Muitas fizeram grandes investimento, mas a demanda caiu. Acreditamos também que haverá uma reestruturação nas empresas de varejo - e varejo de vários tipos. Há muito investidores olhando esses setores", comentou, acrescentando que, em função da crise, haverá um momento de pressão: as empresas terão de repensar suas estratégias.

Fonte: Exame

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Heineken Brasil investe R$ 1 bilhão em cervejarias do país

Heineken anuncia novo nome da empresa no Brasil
O aumento da demanda por suas cervejas e o otimismo com relação ao mercado brasileiro fizeram com que a Heineken investisse mais de 1 bilhão de reais no país.

Os recursos foram aportados em três projetos grandes para tornar a empresa mais competitiva.

Por meio deles, ela espera “criar outras categorias de embalagens e novas opções de logística favoráveis ao escoamento da produção para diversos mercados”, afirma em comunicado.

“O mercado nacional de cerveja é bastante desafiador e com grande potencial de crescimento”, afirma Didier Debrosse, presidente da Heineken Brasil.

Do montante, 650 milhões de reais serão para a construção de uma nova cervejaria na cidade de Itumbiara, em Goiás.

Com operação prevista para o início de 2018, o complexo terá capacidade de produção de 3,5 milhões de hectolitros por ano e deve gerar 650 empregos diretos e indiretos.

Inicialmente, o foco será nas marcas Kaiser, Kaiser Radler, Sol Premium, Bavaria, Desperados e Heineken.

Em outubro, outros 150 milhões de reais foram investidos no aumento da produção da fábrica de Jacareí, interior de São Paulo, onde são feitas Heineken, Kaiser Radler e Sol Premium.

A cervejaria de Ponta Grossa, no Paraná, recebeu outros 241 milhões de reais para o aumento de produção das bebidas em 1,4 milhão de hectolitros por ano. Na unidade, Heineken, Sol Premium e Kaiser Radler são produzidas.

Fonte: Exame/Abril