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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Apple e Spotify entram em rota de colisão

Fones de ouvido da Apple
Era para ser apenas uma atualização, mas acabou virando uma briga. E das feias.

O Spotify, a plataforma de streaming de música mais popular do momento, submeteu à Apple uma atualização do seu aplicativo, mas a empresa da maçã acabou rejeitando as mudanças.

Esse fato levou um dos advogados do Spotify a enviar, no mês passado, uma carta à Apple, segundo uma reportagem divulgada pelo site Recode, afirmando que "o processo de aprovação na App Store é uma arma para ferir os competidores".

Na carta, o Spotify diz que o motivo para Apple rejeitar a atualização da nova versão do app foi a adequação ao sistema de cobrança da empresa liderada por Tim Cook.

Contudo, para a equipe do aplicativo, existe "um padrão preocupante de comportamento da Apple para excluir e diminuir a competitividade do Spotify no iOS", que é um "rival para o Apple Music".

A empresa da maçã, no entanto, não deixou barato.

Em uma carta enviada por um dos executivos ao Spotify, a companhia respondeu que o aplicativo já viola as regras da App Store, de acordo com uma notícia publicada pelo site BuzzFeed.

"Achamos que é preocupante você pedir isenções às regras, que se aplicam a todos os desenvolvedores", diz a carta da Apple, afirmando que o Spotify está publicizando "rumores" e "meias-verdades" sobre o serviço da empresa.

O documento, escrito por um dos advogados da Apple, diz ainda que, "ironicamente, é agora o Spotify que quer que as coisas sejam diferentes, pedindo um tratamento preferencial".

Enquanto isso...

Ao passo que esse imbrólio se desenrola, a Apple está negociando a compra do Tidal, a plataforma de streaming de música do rapper Jay Z, segundo uma reportagem publicada na semana passada pelo Wall Street Journal.

A ideia, de acordo com o jornal, é trazer o Tidal para reforçar o Apple Music, devido aos fortes laços entre o app de Jay Z e artistas populares, como Kanye West e Madonna.

O Spotify tem cerca de 30 milhões de clientes; já o Apple Music, 15 milhões.

Fonte: Exame

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Número de empresas no país cai pela primeira vez desde 2007

Indústria
O Brasil perdeu 289 mil empresas em 2014, uma queda de 5,4% em relação a 2013 e a primeira desde o início da série histórica, em 2007, do Cadastro Central de Empresas (Cempre) divulgado hoje (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As organizações formais ativas, 5,1 milhões, ocupavam 55,3 milhões de pessoas. O número representa aumento de pessoal ocupado de 0,2% (97,5 mil) e de pessoal ocupado assalariado de 0,8% (381,3 mil), comparado a 2013.

Uma das coordenadoras da pesquisa, Kátia Cilene Medeiros de Carvalho, explicou que a maioria das empresas que não resistiram à crise era de pequeno porte. “A maioria das empresas que fecharam era dos setores de comércio e da indústria de transformação, com até nove pessoas ocupadas. O aumento, embora pequeno, do pessoal ocupado sugere que, provavelmente, os trabalhadores que perderam seus empregos nas empresas que fecharam foram absorvidos por empresas maiores, já consolidadas, que têm mais condições de sobreviver a períodos de crise”, comentou Kátia.

O número de sócios e proprietários recuou 3,9% (283,8 mil), que também podem ter sido, em boa parte, absorvidos pelo mercado, entrando como pessoal assalariado. O total de salários e outras remunerações (R$1,5 trilhão) aumentou 4,5%, e o salário médio mensal (R$ 2.301,82) cresceu 1,8%, em termos reais.

Em 2014, pelo quinto ano consecutivo, o comércio, a reparação de veículos automotores e de motocicletas concentraram a maior parte do pessoal ocupado assalariado, com 9,3 milhões de pessoas (19,3%) e representaram 40,1% das empresas (2 milhões). Porém, em salários e outras remunerações, o comércio ficou na terceira colocação (12,3% ou R$ 181,4 milhões). O setor com maior participação em salários e outras remunerações foi administração pública, defesa e seguridade social, com R$ 338,2 milhões (23%).

Os menores salários médios mensais foram pagos por alojamento e alimentação (R$ 1.133,10), atividades administrativas e serviços complementares (R$ 1.409,43) e comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (R$ 1.498,91). Essas atividades, que pagaram salários médios mensais menores, absorveram juntas 32,6% do pessoal ocupado assalariado.

Sexo e Escolaridade

O salário das mulheres era equivalente a 80% do salário dos homens em 20014. A média salarial para homens era de R$ 2.521,07 e para mulheres, de R$ 2.016,63.

A administração pública e as entidades sem fins lucrativos apresentaram maior participação feminina no pessoal ocupado assalariado. Nas entidades empresariais predominava o pessoal ocupado assalariado masculino em todo o período considerado. “O número de mulheres vem crescendo ano a ano. Nas empresas públicas, a entrada é facilitada pelos concursos, em que o mérito é que conta, mas a participação feminina também está crescendo nas empresas privadas, embora em menor número”, disse Kátia.

Em 2009, 41,9% dos assalariados brasileiros eram mulheres e em 2014 o percentual subiu para 43,5%. Com relação às entidades empresariais, houve queda de 5,6 pontos percentuais na diferença entre a participação masculina e a feminina de 2008 a 2014. Nas entidades sem fins lucrativos, a participação das mulheres assalariadas aumentou de 52,8% para 55,6% no mesmo período.

Por nível de escolaridade, o pessoal ocupado assalariado com nível superior recebeu, em média, R$ 4.995,08, enquanto o pessoal sem nível superior recebeu R$ 1.639,04, uma diferença de 204,8%.

Em relação à escolaridade, a administração pública apresentou a maior proporção de assalariados com nível superior (43,9%), mas o pessoal sem nível superior predominou em todas as categorias, atingindo 87,9% nas entidades empresariais e 71,2% nas entidades sem fins lucrativos.

Regiões do Brasil

A Região Sudeste concentrava 51,6% (2,9 milhões) das unidades locais, 50,5% do pessoal ocupado (27,9 milhões), 50,2% do pessoal assalariado (24,2 milhões) e 54,4% (R$ 799,8 bilhões) dos salários e outras remunerações.

O Sul do país foi a segunda região com maior número de unidades locais (22%) e em salários e outras remunerações (16,1%), mas ficou na terceira posição em relação a pessoal ocupado total ou assalariado, com 17,8% e 17,2% respectivamente. A Região Norte ficou na segunda posição em pessoal ocupado (17,9%) e em pessoal ocupado assalariado (18,5%) e ficou na terceira colocação em número de unidades locais (15,1%) e em salários e outras remunerações (14,4%). A Região Centro-Oeste ficou na quarta colocação em todas as variáveis analisadas, e a Região Norte na quinta colocação, com os menores valores.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Amazon entra no terreno do YouTube

Logo da Amazon
A Amazon entrará no terreno ocupado pela plataforma YouTube, com um novo serviço anunciado nesta terça-feira, em que usuários poderão disponibilizar seus vídeos on-line.

O Amazon Video Direct (AVD) se apresenta como "um novo programa gratuito que permite aos criadores e a quem tem histórias a contar pôr seus conteúdos de vídeo à disposição dos clientes da Amazon".

A novidade surge poucos dias depois de a Amazon ter anunciado, junto com seus resultados trimestrais, a intenção de "aumentar significativamente" o gasto com vídeo on-line, setor em que tem investido nos últimos anos, delineando-se cada vez mais como um possível concorrente do Netflix.

Os vídeos com "upload" no AVD podem ser distribuídos em qualquer país em que o serviço de vídeo on-line da Amazon funcione: Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Áustria e Japão.

Os criadores podem escolher entre várias formas de distribuição. Uma delas é a sua inclusão gratuita no serviço de vídeo em streaming por assinatura Amazon Prime, que já oferece milhares de filmes e séries de televisão.

Fonte: AFP

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Starbucks é processado por colocar muito gelo nos copos

Clientes tomando bebidas do Starbucks
Colocar muito gelo nos copos pode estar com os dias contados.

O Starbucks, nos EUA, está sendo processado pela quantidade de gelo que coloca nas bebidas geladas - como os cafés gelados, os frappuccinos e os iced teas.

O processo, aberto no último dia 27 por uma mulher chamada Stacy Pinus, na corte federal de Northern Illinois, pede 5 milhões de dólares de indenização.

Segundo o processo, a marca está enganando os clientes ao adicionar muitas pedras de gelo em suas bebidas, em uma tentativa de aumentar seus lucros.

Um exemplo. Um copo de um Venti, um dos maiores tamanhos oferecidos pela marca, tem 709 mL (24 fl.oz, na medida americana).

Essa pode ser a quantidade de líquido que o consumidor realmente ingere quando o Venti é de uma bebida quente.

Mas, no caso, de um Venti gelado (podendo ser café, chá ou outra mistura), há apenas 414 mL de bebida (14 fl.oz).

Ou seja, o resto é gelo (em pedra ou moído) e o cliente não bebeu a quantidade que comprou.

Stacy Pinus diz que o processo representa os "milhões" de consumidores que compraram essas bebidas geladas nos últimos dez anos.

O ponto principal da ação é sobre a acusação de propaganda enganosa: o Starbucks colocaria o tamanho do copo em seus anúncios e menu, não a quantidade real de bebida.

Ao site Business Insider, o porta-voz da marca, Jaime Riley, disse que o processo "não tem mérito".

Para ele, os consumidores entendem que o gelo é um componente essencial de qualquer bebida gelada.

Fonte: Exame

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Crianças têm grande influência nas decisões de compra

Criança diante de computador
Hoje, a mobilidade traz a informação para a palma das nossas mãos, e esse acesso está cada dia mais dentro das casas. Para falar sobre como essa democratização impacta a decisão de compra nas famílias, o Facebook publicou o estudo "Meet the Parents".

Nele, dados importantes como o fato da criança exercer uma grande influência nos lares são abordados.

Mesmo sem saber, ela impacta em todas as decisões da família, desde a escolha da viagem de férias, jantares e opções de entretenimento, até a escolha do carro ou em outros hábitos de consumo. Além disso, a criança também impacta no comportamento dos pais como um todo.

Confira os destaques encontrados no estudo:

Informar em vez de importunar

• 59% dos pais dizem que seus filhos têm mais impacto nas decisões de compra do que eles tinham durante o seu crescimento, com suas famílias.

• Cerca de 69% dos pais dizem que compram mais produtos específicos para crianças do que seus pais compravam para eles próprios na mesma fase. A tática de ‘importunar’ os pais para que comprem produtos para seus filhos está sendo substituída pela tática de ‘informar’ — e, em certas categorias, as crianças têm se tornado especialistas.

Paternidade é Mobilidade

• Mobile é um salva-vidas de conectividade para os pais, que passam mais tempo conectados pelo celular do que pessoas que ainda não têm filhos. Esse comportamento é ainda mais evidente em novos pais — eles passam 1,2 vezes mais tempo no Facebook, por exemplo, do que quem não tem filhos.

• Mães de primeira viagem passam 1,3 vezes mais tempo no Facebook pelo celular do que mulheres que não tem filhos. Em um mundo que pode, às vezes, parecer caótico, o mobile é o meio pelo qual pais e mães consomem informação prontamente. Os dispositivos móveis ajudam os pais a ficar conectados e informados, a registrar e compartilhar momentos importantes dos filhos, e a manter seu senso de identidade.

Coloque sua máscara de oxigênio antes de ajudar as crianças

• Pais são, sobretudo, pessoas. Eles estão, cada vez mais, percebendo que, se cuidarem de si mesmos antes, estarão melhores preparados para lidar com suas responsabilidades e pressões diárias, como cuidar das necessidades das suas famílias de uma maneira mais amorosa e disciplinada.

• 42% dos pais dizem que suas famílias estão bem quando eles mesmos estão bem. É por isso que eles asseguram-se de tomar conta de si mesmos para poder tomar conta de suas famílias.

Fonte: Exame

Milionário se diz arrependido por esquema de propinas

Jogando futebol
Quando o ex-funcionário do Citigroup, Alejandro Burzaco, comprou uma participação minoritária em uma empresa de marketing esportivo argentina, em 2005, ele soube que sua nova firma vinha subornando autoridades do futebol por anos, segundo registros judiciais divulgados na segunda-feira.

Em vez de deixar a Torneos y Competencias, Burzaco escolheu pagar subornos e propinas a “várias” autoridades do futebol pelos direitos de marketing aos torneios, disse ele a um juiz dos EUA em Nova York, em novembro passado.

A transcrição da confissão de culpa de Burzaco, feita em um tribunal fechado ao público, foi divulgada na segunda-feira a pedido da Bloomberg News.

“Eu fui informado de que o acordo estava em vigor havia algum tempo”, disse Burzaco. “Eu sei que deveria ter ido embora naquele momento, mas em vez disso eu concordei em trabalhar para a Torneos e concordei em ter um papel ativo nos esquemas de propinas. Eu me arrependo da decisão. Eu estava errado”.

Burzaco, que se tornou CEO da Torneos em outubro de 2006, disse que seus pagamentos ilícitos continuaram até 2015. Ele concordou em devolver US$ 21,6 milhões.

Em sua confissão Burzaco disse que havia trabalhado durante 15 anos no Citigroup. O porta-voz do banco, Mark Costiglio, preferiu não comentar sobre Burzaco.

Transcrições reveladas

O juiz também revelou as transcrições das confissões de culpa de José Margulies, um intermediário brasileiro que admitiu o pagamento de propinas, e de Jeffrey Webb, ex-presidente da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe, ou Concacaf, que disse que aceitou pagamentos ilícitos. Ele é natural das Ilhas Cayman.

Burzaco disse que se uniu a integrantes de outras duas empresas de marketing esportivo ao concordar em pagar dezenas de milhões de dólares em subornos a autoridades do futebol pelos direitos da Copa América Centenário, um torneio de 32 jogos programado para 10 cidades dos EUA em junho. O torneio foi organizado por autoridades da Concacaf e da Confederação Sul-americana de Futebol, a Conmebol, que aceitaram subornos.

“No fim das contas, eu decidi não pagar suborno ou propina a autoridades da Conmebol e da Concacaf em conexão com o torneio de 2016 por medo da lei”, disse Burzaco. “No entanto, eu sei que foi errado concordar com o pagamento de subornos em si”.

Burzaco declarou-se culpado por conspiração para lavagem de dinheiro, conspiração para extorsão e conspiração para fraude eletrônica. Ele foi libertado sob a fiança de US$ 20 milhões.

No total, 15 pessoas se declararam culpadas por suas atuações ao longo de uma operação americana de repressão à corrupção no futebol nas Américas. Os promotores dizem que as autoridades do futebol e executivos pagaram mais de US$ 200 milhões em subornos pelos direitos de mídia e de marketing dos torneios, em nome de países que esperavam sediar a Copa do Mundo, e pelas eleições da Fifa, o órgão que administra o esporte.

Os promotores podem pedir aos juízes a vedação das transcrições dos réus que se declaram culpados e cooperam com as investigações. O Departamento de Justiça dos EUA está investigando a atuação dos bancos na facilitação de pagamentos para lavagem de dinheiro.

Direitos comerciais

Webb, que se declarou culpado uma semana depois, admitiu que aceitou subornos pelos direitos comerciais de uma série de torneios antes e depois de sua eleição como presidente da Concacaf, em maio de 2012. Ele concordou em devolver US$ 6,7 milhões.

Margulies, que tinha 76 anos quando se declarou culpado, dois dias após Webb, admitiu que em 1986 começou a ajudar seu amigo José Hawilla, dono da Traffic, com sede no Brasil, a conseguir direitos comerciais de torneios. Essa ajuda se transformou em subornos em 1991, quando ele começou a repassar propinas da Traffic a autoridades da Conmebol, disse ele. Hawilla declarou-se culpado antes e concordou em devolver US$ 151 milhões.

“Embora eu não tenha recebido minha comissão por esses pagamentos, eu os fiz para manter minha relação com a Traffic”, disse Margulies. “Eu fiz esses pagamentos de forma regular em nome da Traffic até cerca de 2007”.

Margulies disse que também efetuou pagamentos de subornos de 2000 a 2015 em nome de uma empresa que era, originalmente, uma joint venture da Traffic com a Torneos. Posteriormente, a empresa se tornou uma joint venture da Torneos com outros investidores, disse ele. Ele recebeu comissões de 1 por cento por essas transferências de dinheiro posteriores, que passaram por bancos americanos, disse ele.

“Estou arrependido pelos problemas que causei à minha família, ao mundo do futebol e aos Estados Unidos”, disse Margulies, que foi libertado sob fiança de US$ 10 milhões. Ele concordou em devolver US$ 9,2 milhões.

Fonte: Exame

segunda-feira, 14 de março de 2016

Gênio sul-coreano vence PC imbatível em jogo de estratégia

Jogo Go
Lee Sedol, o gênio sul-coreano do jogo Go, venceu uma partida contra o PC que tem o software de inteligência artificial do Google. A vitória é a primeira obtida por um humano contra o programa, que derrotou Sedol nos últimos três jogos.

Chamado AlphaGo, o software utiliza redes neurais artificiais que lhe permitem aprender com a prática e também identificar o estilo de jogo do oponente, o que deixa a vitória mais difícil para o jogador humano.

No entanto, Sedol, que tem 33 anos e já ganhou 18 campeonatos mundiais, disse ter encontrado duas fraquezas na estratégia usada pelo AlphaGo.  

A primeira foi a falta de preparo do software para lidar com surpresas. Para testar essa capacidade, Sedol fez um movimento inesperado e o programa reagiu como se houvesse um bug, o que deu vantagem ao jogador humano.

A segunda é que o AlphaGo tem dificuldade quando joga com as pedras pretas, que, pela regra do jogo, sempre começam a partida – quem usa as peças brancas ganha pontos adicionais para compensar a vantagem do oponente.

Os narradores da partida de Go de Sedol contra o AlphaGo não conseguiram conter a alegria ao ver que o humano vencia o jogo, que durou mais de seis horas (e pode ser visto na íntegra no YouTube).

Para a próxima partida de Go contra o software do Google, Sedol disse que irá jogar usando as pedras pretas para tornar a vitória mais significativa. O jogo, que acontece nesta semana, será o último, completando o desafio do Google, que era vencer o computador no esquema melhor de cinco. Como o AlphaGo venceu a maioria das partidas, o prémio de 1 milhão de dólares que iria para Sedol agora será destinado à caridade.

Devido à grande complexidade do Go, que tem infinitas possibilidades de movimentação no tabuleiro, dominar o jogo era considerado uma meta quase inatingível para tecnologias de inteligência artificial. O Google conseguiu isso por meio da empresa Deep Mind, companhia que adquiriu no início de 2014.

Jogar Go não é o objetivo da Deep Mind com o AlphaGo. A companhia utiliza o jogo para melhorar a capacidade do software de analisar de maneira lógica uma sequência de ações. Isso pode ser útil em áreas como a previsão de buscas e o reconhecimento facial, duas tecnologias importantes para um buscador como o Google.

O Go não é um jogo novo, estima-se que ele tenha 2,5 mil anos. O foco dele é a estratégia para dominar o território do oponente formando quadrados com suas peças no campo rival. Tradição nacional na China, o jogo é tão complexo que é muito raro que exista uma partida igual à outra, o que é desafiador para humanos – e, agora, para inteligências artificiais também.

O vídeo abaixo mostra os melhores momentos da partida entre Sedol e o Alpha Go. Confira.
Fonte: Exame

quarta-feira, 9 de março de 2016

Depois do varejo online, Jeff Bezos quer conquistar o espaço

Jeff Bezos inspeciona base de lançamento do foguete New Shepard antes de sua partida, no Texas
Elon Musk, dono da Tesla e da SpaceX, e Richard Branson, do Virgin Group, não são os únicos bilionários que almejam ganhar o espaço.

Jeff Bezos, fundador da Amazon, também tem uma fabricante de foguetes, a Blue Origin, e sonha alto.

Criada em 2000, a empresa não é tão conhecida quanto as concorrentes, mas também busca possibilitar o turismo fora da Terra e contribuir para o "futuro da humanidade".

Na terça-feira (8), Bezos abriu as portas da companhia para um grupo seleto de 11 jornalistas pela primeira vez. Na ocasião, ele revelou curiosidades sobre a companhia, da qual pouco se sabia até então.

Segundo o repórter Kenneth Chang, do The New York Times, durante a vista, Bezos contou que estuda foguetes desde os cinco anos de idade.

"Eu nunca imaginei que teria recursos para começar uma empresa aeroespacial. Eu ganhei um bilhete de loteria chamado Amazon.com", disse.

O executivo não abriu, porém, quanto dinheiro investiu para erguer a Blue Origin. "Digamos que foi uma grande quantia", afirmou.

Histórico

Em seus primeiros anos, a Blue Origin tentou encontrar uma maneira de chegar ao espaço que não envolvesse foguetes movidos a combustão química, mas concluiu que não há outra opção.

Em 2005, ela começou, de fato, a desenvolver projéteis.

Sua nave espacial reutilizável voltada para o turismo, a New Shepard, foi lançada aos limites do espaço com sucesso em novembro e retornou em janeiro. Em breve, deve partir novamente. Sua base de lançamento fica no estado do Texas, nos Estados Unidos.

Dependendo dos resultados dos testes, ela pode começar a levar turistas em curtas viagens já em 2018.

No ano passado, a empresa anunciou que também iria lançar foguetes partindo de Cabo Canaveral, ainda nos EUA.

Futuro da humanidade

De acordo com Chang, assim como Musk, Bezos vê a Blue Origin mais como uma peça para a construção de um "futuro glorioso para a humanidade" do que como um negócio rentável.

Ele defende que o consumo de energia da Terra um dia será equivalente a toda a energia produzida pelo Sol que cobre a superfície do planeta, o que obrigaria a humanidade a buscar fontes de recursos energéticos em outros lugares do sistema solar.

"Nós vamos usar toda a energia solar que impacta a Terra. Esse é um limite real", afirmou.

Além do turismo espacial, a Blue Origin quer ainda vender motores de foguetes a outras empresas, como a United Launch Airlines.

Fonte: Exame

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Grupo de espionagem brasileiro é identificado por gerundismo

Hacker
O primeiro grupo de ciberespionagem brasileiro, chamado Poseidon, foi identificado pela Kaspersky, empresa russa de segurança digital. Os pesquisadores determinaram que brasileiros estão envolvidos por conta do uso de gerundismo no código do malware.

Os verbos no gerúndio identificam a nacionalidade dos hackers mal intencionados porque não é tão comum o uso desse tempo nominal em outros países que falam português.

"Identificamos trechos com expressões como 'estaria confirmando' em vez de 'a confirmar', como se diz em países como Portugal", declarou Dmitry Bestuzhev, diretor da equipe global de pesquisa e análise da Kaspersky Lab na América Latina.

Segundo a Kaspersky, esse grupo tem malware que pode se instalar nos computadores de uma empresa, por meio de um truque que leva o usuário a baixá-lo a partir de um e-mail. A ameaça, então, começa a colher dados relativos à companhia e, depois, o grupo de hackers contata a empresa afetada para coagi-la a contratá-lo como consultoria de segurança, mediante ameaça de divulgação de dados sensíveis.

O grupo de hackers Poseidon está na ativa desde meados de 2005 e atua de maneira profissional, segundo a Kaspersky.

Os alvos principais são governos, empresas de telecomunicação e instituições financeiras. A Kaspersky identificou 35 alvos até o momento. "A propagação das infecções está fortemente direcionada para o Brasil, onde muitas das vítimas operam via joint ventures ou parcerias", informa a companhia de segurança digital, ressaltando que algumas das vítimas em potencial desse malware criado pelo grupo Poseidon estão baseadas nos EUA, França, Rússia, Índia e Cazaquistão.

"Não é um ataque rápido, o malware fica oculto para captar informações por muito tempo. Essa técnica é usada até por governos para fins de espionagem. A diferença é que o Poseidon ataca empresas e tem a particulariadade de ter código em português", disse Mariano Sumrell, diretor na AVG.

O malware é voltado para computadores com sistema Windows e mira nas versões em português brasileiro e também na em inglês.

"O que o grupo faz não é nada de excepcional, é a combinação de algumas coisas. É o uso da engenharia social, o download de um arquivo infectado no formato Doc e o objetivo é sempre chegar ao controlador de dómino para pegar informações sobe as contas e acessos – tudo isso enquanto ele fica escondido", afirmou Sumrell.

Companhias afetadas por uma infecção virtual criada pelo grupo Poseidon devem avaliar com cautela o que fazer, aceitar ou não a proposta dos hackers para proteger a integridade de suas informações sensíveis.

"As pessoas têm reações diferentes, mas reportar o caso para a polícia é uma saída. Essa opção é muito pessoal. Há patentes, códigos, dados de clientes, entre outras informações importantes em jogo. Mas quando você opta por negociar com os hackers, a médio ou longo prazo, você fica preso a criminosos e não se deve confiar neles", afirmou Sumrell.

Para Bestuzhev, a empresa deve monitorar constantemente a sua rede para evitar casos como esse. "Certifique-se que a rede esteja limpa, totalmente livre de potenciais ameaças", disse diretor da Kaspersky Lab.

Fonte: Exame

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Google revela quanto pagou a homem que comprou seu domínio

Sede do Google na Califórnia
No final do ano passado, um pesquisador chamado Sanmay Ved, ex-funcionário do Google, alertou a empresa sobre uma falha que permitiu que ele comprasse o domínio "google.com" por apenas US$ 12.

O americano demorou apenas um minuto para conseguir concluir a compra utilizando o próprio Google Domains.

Na época, o valor que a companhia havia pago para Ved não foi revelado e gerou alguns especulações, obviamente de altas cifras. Passados alguns meses, no entanto, a gigante decidiu agora tornar pública a curiosa história sobre o valor da quantia paga ao ex- funcionário.

A curiosidade não está apenas no fato de que o valor é muito inferior ao que qualquer um poderia supor.

Os US$ 6.006,13 pagos ao pesquisador podem ser lidos como a palavra "Google". A cifra foi doada pelo homem para uma instituição de caridade e, após a empresa saber da atitude, resolveu presenteá-lo com o dobro do prêmio.

Fonte: Exame

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

TV a cabo quer atacar Netflix por queda de assinantes

Frank Underwood, protagonista da série House of Cards, da Netflix

Queixas.com.br

Operadoras brasileiras estão planejando um ataque ao Netflix. A informação foi publicada pelo colunista Ricardo Feltrin, do UOL.

De acordo com ele, as empresas estão trabalhando com representantes em contato com o governo para trazer mudanças que sejam maléficas ao serviço de streaming. O alarme teria soado após a perda de um milhão de assinantes de TV a cabo desde 2014.

Para as operadoras, uma das principais causas dessa queda é o Netflix. Segundo o colunista, as empresas trabalharão em quatro pontos.

O primeiro é exigir o pagamento de uma taxa à Ancine, a Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional). O valor seria de três mil reais por título disponível online.

O segundo ponto seria exigir a presença de, ao menos, 20% de conteúdo nacional—norma à qual as operadoras de TV a cabo estão sujeitas.

Em terceiro, elas defendem que os Estados cobrem ICMS dos clientes pelas assinaturas.

O último ponto é cobrar, de alguma forma, pelo tráfego de vídeo online—elas justificam que o streaming de vídeo consome muita banda, por ser um conteúdo pesado.

A última ideia, diga-se de passagem, vai contra o princípio da neutralidade da rede, que faz parte do Marco Civil da Internet, aprovado em abril de 2014.

Apesar de aprovado, o Marco Civil da Internet ainda está sem regulamentação. O Ministério da Justiça vem trabalhando nisso—por mais que seja de forma vagarosa.

Fonte: Exame