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sábado, 4 de junho de 2016

Americanos fazem mais sexo com pessoas do mesmo gênero

mochila com bandeiras da causa gay e dos estados unidos
Um estudo realizado por cientistas dos Estados Unidos mostra que a porcentagem dos americanos que fizeram sexo com pessoas do mesmo gênero cresceu mais que o dobro em comparação a 1990.

A aceitação da prática também aumentou nesse período em todas as gerações, mas em especial na geração que tem hoje entre 24 e 35 anos - os chamados "millennials" - segundo os autores.

A pesquisa se baseia em dados de levantamentos realizados pelo governo americano desde 1972, envolvendo mais de 30 mil adultos.

As questões sobre aceitação do sexo com parceiros do mesmo gênero foram incluídas desde 1973 e as questões sobre parceiros sexuais foram introduzidas a partir de 1989.

Segundo o estudo, entre 1990 e 2014, o número de pessoas que fez sexo com alguém do mesmo gênero aumentou, em média, de 3,1% para 7,7%.

Entre os homens, o número passou de 4,5% para 8,2%. Entre as mulheres, subiu de 3,6% para 8,7%.

A pesquisa mostrou que, entre 1973 e 1990, a porcentagem de adultos que acreditam que "não há nada de errado em relações sexuais entre dois adultos do mesmo sexo" passou de 11% para 13%.

Entre 1990 e 2014, no entanto, o porcentual aumentou de 13% para 49%. Entre os "millenials" o aumento é ainda mais expressivo: 63%.

De acordo com uma das autoras, Jean Twenge, professora de psicologia da Universidade Estadual de San Diego (Estados Unidos), os resultados mostram uma rápida transformação social em curso nos Estados Unidos, favorecida por vários fatores sociais e midiáticos.

Segundo ela, de forma geral, os americanos estão se importando menos com normas sociais e mais com suas próprias vontades.

"Essas mudanças amplas tanto nas atitudes como no comportamento ocorreram em apenas 25 anos, sugerindo uma rápida transformação cultural. Essas tendências são mais uma prova de que a cultura americana se tornou mais individualista e mais focada no ego e na igualdade. Sem as estritas regras sociais que eram comuns no passado, os americanos se sentem mais livres para ter as experiências sexuais que bem entenderem", disse Jean.

Bissexuais

O estudo, publicado na revista científica Archives of Sexual Behavior, também revelou que os adultos que tiveram parceiros de ambos os sexos - comportamento classificado como bissexual - aumentou de 3,1% para 7,7% entre 1990 e 2014.

Entre os "millenials", 7,5% dos homens e 12,2% das mulheres já tiveram relação sexual com alguém do mesmo sexo. As experiências entre mulheres, segundo a pesquisa, tendem a ocorrer em maior número durante a juventude. Entre os homens não há essa tendência.

"A experiência sexual lésbica é mais frequente quando as mulheres são jovens, sugerindo que há alguma verdade na ideia de que algumas mulheres são 'bissexuais até faculdade', pelo menos entre as gerações mais jovens, como os 'millennials'. Esse padrão não aparecem nas experiências de sexo entre homens gays", disse Ryne Sherman, coautor do estudo e professor de psicologia na Universidade Florida Atlantic.

Fonte: Exame

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Genes podem influenciar a idade que você perde a virgindade

Reprodução digital do genoma humano
Escolher quando é o momento certo para perder a virgindade envolve muitas pressões sociais, como escolher o parceiro ideal, religião e um pouco de sorte. Agora, além desses fatores, a ciência adicionou outro elemento à conta: a genética.

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, identificaram 38 genes que afetam a idade que uma pessoa tem sua primeira relação sexual. Desses, alguns são responsáveis pela liberação de hormônios sexuais e pela puberdade. Já outros têm relação com características cognitivas que afetam o comportamento das pessoas.

Um deles é o gene CADM2. Ele está associado com uma maior probabilidade de a pessoa ter uma personalidade impulsiva. De acordo com o estudo, essa variação está relacionada com a perda prematura da virgindade de um indivíduo e a um provável grande número de filhos que ele tem ou terá.

Outro exemplo é o gene MRSA, que está conectado com um alto grau de irritabilidade. As pessoas que possuem essa variação genética, provavelmente, tiveram ou terão sua primeira relação sexual com uma idade mais avançada, segundo os pesquisadores.

Os cientistas britânicos também descobriram que a genética tem menos impacto nesse assunto do que alguns fatores sociais e culturais. “Nós fomos capazes de quantificar que 25% das variações desses padrões foram devido às diferenças genéticas”, explicam os autores John Perry e Ken Ong em um artigo no site The Independent.

O estudo envolveu mais de 380 mil voluntários e foi publicada na renomada revista Nature Genetics. Na primeira parte da pesquisa, os cientistas coletaram informações sobre os genomas de 59.357 homens e 66.310 mulheres do Reino Unido. Depois, eles confirmaram o resultado encontrado com outras 241.910 pessoas dos Estados Unidos e da Islândia.

Perry e Ong apontam que a pesquisa é de grande importância, pois impacta o grau de reprodução de uma população. Além disso, ela pode ajudar na análise de outros riscos à saúde. “A primeira relação sexual em uma idade precoce está relacionada com uma série de resultados comportamentais, educacionais e médicas adversas”, afirmam os autores.

Segundo eles, a descoberta faz um alerta às autoridades de que o serviço público deveria ajudar as crianças a impedir a puberdade precoce com atividades físicas e dietas. O excesso de peso está ligado a alterações hormonais que podem impactar na época da puberdade, que pode ocorrer em qualquer momento entre os 8 e os 14 anos de idade. “Nossos resultados preveem que isso teria benefícios tanto na melhoria da saúde e na educação do adolescente, bem como na saúde futura em idades mais avançadas”.

Fonte: Exame

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Anticoncepcional masculino pode ser lançado em 2018

casal brigando
Se ter um filho não está nos seus planos pelos próximos anos, talvez essa seja uma boa notícia: a Parsemus Foundation, uma ONG americana, está criando um novo anticoncepcional para homens.

Chamado Vasalgel, o produto consiste em uma injeção que deve ser aplicada localmente no ducto deferente, vias que conectam o testículo ao pênis.

A aplicação liberaria um hidrogel semi-impermeável, o que, na prática, significa que ele deixaria o líquido seminal passar, mas barraria os espermatozoides. É uma peneira contraceptiva.
Anticoncepcional masculino
Os produtores afirmam que produto não deixará você ter filhos pelo período de até 12 meses.

Para se livrar do Vasalgel, o usuário deve aplicar outra injeção, dessa vez de bicarbonato de sódio, para transformar o hidrogel em líquido - liberando a passagem de espermatozoides pela região.

O produto é uma forma de globalizar algo que não é novidade para os indianos. A Índia já faz, há anos, testes com um produto chamado Risug - que, apesar da fórmula ser diferente, é basicamente o mesmo produto.

O ponto é que o produto indiano ainda não pode ser comercializado e os experimentos com humanos acontecem apenas com homens da região.

Além disso, a Parsemus afirma que o Vassagelestá sendo desenvolvido sob supervisão do órgão de regulação médica dos Estados Unidos dentro de padrões internacionais de produção. Dá para ficar um pouco mais tranquilo na hora da injeção.

O medicamente foi testado em coelhos durante o ano passado e, de acordo com os resultados divulgados, o funcionamento nos animais foi perfeito: os roedores ficaram estéreis durante o período com o Vassegel e voltaram a procriar um ano depois, quando a barreira de hidrogel foi dissolvida.

O próximo passo é o teste com humanos, e isso deve ocorrer em breve.

A fundação anunciou que está à procura de candidatos, e que pretende realizar os experimentos ainda esse ano. O objetivo é que o produto chegue às prateleiras em 2018.

A ideia é que, se os testes forem positivos, o produto seja financiado via crowndfunding.

Até lá, os homens podem usar camisinha, ou fazer vasectomia.

Fonte: Exame

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Reprodução é possível sem cromossomo do homem, diz estudo

Gravidez; mulher grávida; filhos
A concepção de filhos do sexo masculino é possível na reprodução assistida sem a necessidade de envolver o cromossomo Y do homem, que até agora se acreditava ser imprescindível, segundo um estudo da Universidade do Havaí (UH).

O cromossomo Y é substituível por outros cromossomos homólogos que podem ser produzidos de forma artificial, razão pela qual este avanço científico abre mais uma porta na reprodução assistida, de acordo com o estudo publicado nesta quinta-feira pela revista "Science".

O cromossomo Y é o que distingue o sexo do bebê: sua presença determina que será um homem já que as mulheres, por outro lado, têm um duplo cromossomo X.

"O cromossomo Y é um símbolo de masculinidade, presente só em homens, e que codifica genes importantes para a reprodução masculina", destacou a "Science".

A equipe de pesquisadores da UH, liderados por Monika A. Ward, professora no instituto de pesquisa biogenética, estudou o tema durante dois anos com ratos.

"Muitos dos genes do cromossomo Y são necessários para o desenvolvimento e a maturidade do esperma e a fertilização normal, tanto em ratos como humanos. No entanto, quando se trata da reprodução assistida, demonstramos agora que, nos ratos, a contribuição do cromossomo Y não é necessária", explicou Ward.

Assim, no Havaí já há duas gerações de ratos machos desprovidos do cromossomo Y, que têm todas as capacidades dos ratos machos "normais" e os esforços se centram agora em extrapolar essas propriedades à reprodução humana.

Fonte: Exame

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Justiça francesa reconhece pela primeira vez o sexo "neutro"

Suspeito de planejar atentado na França contesta acusações
Justiça na França: uma pessoa de 64 anos de idade nasceu segundo seu médico com "uma vagina rudimentar", "um micropênis", mas sem testículos.

Uma pessoa considerada homem desde o nascimento, mas que não possui genitais masculinos claramente definidos, obteve pela primeira vez na França um registro em seus documentos oficiais de sexo neutro, informaram nesta quarta-feira os meios de comunicação do país.

O litigante, segundo o jornal "20 minutes", conseguiu em 20 de agosto que o Tribunal de Grande Instância de Tours, no norte do país, aprovasse uma mudança em sua certidão de nascimento.

"O sexo que foi atribuído a ele aparece como uma pura ficção (...) imposta durante toda sua vida. Não se trata de reconhecer a existência de um 'terceiro sexo', mas de constatar a impossibilidade de classificar o interessado em tal ou qual sexo", indica o magistrado em sua sentença.

Essa pessoa, de 64 anos de idade, nasceu segundo seu médico com "uma vagina rudimentar", "um micropênis", mas sem testículos.

A pessoa em questão relatou ao jornal que começou a ser consciente de suas diferenças na adolescência.

"Me dei conta de que não era um menino. Não tinha barba, meus músculos não se desenvolviam. Ao mesmo tempo, era impossível acreditar que ia me transformar em uma mulher. Bastava me olhar no espelho para saber".

Essa pessoa, casada e com um filho adotado, quis permanecer no anonimato, mas assegura que com esta vitória judicial, que vai ser recorrida pela Promotoria, sente que "pela primeira vez" a sociedade o reconhece como é.

Fonte: Exame/Abril