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quarta-feira, 4 de maio de 2016

Uruguai aprova comissão para investigar Panama Papers

Placa da Mossack Fonseca, empresa envolvida no escândalo Panama Papers
O Senado do Uruguai aprovou nesta quarta-feira a criação de uma comissão para investigar o escândalo dos Panama Papers e os possíveis crimes de fraude financeira, evasão fiscal e lavagem de dinheiro cometidos por cidadãos do país.

A proposta foi apoiada por senadores de todos os partidos. A comissão será formada por sete parlamentares que ainda não foram definidos, informou o Senado em comunicado.

No início de abril, o senador Rafael Michelini, integrante da Frente Ampla (FA), bloco de esquerda que governa o país, anunciou a intenção de criar uma comissão para investigar os Panama Papers.

Michelini foi um dos parlamentares que votou a favor da proposta hoje, que também foi defendida por senadores do Partido Colorado, do Partido Nacional e do Partido Independente.

Através do escândalo batizado de Panama Papers, o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ, na sigla em inglês), revelou mais de 11,5 milhões de documentos do escritório panamenho de advocacia Mossack Fonseca.

Os documentos incluem informações de mais de 214 mil off shores criadas em cerca de 200 países, empresas que supostamente teriam sido usadas por várias personalidades mundiais para sonegar impostos e lavar dinheiro.

No Uruguai, o escândalo foi divulgado pelo semanário "Búsqueda", que publicou que o país é um dos dez com mais companhias no exterior criadas pela Mossack Fonseca e que seus clientes compraram mais de 5 mil empresas nos 40 anos de atuação do escritório panamenho.

Fonte: EFE

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Camero vai ao Parlamento para falar sobre "Panama Papers"

Primeiro ministro do Reino Unido David Cameron, em Washington, dia 01/04/2016
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, defendeu-se nesta segunda-feira, diante do Parlamento, sobre o seu envolvimento nas operações de seu pai em paraísos fiscais, reveladas pelos "Panama Papers", e anunciou medidas contra a evasão fiscal.

Na sessão, a oposição acusou Cameron de ter recorrido às táticas dos ricos para escapar do fisco, enquanto cortava ajudas sociais aos pobres.

O deputado trabalhista Denis Skinner foi expulso da Câmara dos Comuns por proferir palavras ofensivas ao primeiro-ministro duas vezes.

Cameron teve até 2010 uma participação em uma empresa offshore de seu pai Ian, já falecido, com sede nas Bahamas, e é mencionado nos documentos vazados do escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca.

"Têm havido comentários profundamente injustos e prejudiciais contra meu pai. Aceito todas as críticas por não responder mais rapidamente a essas questões na semana passada, mas fiquei indignado pela forma como a memória de meu pai foi atentada", declarou Cameron.

"Eu sei que (meu pai) foi um homem que trabalhou duro e um pai maravilhoso", ressaltou o primeiro-ministro, que, em sua última tentativa de resolver a questão, divulgou um resumo das suas declarações de impostos dos últimos seis anos, desde que chegou ao poder.

Cameron vendeu suas ações na empresa de seu pai em janeiro de 2010 por 30.000 libras esterlinas (37.000 euros, 42.000 dólares), poucos meses antes de assumir o cargo de primeiro-ministro.

Em 2014/15, pagou 76.000 libras (94.000 euros, 106.000 dólares) de impostos sobre uma renda de mais de 200.000 libras (240.000 euros, 271.000 dólares).

Cameron, que alega ter vendido todas as ações em seu poder quando assumiu o cargo de chefe de Governo, afirma ter como renda o salário de primeiro-ministro e o aluguel da casa da família em Londres, que foi de 46.899 libras no exercício.

Nos anteriores também declarou 300.000 libras recebidas de herança após a morte do pai em 2010, assim como duas doações de sua mãe de 100.000 libras cada.

A primeira-ministra escocesa, a nacionalista Nicola Sturgeon, o ministro das Finanças, George Osborne, e o prefeito de Londres, Boris Johnson, ambos conservadores como o primeiro-ministro, assim como o líder da oposição, o trabalhista Jeremy Corbyn, seguiram o exemplo e divulgaram suas declarações de renda.

Além disso, Cameron reiterou que a empresa de seu pai, Blairmore, destinava-se a ajudar a fazer negócios no exterior, não para fugir dos impostos.

Reino Unido e evasão fiscal

Corbyn respondeu ao discurso de Cameron chamando-o de "obra-prima das manobras de distração".

Além disso, o líder trabalhista considerou que "o Reino Unido está no centro da indústria mundial da evasão fiscal", referindo-se a paraísos fiscais como as Ilhas Cayman e Ilhas Virgens Britânicas, que são territórios britânicos ultramarinos.

Nesse sentido, Cameron anunciou que a polícia britânica terá acesso a informações de certos paraísos fiscais e que irá compartilhá-los com as autoridades de outros países.

"Pela primeira vez, a polícia britânica e as forças de ordem poderão ver exatamente quem possui e controla todas as empresas" domiciliadas em paraísos fiscais.

Especificamente, Cameron estava se referindo a todos os territórios britânicos ultramarinos, com exceção de Anguilla e Guernsey.

A informação não será pública, como exigiram várias vozes, mas será compartilhada com a polícia de outros países.

"Não há dúvida de que em algumas dessas jurisdições e países coisas muito ruins acontecem, e por isso nós queremos que nossas autoridades examinem tudo o que puderem".

Para isso, criará um registro de proprietários de empresas que incluirá os beneficiários de um investimento.

O primeiro-ministro conservador anunciou ainda a criação de um "grupo de trabalho" com os principais especialistas na luta contra a lavagem de dinheiro e a evasão fiscal para investigar as revelações dos "Panama Papers".

Fonte: Exame

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Panamá lança campanha turística "Paraíso sem papéis"

Bandeira do Panamá vista em região bancária na cidade do Panamá, dia 04/04/2016
Com o objetivo de capitalizar sua imagem e aproceitando toda a exposição que vem tendo na imprensa mundial em função do escândalo Panama Papers, o Panamá lançou uma campanha publicitária intitulada "Paraíso sem papéis" para mostrar os atrativos turísticos do país, disse nesta sexta-feira à Agência Efe o ministro de Turismo, Gustavo Him.

O vídeo, de 30 segundos, começa com a frase "Dizem que somos um paraíso" e exibe alguns dos elementos mais representativos do país, como belas praias, trajes folclóricos, danças indígenas, navios cheios de mercadorias cruzando o Canal do Panamá e os luxuosos arranha-céus da capital.

"Este é o momento de ensinar às pessoas sobre as maravilhas naturais e culturais do Panamá, agora que os olhos do mundo estão voltados para nós", declarou Him.

A campanha foi lançada nas principais redes sociais acompanhada da hashtag #SomosPanama, disse o ministro.

"As pessoas não sabem o que há no Panamá, e temos que mostrar a elas. Somos muito mais do que um escândalo", reconheceu Him.

Fonte: Exame