Mostrando postagens com marcador celular. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador celular. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Usar celular não dá câncer, diz estudo feito por 30 anos

Vício em celular
"O Homem do Saco vai te pegar", "você pode acordar em uma banheira de gelo sem rim" e "usar celular causa câncer cerebral" estão todas no hall de frases em que você não acredita piamente, mas que, bem no fundo, dão um medinho.

Agora pelo menos da última delas você pode desencanar. Um grupo de pesquisadores australianos está cravando: o smartphone não vai danificar sua cabeça.

E a afirmação não é feita ao acaso. Foram 30 anos de pesquisa para poder chegar um resultado que eles consideram seguro.

O grupo de cientistas da Universidade de Sidney cruzou dados sobre a incidência de câncer cerebral registrada pelo governo local entre os anos de 1982 e 2013, com o número de usuários de telefones celulares desde 1987 (quando os telefones móveis chegaram à Austrália).

Foram quase 20 mil homens e mais de 14 mil mulheres analisadas, todos apontando que, não, a saúde deles não sofreu interferência da telefonia.

De acordo com o estudo, o registro de casos de câncer cerebral até chegou a aumentar nesse período - os homens tiveram 0,05% a mais de diagnósticos em 2013 do que no começo da pesquisa, as mulheres, por outro lado, se mantiveram estáveis.

Mas, ao comparar com dados ainda mais antigos, da década de 1970, os envolvidos perceberam que esse aumento começou a ocorrer justamente em 1982 - cinco anos antes do primeiro celular chegar à Austrália.

De acordo com os pesquisadores, o aumento, na verdade, se deu à um melhor diagnóstico da doença.

Foi justamente no começo dos anos 1980 que equipamentos tomográficos de melhor qualidade começaram a desembarcar na Oceania.

O estudo ainda calculou quantos casos da doença a população australiana teria se os aparelhos interferissem em algo.

Mesmo as previsões mais conservadoras acabaram frustradas (principalmente quando se pensa que o mesmo estudo apontou que 94% possuíam um celular).

"O número de casos esperados em 2012 era de 1.866, enquanto o montante registrado foi de 1.435 pacientes", afirmou Simon Chapman, professor de Saúde Pública da universidade e responsável pelo estudo.

Se você ainda não se convenceu, e acha que os casos ainda vão aparecer nos próximos anos, Simon insiste.

Os diagnósticos de câncer não aparecem em picos. "Nós vemos aumentos graduais em direção a um ponto máximo - que fica localizado, no máximo em 30 ou 40 anos (como é o caso do câncer de pulmão e de cigarro)". Pode jogar Candy Crush sem dor de cabeça.

Fonte: Superinteressante

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

E a palavra do ano é... um Emoji!

Emoji
A evolução da comunicação foi tão incrível nos últimos anos, que a palavra do ano de 2015 escolhida pelo dicionário de Oxford não foi uma palavra, mas sim o emoji tears of joy (lágrimas de alegria)!

A decisão foi anunciada nesta semana pelo presidente do dicionário Oxford, Casper Grathwohl.

Desde 2004, todos os anos a equipe do dicionário mais um grupo de léxicos, o pessoal do editorial, marketing e propaganda se reunem para discutir as opções e escolher a palavra/expressão/emoji que reflete o caráter, humor ou preocupações do ano.

Algumas palavras que concorreram com o emoji este ano foram lumberssexual (sabe os caras de coque, barba e camisa de flanela? Pois é) e refugiados.

Segundo o fundador da Emojipedia Jeremy Burge, o emoji tears of joy esteve presente no top 10 em todo 2015, mesmo com a entrada dos novos emojis (#teamunicórnio).

E aí, você acha que esse emoji te representa e merece o título de palavra do ano?

Fonte:Exame/Abril

Por que não se pode usar celular dentro do avião?


Todas as vezes que o embarque tem início é sempre a mesma coisa: apertar os cintos, ajustar a poltrona e desligar o celular. As companhias aéreas determinam expressamente que durante pousos e decolagens todos os aparelhos eletrônicos devem permanecer desligados, mas afinal, por quê?

Segundo a Super Interessante, uma hipótese remota e nunca comprovada é a de que as ondas eletromagnéticas emitidas pelo aparelho podem interferir nos instrumentos da aeronave. Se tal fato realmente ocorresse, por segurança muito provavelmente os passageiros seriam impedidos de viajar com seus celulares.

Partindo deste princípio, outras teorias começam a surgir. Funcionários de companhias aéreas garantem que o objetivo real é manter passageiros e gadgets sob controle nos momentos mais críticos do voo. Outra teoria sugere que a culpa na verdade é das operadoras. Caso alguém pudesse fazer uma ligação em condições adversas (como 11 mil metros de altitude e 1.000 km/h), o sinal teria que passar por diversas torres de transmissão, o que daria uma grande dor de cabeça na hora de revisar os acordos nacionais e internacionais de roaming.

Mas há também uma terceira teoria, bem prática: falta de interesse. Um levantamento do instituto de pesquisa Forrester indica que apenas 16% dos americanos querem usar celulares a bordo; aliás, 55% são contra. Melhor continuar do jeito que está.

Fonte:Notícias ao minuto

Motorola desafia: você consegue ficar sem olhar o celular?

Motorola resolveu criar um experimento sobre o tempo em que as pessoas conseguem ficar sem olhar para o celular
Os smartphones se tornaram tão onipresentes em nossas vidas que podemos considera-los uma extensão do nosso corpo.

Claro que isso acarreta consequências nem sempre positivas. Já existem definições para distúrbios e doenças por conta do vício em estar sempre conectado.

Para mostrar como a sociedade não consegue, nem mesmo está disposta a deixar o online, a Motorola resolveu criar um experimento sobre o tempo em que as pessoas conseguem ficar sem olhar para o celular.

Comandada por Ashton Kutcher, o estudo colocou voluntários sentados em frente aos seus celulares, porém, os aparelhos estavam virados com a parte traseira para cima, o que os impediam de visualizar as notificações.

Para piorar, todos tinham que ficar com as mãos dentro de uma circunferência com sensor de movimento, ou seja, se retirassem as mãos para tocar no celular, eram denunciados por um alarme.

O filme mostra a preocupante dependência das pessoas por seus estimados smartphones. Claro que, vinda de uma fabricante de aparelhos móveis, a campanha não trataria o tema com uma crítica.

O intuito é apenas identificar e provar esse comportamento nas novas gerações, trazendo uma linguagem leve e humorística ao vídeo.

Fonte:Exame/Abril

Você provavelmente usa seu celular muito mais do que pensa

Mulheres usando smartphone
Quantas vezes por dia você acha que checa seu iPhone? Trinta vezes, 50, 50? Pegue qualquer número que lhe ocorreu e multiplique por dois, e assim talvez se aproxime do número real.

Uma pesquisa nova de psicólogos britânicos mostra que os adultos jovens passam aproximadamente duas vezes mais tempo com seus smartphones do que estimam. Na realidade, o pequeno estudo preliminar mostrou que esses adultos jovens usam seus telefones em média cinco horas por dia – ou seja, mais ou menos um terço das horas que passam acordados.

“O fato de usarmos nossos telefones duas vezes mais vezes do que achamos indica que boa parte do uso do aparelho representa comportamentos habituais e automáticos, dos quais não temos consciência”, disse ao Huffington Post em e-mail a psicóloga Sally Andrews, da Universidade Nottingham Trent e autora principal do estudo.

O Dr. Richard House, psicólogo britânico que pesquisa os impactos da tecnologia sobre a experiência humana, concordou que muitas vezes se vê um grau importante de inconsciência em relação ao uso de tecnologia.

“É chocante constatar que em média cerca de um terço do tempo que as pessoas passam acordadas é gasto com o smartphone, que é usado em média cinco vezes por hora durante cada hora de tempo acordado”, House disse ao Huffington Post em e-mail. “Isso sugere que precisamos urgentemente estudar a psicodinâmica dessas tecnologias, em termos da função emocional e possivelmente psicopatológica que estão exercendo na vida das pessoas.”

No estudo, os pesquisadores pediram a 23 adultos jovens que estimassem quanto usavam seus smartphones Android durante um período específico de duas semanas, incluindo o total de tempo de uso e o número de vezes que checavam seus telefones. Os participantes também responderam a perguntas sobre como o uso do smartphone afeta seu cotidiano.

Enquanto isso, os pesquisadores instalaram um aplicativo no telefone de cada participante. O app registrou quanto tempo eles realmente passaram usando o smartphone durante as duas semanas do estudo.

O que os pesquisadores descobriram? Que não havia correlação entre o tempo estimado de uso do smartphone e o tempo real. Os participantes checaram seus telefones em média 85 vezes por dia, mais ou menos o dobro do que estimaram.

Os pesquisadores também descobriram que mais de metade do uso feito do smartphone – 55% -- se deu em períodos curtos de menos de 30 segundos de atividade. Andrews sugere que esse pode ser um comportamento habitual de muitos usuários.

A pesquisa destaca como, em matéria de uso de tecnologia, os dados relatados pelos próprios usuários, que são os que cientistas geralmente utilizam, podem não ser muito precisos. Com a necessidade crescente de dados sobre o uso de smartphones e como ele está afetando nossa saúde e nossa função cognitiva, o uso de aplicativos para registrar o uso pode ajudar os cientistas a colher informações mais precisas.

“Considerando quanto tempo usamos o smartphone, é plausível supor que isso vá afetar nossas atitudes, nossos pensamentos e comportamentos”, disse em e-mail Caglar Yildirim, doutorando de psicologia na Iowa State University que estuda as interações entre humanos e computadores. “Esses aparelhos podem ter um impacto sobre o cérebro humano. Se esse efeito é benéfico ou prejudicial depende de como você usa o smartphone e para qual finalidade o usa.”

Pesquisas mostram que o uso de tecnologia pode prejudicar a atenção, produtividade e memória, reduzir o pensamento criativo, elevar o nível de estresse, prejudicar a qualidade do sono e levar a “erros cognitivos”, como esquecer reuniões e colidir com pessoas.

“Com base em nossos dados, é difícil dizer que efeitos isto vai ter sobre a cognição, mas pesquisas recentes sugerem que a disponibilidade constante do smartphone limita a qualidade analítica e a intuitiva do pensamento e raciocínio das pessoas, porque tudo pode ser procurado no Google”, disse Andrews.

É claro que o uso frequente do smartphone, visto isoladamente, pode não ser uma coisa negativa. A psicóloga traçou uma distinção entre o uso constante do aparelho e o uso problemático. A medição do uso problemático é baseada em quanto esse uso parece estar prejudicando a qualidade de vida do indivíduo. E quaisquer desvantagens precisam ser contrabalançadas com os muitos benefícios da tecnologia.

“Para resumir, não é preto ou branco”, disse Yildirim. “Precisamos nos deter mais sobre os tons de cinza, tomar consciência do uso que fazemos do smartphone e de como isso afeta nossa vida.”

Fonte:Exame/Abril

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Ericsson realizará testes de 5G no Brasil em 2016

A Ericsson, maior fabricante mundial de equipamentos para telefonia móvel, informou nesta segunda-feira que testará a tecnologia de telefonia móvelde quinta geração (5G) no Brasil em 2016 por meio de uma parceria com o grupo Claro, da América Móvil.

Segundo a Ericsson, os primeiros testes de sistemas da América Latina para o 5G e IoT (Internet das Coisas, conexão à Web de objetos utilizados no dia a dia) serão desenvolvidos no país durante o ano que vem.

O 5G é a mais nova geração de telecomunicação móvel, proporcionando velocidades mais rápidas que a 4G.

O anúncio foi feito durante visita da presidente Dilma Rousseff aos escritórios da Ericsson na Suécia nesta segunda-feira.

"Para o 5G, nosso foco é entender como os sistemas serão usados tanto pela sociedade como pelas indústrias. Para conseguir concluir as redes comerciais em2020, a Ericsson está fechando parceria com a América Móvil para o primeiro teste de sistema 5G no Brasil", disse o presidente-executivo da Ericsson, Hans Vestberg, em comunicado da empresa.

"Estou convencido de que a próxima geração de banda larga móvel e de Internet das Coisas, possibilitada pelo 5G, irá acelerar as oportunidades para avançar emáreas como saúde, educação, energia e agricultura, e em novas aplicações na indústria."

Os testes com sistema 5G no Brasil serão os primeiros da América Latina. Os projetos serão feitos em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal do Ceará.

Fonte: Exame/Abril

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

De smartphones, índios aderem às redes sociais em reserva na Bahia

“É a forma mais rápida de a gente se comunicar. A gente já está civilizado mesmo, né? Então, tem que usar"
Na mão direita, o psicopedagogo Lymbo Perigipe, 39 anos, segura um smartphone com sistema operacional Android. Como muitos brasileiros, está insatisfeito com a cobertura da operadora de telefonia. “Quando a gente vai mandar as mensagens no WhatsApp para os amigos, nem dá para responder. Fica avisando que já gastou 80% do 3G, depois vem 100% e acabou tudo. Essa operadora fica roubando meus créditos”, queixa-se.

Até aí, nada muito diferente. Mas, na mão esquerda, Lymbo ostentava uma chanduka – um cachimbo típico da tribo indígena Fulniô. “São dois meios de comunicação”, diz, referindo-se tanto ao celular quanto ao apetrecho. “Esse aqui é para se comunicar com a natureza, que é a nossa espiritualidade, e esse aqui (o smartphone) é para falar com vocês que não sabem fazer sinal de fumaça”, brinca, apontando para os não-índios que visitavam a reserva indígena Thá-fene, em Lauro de Freitas, na quarta-feira.

(Foto: Evandro Veiga)

Lymbo é um dos 12 índios que vivem no local, que fica a pouco mais de 10 quilômetros do centro do município da Região Metropolitana de Salvador. Em um terreno de 28 mil metros quadrados, membros de duas etnias – Fulniô, de Pernambuco, e Kariri Xocó, de Alagoas - convivem como uma pequena sucursal de suas tribos originais. Aqui,  a reserva virou ponto de encontro desses índios, que têm como traço marcante de sua cultura o fato de serem nômades. Em algumas épocas do ano, a reserva chega a receber 40, 50 índios de uma vez.

Só que o sinal de fumaça já ficou antiquado para contatar quem ficou nas aldeias. Índio também quer fazer parte do mundo do Facebook e do WhatsApp. “A gente usa  Skype também. Dos mais novos, todo mundo tem. Agora, os velhos não têm, não. Eles dizem ‘isso é coisa do cão’”, conta a índia Cynthia Santos, 22, que é dos Kariri Xocó, mas veio para a Thá-fene pela primeira vez há dez anos.

“É a forma mais rápida de a gente se comunicar. A gente já está civilizado mesmo, né? Então, tem que usar. Se acontece alguma coisa, a gente fica sabendo na mesma hora”.

Conexão

Na Thá-fene, não existe Wifi. Apesar de terem um modem de internet para computador, a melhor opção para eles é a internet 3G dos celulares  –  para  infelicidade de Lymbo. O líder da tribo (ele não quer ser chamado nem de pajé, nem de cacique), Wakay Cícero Pontes, 41, usa a conta que tem no Facebook há cinco anos para divulgar oficinas realizadas pela tribo, além de seu próprio trabalho como cantor. Wakay já gravou um CD e chegou a vender 17 mil cópias, com músicas  escritas, cantadas e tocadas por ele em sua flauta.

“Tá ali a televisão, o celular, todo mundo agora com a mente ocupada. Mas eu crio metas,  crio movimentos onde se interaja, para passar por uma reciclagem”, conta ele, enquanto mostra, na TV de LCD, vídeos de apresentações de música que fez este ano, gravados em um pendrive. Mas ele garante que, apesar de toda a tecnologia que chega na reserva – na cozinha, por exemplo, há até uma sanduicheira elétrica –, os costumes tradicionais não mudam.

Nas paredes, há pinturas e palavras escritas em yatê, a língua original das tribos. No centro da sala, ao lado da televisão, várias flechas, flautas, arcos, pedras e peças de artesanato parecem compor um santuário. “Mas isso aqui é meu armário”, diz Wakay, enquanto mostra seus instrumentos e até um pedaço de meteorito, que teria caído na mata há alguns anos.

“Você não pode chegar na casa de um indígena de origem e só encontrar geladeira, televisão”, acredita Wakay. Para ele, as características do resgate e da preservação da identidade, “cabe a cada um se conscientizar”. “Por que não juntar o útil ao agradável? O que tem a ver tecnologia e responsabilidade cultural? Elas estão juntas”, conclui.

Os índios garantem que ninguém deixa de fazer nenhuma obrigação da aldeia devido à vida na cidade. Na época do Ouricuri, um dos principais rituais tanto dos Fulniô quanto dos Kariri Xocó, não tem internet, celular e televisão. “Quando a gente está lá, isso daí é abominado. Não existe, até porque não tem energia, luz, essas coisas. É tudo natural. A gente vai para a mata para carregar as energias e fica afastado de tudo. Só tem fogueira e mata”, conta a índia Cynthia. O Ouricuri pode durar até três meses e só índios têm permissão para participar. No caso dos Fulniô, acontece em setembro. Já para os Kariri Xocó, em janeiro.

E, mesmo chateado com a falta de 3G, Lymbo diz que o tempo da família é sagrado. “A tecnologia ajuda muito, mas a gente não pode viver em função disso, porque rouba nossa energia. Nós temos que ensinar as crianças a valorizar a própria energia”, filosofa.

Fonte: http://www.correio24horas.com.br/detalhe/noticia/de-smartphones-indios-aderem-as-redes-sociais-em-reserva-na-bahia/?cHash=8b6cfaa7cb37a79a3d8f66d7d347fec6