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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Veek é uma nova operadora brasileira de celular que vai focar nos jovens

veek-marca
O Brasil vai ganhar uma nova operadora de telefonia móvel até o final do ano: trata-se da Veek, uma empresa que planeja focar no público jovem de classe C. A operadora virtual, que venderá somente planos pré-pagos, aposta em tarifas simplificadas e mais baratas que as dos concorrentes.

De acordo com o Mobile Time, a ideia é que haja uma tarifa única por minuto de ligação, independente da chamada ser para fixo ou móvel, local ou de longa distância. O consumo poderá ser acompanhado por meio dos aplicativos da Veek para Android e iOS. Os preços serão, em 80% dos casos, menores que nas outras operadoras, segundo o criador da Veek, Alberto Blanco, que foi o primeiro diretor de marketing da Oi.

Ao Tecnoblog, a empresa acrescenta que terá “uma tarifa única para voz, dados e SMS, onde o usuário paga realmente pelo que usar, sem pegadinhas, sem pacotes que não são utilizados, no modelo conhecido como ‘pay as you go’, onde só é cobrado o que for utilizado”. Segundo a Veek, um beta será lançado nos próximos meses para uma quantidade limitada de usuários.

Por ser uma operadora virtual, a Veek não terá infraestrutura própria de antenas. Ela fechou um contrato com a Surf Telecom, que por sua vez aluga a rede da TIM, ou seja, a cobertura deverá ser a mesma da operadora de celular dos Correios. As tarifas deverão ser mais baratas porque a Veek terá um custo operacional mais baixo que as grandes operadoras.

E como a operadora planeja conquistar novos clientes? A empresa terá divulgadores (os “veekers”) que ganharão R$ 5 por usuário que convidar para fazer parte da operadora. Eles também receberão 2,5% do valor da recarga de seus convidados diretos, 1% da recarga dos convidados de convidados e 1% no nível seguinte. Também será possível comprar pacotes de SIM cards que podem ser revendidos. O dinheiro recebido será carregado num cartão de débito da MasterCard.

É uma estratégia arriscada porque, se não for bem pensado, esse “marketing multinível” pode se transformar num esquema de pirâmide financeira caso a fonte de renda principal da empresa seja de indicações e não dos produtos. A Veek espera gerar receita média mensal de R$ 40 por usuário, bem acima das grandes operadoras, como Vivo (R$ 27), TIM e Oi (R$ 17) e Claro (R$ 14).

Fonte: Tecnoblog

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Justiça determina suspensão por 180 dias de ações e execuções contra Grupo Oi

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a suspensão - por 180 dias - de todas as ações e execuções contra as empresas de telecomunicações do Grupo Oi. Liminar neste sentido foi deferida na noite de ontem (21) pelo juiz da 7ª Vara Empresarial do Rio, Fernando Viana.

A decisão beneficia as empresas Oi, Telemar Norte Leste, Oi Móvel, Copart 4 e 5 Participações, Portugal Telecom e Oi Brasil. Segundo nota divulgada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, a decisão tem por objetivo “evitar que novas ações judiciais sejam realizadas entre o pedido de recuperação judicial e eventual aceitação por parte do juízo.”

Na mesma decisão, o magistrado determinou a dispensa de apresentações de certidões negativas em qualquer circunstância relacionadas às empresas, inclusive para que exerçam suas atividades, como certidões negativas de débitos referentes às receitas administradas pela Agência Nacional de Telecomunicações e também certidões negativas de distribuição de pedidos de falência e recuperação judicial.

Pedido de recuperação será analisado

Segundo nota do Tribunal de Justiça, o juiz deverá decidir, nos próximos dias, se aceita ou não o pedido de recuperação judicial impetrado pelas empresas que compõem o Grupo Oi.

O pedido de recuperação judicial foi anunciado pela Oi como fato relevante na última segunda-feira (21), em um processo que envolve R$ 65,4 bilhões em dívidas – o maior já feito no país.

O maior pedido até então registrado no Brasil foi feito pela empresa de sondas para águas profundas Sete Brasil, envolvida em dificuldades financeira a partir do escândalo da Lava Jato. O total chegou a R$ 19,3 bilhões.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Conexão 5G promete muito mais que vídeos melhores de gatos

Celular com tecnologia 5G
De tempos em tempos, as operadoras de telefonia celular prometem turbinar os smartphones com uma nova tecnologia “G”.

Mais recentemente, o 4G começou a substituir o 3G e os usuários, de uma ponta à outra dos EUA, celebraram o fato de poderem assistir vídeos de gatos sem interrupções (pelo menos na maior parte do tempo).

Neste verão no Hemisfério Norte, a Verizon e a AT&T começarão a testar o 5G.

Se funcionar conforme o anunciado, essa rede de telefonia de quinta geração poderia ser muito mais transformadora do que as versões anteriores, acelerando a adoção da Internet das Coisas: casas inteligentes, carros autônomos, robôs cirúrgicos e mais.

Segundo uma estimativa, o número de “coisas” conectadas poderia mais que duplicar para 50 bilhões globalmente até 2020 -- e alcançar 500 bilhões 10 anos depois.

O lançamento da conexão 5G representa a maior expansão da internet até hoje e tem o potencial de gerar bilhões de dólares em negócios para empresas como Cisco Systems, Nokia, Ericsson, Qualcomm e Intel.

Todas estão competindo para construir as engrenagens das novas redes; sua capacidade de conseguir contratos poderia determinar a sobrevivência de algumas dessas companhias.

“O 5G não se resume a outro G com uma internet super-rápida”, diz o CEO da Ericsson, Hans Vestberg. “O 5G vai além dos smartphones e dos tablets. Nós achamos que o 5G poderia oferecer uma excelente oportunidade de transformar nosso mundo”.

Embora o 5G represente uma enorme oportunidade para uma série de potências do setor, a liderança em uma geração de tecnologia não é garantia de domínio na próxima.

A Nokia não conseguiu prever a chegada da internet móvel e perdeu para a Qualcomm, para a Samsung Electronics e, essencialmente, para o iPhone, o transformador aparelho da Apple.

Quando o 4G chegou, a Sprint apostou no Wi-Max, mas foi forçada a adotar a tecnologia usada pela Verizon Communications.

Não há dúvida de que o 5G ocorrerá; apenas não está claro quem tirará mais proveito da conexão, porque boa parte da tecnologia ainda não foi testada no mundo real.

Como qualquer usuário de smartphone pode comprovar, até mesmo as últimas redes 4G às vezes têm dificuldades para gerenciar as milhões de pessoas tuitando, assistindo a vídeos e jogando on-line -- o que nos deixa ansiosos por esperar preciosos segundos enquanto o Google não mostra os resultados de uma busca.

Este nível de qualidade não é bom o suficiente para um carro autônomo que precisa decidir se é seguro atravessar um cruzamento e precisa esperar até que alguém receba o próximo pacote de dados do filme que está assistindo no Netflix.

Por isso, para começar, a próxima rede terá que dar uma resposta muito mais rápida.

Por anos o setor se concentrou principalmente na quantidade de dados que poderá fazer passar pelo sistema em um determinado período -- um conceito conhecido como throughput ou taxa de transferência -- com tentativas apenas rudimentares de garantir que todos recebam o que precisam durante o pico da demanda.

Latência

O novo foco é a latência -- a rapidez com que uma rede responde a um pedido.

Para garantir que um robô reaja de forma instantânea a um cirurgião que opera remotamente, as redes 5G terão um processamento embutido, armazenarão os dados mais perto de onde são necessários e usarão várias formas de ondas de rádio para enviar e receber tráfego.

Tudo isso precisa ser controlado por um software avançado que pode se adaptar dinamicamente ao conteúdo que é enviado, e aonde e quando ele é enviado, segundo necessidades que mudam rapidamente.

“A latência é importante”, disse Akshay Sharma, analista da Gartner. “Você confiaria em receber seus dados vindos do outro lado do país ou preferiria que eles fossem atualizados localmente, em milissegundos?”.

Os executivos do setor, é claro, dizem que os benefícios mais que compensarão os custos.

Em um e-mail, o diretor de estratégia da AT&T, John Donovan, descreve um futuro brilhante com “novas experiências em realidade virtual, carros autônomos, robótica, cidades inteligentes, assistência médica e muito mais”.

Fonte: Ian King e Scott Moritz, da Bloomberg

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A bateria do seu smartphone vai durar muito mais com o 5G

Mulher segura smartphone
A tecnologia de conexão 5G, que deve chegar por volta de 2020, poderá fazer com que a bateria do seu smartphone dure muito mais. Ainda em desenvolvimento, a quinta geração de comunicação móvel trará mudanças se comparada com a 4G—uma delas é um aumento considerável na eficiência energética.

“A 4G não é sustentável do ponto de vista da energia. As operadoras gastam muito com isso. Não podemos continuar o uso da 4G sem ter problemas sérios de custo de energia no futuro”, disse a EXAME.com Rodrigo de Lamare, professor da PUC do Rio de Janeiro e da Universidade de York, no Reino Unido.

Desde o início do desenvolvimento das tecnologias que serão usadas na rede 5G, a questão da eficiência energética foi importe para os cientistas. De acordo com de Lamare, o sistema todo foi projetado buscando uma eficiência maior. “A 4G foi pensada há mais de dez anos. Na época, isso não era uma prioridade”, afirma o professor.

A conversão de informação em sinal é algo que consome muita bateria dos smartphones por exemplo. “A ideia é melhorar essa situação. Fala-se até de economizar uma bateria para que seja preciso recarrega-la a cada 30 dias”, explicou.

O problema é que o a rede 4G deve continuar sendo usada pelas smartphones como reserva para eventuais falhas de cobertura no 5G--hoje o mesmo acontece com o 4G e o 3G. Por conta disso, os smartphones ainda precisarão ser conectados à parede com regularidade.

Eficiência energética é um ponto importante quando pensamos em outro papel que a rede 5G terá: conectar, além de pessoas, objetos. É a chamada internet das coisas. Imagine ser preciso trocar baterias de sensores espalhados pelo país ou pelo mundo com regularidade. Seria um trabalho e tanto.

“Sensores que participam da internet das coisas poderão operar por anos. Isso diminui os custos de manutenção. Com monitoramento ambiental, por exemplo, seria muito custoso enviar uma pessoa para a manutenção”, afirmou o professor.

Desenvolvimento

Rodrigo de Lamare tem participado no desenvolvimento de tecnologias e padrões para a rede 5G. Ele é coordenador do Laboratório de 5G do Centro de Estudos em Telecomunicações do Centro Técnico Científico da PUC-Rio.

O laboratório conta com trabalho de mais de trinta professores, pesquisadores, mestrandos e doutorandos.

Fonte: Exame

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Apple quer lançar telefone com carregamento wireless em 2017

iPhone 6s
A Apple está trabalhando com parceiros nos EUA e na Ásia para desenvolver uma nova tecnologia de carregamento wireless que poderia ser implementada em seus aparelhos móveis já no próximo ano, de acordo com pessoas a par dos planos.

A Apple está explorando tecnologias de ponta que possibilitariam carregar os aparelhos iPhone e iPad a distâncias maiores que as permitidas pelas bases de carregamento magnético usadas pelos smartphones atuais, disseram as três pessoas, que pediram anonimato porque os detalhes não são públicos.

A fabricante do iPhone está tentando superar obstáculos técnicos, como a falta de potência à distância, e a decisão de implementar essa tecnologia ainda está sendo avaliada, disseram elas.

Como o iPhone e o iPad geram mais de três quartos da receita da Apple, novas tecnologias poderiam dar-lhes uma vantagem e ajudar a empresa a vender produtos com um ágio em um mercado que está desacelerando. Samsung Electronics, Sony e Google são algumas das empresas concorrentes que lançaram smartphones com tecnologia de carregamento sem fio, mas que exigem proximidade com a base de carga.

A transferência de energia se torna menos eficiente à medida que a distância entre o transmissor e o receptor aumenta, o que significa que as baterias demoram mais para carregar.

Trudy Muller, porta-voz da Apple, não quis comentar quando foi procurada pela Bloomberg News.

Tecnologia em desenvolvimento

Em 2010, a Apple solicitou uma patente que delineava a ideia de usar um computador iMac como um centro de carregamento wireless a uma distância de aproximadamente 1 metro através da técnica de ressonância magnética de proximidade de campo.

A Apple atualmente usa uma técnica similar, chamada indução, para carregar o Apple Watch a milímetros de distância da fonte de alimentação.

Outra patente da Apple delineava um método para fabricar revestimentos de alumínio para o telefone permeáveis às ondas de rádio, uma técnica que minimizaria o problema da interferência do metal nos sinais transmitidos.

A Apple desdenhou anteriormente seu interesse por qualquer tecnologia de carregamento que ainda precisasse ser ligada a uma tomada porque esses métodos não aumentam muito a praticidade.

As fabricantes de semicondutores Broadcom e Qualcomm são algumas das empresas que já desenvolveram ou estão desenvolvendo tecnologia e padrões para o carregamento wireless.

A Broadcom oferece um chip compatível com os três principais padrões técnicos de carregamento wireless e a Qualcomm oferece compatibilidade com duas dessas tecnologias.

No ano passado, a empresa disse que tinha desenvolvido um método para reduzir o problema da interferência dos metais no carregamento conectando a antena de energia ao revestimento do telefone.

Fonte: Exame

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Conheça as funções do novo "orelhão" digital das ruas de NY

Orelhão de Nova York
Numa época em que praticamente todo mundo tem um ou mais smartphones e as pessoas com menos de 25 anos pouco fazem uso de um telefone fixo, as cabines telefônicas das grandes cidades vão se tornando cada vez mais obsoletas.

Em Nova York, para aproveitar o valioso espaço na calçada e prestar um serviço à população, a prefeitura local já começou a instalar, em parceria com as empresas, aproximadamente 7,5 mil pontos de acesso Wi-Fi.

É possível você já tenha até mesmo lido essa notícia em algum lugar, mas o que talvez você não saiba é que a transformação do "orelhão" vai muito além de um ponto de conexão com a internet.

Além de oferecer Wi-Fi para pessoas que carregam seu próprio dispositivo, os quiosques contam ainda com uma espécie de computador, que permite navegação na web, acesso a mapas e rotas e aos serviços da cidade, como a situação do trânsito, por exemplo.

De acordo com o site Web Urbanist, os usuários poderão ainda fazer chamadas gratuitas para qualquer lugar dos Estados Unidos e conectar seus fones de ouvido na instalação. Um botão vermelho também permite acionar rapidamente o serviço de emergência 911.

O quiosque conta ainda com entradas para carregar os mais diversos gadgets.

Além do design aerodinâmico, que deixa a cidade mais moderna, a ideia é que as propagandas laterais do mobiliário financiem o projeto dos hubs.

Fonte: Exame

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Ericsson realizará testes de 5G no Brasil em 2016

A Ericsson, maior fabricante mundial de equipamentos para telefonia móvel, informou nesta segunda-feira que testará a tecnologia de telefonia móvelde quinta geração (5G) no Brasil em 2016 por meio de uma parceria com o grupo Claro, da América Móvil.

Segundo a Ericsson, os primeiros testes de sistemas da América Latina para o 5G e IoT (Internet das Coisas, conexão à Web de objetos utilizados no dia a dia) serão desenvolvidos no país durante o ano que vem.

O 5G é a mais nova geração de telecomunicação móvel, proporcionando velocidades mais rápidas que a 4G.

O anúncio foi feito durante visita da presidente Dilma Rousseff aos escritórios da Ericsson na Suécia nesta segunda-feira.

"Para o 5G, nosso foco é entender como os sistemas serão usados tanto pela sociedade como pelas indústrias. Para conseguir concluir as redes comerciais em2020, a Ericsson está fechando parceria com a América Móvil para o primeiro teste de sistema 5G no Brasil", disse o presidente-executivo da Ericsson, Hans Vestberg, em comunicado da empresa.

"Estou convencido de que a próxima geração de banda larga móvel e de Internet das Coisas, possibilitada pelo 5G, irá acelerar as oportunidades para avançar emáreas como saúde, educação, energia e agricultura, e em novas aplicações na indústria."

Os testes com sistema 5G no Brasil serão os primeiros da América Latina. Os projetos serão feitos em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal do Ceará.

Fonte: Exame/Abril