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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Jihadismo trouxe maior onda de violência à África em décadas

Armas confiscadas pela polícia de Burundi usadas em conflito na capital Bujumbura, dia 12/12/2015
Queixas.com.br

A África Subsaariana vive há alguns anos a maior onda de conflitos armados desde a descolonização, nas décadas de 60 e 70, devido à crescente ameaça de grupos terroristas e fundamentalistas, advertiu a ONG Human Rights Watch (HRW) nesta quarta-feira.

O diretor da HRW para a África, Daniel Bekele, falou em entrevista coletiva sobre esta e outras tendências alarmantes na região, onde o Burundi ostenta os maiores abusos aos direitos humanos registrados em 2015, ano no qual as liberdades políticas retrocederam de forma generalizada no continente.

"Nos últimos anos, vimos um aumento de grupos fundamentalistas e ataques terroristas, de conflitos armados alimentados por tensões étnicas e sectárias e disputas políticas", explicou Bekele.

A ameaça jihadista do Boko Haram na Nigéria, Al Shabab na Somália e Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) inverteram a curva descendente da violência, percebida após as guerras que seguiram depois dos movimentos de independentização.

Hoje, os ataques de grupos extremistas são "uma tendência emergente", advertiu Bekele, igualmente preocupado pela resposta dadas pelas forças de segurança a estas ameaças, que contribuem para "perpetuar o ciclo de violência" com seus abusos.

Esta crescente insegurança fermentou o aumento da repressão política, que se traduziu em uma restrição das liberdades de expressão, associação e outros direitos eleitorais.

O destaque do relatório foi o Burundi, que vive "a deterioração mais dramática" da região após a decisão de seu presidente, Pierre Nkurrunziza, de se candidatar a um terceiro mandato, descumprindo a Constituição.

A crescente oposição às aspirações do reeleito Nkurunziza foi violentamente reprimida pelas forças de segurança, que cometeu assassinatos e detenções ilegais, em um ciclo de violência que fez 230 mil pessoas deixarem o país só no ano passado.

Outros regimes autoritários, como Etiópia, Uganda e Ruanda aumentaram a repressão sobre ativistas e sobre liberdades eleitorais básicas para defender as aspirações de seus líderes.

No Quênia, a organização denunciou a repressão à comunidade somali, e especialmente sobre os refugiados no acampamento de Dadaab, perto da fronteira com a Somália, e que é administrado pela Acnur.

Os países da África meridional também sofreram um retrocesso em suas liberdades políticas em 2015, devido a novas leis repressivas e à crescente contundência policial contra os dissidentes.

"No último ano vimos como políticos da oposição, jornalistas e ativistas sofreram mais ameaças, começando por Angola", declarou o investigador para o sul da África, Dewa Mavhinga, em Johanesburgo.

A África do Sul é outro dos países destacados no relatório pela falta de resposta do governo à onda de violência xenófoba que em março e abril de 2015 provocou a fuga do país de milhares de imigrantes africanos e a morte de sete pessoas.

Na raiz destes "abusos generalizados", Bekele identificou fatores que explicam os principais problemas da África: a pobreza, o desemprego e o crescimento exponencial da população, governantes ruins e instituições fracas.

"Isto demonstra a complexidade e a enormidade do problema das violações de direitos humanos, mas não significa que seja um desafio contra o qual a África não possa lutar", sentenciou Bekele.

Fonte: Exame

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Escolas britânicas vigiarão internet para evitar jihadismo

Segurança na internet
As escolas britânicas deverão vigiar o acesso dos alunos à internet como parte de um programa do governo para evitar a radicalização entre os adolescentes, informou nesta terça-feira a ministra da Educação britânica, Nicky Morgan.

A medida corresponde à crescente preocupação pelos casos de jovens que deixaram as famílias no Reino Unido para viajar à Síria a fim de se unir ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

Segundo Morgan, em alguns casos os alunos puderam acessar informações sobre o EI no próprio colégio.

De acordo com o plano, os colégios deverão acompanhar de perto o uso da internet pelos alunos e ensiná-los a utilizá-la de maneira segura, segundo o Ministério da Educação.

Esses planos fazem parte de um amplo programa de medidas para o setor da Educação, que também inclui a luta contra o assédio através da internet e a pornografia na rede.

"Como mãe, vi como é importante é o papel da internet na educação das crianças. Mas ela também traz riscos, e é por isso que devemos fazer tudo o que pudermos para ajudar as crianças a se sentirem seguras, na escola e em casa", disse Morgan.

Em fevereiro, três adolescentes do bairro de Bethnal Green, no leste de Londres, viajaram para Istambul com a intenção de ir à Síria para se unir ao EI, em um caso que gerou grande preocupação do governo britânico.

Fonte:Exame/Abril

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Estado Islâmico usa concorrente do WhatsApp para comunicação

Estado Islâmico

O grupo jihadista Estado Islâmico utiliza um concorrente do WhatsApp para a comunicação. Além da gratuidade e da criptografia anti-vigilância, o Telegram foi escolhido porque tem um recurso de transmissão de mensagens para inúmeras pessoas ao mesmo tempo.

A autoria dos atentados em Paris, bem como a resposta agressiva do grupo aos Anonymous foram publicadas pelos integrantes do Estado Islâmico no Telegram.

Segundo a BBC, o grupo migrou de plataforma principal de propaganda, deixando o Twitter em segundo plano, já que suas contas eram constantemente revogadas. No Telegram, isso não aconteceu até o momento.

Os canais do EI no Telegram servem para que os membros do grupo possam trocar tutoriais sobre fabricação de armas e ciberataques, assim como para planejar suas próximas ações, segundo o Instituto de Pesquisa de Mídia do Oriente Médio. A Al Qaeda também utiliza o app.

Seguir o Estado Islâmico no aplicativo é simples e se parece com a ação de adicionar um amigo no Facebook. Qualquer pessoa com uma conta pode entrar no grupo do Estado Islâmico, basta acessar o seu endereço web (URL) e clicar em participar (join). A partir daí, a pessoa começa a receber as atualizações dos jihadistas.
https://www.magazinevoce.com.br/magazinejacksoncampos/
Codificação

As mensagens trocadas por meio do Telegram são codificadas (criptografia) e também podem se auto-destruir. Ao contrário do WhatsApp, restrito à web e a smartphones, o aplicativo é multiplataforma.

Com 60 milhões de usuários atualmente, o Telegram foi criado em agosto de 2013, por Pavel Durov, que também é cofundador da rede social BK, uma espécie de Facebook russo.

"A razão número um pela qual apoiamos e ajudamos a criar o Telegram é que ele foi feito para ser um meio de comunicação que não pode ser acessado por agências de segurança russas", disse Durov ao TechCrunch.

Entretanto, em longo prazo, não se sabe se o Telegram mantém essa política. A empresa não respondeu o contato de EXAME.com.

Em seu site, ela informa que todas as conversas e grupos são "território privado de seus respectivos participantes e não processamos nenhuma solicitação relacionada a elas".

O uso de software com criptografia pelo Estado Islâmico é apontado por analistas e oficiais de inteligência como um resultado do que fez Edward Snowden, que vazou uma série de documentos mostrando como o governo dos Estados Unidos vigiava a população. O ex-diretor da CIA James Woolsey disse, em diversas ocasiões, que Snowden tem "as mãos sujas de sangue".

Contudo, segundo o Ars Technica, mesmo que um aplicativo tenha criptografia ponta a ponta, agências de inteligência podem utilizar técnicas de análise de tráfego para tentar identificar os participantes.

Fonte:Exame/Abril

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Pelo menos 4.830 morreram em agosto no conflito sírio

Violência na Síria
Violência na Síria: 55 faleceram por torturas nos centros de detenção e quartéis de segurança do regime e 162 morreram por projéteis lançados pelos jihadistas

Pelo menos 4.830 pessoas morreram na Síria por bombardeios do regime ou da coalizão internacional, assassinadas pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) ou em outros ataques e enfrentamentos, informou nesta terça-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Desses mortos, pelo menos 1.205 eram civis - 252 menores e 151 mulheres - e, desse número, um total de 913 perderam a vida em ataques do governo sírio, 32 em execuções do EI e 43 em bombardeios da coalizão internacional, liderada pelos Estados Unidos.

Além disso, 55 faleceram por torturas nos centros de detenção e quartéis de segurança do regime e 162 morreram por projéteis lançados pelos jihadistas, brigadas rebeldes, milicianos curdos e do Frente al Nusra, filial da Al Qaeda na Síria, acrescentou o Observatório.

Por outro lado, um total de 885 combatentes islamitas, insurgentes e milicianos curdos de nacionalidade síria perderam a vida no mesmo mês, no qual também faleceram três desertores do regime.

Entre as forças leais ao presidente Bashar al Assad, perderam a vida 778 militares e agentes de segurança, 684 milicianos, 36 membros do grupo xiita libanês Hezbollah e 64 combatentes estrangeiros, a maioria xiitas.

A ONG apontou que as baixas entre os combatentes estrangeiros da Frente al Nusra, do EI e das brigadas islamitas e outros grupos rebeldes somaram 1.165, enquanto os falecidos sem identificação foram dez.

O número total de vítimas poderia ser maior, destacou o Observatório, pois há mortes que não foram confirmadas devido à dificuldade de obter dados e ao zelo das partes combatentes sobre a informação relativa às baixas entre suas fileiras.

Em julho, o número de mortos pela guerra na Síria registrados pelo Observatório foi de 4.831 e em maio, o mês do ano com mais falecimentos, de 6.657.

Pelo menos 230 mil pessoas morreram na Síria desde o início da disputa, em março de 2011, segundo números do Observatório.

Fonte: exame.abril.com.br

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Estado Islâmico queima vivos combatentes xiitas iraquianos

As vítimas foram penduradas com correntes a uma barra com as mãos e os pés atados e depois tiveram os corpos queimados
Jihadistas do Estado Islâmico (EI) queimaram vivos quatro combatentes xiitas iraquianos que haviam sido acorrentados, segundo um vídeo divulgado pelo grupo, famoso pelos atos de barbárie.
Bandeira do Estado Islâmico na estrada entre as cidades iraquianas de Tikrit e Kirkuk, em 2014. Foto: Jim Lopez/AFP
Bandeira do Estado Islâmico na estrada entre as cidades iraquianas de Tikrit e Kirkuk, em 2014. Foto: Jim Lopez/AFP

As vítimas, identificadas como combatentes do grupo pró-governo Hashed al-Shabi (Mobilização Popular), que luta contra os jihadistas no sul do Iraque, foram penduradas com correntes a uma barra com as mãos e os pés atados e depois tiveram os corpos queimados.

Segundo o EI, que controla várias faixas de território no Iraque e na vizinha Síria, a execução é uma vingança por quatro integrantes do grupo que supostamente morreram queimados em uma ação das forças pró-governo.

O EI já executou várias atrocidades no Iraque e na Síria, incluindo execuções em massa, sequestros e estupros de integrantes de minorias religiosas. Muitos assassinatos, incluindo decapitações, fuzilamentos e afogamentos, foram divulgados em vídeos publicados na internet.

Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/mundo/2015/08/31/interna_mundo,595410/estado-islamico-queima-vivos-combatentes-xiitas-iraquianos.shtml