Mostrando postagens com marcador sustentabilidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sustentabilidade. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Cientistas descobrem como reciclar plástico em combustível

Thinkstock
Todos os dias, milhares de toneladas de garrafas, embalagens e sacolas plásticas terminam em aterros sanitários, onde demoram centenas de anos para desaparecer, e, não raro, poluem os oceanos, com efeitos assustadores sobre a vida marinha. Mas uma nova pesquisa publicada na revista científica Science Advances aponta que todo esse resíduo plástico poderia ganhar vida nova.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Irvine, nos EUA, e do Instituto de Química Orgânica de Xangai, na China, descobriram como dissolver os fortes laços de plástico de polietileno, a forma mais comum comercialmente disponível de plástico, para gerar combustível e outros produtos.

A técnica inovadora baseia-se no uso de alcanos (ou parafinas), um tipo específico de moléculas de hidrocarboneto, para romper as cadeias químicas do polímero e transformá-lo em novos compostos úteis, como combustível líquido e ceras de uso industrial.

Não é de hoje que os cientistas têm procurado reciclar lixo plástico. Mas a maior parte dos métodos são tóxicos e demanda grande quantidade de energia. Uma abordagem comum, por exemplo, inlclui o uso de produtos químicos cáusticos e aquecimento a mais de 300 graus Celsius para quebrar as ligações químicas dos polímeros.

Nessa técnica recém-descoberta, porém, a equipe degrada plásticos de forma mais suave e mais eficiente através de um processo conhecido como metátese cruzada com alcano, e as substâncias necessárias para o novo método são subprodutos da refinação de petróleo, facilmente disponíveis.

"Plásticos sintéticos são uma parte fundamental da vida moderna, mas o nosso uso deles em grande volume tem criado sérios problemas ambientais", disse o químico Zhibin Guan, da Universidade da Califórnia. "Nosso objetivo com esta pesquisa foi resolver o problema da poluição do plástico, bem como criar uma nova fonte de combustível líquido."

Fonte: Exame

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

França vai transformar rodovias em miniusinas solares

Revestimento de painéis solares Wattway da empresa francesa Colas
E se as rodovias de um país pudessem funcionar como miniusinas solares? Pois a França pretende revestir 1 000 quilômetros de estradas, no interior do país, com painéis fotovoltaicos, ao longo dos próximos cinco anos.

O projeto é fruto de uma parceria público-privada entre a empresa de infraestrutura de transporte americana Colas e o Instituto Nacional de Energia Solar da França (INES, na sigla em francês).

Blocos formados por placas fotovoltaicas especialmente desenvolvidas para aguentar o vai e vém de grandes veículos serão colados sobre o pavimento já existente das rodovias. Segundo a empresa, eles possuem um revestimento resistente ao tráfego pesado (incluindo de caminhões) e à água da chuva.

Uma vez revestidas por estas placas, as rodovias vão captar a energia do sol e convertê-la em eletricidade, que poderá ser usada na iluminação pública, em prédios e lojas.

Cada quilômetro de blocos, batizados de Wattway, é capaz de fornecer energia limpa suficiente para garantir a iluminação de uma cidade com 5 000 habitantes.

Se bem sucedido, o projeto poderá fornecer eletricidade suficiente para 5 milhões de pessoas, cerca de 8 por cento da população francesa, segundo a ministra da Ecologia da França, Ségolène Royal.

Além de energia, as rodovias solares também podem ajudar na sinalização das estradas, com a instalação de lâmpadas LED.

Um passo mais ambicioso é a recarga de veículos elétricos por transferência de energia sem fio através de indução magnética, mas este é outro capítulo dessa empreitada promissora.

Fonte: Exame

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Honda lançará carro movido a hidrogênio este ano

Sede da Honda Motors no Brasil
A Honda Motor disse nesta quinta - feira que seu carro com célula de combustível de hidrogênio, apelidado de Clarity Fuel Cell, será lançado na Califórnia antes do fim do ano.

O novo sedã, com capacidade para 5 passageiros, deve ser comercializado por cerca de 60 mil dólares, com parcelas mensais de menos de 500 dólares, disse a Honda em declaração divulgada no Salão do Automóvel de Washington D.C.

A Honda disse que espera volumes limitados nos estágios iniciais de produção. As vendas serão realizadas inicialmente por comerciantes certificados de veículos com células de combustível em Los Angeles e condados de Orange, assim como na área da Baía de San Francisco e Sacramento, disse a empresa.

Fonte: Exame

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Energia nuclear pode salvar o planeta, diz climatologista

Usina nuclear em Nogent-Sur-Seine, na França, 25/11/2015
Limitar o aquecimento global até 2100 a 2 graus Celsius em relação aos níveis pré-industriais implicaria um aumento massivo da energia nuclear, afirmou o climatologista James Hansen.

O perito em mudanças climáticas disse que a energia nuclear – controversa por razões de segurança – deve se tornar um elemento central no sistema energético, lado a lado com as energias renováveis, para rapidamente reduzir os gases de efeito de estufa que levam ao aquecimento global.

“Tudo o que é preciso é olhar para as emissões da China, Índia e dos países em rápido desenvolvimento. Sua energia é quase na totalidade baseada no carvão. A solução para o problema do clima tem que passar pela eletricidade livre de carbono. E simplesmente isso não vai acontecer na China e na Índia sem a ajuda do nuclear”, declarou Hansen, que esteve ontem (3) na 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21).

Atualmente, 80% da energia consumida no mundo tem por base combustíveis fósseis. A energia solar e eólica está em rápida expansão e atraindo investimentos, mas as renováveis ainda representam menos de 5% do setor energético, sem contar com a energia nuclear.

Ainda assim, de acordo com o especialista, mesmo que o objetivo das Nações Unidas seja atingido, e não se ultrapasse o limite de 2 graus Celsius no aquecimento global até 2100, provavelmente não será possível evitar catástrofes ambientais, sobretudo provocadas pelo aumento dos níveis dos oceanos.

“Se deixarmos as geleiras se tornarem instáveis, o mundo pode tornar-se ingovernável devido às consequências econômicas, que seriam enormes”, afirmou o climatologista, ao lembrar ainda que metade das grandes cidades mundiais está na linha costeira.

As geleiras da Groelândia e da Antártida Ocidental contêm água congelada em quantidade suficiente para elevar o nível do mar em 13 metros.

Nasa

O cientista trabalhou em estudo de clima na Nasa, a agência espacial americana, entre 1981 e 2013.

Ele se tornou ativista em prol de políticas que possam contrariar a ameaça climática e defende que sistemas como a compra de cotas de carbono pelas empresas “não funcionam” e já demonstraram “ser inadequados”.

Hansen defende ainda que esse sistema levará à manutenção da dependência dos combustíveis fósseis.

Os cientistas calculam que pelo menos 60% das reservas de petróleo, gás natural e carvão ainda a serem exploradas devem permanecer debaixo do solo para evitar o sobreaquecimento do planeta.

A COP21, que ocorre até ao dia 11, reúne em Paris representantes de 195 países que tentarão alcançar um acordo legalmente vinculante sobre redução de emissões de gases de efeito de estufa que permita limitar o aquecimento da temperatura média global.

Até agora, mais de 170 países já apresentaram suas contribuições para a redução de emissões, ainda insuficientes para alcançar a meta proposta.

Entre os assuntos pendentes estão a aceitação de um mecanismo de revisão periódica das contribuições nacionais e a existência de um só sistema, sem divisões entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, mas com flexibilidade no tratamento.

O tema e a responsabilização histórica dos países mais emissores estão entre os aspetos mais difíceis de resolver na COP21.

Fonte: Exame/Abril

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Apple, Google e Tesla estão entre empresas mais inovadoras

Aplicativo do iPhone, da Apple, para o carro Model S da Tesla é demonstrado no estúdio da companhia em Hawthorne, Califórnia
A fabricante de carros elétricos Tesla subiu para o terceiro lugar na lista de empresas mais inovadoras do mundo, de acordo com um ranking divulgado pelo Boston Consulting Group (BCG).
"Apple e Google permanecem na liderança. A Tesla, que avança na lista à velocidade de seu Model 5, ficou em terceiro lugar", afirma o BCG.
Tesla, uma das três fabricantes de carros que aparecem entre as 10 primeiras empresas da lista, estreou no ranking em 2013 em quarto lugar.
Depois do trio Apple-Google-Tesla, aparecem, em ordem, Microsoft, Samsung, Toyota, BMW, Gilead, Amazon e Daimler.
A classificação foi elaborada após uma pesquisa com 1.500 executivos que foram questionados sobre a empresa mais inovadora dentro e fora de sua área. Também leva em consideração o rendimento de suas ações no mercado.
A lista completa inclui 29 empresas americanas, 11 europeias e 10 asiáticas.
Apenas 12 empresas pertencem ao setor de tecnologia. O maior número é de empresas antigas como General Electric ou Dow Chemical.
Fonte:Exame/Abril

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Metrô de Londres testa tecnologia que "recicla" energia

Metrô de Londres
Com mais de 400 quilômetros de extensão e cerca de 3 milhões de usuários por dia, o metrô de Londres é um sistema faminto por energia.

Procurando reduzir a demanda por eletricidade e tornar o processo mais sustentável, o Transport for London (TFL), que administra o metrô londrino, está testando uma nova tecnologia que promete cortar 5% da conta de energia e garantir economia de 6 milhões de libras esterlinas por ano (algo próximo de 35 milhões de reais).

A nova tecnologia reaproveita a energia liberada durante as frenagens dos trens e a envia de volta ao sistema em forma de eletricidade.

Os testes iniciais ocorreram na subestação de Cloudesley Road, na linha Victoria, e apresentaram bons resultados. Em apenas uma semana, segundo o TFL, a tecnologia recuperou energia suficiente para abastecer a estação de Holborn, uma das principais de Londres, durante dois dias por semana.

Ainda segundo a administradora do metrô londrino, a tecnologia poderia recuperar 1 megawatt-hora (MWh) de energia por dia, o suficiente para eletrificar 104 casas por ano.

Além de poupar no consumo, a 'reciclagem' de energia tem a vantagem de diminuir a quantidade de calor gerada pelos trens no anda-e-para dentro dos túneis, o que também ajudaria a reduzir a energia necessária para refrigerar as estações.

Os testes, que vão continuar por mais algumas semanas, são parte de um amplo programa de modernização do metrô londrino, que inclui, ainda, a reparação da infraestrutura existente e instalação de novas linhas.

Fonte: Exane/Abril