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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Syrian war tops UN Assembly Agenda

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The UN General Assembly Wednesday hosted a high-level summit calling for an end to the long and bloody Syrian war and to recover the value of diplomacy, despite recent tensions between the US and Russia.

"Present in this hall today are representatives of governments that have ignored, facilitated, funded, participated in or even planned and carried out atrocities inflicted by all sides of the Syria conflict against Syrian civilians," said UN Secretary-General Ban Ki-moon in front of 193 participating nations.

He has also accused the Syrian government of killing innocent civilians during the brutal Syrian war and said "powerful patrons that keep feeding the war machine also have blood on their hands."

As the half-century tradition, Brazil spoke first at the UNGA. However, when Michel Temer started to talk, some Latin American delegations decided to leave the room.

While President Michel Temer made his UNGA debut, this was the last time US President Barack Obama, who will leave office in January 2017, addressed the UN as the US president.

Like Ban, Obama said "there's no ultimate military victory to be won" in the Syria conflict, instead "the hard work of diplomacy" is needed to end the violence.

However, the US leader accused Russia of trying to recover "lost glory through force."

Obama cautioned that "if Russia continues to interfere in the affairs of its neighbors," such actions will "make its borders less secure."

French President Francois Hollande, also asked that those intervening in the Syrian war reaffirm their commitment to peace, telling the UN "enough is enough."

Theresa May, Britain's new prime minister in her first speech before the UNGA, called for international efforts to end the Syrian war.

Source: EFE

segunda-feira, 11 de julho de 2016

The USA, EU meet to advance TTIP negotiations in wake of UK's Brexit

German Chancellor Amgela Merkel (C-L) and US President Brack Obama (C-R) talking to each other on the sidelines of the NATO summit in Warsaw, Poland, 09 July 2016.
The United States and the European Union exchanged a large number of proposals linked to a huge free-trade deal between the two on Monday with a view to reaching agreements before President Barack Obama's term in office ends.

The meeting was the 14th round of negotiations for the Trans-Atlantic Trade and Investment Partnership (TTIP), a US-EU bilateral free trade and investment agreement encompassing half the world's economy.

Source: EFE

Obama defende diálogo entre policiais e comunidade negra dos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje (10) que quer promover o diálogo e a compreensão entre agentes de segurança e as pessoas que protestam contra violência policial contra negros. “Quero que todas as partes possam ouvir umas às outras”, disse, em entrevista coletiva na Espanha.

Ao lado do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, em Madrid, o presidente norte-americano disse que quer dedicar “as próximas semanas” e o tempo restante de seu governo para a causa.

“Acho que a maioria das pessoas que fazem parte deste movimento Black Lives Matter [Vidas negras importam] deseja que o relacionamento entre a polícia e a comunidade melhore. Temos um departamento de Dallas que está fazendo as reformas exigidas pelo movimento, por isso foram alvo do ataque. Devido à sua abertura, sua relação com a comunidade, conseguiu reduzir tudo o que está relacionado à violência”, disse o presidente norte-americano.

“Espero que todos neste movimento e outras organizações de direitos civis mantenham um tom respeitoso, porque é uma questão de prática, porque é assim que eles vão ganhar a mudança”, acrescentou.

Obama viajará na próxima terça-feira (12) a Dallas para discursar em honra dos cinco policiais mortos na semana passada durante um protesto contra a violência policial e o racismo, segundo o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.

Respeito

O presidente dos Estados Unidos, disse também que espera que “as organizações policiais também respeitem as frustrações que os membros dessas comunidades sentem, e não desprezem os protestos e reivindicações”. Segundo ele, é importante que a polícia reconheça a existência de fatos que embasam as preocupações dos manifestantes.

“Estamos falando de coisas muito valiosas. Este reconhecimento vai ajudar que seja mais segura a sua tarefa, é interesse da polícia que haja confiança sobre ela e que se elimine qualquer ressentimento.”

Em sua fala em Madri, Obama lembrou as muitas lutas que os Estados Unidos travaram pelos direitos civis, que em muitos momentos foram “controversas e difíceis” e disse que, em um movimento como Black Lives Matter sempre haverá pessoas que mostram “falta de inteligência, imprudência e simplifiquem as coisas”, mas “não se pode culpar os bons ativistas”, porque qualquer pessoa preocupada com o viés racista no sistema penal, que mantenha um tom sincero e sério, vai mobilizar a sociedade norte-americana para que haja reformas”.

Sabádo (9), mais um dia de protestos contra a ação violenta de policiais em relação aos negros registrou confrontos, prisões, tumultos e pessoas feridas nos Estados Unidos.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 8 de julho de 2016

President Obama: a smooth Brexit process is in everyone's interest

US President Barack Obama (C), European Council President Donald Tusk (L) and European Commission President Jean-Claude Juncker (R) attend a press conference on their meeting prior the NATO Summit in Warsaw, Poland, 08 July 2016. The NATO Warsaw Summit which is expected to decide about military reinforcements on NATO territory in Central-East Europe takes place on 08 and 09 July. About 2,000 delegates, including 18 state heads, 21 prime ministers, 41 foreign ministers and 39 defence ministers will take part in the Summit. EPA/JAKUB KAMINSKI POLAND OUT
President of the United States, Barack Obama, urged on Friday that the British exit from the European Union be a smooth transition amid warnings from the European Council that brexit will have serious geopolitical consequences.

Speaking prior to a NATO Summit scheduled to last until Saturday, Obama spoke of the strength and importance of the US-EU relationship, describing the bloc as a great political and economic achievement that must be preserved.

Source: EFE

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Obama aposta na continuidade da parceria com União Europeia e Reino Unido

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje (24) que tanto os países da União Europeia quanto o Reino Unido continuarão a ser “parceiros indispensáveis” dos americanos, apesar da decisão tomada ontem (23) pelos britânicos, em referendo, em favor da saída do bloco europeu.

"O povo do Reino Unido expressou seu desejo e nós respeitamos a sua decisão", disse Obama, em comunicado distribuido à imprensa. Obama está participando hoje (24) da Cúpula Global de Empreendedorismo, na Califórnia.

"O Reino Unido e a União Europeia continuarão a ser parceiros indispensáveis dos Estados Unidos, mesmo quando eles começam a negociar a sua relação permanente", disse.

Durante visita a Londres, em abril, Obama declarou que era, pessoalmente, contra a saída do Reino Unido em relação à União Europeia, em um raro momento em que o presidente dos Estados Unidos ultrapassou o ritual diplomático, entrando em assuntos internos de outro país.

Hillary Clinton

Ao falar sobre a possível influência da decisão do povo britânico sobre a economia dos Estados Unidos, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton – que busca o apoio da convenção nacional do Partido Democrata para ser candidata nas eleições de novembro, a presidente dos Estados Unidos – disse que a primeira tarefa dos americanos é combater a incerteza econômica.

Segundo ela, o combate à incerteza econômica é necessário para evitar que “famílias que trabalham nos Estados Unidos” sejam afetadas indiretamente pela saída do Reino Unido do bloco europeu.

Em uma crítica ao empresário Donald Trump, que em viagem à Escócia defendeu o afastamento do Reino Unido em relação à União Europeia, Hillary Clinton disse que o atual momento exige “calma e experiência”.

Trump, que aguarda igualmente a aprovação de seu nome pela convenção dos republicanos para concorrer à presidência dos Estados Unidos, elogiou a saída do Reino Unido da União Europeia. Depois de dizer que a medida constitui uma "grande vitória”, Trump afirmou que o resultado do referendo foi decorrente do repúdio da população britânica à pressão imigratória.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Obama alerta que presidência não é um reality show

Donald Trump
O presidente Barack Obama fez um alerta ao polêmico candidato republicano Donald Trump nesta sexta-feira ao afirmar que a presidência dos Estados Unidos não é um "reality show."

Obama também declarou que o histórico de Trump precisa ser analisado.

"Ele tem um longo histórico que precisa ser examinado de perto, e acho que é importante para nós levar a sério as declarações que ele fez no passado", declarou Obama.

"Vivemos um período muito sério e a presidência é um trabalho muito sério. Isso não é entretenimento. Isso não é um 'reality show'", enfatizou.

O presidente se referia ao fato de polêmico magnata foi o apresentador do reality show "O aprendiz".

Trump praticamente conseguiu a indicação republicana depois da desistência de seus últimos dois adversários, Ted Cruz e John Kasich, mas sua vitória está longe de ser aceita nas fileiras partidárias.

Fonte: AFP

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Adolescentes processam Obama por causa do aquecimento global

Adolescentes processam Obama
O governo americano está sendo processado, pela primeira vez, por quem nem nasceu ainda.

Quem assina o processo, em nome das "futuras gerações", também não está por aqui há muito tempo: são 21 crianças e adolescentes de 8 a 19 anos que registraram uma ação contra o Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, e outras figuras políticas importantes por estar ferindo seu direito à vida, à liberdade e à propriedade.

Isso porque eles acreditam que os governantes não estão fazendo o suficiente para salvar o planeta do aquecimento global.

Sabem bem que as grandes consequências ainda não chegaram e, daqui a um tempo, o problema vai sobrar para eles.

Um dos argumentos do grupo é que as autoridades conhecem os danos potenciais dos combustíveis fósseis há décadas.

Existem estudos americanos sobre seus efeitos nocivos desde 1979 - muito mais velhos que as crianças que acusam agora o governo.

Já se sabia que reduzir a emissão desses gases era necessário para dar condições razoáveis de vida a gerações futuras - e por isso eles acusam o Estado de estar infringindo seus direitos constitucionais.

O governo e a indústria de combustíveis fósseis pediram o arquivamento do caso.

O juiz Thomas Coffin, no estado de Oregon, avaliou se as gerações futuras tinham o direito de entrar com esse tipo de processo - e concordou com as crianças que sim, uma vez que elas serão muito mais afetadas pelo desequilíbrio climático.

O governo alegou que não poderia ser diretamente responsabilizado pelo uso que é feito dos recursos naturais em todo o território americano.

Mas existe, no país, a doutrina de "public trust": de acordo com esse conceito, os recursos naturais são de todos, e o governo age como "administrador terceirizado" da população.

O juíz Coffin decidiu então, que se esses recursos estão sendo mal administrados. Ou seja, o governo está falhando.

Com a decisão favorável em Oregon, as crianças vão ter uma chance de levar o processo a um tribunal. Mas é claro que elas não estão sozinhas nisso.

A ONG Our Children's Trust está por trás do processo, oferecendo advogados para o grupo.

Além disso, o único adulto que assina o processo é James Hansen, um dos cientistas mais famosos por pressionar abertamente as autoridades mundiais por ações maiores e mais urgentes para conter o aquecimento global.

Caso as crianças vençam o processo, o governo pode ser judicialmente obrigado a adotar políticas mais agressivas para reduzir o uso de combustíveis fósseis e a emissão de gases estufa. Isso não necessariamente é ruim para o Obama - a presidência americana apresentou em 2015 o Plano Energia Limpa, que não saiu do papel por oposição do Congresso e da Suprema Corte. Um empurrãozinho poderia ajudar a tirar o projeto do limbo.

O processo dos adolescentes chamou a atenção da ONU, que convidou uma das assinantes, Victoria Barrett, de 16 anos, para falar no Dia da Terra, 22 de abril.

A participação dela foi parte do evento em que 175 países assinaram o Acordo de Paris, em que se comprometem a não deixar que a temperatura mundial suba mais do que 2 ºC até o fim do século.

Ainda falta a ratificação (quando o compromisso é formalmente assumido pelos presidentes) de pelo menos 55 países.

Mesmo que dê tudo certo e os objetivos sejam todos cumpridos, cientistas ainda têm dúvidas se a redução de emissão será suficiente para segurar o aumento da temperatura.

Alguns acreditam que os danos do aquecimento global já sejam irreversíveis. Nem por isso vale jogar para o alto os esforços internacionais - ou então tudo pode piorar mais e muito mais rápido.

Fonte: Exame

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Rainha e duques de Cambridge receberão Obama e Michelle

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e sua esposa, Michelle Obama, dia 04/02/2016
A rainha Elizabeth II e os duques de Cambridge, William e Kate, receberão na sexta-feira o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e sua esposa, Michelle, durante a visita de ambos ao Reino Unido, confirmaram nesta segunda-feira fontes do Palácio.

A soberana, que na quinta-feira completa 90 anos, e seu marido, o príncipe Phillip, oferecerão ao casal um almoço privado no castelo de Windsor, nos arredores de Londres, que dizem ser a residência preferida da chefe do Estado britânico.

Ao término desse almoço, do qual por enquanto não foram dados detalhes, está previsto que o presidente americano se reúna com o primeiro-ministro, David Cameron, em sua residência oficial no número 10 de Downing Street, em Londres, e depois ambos devem oferecer uma entrevista coletiva.

Mais tarde, o casal será recebido pelos duques de Cambridge, William e Kate, e o príncipe Harry, que lhes oferecerão um jantar no londrino palácio de Kensington, segundo indicou hoje o escritório de imprensa destes três membros da realeza.

"Suas altezas reais têm muitas vontade de receber o presidente e a senhora Obama no palácio de Kensington", afirma o breve comunicado emitido por esse Palácio.

A rainha recebeu os Obama pela última vez durante a visita de Estado realizada em maio de 2011, quando também se encontraram com William e Kate, então recém-casados.

O príncipe William se reuniu, além disso, com o presidente em Washington em 2014, e no ano passado, durante uma viagem pelo Reino Unido, Michelle Obama visitou o jovem casal para entregar vários presentes para seus filhos, George e Charlotte.

Está previsto que os Obama cheguem ao Reino Unido na quinta-feira, como parte de uma viagem internacional que lhes levará primeiro para a Arábia Saudita e posteriormente à Alemanha, segundo informou a Casa Branca.

Durante sua estadia de apenas três dias em território britânico, além de se encontrar com membros da monarquia, o presidente participará de um ato com jovens.

Segundo antecipou a Casa Branca, Obama tem intenção de participar do debate sobre o referendo que decidirá a saída ou a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE), que será realizado em 23 de junho, previsivelmente durante a entrevista coletiva com Cameron.

A última etapa da viagem de Obama na reta final de seu mandato se desenvolverá em Hannover (Alemanha), onde o presidente dará um discurso, em 25 de abril, sobre os "desafios" que EUA e Europa enfrentam, entre eles a ameaça do terrorismo, segundo a agenda divulgada pela Casa Branca.

Fonte: Exame

quarta-feira, 23 de março de 2016

Obama considera visitar Hiroshima

Hiroshima
A Casa Branca considera a possibilidade de que o presidente Barack Obama visite a cidade de Hiroshima quando viajar ao Japão para acompanhar a cúpula do G7 no fim de maio, disse um funcionário do governo à AFP nesta quarta-feira.

O funcionário, que pediu o anonimato, disse que a agenda de Obama durante sua visita ao país asiático ainda não está fechada, mas que não está descartada uma visita à cidade de Hiroshima, destruída por uma bomba atômica americana no dia 6 de agosto, colocando fim à Segunda Guerra Mundial.

A próxima cúpula do G7, que reúne líderes das sete grandes potências econômicas (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido) será realizada no fim de maio na cidade de Mie (centro do Japão).

Em 2008, a então presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, visitou Hiroshima, convertendo-se na mais alta representante americana a ir até a data a esse lugar.

O Japão insistiu para que os líderes do mundo visitem as cidades de Hiroshima e Nagasaki para que vejam os horrores provocados pelos ataques nucleares e unam esforços para erradicar os programas nucleares.

O porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga, preferiu não fazer comentários sobre a eventual visita de Obama, mas reiterou a postura de Tóquio a respeito: "O governo sempre convocou os líderes do mundo a visitar Hiroshima e Nagasaki para que eles mesmos vejam a realidade dos bombardeios atômicos".

"Acreditamos que é importante para promover um impulso internacional para alcançar um mundo sem armas nucleares", acrescentou.

A Casa Branca tomará a decisão final sobre a eventual visita de Obama depois que o secretário de Estado, John Kerry, participar da reunião de ministros das Relações Exteriores em Hiroshima em 10 e 11 de abril, antes da cúpula.

A Segunda Guerra Mundial terminou com a capitulação do Japão em meados de agosto de 1945, após os ataques dos Estados Unidos sobre Hiroshima (6 de agosto) e Nagasaki (9 de agosto), que deixaram 140.000 e 74.000 mortos, respectivamente.

Fonte: Exame

segunda-feira, 21 de março de 2016

Obama se reúne com Castro, ponto alto de sua visita a Cuba

Presidente americano Barack Obama e o presidente de Cuba Raul Castro, em Cuba, dia 21/03/2016
Barack Obama e Raúl Castro apertaram as mãos e sorriram para as câmeras ao iniciar nesta segunda-feira sua reunião, ponto alto da visita do presidente americano à ilha comunista.

A reunião, realizada no Palácio da Revolução, constitui o primeiro encontro de Obama com Raúl desde que chegou a Havana, no domingo à tarde.

Antes de ir para a reunião, Obama depositou flores no monumento do herói nacional cubano José Martí, localizado na Praça da Revolução.

O secretário de Estado americano, John Kerry, destacou esse "momento histórico" e o que significou "ter ouvido os dois hinos juntos, em Havana, com o presidente dos Estados Unidos".

Temas sensíveis

Obama se reúne com um presidente que já deixou claro que não está disposto a negociar qualquer mudança em sua política a pedido ou por pressão dos Estados Unidos, seu adversário por mais de meio século.

Mesmo assim, acredita que haverá uma mudança em Cuba, como declarou antes do esperado encontro com seu colega.

"Vai ocorrer uma mudança aqui e acredito que Raúl Castro entende isso", disse Obama ao canal ABC na capital cubana, embora tenha reconhecido que não ocorrerá "da noite para o dia".

"Ainda temos divergências significativas sobre direitos humanos e liberdades individuais em Cuba. Acreditamos que agora podemos potencializar nossa capacidade para promover mais mudanças", acrescentou.

O chefe de Estado americano quer, no entanto, aproveitar sua viagem história para abordar francamente temas sensíveis como o dos direitos humanos, em um ambiente ofuscado pela detenção temporária de dezenas de dissidentes cubanos que protestavam no domingo pouco antes da chegada de Obama.

"Temos ainda diferenças significativas sobre direitos humanos e liberdades individuais. Achamos que agora podemos potencializar nossa capacidade de promover mudanças", declarou Obama à ABC.

Recentemente, Obama se comprometeu por escrito com as Damas de Branco, cuja líder Berta Soler ficou detida por várias horas, a falar com Raúl sobre os obstáculos nesses temas.

Obama também se reunirá na terça com dissidentes na embaixada, em um encontro para o qual Soler foi convidada. Ela critica Obama por fazer concessões a Raúl sem que, em troca, tenham cessado "a perseguição e violência contra opositores".

Reclamação

Obama, de 54 anos, e Raúl, de 84, se reuniram duas vezes desde que lançaram, no final de 2014, o processo de normalização das relações bilaterais.

A primeira reunião ocorreu em abril de 2015, dentro da Cúpula das Américas, no Panamá, e a segunda, cinco meses depois, nas Nações Unidas, em Nova York.

Raúl Castro certamente espera abordar o tema que mais preocupa Cuba em sua relação com Estados Unidos: o embargo econômico vigente desde 1962.

Obama, que é favorável ao levantamento do embargo, recorreu as suas atribuições executivas para abrandar algumas das medidas que castigam os cubanos, mas o Congresso, nas mãos da oposição republicana, é o único que pode desmontar a teia de restrições.

O chanceler cubano Bruno Rodríguez, que deus cordiais boas-vindas a Obama no aeroporto, reiterou que as medidas da Casa Branca são positivas, mas limitadas.

As autoridades insistem que Obama pode fazer mais contra o embargo, depois de ter restabelecido os voos comerciais diretos, autorizado alguns investimentos importantes e facilitado as viagens dos americanos, que ainda não podem fazer turismo livremente.

"Não há dúvidas de que ainda temos muito trabalho por fazer, e parte disso é conseguir o fim do embargo", comentou o presidente dos Estados Unidos.

"Não creio que a visita de Obama tenha um impacto imediato na política cubana, muito menos em decisões pontuais do regime em curto prazo", comentou à AFP Michael Shifter, presidente do centro de análises Diálogo Interamericano.

Farc

O presidente Obama também se reunirá com pequenos empresários dos dois países, enquanto sua esposa, Michelle, encontrará estudantes no centro cultural Fábrica de Arte.

Estas reuniões podem ser para os dois a chance de ouvir os cubanos, pois não tiveram essa oportunidade durante a visita que no domingo fizeram ao setor antigo de Havana por causa da chuva e das fortes medidas de segurança.

Na terça, Obama também fará um histórico discurso ao povo cubano, que será transmitido ao vivo, e depois irá a um jogo de beisebol, atividades que encerrarão sua visita a Havan.

Durante esta segunda, o secretário de Estado americano John Kerry se reunirá em separado com os negociadores das Farc e o governo colombiano que tentam alcançar um acordo para acabar com mais de meio século de confronto armado.

Os Estados Unidos, que financiaram por anos a luta contra a guerrilha comunista, apoiam o processo de paz da Colômbia e as gestões de Kerry podem ser definitivas agora que o diálogo parece estancado.

Fonte: Exame

Obama compartilha fotos de sua visita a Cuba no Facebook

Presidente americano Barack Obama fala com cubanos, em Havana, dia 20/03/2016
O presidente dos EUA, Barack Obama, compartilhou nesta segunda-feira em seu perfil do Facebook várias fotos de seu primeiro dia da visita a Cuba, que dedicou fundamentalmente a passear pela parte antiga de Havana e encerrou com um jantar em família.

As fotos divulgadas sobre o domingo da família presidencial em Cuba incluem uma da chegada da comitiva americana ao aeroporto internacional José Martí, na qual é possível ver Obama, sua esposa, Michelle, e suas duas filhas, aos pés do Air Force One.

Outra foto mostra Obama sustentando um guarda-chuva durante a forte tempestade que caiu no domingo na capital cubana enquanto cumprimenta sorridente várias mulheres em uma das ruas de Velha Havana.

Na seguinte imagem aparecem Obama e seu assessor adjunto de segurança nacional, Ben Rhodes, conversando com o cardeal cubano e arcebispo de Havana, Jaime Ortega, durante uma visita à Catedral da cidade.

A última foto mostra o lado mais descontraído de Obama, que aparece rindo junto a sua filha mais velha, Malia, no restaurante "San Cristóbal", situado emcCentro de Havana e onde a família presidencial jantou no domingo.

As fotos estão acompanhadas de um pequeno texto de Obama que começa com uma saudação em espanhol. "Hola desde Cuba" (Oi desde Cuba)

"Estou aqui para enterrar o último vestígio da Guerra Fria nas Américas e criar uma nova era de entendimento que nos ajude a melhorar o dia a dia dos cubanos", afirmou Obama na mensagem.

Segundo o presidente, segue havendo diferenças "grandes e reais" entre seu governo e o cubano, fundamentalmente sobre "como promover" as oportunidades e os direitos humanos, mas também há muitas coisas compartilhadas, entre elas "o amor pelo beisebol".

"Acredito que, trabalhando junto ao povo cubano, nossos dois países podem começar uma nova viagem juntos que gere progresso para nossos dois povos", conclui.

Obama é o primeiro presidente americano em exercício que pisa em solo cubano em quase 90 anos.

O líder chegou no domingo a Havana acompanhado de toda sua família e nesta segunda-feira foi recebido no Palácio da Revolução pelo líder cubano, Raúl Castro.

Fonte: Exame

sexta-feira, 18 de março de 2016

Barack Obama viaja a Cuba para selar aproximação

Turistas passam por cartaz com o presidente americano Barack Obama e o presidente cubano Raul Castro, em Havana, dia 17/03/2016
Barack Obama chega neste domingo a Cuba para selar uma aproximação entre dois países inimaginável há pouco tempo e saudada de forma unânime em todo o mundo.

Um êxito de sua política externa, que contrasta com a polêmica gerada por suas decisões no Oriente Médio.

A prudência é a palavra chave da política externa do 44º presidente dos Estados Unidos, eleito com a promessa de colocar fim a duas guerras (Iraque e Afeganistão).

Quando convocou a escrever "um novo capítulo" com este país situado diante da Flórida, demonstrou, no entanto, uma audácia que nenhum de seus antecessores havia apresentado.

Quando o avião presidencial Air Force One aterrissar no domingo em Cuba, dois dias depois do que levará o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e cerca de um século após a última visita de um presidente americano em exercício, Obama virará uma página da história dos Estados Unidos e permitirá que a imagem da primeira potência mundial mude em toda a América Latina.

Acompanhado nesta viagem por sua esposa, Michelle, e por suas duas filhas, Malia e Sasha, se reunirá sozinho com o presidente cubano, Raúl Castro.

Não está previsto, no entanto, nenhum encontro com seu irmão mais velho, Fidel, afastado do governo há uma década.

Obama, que também se reunirá com dissidentes e atores da vida econômica, dirigirá na terça-feira um discurso a todos os cubanos através da rádio e da televisão, como em 17 de dezembro de 2014, quando anunciou a partir da Casa Branca a aproximação entre os dois países hostis.

"Consideramos este discurso um momento único na história de nossos dois países", explicou Ben Rhodes, assessor próximo do presidente americano, que dirigiu durante 18 meses as negociações secretas com Havana.

Uma visita em família pela cidade velha, homenagem ao pai da independência José Martí na praça da Revolução, partida de beisebol: a viagem de três dias também estará repleta de eventos simbólicos e imagens fortes.

Processo irreversível

A chegada do primeiro presidente negro dos Estados Unidos - 30 anos mais jovem que Raúl Castro - também terá um impacto particular no seio da comunidade afrocubana, notoriamente sub-representada entre a elite política cubana.

A aposta da Casa Branca é estabelecer vínculos suficientes, apesar do embargo econômico que o Congresso se nega por enquanto a revogar, para dificultar qualquer recuo que um eventual presidente dos Estados Unidos em 2017 queira fazer.

"Queremos que este processo de normalização seja irreversível", destacou Ben Rhodes, que insiste no impacto das políticas já empreendidas: facilitação das viagens, flexibilização das restrições comerciais.

Aos que o criticam por não ter conseguido concessões reais por parte do regime castrista, em particular em matéria de direitos humanos, o presidente americano promete discussões francas, reconhece que as mudanças levarão tempo e insiste na necessidade de romper com o isolamento, que considera estéril.

Durante o restabelecimento das relações diplomáticas no verão de 2015, Obama lembrou - para destacar o caráter anacrônico da política em vigor - que elas foram suspensas por Dwight Eisenhower em 1961, no ano em que ele nasceu.

Doutrina Obama

A publicação, poucos dias antes desta histórica viagem, de um longo artigo no The Atlantic sobre a "Doutrina Obama", reavivou o debate sobre o saldo da política externa do presidente e sua visão do lugar dos Estados Unidos no mundo.

Reticências em intervir militarmente, mesmo sob o risco de criar um vácuo que outros - Rússia em primeiro lugar - tentarão preencher. Tempo de reação considerado muito lento diante do avanço dos jihadistas do Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

O artigo expõe detalhadamente as críticas dirigidas ao presidente democrata. E também passa a palavra a ele.

Insistindo em suas convicções, o presidente elogia as virtudes do diálogo com seus inimigos, o acordo com o Irã sobre seu programa nuclear, insiste nos erros de seu antecessor, George W. Bush, no momento de recorrer à força militar.

Adverte contra os impulsos belicistas incontroláveis e também destaca a necessidade de que nos Estados Unidos não fiquem obcecados apenas com o Oriente Médio, mas que também dediquem suas energias a outras partes do mundo: Ásia, mas também África e América Latina.

Fonte: Exame

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Obama e Xi conversam sobre acordo do clima, diz agência

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama e o presidente chinês, Xi Jinping
O presidente da China, Xi Jinping, conversou por telefone nesta segunda-feira com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre o acordo de combate às mudanças climáticas alcançado em Paris no fim de semana, relatou a agência de notícias oficial chinesa Xinhua.

Xi expressou vontade de trabalhar com os Estados Unidos na implementação do acordo, que estabelece o curso para uma transformação histórica na economia mundial, após décadas de tentativas de conter o aquecimento global.

Fonte:Exame/Abril

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Obama promete destruir o Estado Islâmico em discurso na TV

Presidente dos EUA, Barack Obama, em Manila. 19/11/2015
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu “destruir” o grupo Estado Islâmico , este domingo (6), em um raro discurso à nação a partir da Casa Branca.

“A ameaça do terrorismo é real, mas vamos superá-la”, disse Barack Obama, num discurso transmitido pela televisão, apenas o terceiro que profere a partir da Sala Oval.

“Vamos destruir o Estado Islâmico e qualquer organização que tente fazer-nos mal”.

Obama, descreveu, o ataque em San Bernardino, (Califórnia), que deixou 14 mortos, como um “ato de terrorismo”.

“Neste momento, não há qualquer indicação de que os atacantes foram dirigidos por um grupo terrorista a partir do estrangeiro”, afirmou Obama, para quem é, contudo, “claro” que o casal que perpetrou o ataque de quarta-feira “seguiu o caminho obscuro da radicalização”, “abraçando uma pervertida interpretação do Islã que apela à guerra contra a América e o Ocidente”.

O presidente também apela para que sejam aprovadas leis mais rígidas para a compra de armas, citando em especial rifles de assalto, para que os americanos estejam mais seguros contra atentados terroristas e contra ações de grupos como o Estado Islâmico.

Fonte: Exame/Abril