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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Equidade de gênero no mercado de trabalho vai demorar 80 anos, indica estudo


Apesar do aumento de mulheres no mercado de trabalho nas últimas décadas, a equidade com os homens pode levar até 80 anos, segundo o Relatório Global de Equidade de Gênero, do Fórum Econômico Mundial. Para tentar diminuir esse tempo, equivalente a uma geração, pesquisa feita com líderes de 400 empresas ao redor do mundo indicou que três medidas prioritárias podem ser tomadas. Todas relacionadas ao engajamento da corporação na estratégia.

As medidas constam do estudo Women Fast Forward, feito pela consultoria Ernst & Young (EY) e apresentado hoje (9) no Rio de Janeiro. O trabalho indica como prioridade: “Iluminar o caminho para a liderança feminina, acelerar a mudança na cultura empresarial com políticas corporativas progressistas e construir um ambiente de apoio”, alicerçado no combate ao preconceito “consciente e inconsciente”, para aumentar o ritmo das empresas rumo à equidade.

De acordo com Tatiana da Ponte, sócia de Impostos da EY no Brasil, uma das principais vantagens da paridade é o ganho financeiro. Entre as empresas pesquisadas, 64% daquelas com melhores resultados econômicos encorajam suas funcionárias. Isso se deve, segundo ela, ao aumento da participação na tomada de decisões e favorece a visão global.

“Não é porque isso [a visão global] é mais da mulher ou do homem. É porque o aumento da participação gera diversidade. São opiniões diferentes subsidiando as decisões”, explicou.

Para desenvolver as estratégias, Tatiana esclareceu que é preciso definir oportunidades de progresso na carreira e dar exemplos. “Não adianta defender a diversidade e não ter mulheres nos conselhos, na direção”, disse. “As funcionárias precisam se ver nesses cargos para acreditar que dá para chegar lá”, completou. Outra medida, segundo ela, é a flexibilidade na carga horária, adotando prazos mais longos, por exemplo, para licença maternidade ou paternidade.

“Estamos caminhando para um momento em que não só a mulher tem que achar espaço no mercado de trabalho, o homem também tem que achar um espaço na família. Quando a divisão de tarefas for mais igual para os dois lados, todo mundo ganhará, principalmente, os filhos. A presença mais atuante do pai na formação dos filhos nos dá crianças mais fortes”, afirmou.

Outra pesquisa sobre a participação de mulheres no mercado de trabalho da EY apresentada hoje descobriu que a vivência no esporte pode ajudar nos negócios. Com base em 400 entrevistas, a consultoria identificou que, na hora de tomar decisões importantes, aquelas mulheres que foram atletas são mais determinadas, guiadas por valores éticos e pelo espírito de equipe.

“O esporte ensina habilidades de liderança intangíveis que não podem ser ensinados na escola”, disse Beth Brooke-Marciniak, vice-presidente de Políticas Públicas da EY e ex-atleta de basquete.

No Brasil, a ex-nadadora Fabíola Molina, com três medalhas olímpicas, que foi acompanhada por projeto de incentivo à presença de mulheres atletas no mundo dos negócios, confirma a tese. Desde 2013 ela dirige a própria empresa, de roupas de natação e moda praia, e afirma que o espírito de superação e a imposição de objetivos é fundamental para bater metas.

“Aprendi com o esporte, por exemplo que eu aplico na empresa, é a questão da perseverança, não desistir diante das dificuldades, porque no mundo corporativo, assim como no esporte têm muita”, contou Fabíola. “É preciso acredita no caminho e no seu potencial”, declarou.

Outras habilidades que são desenvolvidas pelo esporte são a capacidade de visão de longo prazo e de montar e manter as equipes motivadas, segundo as próprias entrevistadas.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Google entra na briga com Microsoft por mercado corporativo

Sede do Google na Califórnia
O Google entrou de cabeça na briga por empresas. A empresa anunciou hoje uma nova estratégia para que clientes corporativos assinem com a plataforma Apps for Work—para uso corporativo do editor de texto, planilhas, e-mail, entre outros serviços.

A ideia é conquistar novos clientes que usem ferramentas de produtividade de outros desenvolvedores. O grande alvo aqui é a Microsoft com o pacote Office, principal do tipo para usuários corporativos.

O anúncio tem duas vantagens para as empresas. A principal é poder usufruir do pacote de aplicativos do Google sem precisar pagar por isso--por tempo determinado, é claro.

A ideia é que as corporações não tenham duas despesas (serviços do Google + serviços já funcionando). Acabado o contrato original com a outra empresa, o cliente deve assinar o Apps for Work do Google.

A segunda vantagem é não ter que pagar os custos de migração de um serviço para o outro. O próprio Google se compromete com essa mudança.

A empresa acredita que a adoção do seu serviço pode diminuir as despesas para empresas. De acordo com Alessandro Leal, diretor de Google for Work no Brasil, é possível atingir economia de até 70% com a migração para o serviço da empresa.

A estratégia havia sido adotada nos EUA no mês passado. A essência era a mesma. A empresa não precisa pagar pela assinatura do Apps for Work enquanto houver um contrato ativo com outra fornecedora de software, como a Microsoft.

Fonte:Exame/Abril

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Setor de serviços fecha 33.535 vagas em setembro, diz Caged

O setor de serviços foi o responsável pelo maior número de vagas formais de trabalho fechadas em setembro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta sexta-feira, 23, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

No total, foram encerrados 33.535 postos no setor. O número é resultado de 530.846 admissões e 564.381 desligamentos no período.

Todos os setores da economia fecharam vagas no mês passado. O segundo maior responsável por fechamento de postos no mês passado foi a construção civil, com saldo negativo de 28.221.

O comércio encerrou 17.253, seguido da indústria de transformação, com menos 10.915. Tradicionalmente com saldo positivo, mesmo enquanto outros setores demitiam, a agricultura fechou 3.246 vagas no mês passado.

Já a administração pública registrou retração de 1.088 postos de emprego formal.

No total, o Brasil fechou 95.602 vagas formais de emprego em setembro, informou o ministério, o pior resultado para o mês da série histórica iniciada em 1992. Os dados do Caged são fruto de 1.326.735 admissões e 1.422.337 demissões.


Fonte: Exame/Abril