Mais de 12,6 mil alunos da rede pública de educação do Rio ficaram sem aulas hoje (24), após o fechamento de 49 escolas, creches e espaços de Desenvolvimento Infantil devido a operações das polícias Civil e Militar em diversas comunidades do Rio, Baixada Fluminense e região metropolitana.
A finalidade é localizar traficantes de drogas e os responsáveis pelo resgate, no domingo (19), do traficante Nicolas Labre Pereira de Jesus, 28 anos, o Fat Family, do Hospital Municipal Souza Aguiar, na região central da cidade.
Somente no Complexo da Maré, 5.531 alunos ficaram sem aula com o fechamento de 12 escolas, três creches e seis espaços de Desenvolvimento Infantil. O objetivo da ação era prender o traficante Fat Family, que estaria escondido na favela Nova Holanda. O esconderijo do traficante foi localizado, mas ele conseguiu fugir.
Na ação, três homens morreram e um policial civil ficou ferido na perna, mas sem gravidade. Uma grande quantidade de drogas, ainda não contabilizada, foi apreendida pela Polícia Civil.
A Polícia Militar intensificou as ações diárias realizadas desde segunda-feira (20), após o resgate do traficante Fat Family. Nessas ações são empregados militares de 27 batalhões da PM em diversos pontos do Rio.
Por determinação do comando da corporação, a PM ocupará, por tempo indeterminado, a Favela do Jacarezinho, onde tentam prender os homens que mataram ontem (23) o sargento Ericson Gonçalves do Rosário, de 34 anos. Os criminosos emboscaram um carro da UPP do Jacarezinho do alto do telhado de uma fábrica e mataram com um tiro de fuzil o militar que estava com outros colegas dentro do carro.
Fonte: Agência Brasil
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sexta-feira, 24 de junho de 2016
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Rio condena 13 policiais por tortura e morte de Amarildo
A 35ª Vara Criminal do Rio de Janeiro condenou 13 dos 25 policiais militares acusados da tortura e morte do pedreiro Amarildo de Souza, em 2013, na Rocinha, na zona sul da cidade.
Entre eles está o ex-comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha major Edson Santos, condenado a 13 anos e sete meses de prisão pelos crimes de tortura e ocultação de cadáver.
Outro condenado é o tenente Luiz Felipe Medeiros, subcomandante da UPP na época do desaparecimento de Amarildo, que recebeu a pena de dez anos e sete meses de prisão pelos crimes de tortura, ocultação de cadáver e fraude processual (por ter tentado prejudicar a investigação do crime).
A segunda maior pena recaiu sobre o soldado Douglas Roberto Vital Machado: 11 anos e seis meses, pelos crimes de tortura e ocultação de cadáver.
A Justiça também condenou, pelos mesmos crimes, a dez anos e quatro meses de reclusão, os soldados Marlon Campos Reis, Jorge Luiz Gonçalves Coelho, Jairo da Conceição Ribas, Anderson César Soares Maia, Wellington Tavares da Silva, Fábio Brasil da Rocha da Graça e Felipe Maia Queiroz Moura.
As policiais Rachel de Souza Peixoto e Thaís Rodrigues Gusmão receberam pena de nove anos e quatro meses cada uma.
O décimo terceiro réu, o soldado Victor Vinicius Pereira da Silva, teve a punição extinta por ter morrido no ano passado.
Os 12 condenados também vão perder a função pública.
Investigação
O caso aconteceu em julho de 2013, quando o então comandante da UPP, major Edson Santos, determinou que os policiais de sua unidade localizassem suspeitos de ligação com a venda de drogas na comunidade e levassem essas pessoas à sede da UPP, para interrogá-las.
Durante a ação, os policiais receberam a informação de que Amarildo de Souza "estaria com as chaves do paiol do tráfico".
O pedreiro então foi detido e levado para a base da UPP. Ali, segundo a Justiça, sob as ordens dos dois oficiais da UPP, Amarildo foi torturado e morto por um grupo de policiais, enquanto outros faziam a vigilância do entorno da base. Depois da morte, os policiais ocultaram o corpo.
O advogado João Tancredo, que auxilia a família de Amarildo, disse que a condenação é um reconhecimento da morte do pedreiro pelo Estado.
“O sentimento [da família] é que não importa o tempo de pena. O que importa é que o Estado reconheceu que foram os policiais que sequestraram e assassinaram Amarildo”, disse. O corpo do pedreiro nunca foi localizado.
Fonte: Exame
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Policiais acusados de tortura de jovens no Rio são presos
Queixas.com.br
A Polícia Civil prendeu os oito policiais militares acusados de tortura e estupro de vulnerável cometidos contra quatro jovens na madrugada de 25 de dezembro de 2015.
Os mandados de prisão temporária foram expedidos na última quarta-feira (13) pela 34ª Vara Criminal e cumpridos ontem (14) pela Delegacia da Cidade Nova (6ª DP), com apoio da Corregedoria da Polícia Militar.
Jordane Cabral da Silva, Vinicius de Amorim Tosta, Antônio Carlos de Oliveira, Diogo Santos Bocks da Silva, Helder Omena Ferreira Ribeiro, Rafael dos Santos do Amaral, Wesley Medina Assis e Carlos André Lourenço do Nascimento ficarão à disposição da Justiça comum.
Os oito policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) das comunidades da Coroa, Fallet e Fogueteiro, em Santa Teresa, na região central da cidade, são acusados de torturar os jovens, com idades entre 13 e 23 anos.
Eles retornavam para Santa Teresa, por volta das 4h da madrugada, quando foram abordados pelos militares.
Em depoimento na 6ª DP, no dia do crime, as quatro vítimas contaram que foram abordadas, agredidas e obrigadas a ficar nuas na Rua Prefeito João Felipe, na madrugada do dia de Natal.
De acordo com os relatos dos jovens, os policiais fizeram a abordagem com chutes no rosto e no tórax, acusando as vítimas de serem bandidos.
Depois, partiram para a tortura. Segundo a denúncia, os agentes feriram com uma faca quente e um isqueiro os quatro jovens, que ainda foram obrigados a ficarem nus e a praticar sexo oral entre eles, enquanto um dos PM os filmava.
Fonte: Exame
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