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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Perfume traces could help to solve crimes

Perfume
Scientists have found that the chemical components of a fragrance can transfer from one person's clothing to another's - even if any contact is brief.

The scent's signature lingers for days, although it lessens over time.

The team says this is a proof-of-principal study, but suggests that perfumes have the potential to be used as trace evidence.

We know abut 90% of women and 60% of men use perfume on a regular basis
Simona Gherghel, University College London

The researchers, writing in the journal Science and Justice, said that analysing fragrances could be a useful tool in cases where there has been close physical contact, such as sexual assaults.

Lead researcher Simona Gherghel, from University College London, said: "We thought there was a lot of potential with perfume because a lot of people use it. We know about 90% of women and 60% of men use perfume on a regular basis.

"While there is a lot of work in forensic science on transfers - for example, the transfer of fibres or the transfer of gun-shot residue - until now there has been no research on the transfer of perfumes."

Forensic reconstruction

Perfumes are concocted from many different chemical components, which in combination give an individual fragrance its distinctive smell.

We've shown that first, perfume does transfer, and second, we can identify when that transfer has happened
Dr Ruth Morgan, UCL Centre for the Forensic Sciences

The researchers, looking at a single male fragrance, found that some of these components were easily transferred from one piece of cotton to another.

When the two pieces of material were pressed together for just a minute, 15 out of 44 chemical components were detected on the second piece of fabric. If the contact time increased to 10 minutes, 18 components were measured.
The scientists also tracked how time affected the transfer of the volatile compounds.

They found that five minutes after an initial spray of fragrance, 24 out of 44 perfume components were detected on the second piece of fabric after it had been in contact for 10 minutes. Six hours after the perfume was applied, 12 components were transferred and seven days later, six volatile components were retained.

Dr Ruth Morgan, director of the UCL Centre for the Forensic Sciences, said: "It is a pilot study and a proof-of-concept study. We've shown that first, perfume does transfer, and second, we can identify when that transfer has happened.

"In the future there could well be situations where contact between two individuals is made and this is a way of discerning what kind of contact is made and when it was made."

However the team added that any evidence would have to be collected extremely quickly after an offence, which could limit its usefulness. They said it was also unlikely that fragrance would be used alone to solve a case.

Dr Morgan added: "It is not going to be a one-stop indicator. In most investigations we would be hopeful that there would be multiple lines of investigation. We wouldn't want it to just be DNA or just a fingerprint or just perfume. But in combination, with other forms off evidence, that's the way it builds up into a very compelling picture."

The team said more work now needs to be done to assess how perfumes transfer in more realistic forensic reconstructions.

Source: BBC

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Pesquisador quer prever quais bebês vão virar criminosos

Bebês gêmeos
Um pesquisador quer prever o seu destino - mas, ao invés de ler sua mão, ele pretende usar estatística. Richard Berk, criminalista e professor da Universidade da Pensilvânia, trabalha criando modelos matemáticos que antecipam o comportamento das pessoas desde os anos 60.

O seu próximo desafio é usar Inteligência Artifical para "adivinhar" que cidadãos se tornaram menores infratores... Assim que eles chegarem à maternidade.

O cientista já criou uma série de "bolas de cristal" para o sistema criminal americano: alguns de seus sistemas usam informações demográficas para classificar o risco de reincidência de ex-presidiários a partir dos dados de criminosos anteriores.

Agora, ele quer observar fatores de risco de criminalidade muitos anos antes dele ser cometido - um salto exponencial até comparado ao filme de ficção científica Minority Report, onde videntes trabalhavam para o Estado revelando informações sobre criminosos horas antes dos incidentes.

O lugar por onde o pesquisador pretende começar é a Noruega. Lá, o governo mantem uma quantidade gigantesca de dados sobre cada cidadão, em arquivos individuais - ou seja, é o "alimento perfeito" para que um computador encontre padrões e tendências.

A ideia de Berk e de colegas seus da Universidade de Olso é treinar a Inteligência Artificial com dados sobre bebês e suas circunstâncias de nascimento e levar o computador a buscar correlações com o destino dessas mesmas pessoas na adolescência e na fase adulta.

Quanto maior a qualidade dos dados entregues ao computador, melhores as predições que ele pode fazer. Isso significa que a Inteligência Artifical precisa ser alimentada com informação contextual e critérios para saber o que procurar. A princípio, o histórico dos pais e o ambiente no qual a criança nasce forneceriam a base de pesquisa.

No momento que o computador é capaz de entender o que há de comum entre bebês que se tornaram menores infratores, é possível usar o mesmo modelo estatístico para inferir a chance de novas crianças nascidas nas mesmas condições de se tornarem futuras criminosas antes dos 18 anos.

Os pesquisadores ainda não sabem o quão aberto o governo norueguês estará a oferecer seu banco de dados para a ciência, como um professor de Oslo disse à agência Bloomberg.

Para além dos estudos acadêmicos, as aplicações desse conhecimento tem algumas preocupações éticas importantes. Os modelos estatísticos que já são usados no sistema criminal, por exemplo, tem passado por sérias controvérsias.

Em primeiro lugar, a influência deles pode subverter a lógica da inocência até que se prove a culpa. Além disso, algoritmos "são aquilo que comem", em um nível ainda mais visceral que os humanos.

Se eles são alimentados com dados que, historicamente, são influenciados por um viés racial e social, naturalmente a análise do computador - ainda que ele seja tecnicamente neutro - vai refletir esses preconceitos.

Com isso, a inteligência pode ser artificial, mas a abertura para a discriminação e a injustiça vão indistinguíveis das humanas.

Fonte: Superinteressante

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Tio de traficante resgatado de hospital deve ser levado para Bangu, decide juiz

O juiz titular da Vara de Execuções Penais, Eduardo Oberg, determinou, hoje ( 20), a transferência, em caráter urgente, do traficante Edson Pereira Firmino de Jesus, conhecido como Zaca, do Instituto Penal Vicente Piragibe para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino (Bangu 1), no Complexo de Gericinó.

Zaca é tio do traficante Nicolas Labre Pereira de Jesus, conhecido como Fat Family, resgatado por homens armados neste domingo (19) do Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro do Rio.

A decisão do magistrado foi tomada, entre outras razões, com base no noticiário e em um áudio disseminado pelo aplicativo WhatsApp, no qual um criminoso comunica-se com Zaca e comemora a retirada de Fat Family do hospital.

“Tais provas com fortes evidências, na doutrina e jurisprudência, indicam que deve o juiz adotar medida cautelar de resguardo da segurança pública”, afirmou o juiz Eduardo Oberg. O titular da Vara de Execuções Penais também determinou que a Delegacia de Homicídios abra inquérito para apurar a conduta de Zaca e de outros detentos no sistema penitenciário.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Criminosos roubam senhas de usuários do Netflix

Netflix
Ver os seus filmes preferidos no conforto de seu lar pode render uma nova dor de cabeça.

Segundo a empresa de segurança Symantec, criminosos virtuais elaboraram uma técnica para roubar informações dos usuários do serviço de streaming de filmes Netflix, como senhas de acesso ao serviço e até dados de cartão de crédito, utilizando ataques que incluem o uso de arquivos maliciosos (trojans) e páginas falsas (phishing).

Os ataques, que já são comuns em outras partes do mundo, começaram a acontecer no Brasil em janeiro.

De acordo com a empresa, o ataque acontece quando uma pessoa clica em um anúncio publicitário ou e-mail falso enviado pelos cibercriminosos, que em geral oferecem promoções ou mesmo acesso gratuito ao Netflix.

O link leva o usuário a uma página de internet falsa, que inicia o download automático de um arquivo malicioso, um trojan.

A partir de então, ele passa a monitorar a navegação do usuário e envia para o cibercriminoso as credenciais de acesso ao serviço de vídeo sob demanda.

No caso dos ataques de phishing, a Symantec descobriu que criminosos da Dinamarca enviaram um e-mail para usuários dizendo que a plataforma precisava ser atualizada e que havia um problema no pagamento.

Ao clicar no link para a atualização, a pessoa era encaminhada para um site falso da Netflix, que exigia todos os dados necessários para criar uma conta. Os dados, então, ficavam à disposição dos criminosos.

Preço de banana

Além de obter informações de maneira ilegal dos usuários, estas campanhas de malware e phishing ajudam os grupos de ataque a reunir as informações necessárias para invadir e usar as contas Netflix das vítimas.

Entretanto, estes grupos não mantêm o acesso somente para si. Há um grande mercado clandestino direcionado a usuários que desejam acessar o Netflix gratuitamente ou com preço reduzido, com preços de US$ 0,25 para acessar livremente uma conta roubada.

Os produtos podem até mesmo permitir que os clientes abram sua própria loja ilegal. As ofertas mais comuns são para contas Netflix existentes. Estas contas fornecem, geralmente, um mês de acesso ao serviço.

Na maioria dos anúncios para esses serviços, o vendedor pede que o comprador não altere qualquer informação nas contas, como a senha, pois isso pode fazer com que o usuários real perceba e o acesso seja inutilizado.

De acordo com a Symantec, mais de 300 mil contas estão disponíveis no mercado negro. Um outro mercado é o de geradores de contas Netflix.

As contas criadas através destas ferramentas são, na maior parte das vezes, provenientes de assinaturas Netflix ou informações de cartões de pagamento roubadas.

Os desenvolvedores deste tipo atualizam regularmente as suas bases de dados com novas contas e desativam aquelas que não funcionam mais.

Os compradores podem usar este software para si ou revender as contas geradas no mercado negro.

Fonte: Exame

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Governo anuncia queda dos 11 índices de criminalidade em SP

Arma de fogo

Queixas.com.br

Pela primeira vez desde 2001, todos os 11 índices de criminalidade registrados pelo governo foram reduzidos no Estado de São Paulo.

A queda mais expressiva foi o número de homicídios. Em 2015 aconteceram 3.757 mortes violentas ante 4.293 em 2014, uma queda de 12,49%.

Esta foi a primeira vez que o número de homicídios no ano ficou abaixo de 4 mil. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 26, pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) e pelo secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes.

Na capital paulista também houve queda: em 2015 foram registrados 991 homicídios ante 1.131 em 2014, uma queda de 12,38%. Pela primeira vez, São Paulo fechou o ano com menos de mil homicídios.

Com isso, a taxa de mortes violentas na capital passou de 10,1 casos por 100 mil habitantes, em 2014, para 8,73, no ano passado. Segundo Moraes, a taxa nacional é de 30 por 100 mil.

"A causa da queda dos 11 indicadores de índices criminais foi a integração das polícias e investimentos na área de inteligência e tecnologia", afirmou o secretário de Segurança Pública.

Latrocínios

O número de latrocínios (roubo seguido de morte) também caiu. No Estado, foram 345 casos em 2015 ante 374 em 2014, uma queda de 7,75%.

Na capital, aconteceram 147 casos em 2014 ante 118 em 2015 - uma queda ainda maior, de 19,73%.

Segundo Alckmin, o bom resultado foi obtido após a entrada em vigor da lei de combate ao desmanche no Estado.

"Foi o primeiro ano da lei. Se você combate o desmanche, cai o número de roubos e consequentemente também caem os latrocínios."

Fonte: Exame

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

A volta do Baader-Meinhof? Guerrilheiros tentaram assalto, diz polícia alemã


Da esq. para a direita: Burkhard Garweg, Daniela Klette e Ernst-Volker Staub

Um roubo fracassado no norte da Alemanha, em junho do ano passado, teria sido de autoria de membros procurados da facção esquerdista RAF (sigla de Red Army Faction, Facção do Exército Vermelho), segundo a polícia.

A facção, também chamada de grupo Baader-Meinhof, matou mais de 30 pessoas em sua luta contra o capitalismo entre os anos de 1970 e 1980.

Em 1998, o grupo divulgou uma declaração afirmando que o "projeto de guerrilha urbana" havia acabado.

Porém, em junho de 2015, membros da facção atiraram contra um carro-forte, mas não conseguiram abrir suas portas e levar o dinheiro (cerca de 1 milhão de euros).

Os três abandonaram o local do crime – o estacionamento de um supermercado em Gross Mackenstedt, nos arredores de Bremen – em um Ford Focus.

Ao analisarem impressões digitais e amostras de DNA, peritos identificaram os ex-membros do grupo Ernst-Volker Staub, de 58 anos, Daniela Klette, de 57, e Burkhard Garweg, de idade desconhecida.

Analistas afirmam que os ex-membros do RAF podem estar ficando sem dinheiro na medida em que envelhecem. Eles acham menos provável que o dinheiro serviria para financiar uma nova campanha de guerrilha urbana.
O trio também é investigado por outro roubo frustrado, no mês passado, em Wolfsburg.

Roupas camufladas

De acordo com as investigações, os criminosos abordaram o carro-forte usando uma van. Eles deram marcha ré e jogaram o alvo contra um muro.
Os três usavam máscaras e roupas camufladas. Vídeos de câmeras de segurança mostraram os homens armados com dois fuzis Kalashnikov e um lançador de granadas.

À policia divulgou fotos de como eles estariam hoje

Eles fizeram disparos contra os pneus, o para-brisas e a blindagem do veículo.
O carro usado na fuga, um Focus, foi achado uma semana depois em uma floresta próxima a Gross Ippener – a nove minutos da cena do crime.

A ação de 2015 está agora sendo ligada a outros dois ataques, um no final de dezembro e outro há 17 anos.

O DNA de dois dos três suspeitos, Klette e Staub, teria sido achado na cena de um roubo em Duisburg, na região de Ruhr, no oeste da Alemanha em 1999.
Na ocasião, os ladrões levaram 1 milhão de marcos alemães (cerca de 500 mil euros).

Despesas

No mês passado, três homens armados com um lançador de granadas atacaram outro carro-forte em Nordsteimke, perto de Wolfsburg.
A ação teve características semelhantes ao do roubo de junho de 2015.

Carro usado no assalto

O alvo era um veículo blindado que saía de um supermercado com a renda do dia. Porém a ação foi frustrada pelo motorista, e os criminosos saíram de mãos vazias.

O promotor público Lutz Gaebel disse que há uma ligação entre as duas ações, mas não há indícios de "atividades terroristas". Ele acredita que os suspeitos queriam apenas o dinheiro para uso pessoal.

A polícia alemã colocou os três na lista de procurados e oferece recompensas por pistas sobre seu paradeiro.

O que era a Facção do Exército Vermelho da Alemanha?

Nascido do movimento estudantil radical da década de 1960, o RAF era formado principalmente por jovens de classe média que acreditavam lutar contra o sistema capitalista vigente na Alemanha Ocidental e que via o governo alemão como extensão da autoritária estrutura de estado nazista.

Eles tinham ligações com grupos militantes radicais do Oriente Médio e escolhiam seus alvos entre banqueiros alemães, empresários, juízes e militares americanos.

No auge de sua popularidade, tinham a simpatia de cerca de um quarto dos jovens da Alemanha Ocidental.


Porém eram vistos por seus críticos como niilistas assassinos – desesperados por uma causa, mas sem objetivos políticos reais.

Fonte:BBC Brasil