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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Blast in St. Petersburg metro station kills 9: authorities


Photo: Reuters

At least nine people were killed and 20 were injured when an explosion tore through a train carriage in the St. Petersburg metro system on Monday, the Russian National Anti-Terrorist Committee said.

Interfax news agency quoted an unnamed source as saying the blast, which occurred when the train was between two stations, was caused by a bomb filled with shrapnel.

President Vladimir Putin, who was in the city for a meeting with Belarus's leader, said he was considering all possible causes for the blast, including terrorism and was consulting with security services.

Ambulances and fire engines descended on the concrete-and-glass Sennaya Ploshchad metro station. A helicopter hovered overhead as crowds gathered to observe rescue operations.

"I appeal to you citizens of St. Petersburg and guests of our city to be alert, attentive and cautious and to behave in a responsible matter in light of events," St Petersburg Governor Georgy Poltavchenko said in an address.

An attack on St Petersburg, Russia's old imperial capital, would have some symbolic force for any militant group, especially Islamic State or Chechen secessionist rebels. Attacks in the past have largely concentrated on Moscow, including an attack on an airport, a theater and in 2010 a metro train.

Video showed injured people lying bleeding on a platform, some being treated by emergency services and fellow passengers. Others ran away from the platform amid clouds of smoke, some screaming or holding their hands to their faces.

A huge hole was blown open in the side of a carriage with metal wreckage strewn across the platform. Passengers were seen hammering at the windows of one closed carriage. Russian TV said many had suffered lacerations from glass shards and metal.

Russia has been the target of attacks by separatist Islamist Chechen militants in past years. Islamic State, which has drawn recruits from the ranks of Chechen rebels, has also threatened attacks across Russia in retaliation for Russian military intervention in Syria.

The Russian air force and special forces have been supporting President Bashar al-Assad in fighting rebel groups and Islamic State fighters now being driven out of their Syrian strongholds.

ALL STATIONS CLOSED

St. Petersburg emergency services at first said that there had been two explosions. But a source in the emergency services later said that there had been only one but that the explosion had occurred in a tunnel between stations.

The blast occurred at 2.40 p.m., well shy of the evening rush hour.

Authorities closed all St. Petersburg metro stations. The Moscow metro said it was taking unspecified additional security measures in case of an attack there.

Russia has been on particular alert against Chechen rebels returning from Syria and wary of any attempts to resume attacks that dogged the country several years ago.

At least 38 people were killed in 2010 when two female suicide bombers detonated bombs on packed Moscow metro trains.

Over 330 people, half of them children, were killed in 2004 when police stormed a school in southern Russia after a hostage taking by Islamist militants. In 2002, 120 hostages were killed when police stormed a Moscow theater to end another hostage-taking.

Putin, as prime minister, launched a 1999 campaign to crush a separatist government in the Muslim southern region of Chechnya, and as president continued a hard line in suppressing rebellion.

Source: Reuters

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Síria pode negociar, mas não com terroristas, diz Assad

O presidente sírio Bashar al-Assad, em Damasco
O presidente da Síria, Bashar al Assad, afirmou que seu governo está disposto a negociar uma solução política para a guerra que afeta seu país, mas não com organizações terroristas, e que não cogita deixar a Síria sob nenhuma circunstância.

Em entrevista exclusiva à Agência Efe, o líder sírio deixou aberta a via do diálogo, quando se aproxima um momento crítico dentro dos esforços internacionais encaminhados a pôr fim a um conflito bélico que entrará em breve em seu quinto ano e que causou várias centenas de milhares de mortes.

Reforçado no plano militar pela recente ajuda russa, Assad lembrou sua exigência de que, primeiro, é preciso acabar com a rebelião armada e, depois, dialogar "com uma oposição real, nacional e patriótica, que tenha suas raízes na Síria e que só se relacione com os sírios, não com qualquer outro Estado ou regime no mundo".

O presidente sírio cobrou que as potências ocidentais se concentrem em parar "o fluxo de terroristas" que chega a Síria e Iraque, "especialmente através da Turquia", assim como o "volume de dinheiro saudita e catariano" que, segundo ele, financia as atividades dos extremistas de ideologia sunita radical.

Para Assad, a Arábia Saudita, a Turquia e o Catar "são os principais responsáveis pelas atrocidades" cometidas pelo autodenominado Estado Islâmico (EI) e, se a comunidade internacional pressionasse estes três países para que deixassem de apoiar os terroristas, "este conflito terminaria em menos de um ano", afirmou taxativamente na entrevista, a primeira concedida por ele a uma agência internacional de notícias desde que começou o conflito.

O governante sírio dedicou palavras especialmente duras contra o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que, segundo ele, não mudará na "atitude criminosa" que "adota desde o começo da crise por meio do apoio aos terroristas de todas as formas possíveis".

A aspiração de Erdogan, segundo o presidente sírio, é transformar a Turquia no eixo para toda a região da ideologia adotada pelo grupo Irmandade Muçulmana, "e o último bastião de seu sonho é a Síria".

Segundo Assad, a recente derrubada do caça-bombardeiro russo pelo exército turco "foi uma reação insensata", mas que não reflete a forma de pensar de Erdogan, e sim "a realidade seu instinto, seu instinto visceral em relação à participação russa", um país cuja intervenção prejudicou a estratégia turca de domínio.

O presidente sírio criticou também o governo dos Estados Unidos porque "não se atreve a dizer que o Catar, desde o começo, e depois a Arábia Saudita, o tinha enganado" com relação à verdadeira natureza do levante que acontece na Síria.

Além disso, Bashar al Assad denunciou que tanto os Estados Unidos como a França não são "sérios" quando afirmam que querem acabar com os terroristas, porque o presidente Barack Obama falou a princípio em apenas "conter" o EI - e não em destrui-lo -, enquanto o chefe de Estado francês, François Hollande, só começou a buscar a aniquilação do EI depois do massacre ocorrido em outubro em Paris.

"Isto significa que este intenso bombardeio é só para dissipar a ira da opinião pública francesa, e não para lutar contra o terrorismo. Se você quer lutar contra o terrorismo, não espera que ocorram tiroteios para fazê-lo", enfatizou o líder sírio.

Assad estendeu a crítica à União Europeia, à qual reprova, salvo exceções, por não ter uma política independente.

"A pergunta que fazemos, não só durante esta crise, mas antes, durante digamos os últimos dez anos, especialmente depois da Guerra do Iraque, é: continua existindo uma Europa politicamente ou é apenas um satélite da política dos Estados Unidos?", questionou.

Já a Rússia, em sua opinião, não só está buscando a estabilidade na Síria e na região, mas ao atuar militarmente em seu país "está defendendo a Europa diretamente".

Assad negou que o presidente russo, Vladimir Putin, tenha lhe pedido algo em troca de sua decisiva ajuda militar, nem que deixe o poder ou que autorize a construção de uma nova base permanente russa na Síria.

"Quando os russos deram início a sua participação na guerra contra o terrorismo, as conquistas dos exércitos russo e sírio em duas semanas foram muito maiores que as da aliança (dirigida pelos EUA) durante mais de um ano", ressaltou.

A propósito da visita do secretário de Estado dos EUA, John Kerry, a Moscou, que ocorrerá nos próximos dias, o presidente sírio se mostrou absolutamente convicto da solidez sem fissuras da aliança entre Moscou e Damasco.

Perguntado se não teme algum tipo de negociação entre Rússia e EUA que seja realizada pelas costas de Damasco (em particular, uma troca de concessões entre os casos de Ucrânia e Síria), Assad comentou que "os russos são pragmáticos, mas ao mesmo tempo estão adotando uma política moral baseada em valores e princípios, não apenas em interesses, e o bom de sua posição é que não há conflito ou contradição entre seus valores e seus interesses".

Assad arescentou, ainda, que no caso de uma hipotética negociação, "os russos sabem muito bem que nenhuma solução pode ser aplicada se não for mediante um compromisso entre os sírios".

Fonte:Exame/Abril

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Hollande pedirá a Obama e Putin uma coalizão única contra EI

François Hollande discursa no Palácio do Eliseu, em Paris
O presidente da França, François Hollande, reivindicou nesta segunda-feira a criação de uma "única coalizão internacional" contra o Estado Islâmico (EI), para o que se reunirá nos próximos dias com os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Vladimir Putin.

Em discurso no Palácio de Versalhes perante o parlamento reunido de forma extraordinária em sessão bicameral, Hollande assinalou que seu país pedirá uma reunião "no prazo mais breve" do Conselho de Segurança da ONU para aprovar uma resolução contra o EI.

"Até então, a França intensificará suas operações" na Síria, disse, acrescentando que a incorporação do porta-aviões Charles de Gaulle aos bombardeios, a partir de 18 de novembro, "triplicará nossas capacidades operativas".

Em um discurso repleto de medidas e anúncios, o presidente francês explicou que deu instruções a seu ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian, para que peça a seus colegas da União Europeia (UE) que quando um Estado-membro seja agredido "todos os demais" o ajudem.

"A Síria se transformou na maior fábrica de terroristas", declarou em seu discurso, de pouco mais de meia hora de duração.

Hollande considerou "vital" que a Europa acolha os imigrantes que pedem asilo, mas também pediu "controles sistemáticos e coordenados" nas fronteiras da UE e reivindicou a aprovação do arquivo europeu de passageiros aéreos (PNR) antes do final de ano.

Fonte:Exame/Abril