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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Rússia espera que Putin e Obama falem sobre Síria no G20

O presidente russo, Vladimir Putin (E), e o presidente americano, Barack Obama
Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Barack Obama, não programaram uma reunião bilateral na cúpula do G20 que começa neste fim de semana na China, mas é provável que aproveitem a reunião para, pelo menos, falarem sobre a Síria, disse nesta quarta-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

"Não está prevista uma reunião, mas acreditamos que é muito provável que Putin e Obama tenham a oportunidade de conversar durante a cúpula. De uma forma ou de outra, está claro que ambos vão trocar opiniões sobre o assunto sírio", disse Peskov em entrevista coletiva.

Apesar de todas as diferenças que os dois líderes mantêm sobre o presente e o futuro da Síria, Rússia e Estados Unidos vêm cooperando como nunca neste assunto nas últimas semanas, tanto para coordenar suas operações no terreno, como para assentar o caminho para a paz no país árabe.

Os dois países negociam no mais alto nível um cessar-fogo durável na Síria, mas não foram capazes até agora de coincidir em quais milícias armadas sírias pertencem à oposição moderada e quais fazem parte de organizações terroristas.

O governo americano reconheceu que os jihadistas da Frente al Nusra lutam ao lado da oposição moderada em Aleppo e prometeu separar seus aliados dos terroristas, mas também acusou o regime sírio de Bashar al Assad, que é um aliado da Rússia, de bombardear a população civil e exigiu o fim desses ataques.

A Rússia, por sua vez, defende que a operação militar em Aleppo, a segunda cidade mais importante do país, tem objetivos humanitários e denuncia que parte da oposição armada apoiada pelos EUA se nega a respeitar o cessar-fogo e prefere lutar lado a lado com os terroristas.

Fonte: EFE

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

EUA enviam aviões para proteger posições curdas na Síria

Bombardeios da Rússia na Síria
O Pentágono confirmou nesta sexta-feira o envio de aviões para proteger posições curdas entre as quais se encontram forças especiais americanas na cidade de Hasakah, nordeste da Síria, após a região ter sido alvo de bombardeios do regime do presidente Sírio, Bashar al Assad.

"Isto foi feito como uma medida para proteger às forças da coalizão. Deixamos claro que a força aérea dos Estados Unidos defenderia as tropas no território se elas fossem ameaçadas", afirmou o capitão Jeff Davis, porta-voz do Pentágono, em declarações à imprensa americana.

De acordo com Davis, aviões sírios SU-24 lançaram bombas na quinta-feira em uma região "perigosamente próxima" de onde estão situadas forças especiais dos EUA que lutam junto com a milícia curda YPG em Hasakah.

As forças americanas, que formalmente participam como auxiliares das milícias curdas na região e não entram em combate, não registraram vítimas nem feridos, embora vários milicianos curdos possam ter sido mortos no bombardeio, ainda que não haja confirmação oficial destas informações.

Após o ataque, as forças especiais foram retiradas da região.

Davis acrescentou que as forças da coalizão no terreno tentaram comunicação com os aviões sírios sem receber resposta, e depois se comunicaram com a Rússia em um canal conjunto, mas sua resposta foi que as aeronaves russas não fizeram parte do ataque.

Quando os aviões americanos chegaram, os caças sírios já tinham abandonado a região.

Os curdos controlam grande parte do nordeste e do norte da Síria, perto da fronteira com a Turquia, onde proclamaram uma região autônoma, mas ainda lutam contra facções pró-governo na cidade de Hasakah.

Fonte: REUTERS

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Indignação mundial após bombardeio contra refugiados sírios

Bombardeios em campo de refugiados na Síria
A comunidade internacional expressou indignação com os bombardeios que mataram cerca de 30 pessoas nesta quinta-feira em um campo de refugiados do norte da Síria, considerados "crime de guerra" pela ONU.

Além disso, ao menos 73 pessoas morreram nas últimas 24 horas em uma batalha entre as forças do regime de Bashar al-Assad e a Frente Al-Nosra, braço sírio da Al-Qaeda, em uma área ao sul de Aleppo, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Na quinta-feira à noite, 28 civis, incluindo crianças, morreram em ataques contra um campo de deslocados que fugiam dos combates na província de Idleb (noroeste).

Até o momento não foi possível determinar quem está por trás dos bombardeios, perto da cidade de Sarmada, na fronteira com a Turquia. Aviões do regime, da Rússia e da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos sobrevoam a Síria.

O governo negou qualquer envolvimento. O exército sírio chegou a afirmar que os rebeldes atacaram recentemente "alvos civis" para depois acusar o governo de Damasco. Os insurgentes, no entanto, não dispõem de aviões.

A Rússia também negou que qualquer avião do país ou da Síria tenha sobrevoado na quinta-feira a região do campo de refugiados.

"Nenhum avião russo ou qualquer outro sobrevoou a área", afirmou o porta-voz do ministério russo da Defesa, Igor Konashenkov, antes de destacar que o campo de deslocados poderia ter sido alvo de um ataque "premeditado ou acidental de artilharia" dos jihadistas da Frente Al-Nosra.

Os rebeldes sírios acusam a aviação do regime de Damasco de ser responsável pelo bombardeio.

Os vídeos divulgados na internet por militantes - apresentados como imagens da tragédia - mostram barracas azuis destruídas, em chamas, em meio a gritos de adultos e choro de crianças.

"Que Deus os amaldiçoe"

"Que Deus os amaldiçoe", grita uma pessoa em um dos vídeos.

"Onde estão as ONGs?", questiona outro.

Muitos voluntários correram para tentar apagar as chamas no campo devastado. Nas imagens também é possível observar os feridos, incluindo muitas mulheres, gritando de dor.

Em outro vídeo, equipes de emergência colocam cobertores sobre os corpos carbonizados. Várias vítimas perderam membros e as cenas são fortes.

"Os bombardeios são um crime de guerra", anunciou o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos.

"Estes acampamentos de barracas estão instalados nesta área há várias semanas e podem ser observados com facilidade. É extremamente improvável que os ataques tenham sido acidentais. É muito mais provável que tenham sido deliberados e constituam um crime de guerra", afirmou Zeid Ra'ad Al Hussein em um comunicado.

A diplomacia britânica se declarou "horrorizada" com o ataque, que atribuiu ao regime de Assad.

Stephen O'Brien, secretário da ONU para Assuntos Humanitários, concordou que o ataque "pode constituir um crime de guerra" e pediu uma investigação imediata.

A União Europeia chamou o ataque de "inaceitável" e o governo dos Estados Unidos afirmou que, embora não esteja confirmada a autoria do regime sírio no bombardeio, este corresponde "totalmente" a suas operações anteriores.

A guerra na Síria, que desde 2011 provocou mais de 270.000 morte, forçou milhões de pessoas a fugir, o que provocou uma tragédia humanitário que tem consequências inclusive na Europa.

Fonte: AFP

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Turquia e EUA matam 63 militantes do EI na Síria

Ataques aereos pela Turquia e EUA na Síria
O exército da Turquia disse nesta segunda-feira que bombardeios e ataques com drones realizados pela coalizão liderada pelos EUA têm atingido posições do Estado Islâmico na Síria e mataram um total de 63 militantes.

Quatro drones implantados a partir da base aérea de Incirlik, um ponto de partida para os EUA, participaram da operação e mataram 29 militantes.

Os ataques aéreos foram informados por informações recolhidas pelo exército turco, disse a agência privada de notícias Dogan.

Os restantes 34 militantes foram mortos por disparos de foguetes e bombardeios da Turquia, de acordo com a agência estatal Anadolu.

A ofensiva começou no domingo, quando quatro foguetes disparados da Síria atingiram a cidade fronteiriça turca de Kilis e feriu oito pessoas.

Fonte: Associated Press.

ONU pede que trégua na Síria seja estendida a todo país

Defesa civil tira pessoa de prédio após bombardeio em Alepo, Síria, dia 22/04/2016
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta segunda-feira que a trégua parcial em vigor em algumas zonas da Síria seja estendida a todo o país, especialmente à cidade de Aleppo, palco de repetidos bombardeios nos últimos dias.

"O secretário-geral está profundamente preocupado pela perigosa escalada da luta em Aleppo e seus arredores e o sofrimento intolerável (...) que está causando entre os civis", disse as Nações Unidas através de um comunicado.

Ban pediu que a renovada cessação de hostilidades iniciada nas províncias de Damasco e Latakia se estenda "a outras partes da Síria, com especial urgência para Aleppo".

Na última semana, a principal cidade do norte da Síria sofreu uma onda de violência que deixou pelo menos 244 mortos, segundo a apuração do Observatório Sírio de Direitos Humanos, apesar de seguir em vigor o cessar-fogo declarado em fevereiro.

O chefe da ONU chamou hoje todos os atores internacionais -principalmente Rússia e Estados Unidos- para que "redobrem seus esforços para ajudar as partes sírias" a retomar esse cessar-fogo em todo o território.

Em uma tentativa de salvar a cessação das hostilidades, Rússia e EUA acordaram na sexta-feira uma trégua parcial em Latakia e Ghouta Oriental, nos arredores de Damasco.

"O colapso da cessação de hostilidades só trará mais violência, morte e destruição, e além disso debilitará os esforços para encontrar uma solução negociada a esta brutal guerra", afirmou Ban.

Fonte: Exame

segunda-feira, 14 de março de 2016

Putin anuncia início da retirada de tropas russas da Síria

Presidente da Rússia, Vladimir Putin, durante reunião sobre corrupção, dia 26/01/2016
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ordenou nesta segunda-feira o início da retirada das tropas militares russas da Síria a partir desta terça-feira.

Segundo o presidente russo, a medida deve ajudar a servir como um estímulo para as negociações políticas na Síria. Putin disse que coordenou o movimento juntamente com o presidente sírio, Bashar al-Assad.

No entanto, Putin disse que a base aérea russa de Hemeimeem, localizada na província costeira de Latakia, na Síria, e uma academia naval no porto sírio de Tartous continuarão a operar.

Fonte: Exame

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Sueca resgatada no Iraque não conhecia o Estado Islâmico

A sueca Marylin Nevalainen, de 16 anos
A adolescente sueca que era refém do Estado Islâmico (EI) e que foi nesta semana resgatada por forças curdas nos arredores de Mosul, Iraque, disse que não fazia a menor ideia do que era o grupo extremista quando deixou a Europa com seu namorado para viajar à Síria.

Marliyn Nevalainen, de apenas 16 anos, concedeu uma entrevista nesta quarta-feira para um canal de televisão curdo e o vídeo da conversa foi divulgado pelo jornal britânico The Telegraph. “Ele (o namorado) disse que queria ir para o Estado Islâmico e eu disse que tudo bem. Eu não sabia o que era aquilo ou o que significava”, contou.

O casal deixou a Suécia em maio de 2015 e chegou até a Síria via Turquia. De lá, foram levados por militantes do EI até Mosul. Os detalhes sobre que aconteceu com a dupla até o momento do resgate da jovem não estão claros, mas uma fonte informou para o jornal britânico The Independent que Marilyn era mantida no país contra a sua vontade.

“Na Suécia tínhamos tudo e quando cheguei lá (ao território controlado pelo EI), não tínhamos nada: nem água, nem eletricidade e nem dinheiro. Era uma vida muito difícil”, continuou. Ao conseguir um telefone, ligou para sua mãe na Suécia e pediu para ser resgatada.

Segundo um comunicado do Conselho de Segurança da Região do Curdistão no Twitter, a família e as autoridades suecas teriam então entrado em contato com as forças curdas para que auxiliassem no resgate de Marilyn. Não há informações consolidadas sobre o que teria acontecido com seu namorado.

A jovem agora está em território curdo no Iraque e será em breve levada de volta para casa. Ainda de acordo com os curdos, Marilyn é da cidade de Boras, que fica na região oeste da Suécia e a 57 quilômetros de Gotemburgo, a segunda maior cidade do país.

Um jornal baseado em Boras, o Boras Tidning, disse ter entrado em contato com familiares de Marilyn, que não quiseram comentar a história, e também com o governo sueco, que informou não ter quaisquer informações sobre o caso.

Fonte: Exame

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

ONU responsabiliza potências por degradação na Síria

Bomba que não explodiu em rua após bombardeio de forças pró-regime sírio, Síria, dia 11/02/2016
A comissão da ONU que documenta os crimes na Síria garantiu nesta segunda-feira que a crescente participação de atores exteriores na guerra está dificultando ainda mais a situação e aumenta o risco de uma "internacionalização" do conflito.

"O conflito virou uma guerra indireta com várias partes dirigida desde o exterior através de uma intrincada rede de alianças", disseram os especialistas das Nações Unidas em seu último relatório, apresentado hoje.

O documento destaca que, "paradoxalmente, os atores internacionais e regionais que estão pressionando ostensivamente para uma solução pacífica à guerra continuam ao mesmo tempo alimentando a escalada militar".

Entre outras intervenções estrangeiras, os especialistas das Nações Unidas destacam as operações aéreas da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI) e o apoio que desde o ar a Rússia está dando ao regime sírio.

O presidente da comissão, Paulo Pinheiro, explicou em entrevista coletiva que o número cada vez maior de atores que intervêm na guerra "levou a uma escalada das hostilidades", que por sua vez resultou "em mais mortes de civis".

Essa "multiplicação" de atores no conflito, particularmente desde o ar, derivou em uma situação "mais intensa e mais difícil", acrescentou Vitit Muntarbhorn, membro do grupo.

Muntarbhorn explicou que dado que sua equipe não tem acesso físico à Síria, não está em posição de identificar os responsáveis de "alguns ataques aéreos nos quais foram documentadas violações" das normas internacionais, embora esteja investigando.

Fonte: Exame

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Rússia convoca ONU por temer operação turca na Síria

Polícia e bandeira da Turquia na frente de igreja grega ortodoxa, dia 18/11/2015
A Rússia convocará nesta sexta-feira uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, depois que a Turquia defendeu uma operação militar terrestre na Síria com seus aliados, anunciou em um comunicado a diplomacia russa.

"A Rússia tem a intenção de convocar hoje uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para debater este tema, e submeter um projeto de resolução que consiste em por fim a todas as ações que socavam a soberania e a integridade territorial da Síria", indica o ministério russo das Relações Exteriores.

A Turquia defendeu uma intervenção militar terrestre da coalizão internacional na Síria, o que arruinaria definitivamente a possibilidade de um cessar-fogo, que devia inicialmente entrar em vigor nesta sexta.

Fonte: Exame

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Drone mostra cidade síria devastada pela guerra; veja

Imagem captada por drone da cidade de Homs, na Síria.
Homs, agora, é uma cidade em ruínas. O lugar foi um dos primeiros e mais importantes centros a se rebelar contra o regime do presidente sírio Bashar al-Assad, na esteira da Primavera Árabe, em 2011.

Cinco anos de conflitos sangrentos entre as forças da oposição e tropas leais ao governo, porém, transformaram vários bairros da outrora pujante cidade - a terceira maior da Síria - em escombros.

Imagens desoladoras da destruição em Homs foram captadas por um drone, guiado pelo cinegrafista russo Alexander Pushkin, que escreveu em sua página no YouTube: "As pessoas deixaram esta parte da cidade para sempre".

A filmagem mostra apenas alguns veículos solitários dirigindo pelas ruas abandonadas de prédios, escolas e mesquitas em ruínas.

Em um determinado momento, três meninos aparecem andando em meio ao entulho enquanto o drone sobrevoa o local.

Veja no vídeo abaixo:

Fonte: Exame

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Governo sírio está disposto a ter negociações de paz

Cartaz do presidente Bashar al-Assad na rua destruída da cidade de Homs, Síria, dia 7/12/2015
O governo da Síria está "disposto a participar" nas negociações previstas para o fim de janeiro em Genebra para tentar acabar com a guerra civil, afirmou em Pequim o ministro sírio das Relações Exteriores, Walid Muallem.

"A Síria está disposta a participar no diálogo entre sírios em Genebra, sem interferência estrangeira", declarou Muallem após um encontro com seu colega chinês, Wang Yi.

A China é membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, cujos 15 integrantes, incluindo a Rússia, aprovaram na semana passada, pela primeira vez em quase cinco anos de conflito, uma resolução que estabelece um mapa do caminho para uma solução política à guerra civil na Síria.

"Nossa delegação estará preparada uma vez que recebamos a lista da delegação da oposição. Esperamos que este diálogo nos ajude a criar um governo de união nacional", disse o chanceler do regime de Bashar al-Assad.

Ele também afirmou que a Síria espera receber uma lista de "organizações terroristas" que não terão a permissão de participar nas negociações.

Além das negociações entre a oposição e o regime de Damasco, assim como um cessar-fogo, o texto da resolução aprovada prevê um governo de transição em seis meses e eleições em 18 meses.

O conflito na Síria deixou mais de 250.000 mortos. De acordo com Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), 4,4 milhões de sírios fugiram do país desde 2011.

Ao mesmo tempo, o governo japonês informou que está investigando o suposto sequestro de um jornalista do país por um grupo armado na Síria, notícia divulgada pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

"Sabemos que a RSF publicou esta informação, mas não podemos comentá-la", disse o porta-voz do governo do Japão, Yoshihide Suga.

"Garantir a segurança dos japoneses no exterior é nosso dever", completou, antes de afirmar que o governo mobilizou "ao máximo várias redes de informação".

De acordo com a RSF, o jornalista Jumpei Yasuda foi sequestrado em julho de 2015 quando investigava na Síria, entre outros temas, a execução pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) de seu colega Kenji Goto, um dos dois japoneses decapitados em janeiro.

"Jumpei Yasuda está em perigo, os sequestradores iniciaram uma contagem regressiva", afirmou a RSF.

Fonte:Exame/Abril

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Chega ao Canadá primeiro avião com refugiados sírios

Funcionários do aeroporto de Mississauga, Ontario, recebem os refugiados sírios e entregam sacolas de recepção, dia 11/12/2015
Um avião com 163 refugiados sírios a bordo pousou no aeroporto de Toronto, Canadá, no fim da noite de quinta-feira, onde foram eles foram recebidos pelo primeiro-ministro Justin Trudeau.

O governo canadense espera receber 10.000 refugiados sírios até o fim do ano.

"Recordaremos este dia", afirmou Trudeau antes de receber os refugiados, incluindo muitas mulheres e crianças.

O primeiro grupo viajou em um avião de transporte de tropas, que decolou de Beirute e fez uma escala técnica na Alemanha.

O novo governo liberal canadense prometeu durante a campanha receber este ano 25.000 refugiados sírios.

Mas recuou no mês passado, alegando problemas logísticos e depois de receber críticas de que o governo de Ottawa atuava com muita pressa, apesar das preocupações em termos de segurança depois dos atentados de Paris Paris.

O ministro da Imigração John McCallum declarou ter a esperança de que o governo possa receber 10.000 refugiados até 31 de dezembro.

O governo espera a chegada de outros 15.000 até o fim de fevereiro.

Desde o início de 2014, o Canadá recebeu 3.500 refugiados sírios.

Fonte:Exame/Abril

Síria pode negociar, mas não com terroristas, diz Assad

O presidente sírio Bashar al-Assad, em Damasco
O presidente da Síria, Bashar al Assad, afirmou que seu governo está disposto a negociar uma solução política para a guerra que afeta seu país, mas não com organizações terroristas, e que não cogita deixar a Síria sob nenhuma circunstância.

Em entrevista exclusiva à Agência Efe, o líder sírio deixou aberta a via do diálogo, quando se aproxima um momento crítico dentro dos esforços internacionais encaminhados a pôr fim a um conflito bélico que entrará em breve em seu quinto ano e que causou várias centenas de milhares de mortes.

Reforçado no plano militar pela recente ajuda russa, Assad lembrou sua exigência de que, primeiro, é preciso acabar com a rebelião armada e, depois, dialogar "com uma oposição real, nacional e patriótica, que tenha suas raízes na Síria e que só se relacione com os sírios, não com qualquer outro Estado ou regime no mundo".

O presidente sírio cobrou que as potências ocidentais se concentrem em parar "o fluxo de terroristas" que chega a Síria e Iraque, "especialmente através da Turquia", assim como o "volume de dinheiro saudita e catariano" que, segundo ele, financia as atividades dos extremistas de ideologia sunita radical.

Para Assad, a Arábia Saudita, a Turquia e o Catar "são os principais responsáveis pelas atrocidades" cometidas pelo autodenominado Estado Islâmico (EI) e, se a comunidade internacional pressionasse estes três países para que deixassem de apoiar os terroristas, "este conflito terminaria em menos de um ano", afirmou taxativamente na entrevista, a primeira concedida por ele a uma agência internacional de notícias desde que começou o conflito.

O governante sírio dedicou palavras especialmente duras contra o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que, segundo ele, não mudará na "atitude criminosa" que "adota desde o começo da crise por meio do apoio aos terroristas de todas as formas possíveis".

A aspiração de Erdogan, segundo o presidente sírio, é transformar a Turquia no eixo para toda a região da ideologia adotada pelo grupo Irmandade Muçulmana, "e o último bastião de seu sonho é a Síria".

Segundo Assad, a recente derrubada do caça-bombardeiro russo pelo exército turco "foi uma reação insensata", mas que não reflete a forma de pensar de Erdogan, e sim "a realidade seu instinto, seu instinto visceral em relação à participação russa", um país cuja intervenção prejudicou a estratégia turca de domínio.

O presidente sírio criticou também o governo dos Estados Unidos porque "não se atreve a dizer que o Catar, desde o começo, e depois a Arábia Saudita, o tinha enganado" com relação à verdadeira natureza do levante que acontece na Síria.

Além disso, Bashar al Assad denunciou que tanto os Estados Unidos como a França não são "sérios" quando afirmam que querem acabar com os terroristas, porque o presidente Barack Obama falou a princípio em apenas "conter" o EI - e não em destrui-lo -, enquanto o chefe de Estado francês, François Hollande, só começou a buscar a aniquilação do EI depois do massacre ocorrido em outubro em Paris.

"Isto significa que este intenso bombardeio é só para dissipar a ira da opinião pública francesa, e não para lutar contra o terrorismo. Se você quer lutar contra o terrorismo, não espera que ocorram tiroteios para fazê-lo", enfatizou o líder sírio.

Assad estendeu a crítica à União Europeia, à qual reprova, salvo exceções, por não ter uma política independente.

"A pergunta que fazemos, não só durante esta crise, mas antes, durante digamos os últimos dez anos, especialmente depois da Guerra do Iraque, é: continua existindo uma Europa politicamente ou é apenas um satélite da política dos Estados Unidos?", questionou.

Já a Rússia, em sua opinião, não só está buscando a estabilidade na Síria e na região, mas ao atuar militarmente em seu país "está defendendo a Europa diretamente".

Assad negou que o presidente russo, Vladimir Putin, tenha lhe pedido algo em troca de sua decisiva ajuda militar, nem que deixe o poder ou que autorize a construção de uma nova base permanente russa na Síria.

"Quando os russos deram início a sua participação na guerra contra o terrorismo, as conquistas dos exércitos russo e sírio em duas semanas foram muito maiores que as da aliança (dirigida pelos EUA) durante mais de um ano", ressaltou.

A propósito da visita do secretário de Estado dos EUA, John Kerry, a Moscou, que ocorrerá nos próximos dias, o presidente sírio se mostrou absolutamente convicto da solidez sem fissuras da aliança entre Moscou e Damasco.

Perguntado se não teme algum tipo de negociação entre Rússia e EUA que seja realizada pelas costas de Damasco (em particular, uma troca de concessões entre os casos de Ucrânia e Síria), Assad comentou que "os russos são pragmáticos, mas ao mesmo tempo estão adotando uma política moral baseada em valores e princípios, não apenas em interesses, e o bom de sua posição é que não há conflito ou contradição entre seus valores e seus interesses".

Assad arescentou, ainda, que no caso de uma hipotética negociação, "os russos sabem muito bem que nenhuma solução pode ser aplicada se não for mediante um compromisso entre os sírios".

Fonte:Exame/Abril

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Hollande pedirá a Obama e Putin uma coalizão única contra EI

François Hollande discursa no Palácio do Eliseu, em Paris
O presidente da França, François Hollande, reivindicou nesta segunda-feira a criação de uma "única coalizão internacional" contra o Estado Islâmico (EI), para o que se reunirá nos próximos dias com os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Vladimir Putin.

Em discurso no Palácio de Versalhes perante o parlamento reunido de forma extraordinária em sessão bicameral, Hollande assinalou que seu país pedirá uma reunião "no prazo mais breve" do Conselho de Segurança da ONU para aprovar uma resolução contra o EI.

"Até então, a França intensificará suas operações" na Síria, disse, acrescentando que a incorporação do porta-aviões Charles de Gaulle aos bombardeios, a partir de 18 de novembro, "triplicará nossas capacidades operativas".

Em um discurso repleto de medidas e anúncios, o presidente francês explicou que deu instruções a seu ministro da Defesa, Jean-Yves Le Drian, para que peça a seus colegas da União Europeia (UE) que quando um Estado-membro seja agredido "todos os demais" o ajudem.

"A Síria se transformou na maior fábrica de terroristas", declarou em seu discurso, de pouco mais de meia hora de duração.

Hollande considerou "vital" que a Europa acolha os imigrantes que pedem asilo, mas também pediu "controles sistemáticos e coordenados" nas fronteiras da UE e reivindicou a aprovação do arquivo europeu de passageiros aéreos (PNR) antes do final de ano.

Fonte:Exame/Abril

Ataques franceses destroem depósitos de armas do EI na Síria

Imagem divulgada pela mídia jihadista mostra membros do Estado Islâmico exibindo sua bandeira na base do exército sírio na província de Raqa
Vários bombardeios executados por aviões franceses destruíram neste domingo à noite um campo de treinamento e depósitos de armas em Raqa, reduto do grupo Estado Islâmico (EI) na Síria, anunciou a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

"Durante a noite aconteceram pelo menos 36 explosões em Raqa, algumas provocadas por bombardeios aéreos, outras apenas por explosivos", afirmou à AFP Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH, que tem uma grande rede de fontes na Síria.

"As explosões sacudiram toda a cidade, aconteceram bombardeios ao norte e ao sul de Raqa", completou Abdel Rahman, para quem as explosões podem ter sido provocadas pelos ataques aéreos franceses.

Entre os alvos, o OSDH citou a "Brigada 17", um campo de treinamento que abriga depósitos de armas. O diretor do OSDH não soube informar se os ataques deixaram vítimas.

O ministério da Defesa da França informou que 10 caças lançaram 20 bombas no domingo à noite na região norte da Síria, destruindo um posto de comando e um campo de treinamento do EI.

O grupo jihadista reivindicou no sábado os atentados de sexta-feira em Paris que deixaram 129 mortos e mais de 350 feridos.

Doze aviões, incluindo 10 caças, participaram simultaneamente, a partir dos Emirados Árabes Unidos e Jordânia, na operação em Raqa.

O presidente francês, François Hollande, advertiu no sábado que o país seria "implacável" tanto a nível interno como externo após os atentados, que chamou de "ato de guerra".

A França participa há um ano na coalizão internacional contra o EI no Iraque e desde setembro ampliou as operações à Síria.

Fonte:Exame/Abril

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Presidente sírio visita Moscovo e agradece a Putin por ajuda

O presidente sírio Bashar al-Assad reuniu-se na terça-feira à noite em Moscovo com o homólogo russo Vladimir Putin, a quem agradeceu pela intervenção militar russa na Síria, na sua primeira viagem ao exterior desde o início da guerra civil em 2011.

A visita surpresa de Assad, anunciada por Moscovo e confirmada por Damasco após o retorno do presidente sírio a seu país, aconteceu no momento em que tem início a quarta semana de bombardeamentos russos.

O encontro é mais uma prova da determinação russa de apoiar a Síria e Assad, que aparece sorridente e relaxado nas imagens divulgadas pelo Kremlin.

"Gostaria de agradecer mais uma vez ao povo russo por seu apoio ao nosso país e expressar a esperança de que venceremos o terrorismo", declarou Assad, segundo a imprensa russa.
             
"Se não fosse pelas acções da Rússia, o terrorismo teria se propagado pela região, teria assumido o controlo de um território ainda maior", completou.

A reunião entre Assad e Putin aconteceu no Kremlin. Depois, os presidentes participaram num jantar ao lado dos principais ministros da área de Segurança e de vários diplomatas russos.
             
Estavam presentes os ministros russos da Defesa, Serguei Choigu, e dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, e os directores do Conselho de Segurança Russo, Nikolaï Patrushev, e de contra-espionagem (SVR), Mikhail Fradkov.
   
"A seu pedido, fornecemos uma ajuda valiosa ao povo sírio na luta contra o terrorismo", disse Putin.

"As operações aéreas russas na Síria acontecem dentro do direito internacional", afirmou Assad, de acordo com agência síria SANA.
         
Os dois concordaram que, depois das operações militares, deve aconter um "processo político".
           
"Estamos dispostos a fazer o que for possível não apenas na luta contra o terrorismo, mas também no processo político", disse Putin a Assad.

"Obviamente, todos entendem que qualquer acção militar requer os consequentes passos políticos", respondeu Assad.
           
Uma solução política do conflito é possível "com a participação de todas as forças políticas, étnicas e religiosas" do país, afirmou o presidente russo.

"A última palavra sobre a solução do conflito na Síria deve ser do povo sírio", insistiu Putin.

A Turquia reagiu com ironia à visita de Assad a Moscovo, ao mesmo tempo que apontou uma certa evolução na sua posição a respeito de uma solução para o conflito.

"Se Assad pudesse ficar por muito tempo em Moscovo, isto permitiria a seu povo recuperar e começar um período de transição", disse o primeiro-ministro Ahmet Davutoglu.

Mas o chefe de Governo turco destacou que uma transição política na Síria deve encontrar uma "fórmula que garanta a saída" de Assad.

"Não se trata de uma transição com Assad, mas é necessário um período que garanta a sua saída", disse Davutoglu.
             
Em outro momento do encontro, Putin insistiu na importância que a intervenção na Síria tem para a segurança da Rússia.
             
"Não podemos permitir que pessoas da ex-União Soviética, com experiência militar e treinadas pelos terroristas na Síria, apareçam no território da Federação da Rússia", disse Putin.
       
"No mínimo 4.000 pessoas da ex-União Soviética lutam contra as tropas governamentais da Síria", completou o presidente russo.
             
Depois da visita de Assad, uma delegação parlamentar russa viajará na quinta-feira para a Síria.
             
No campo de batalha, o exército sírio prossegue com a ofensiva nas províncias centrais de Homs e Hama, assim como em Aleppo (norte).
           
Os ataques provocaram a fuga de quase 100.000 pessoas destas províncias, segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Os governos dos Estados Unidos, que bombardeiam o grupo Estado Islâmico (EI) há mais de um ano, e da Rússia assinaram na terça-feira um memorando para impedir incidentes entre aviões dos dois países no espaço aéreo sírio, o que deve facilitar o apoio russo às forças sírias.

O conflito sírio, que começou em Março de 2011, já deixou mais de 250.000 mortos, quatro milhões de exilados e sete milhões de deslocados dentro do país.
             
Fonte: ANGOP