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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Por que velocímetro mostra velocidades que carro não atinge?

Fiat Toro
A razão é simples: questão de marketing, principalmente. E isso ocorre com todos os fabricantes de automóveis. A diferença é que alguns exageram mais, outros menos.

Essas empresas adotam velocímetros cuja escala vai muito além da velocidade máxima efetiva – mesmo considerando o erro do velocímetro (que geralmente exibe uma velocidade maior que a real), influência do vento ou declives da pista – como uma forma de passar a impressão de um desempenho maior do que de fato o veículo tem.

No caso da Toro, a própria Fiat explica que não há um padrão estabelecido de escala do velocímetro para os seus carros, podendo variar de um modelo para outro.

O do Punto T-Jet, por exemplo, indicava otimistas 270 km/h, enquanto a máxima divulgada pela própria fábrica era de 203 km/h. Outro caso clássico foi o do Renault Clio 1.0, que durante certo tempo teve um velocímetro com escala até os 250 km/h.

Mas o mais emblemático talvez seja o do Effa M100, famoso por não ter completado nosso teste de Longa Duração por deficiências no produto e na rede de pós-venda.

Apesar de a fábrica divulgar uma máxima de 120 km/h (no teste da QUATRO RODAS em 2008, ele atingiu apenas 117 km/h), seu velocímetro ia até 200 km/h. Haja coração!

Fonte: Quatro Rodas

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Estacionamento robotizado, a última moda na China

Estacionamento robotizado na China
A jovem Li Yan chega em seu carro a um estacionamento nos arredores de Pequim, mas, em vez de dar voltas em busca de uma vaga, deixa o veículo em um elevador onde será levado automaticamente a um lugar livre. O estacionamento robotizado visa facilitar a vida em uma cidade com pouco espaço.

Esse estacionamento fica no bairro de Sihui, no lado leste da capital, e é o primeiro de Pequim construído estrategicamente perto da estação de metrô local para que os motoristas combinem o uso do transporte particular com o público.

Li, que na verdade é uma das diretoras da empresa que construiu o estacionamento (Yeefung), gastou menos de 90 segundos para guardar seu veículo, e levará o mesmo tempo para buscar o automóvel.

De acordo com o chefe do departamento de trânsito local, Song Zhong, o estacionamento robotizado tem duas vantagens. "A primeira é a simplicidade, pois apenas usando o cartão de metrô ou de ônibus já é possível deixar o automóvel, e a segunda é a rapidez, porque entrar e sair desse jeito requer muito menos tempo do que o normal".

Responsável pela administração do trânsito em Sihui, Song destaca que Pequim está construindo muitos destes estacionamentos ao lado de estações de metrô e ônibus para reduzir o número de veículos particulares no centro da cidade.

A Yeefung fabricou estacionamentos automatizados suficientes para alojar 220 mil veículos em toda a China e também vendeu a tecnologia (originalmente italiana, mas que a empresa conseguiu baratear) a países como Irã, Rússia, Turquia, Índia e Tailândia, entre outros.

Enquanto na parte de baixo do estacionamento os motoristas deixam os veículos em plataformas para que de lá sejam encaminhados a algum lugar, nos andares superiores há um sistema mecânico que movimenta os carros até a vaga.

Por meio de plataformas de deslocamento vertical e horizontal com potência para suportar toneladas como se fossem uma pluma, os veículos viajam pelo interior de um estacionamento sem calçada nem paredes, e que é tão somente uma estrutura metálica com aspecto de andaime no qual se acaba encontrando lugar para deixar o carro.

O tempo e a simplicidade para estacionar são dois dos atrativos desta nova infraestrutura - nova para a China, embora no Japão este tipo de estacionamento já seja popular -, mas para os pragmáticos motoristas chineses outra vantagem é o preço.

"Com dois iuanes (R$1,00) é possível estacionar aqui o dia inteiro, enquanto no centro da cidade são cobrados cerca de 20 iuanes (R$ 20,00)", comenta Liu Yann, encarregado de supervisionar o projeto e os trâmites da instalação no estacionamento de Sihui.

Oferecer estacionamentos confortáveis, baratos e de uso rápido pode ser de grande ajuda para resolver os graves engarrafamentos de cidades chinesas como Pequim, que segundo a estatística feita periodicamente pela empresa de sistemas GPS TomTom é a 14ª cidade do mundo onde se perde mais tempo dirigindo.

Segundo a lista da empresa holandesa, andar de carro em Pequim consome 38% mais tempo do que deveria, uma porcentagem que pode subir para 60% ou 70% nos horários de pico.

A capital não é a pior cidade chinesa nesse sentido, pois existe Chengdu (com 41% de tempo perdido em engarrafamentos), e está longe da Cidade do México, a pior cidade no ranking (59%).

Fonte: EFE

quarta-feira, 23 de março de 2016

Cofundador do Uber agora investe em caminhões no Brasil

Caminhão parado
Em 2009, Oscar Salazar, juntamente com outros dois sócios, Travis Kalanick e Garrett Camp, cofundou a Uber, empresa que em menos de seis anos se tornou uma das maiores companhias do mundo. Salazar aposta agora que o mercado brasileiro de cargas rodoviárias passará pela mesma transformação que o transporte individual de passageiros, motivo pelo qual acaba de se tornar investidor e diretor da CargoX, primeira transportadora do país impulsada por tecnologia. A previsão é que nos primeiros dois anos de operação, o investimento chegue a R$ 100 milhões.

Além do empresário, Eddie Leshin, outro executivo do mercado de transportes, que atuou como diretor da C.H. Robinson e foi COO da Coyote Logistics – ambas somam um faturamento de mais de R$ 56 bilhões por ano–, também será investidor e ocupará o cargo de diretor estratégico de Operações na CargoX. Outro nome de peso é o americano Hans Hickler, ex-CEO da DHL Express nos Estados Unidos. Completam o time de investidores o Valor Capital Group (fundado por Clifford Sobel, ex-embaixador dos Estados Unidos no Brasil), Agility Logistics (uma das maiores empresas de logística com mais de 500 escritórios em 100 países) e Lumia Capital (fundada por Martin Gedalin, ex-Oracle e Chris Rogers, co-fundador da Nextel Communications).

Conectada em tempo real por um aplicativo com mais de 100 mil caminhoneiros autônomos, a empresa vem sendo estruturada desde meados de 2015 e é pautada em algumas das principais diretrizes do Uber: agilidade, flexibilidade e qualidade na experiência do contratante do serviço; além de uma base de motoristas cadastrados com processo de triagem rigoroso e responsabilidade pelas cargas transportadas. “Utilizamos a ociosidade da frota autônoma do país com o cruzamento das rotas de nossos clientes para otimizar os envios. Com essa tecnologia por trás da CargoX permitimos que os embarcadores tenham uma economia inicial de até 30% no valor do frete”, esclarece Alan Rubio, diretor de Transportes da CargoX.

Para Oscar Salazar, o momento econômico que o Brasil atravessa também foi uma oportunidade para a criação da companhia. Segundo o executivo, o mercado brasileiro de frete opera com 40% de ociosidade em sua capacidade. “As transportadoras brasileiras estão sob a pressão da crise econômica e, justamente por isso, vamos oferecer um serviço de melhor qualidade com menor custo. Para nós é o momento de apostar no país e crescer de forma exponencial,impactando positivamente no valor operacional da cadeia logística”, afirma.

“Pretendemos revolucionar o mercado de transporte de cargas no país, com o fortalecimento da cadeia logística. Nós acreditamos em um crescimento rápido, com faturamento que pode ultrapassar os R$ 48 milhões no primeiro ano de atuação”, prevê Salazar.

Fonte: Exame

segunda-feira, 7 de março de 2016

Reino Unido testará caminhões sem motoristas em estradas

Estrada
O governo do Reino Unido irá realizar testes com caminhões sem motoristas nos próximos meses em uma estrada do noroeste da Inglaterra, informou neste domingo o jornal "The Sunday Times".

De acordo com o jornal, o governo financiará um teste com um comboio de caminhões automatizados que avançarão em conjunto por uma estrada em Carlisle, no noroeste do país, uma região tranquila onde é possível analisar a tecnologia sem causar riscos.

A expectativa é que o anúncio do teste seja feito pelo ministro da Economia, George Osborne, durante a apresentação do orçamento geral do governo, marcada para ocorrer no dia 16 de março.

Até dez caminhões automatizados de grande porte seguirão um primeiro veículo conduzido por um motorista, que controlará eletronicamente a evolução de todo o grupo, segundo o jornal.

Apenas o primeiro veículo terá um condutor. No entanto, outros motoristas estarão nas cabines dos caminhões, inicialmente controlados por um computador, para casos de emergência.

O governo britânico já investiu 19 milhões de libras (24,5 milhões de euros) em outros programas piloto para testar carros sem motorista na Inglaterra.

De acordo com o "The Sunday Times", a vantagem desse tipo de veículos é que eles podem viajar com uma menor distância de segurança entre eles, o que reduz o uso de combustível e diminui a poluição.

Outros benefícios, indica o jornal, são que eles são flexíveis quanto às rotas utilizadas, o que pode contribuir para evitar congestionamentos e acidentes.

O presidente da Automobile Association (AA), a maior do Reino Unido, Edmund King, afirmou, no entanto, que esse uso desse tipo de caminhão não faz sentido já que as estradas estão sobrecarregadas.

"As vantagens dessa tecnologia podem ser notadas nas estradas desertas da Austrália, mas temos rodovias lotadas no nosso país, nas quais os motoristas estão constantemente tentando entrar e sair. Eles só vão obstruir a passagem dos carros", avaliou King.

Fonte: Exame

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Ford conversa com Google sobre carros autônomos, diz mídia

Apresentação de carro autônomo do Google em 2 de fevereiro de 2015 na Califórnia
O Google está em negociações com a montadora Ford Motor para ajudar a construir os carros autônomos da companhia de Internet, informou o Automotive News, citando uma fonte com conhecimento do projeto.

O contrato de produção, caso seja finalizado, deve ocorrer durante a feira internacional de eletrônicos de Las Vegas na primeira semana de janeiro, disse o Automotive News.

Um porta-voz do Google disse à publicação que a companhia não comentaria especulações, apesar de executivos do Google terem confirmado que a empresa está conversando com montadoras.

Mais cedo neste ano, o Google iniciou discussões com as principais montadoras do mundo e criou um time de fornecedores tradicionais e não tradicionais para acelerar os esforços para levar os carros autônomos ao mercado até 2020.

Em junho, o Google iniciou testes em protótipos de veículos autônomos com design próprio em rodovias públicas em Mountain View. A companhia também iniciou testes de protótipos de carros autônomos em Austin.

O Google deve tornar sua unidade de carros autônomos independente dentro de sua controladora, a Alphabet, no ano que vem, noticiou a Bloomberg anteriormente.

Apesar de a Ford estar atrás de alguns competidores, a montadora acelerou seu ritmo no desenvolvimento de carros autônomos neste ano e disse que expandiria sua tecnologia de segurança avançada, incluindo freios automáticos, entre outras funções.

A Reuters não pôde contatar Ford Motor e Google para comentários fora do horário comercial.

Fonte:Exame/Abril