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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Propaganda eleitoral começa hoje no rádio e na TV

Programa Eleitoral Gratuito
A propaganda eleitoral no rádio e na televisão começa hoje (25) em todos os estados, exceto no Distrito Federal, onde não há eleições para prefeito e vereador. Nas eleições deste ano, o período de propaganda foi reduzido de 45 para 35 dias, com as mudanças provocadas pela minirreforma eleitoral (Lei 13.165/2015). O primeiro turno do pleito será realizado no dia 2 de outubro.

A propaganda para os candidatos a prefeito será das 7h às 7h10 e das 12h às 12h10 no rádio. Na televisão, os programas serão das 13h às 13h10 e das 20h30 às 20h40, de segunda a sábado. A nova norma acabou com a propaganda em bloco para o cargo de vereador. As inserções de candidatos a prefeito e a vereador serão veiculadas de segunda a domingo, ao longo das programações, das 5h à 0h.

Debates

Ontem (25), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que as emissoras de rádios e televisão têm a palavra final sobre a participação de candidatos às eleições de outubro nos debates. Por 6 votos a 5, a Corte firmou o entendimento de que os candidatos que pertencem a “partidos nanicos” não podem ser impedidos de participar dos debates pelos demais concorrentes.

Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Pré-candidatos não poderão apresentar programas de rádio e TV a partir de quinta

A partir de quinta-feira (30), as emissoras de rádio e televisão não poderão transmitir programas que sejam apresentados ou comentados por pré-candidatos às eleições municipais deste ano. A data está prevista no calendário eleitoral, aprovado por uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral.

Caso a regra seja descumprida e o pré-candidato seja escolhido na convenção do partido para concorrer às eleições, a emissora e o candidato poderão ser penalizados. Segundo o calendário eleitoral, as penalidades estão previstas em leis.

O texto diz que, a partir desta data, é "vedado às emissoras de rádio e de televisão transmitir programa apresentado ou comentado por pré-candidato, sob pena, no caso de sua escolha na convenção partidária, de imposição da multa prevista no parágrafo 2º do Artigo 45 da Lei nº 9.504/1997 e de cancelamento do registro da candidatura do beneficiário (Lei nº 9.504/1997, Artigo 45, parágrafo 1º)”.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Dilma defende consulta para que população decida se quer novas eleições

Brasília - A presidenta afastada Dilma Rousseff durante entrevista exclusiva com a TV Brasil, em parceria com a Rede Minas, gravada no último domingo, dia 5 (Imagem TV Brasil)
A presidenta afastada Dilma Rousseff defendeu hoje (9), em entrevista especial concedida à TV Brasil, uma consulta popular caso o Senado não decida pelo seu impedimento. Ao apresentador Luís Nassif, Dilma disse que é a população que tem que dizer se quer a continuidade de seu governo ou a realização de novas eleições. “O pacto que vinha desde a Constituição de 1988 foi rompido e não acredito que se recomponha esse pacto dentro de gabinete. Acredito que a população seja consultada”, disse.

Para ela, o país não conseguirá superar a crise com o governo interino. Dilma acredita que o povo não terá confiança no comando de Temer pelo fato de ele não ter passado pelo crivo das urnas. “Como você acha que alguém vai acreditar que os contratos serão mantidos se o maior contrato do país, que são as eleições, foi rompido?", indagou. “Não acho possível fazer pacto nenhum com o governo Temer em exercício”, completou.

Dilma criticou uma vez mais a admissibilidade do processo de afastamento usando como o argumento o fato de que, embora a Constituição preveja o impeachment, ela também estipula que é preciso haver crime para que se categorize o impedimento. “Não é possível dar um jeitinho e forçar um pouquinho e tornar esse artigo elástico e qualificar como crime aquilo que não é crime. Os presidentes que me antecederam fizeram mais decretos do que eu. O senhor Fernando Henrique [Cardoso] fez entre 23 e 30 decretos do mesmo tipo”, disse, referindo-se aos decretos de suplementação orçamentária que embasaram o pedido de impeachment feito pelos advogados Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Pascoal.

“Não é o meu mandato, mas as consequências que tem sobre a democracia brasileira tirar um mandato. Isso não afeta só a Presidência da República, afeta todos os Poderes”, disse ela.

Dilma disse que reivindica voltar ao posto por compreender que não cometeu crime. Ela criticou os que defendem um semiparlamentarismo, ou eleição indireta, por considerar que isso traria um grande risco ao país. A presidenta afastada defendeu que haja uma reforma política que discuta o tema. "Não temos que acabar com o presidencialismo, temos que criar as condições pela reforma política".

Nesse contexto, ela defendeu novamente a consulta popular. “Só a consulta popular para lavar e enxaguar essa lambança que está sendo o governo Temer”. Segundo ela, nos momentos de crise pelo qual o Brasil passou, na história da democracia recente, foi com o presidencialismo que o país superou as crises. "Foi sempre através do presidencialismo que o país conseguiu dar passos em direção à modernidade e à inclusão".

Eduardo Cunha

Para Dilma, no final do seu primeiro mandato, começou a se desenhar, especialmente na Câmara dos Deputados, um movimento político “do centro para a direita”, com o surgimento de pautas conservadoras, processo, segundo ela, comandado pelo então líder do PMDB e hoje presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (RJ). “Ele é o líder da direita no centro. O processo culmina na eleição dele”, disse.

Com a ascensão de Cunha à presidência da Câmara, a interlocução do governo com o Casa ficou inviabilizada, de acordo com ela, porque o peemedebista tem “pauta própria”. “O grande problema de compor com o Eduardo Cunha é que ele tem pauta própria. No momento em que o centro passa ter pauta própria, uma pauta conservadora, a negociação fica difícil”. Dilma voltou a defender a tese de que o peemedebista acatou a denúncia dos advogados contra ela em retaliação ao fato de o PT não ter se comprometido a votar, no Conselho de Ética, contra a abertura do processo de cassação do mandato de Cunha.

"Atribui-se a mim não querer conversar com parlamentares. Agora, não tem negociação com certo tipo de práticas. Quando começa o aumento da investigação que a Procuradoria-Geral da República faz sobre ele [Cunha], qual a reação dele? Ou você me dá três votos ou eu aceito a questão do impeachment. E a imprensa relata. Trata-se de uma chantagem explícita.”

Política externa

A presidenta afastada também criticou as ações tomadas pelo ministro das Relações Exteriores, José Serra, em relação a alguns países vizinhos. Ela defendeu a aproximação do Brasil com países da região e com a África, iniciada no governo Lula e mantida na sua gestão. "Fomos capazes de refazer nossas relações com a América Latina e com a África. Ter uma visão de fechar embaixada é ter uma visão minúscula da política externa".

Lava Jato

Perguntada sobre a Operação Lava Jato e os casos de corrupção deflagrados no país recentemente com a ação da Polícia Federal e do Ministério Público, Dilma que disse que o grande problema da corrupção é o controle privado que se faz das verbas do Estado. “Não se pode fazer a escandalização de investigações sobre o crime de corrupção. O que tem que se fazer é, doa a quem doer, investigar e punir. Quando for as empresas é aplicar multas. Há uma hipocrisia imensa em relação a essa questão das investigações”.

Celso Kamura

Sobre as denúncias de que teve despesas com cabeleireiro pagas com dinheiro de propina, Dilma disse ter comprovantes de todas gastos que teve com o cabeleireiro Celso Kamura e a cabeleireira particular que a acompanha até hoje.

Dilma contou que conheceu Kamura após o fim do tratamento a que se submeteu para combater um linfoma, em 2009, por meio da empresa responsável por sua campanha à presidência. Kamura, segundo ela, a ajudou na fase em que seus cabelos voltaram a crescer. Para ela, esse tipo de acusação é uma tentativa intimidá-la. "Eles não vão me calar porque vão falar do meu cabelo. A sorte é que tenho todos os comprovantes do pagamento, de transporte dele [Kamura] e da minha cabeleireira particular. Também disseram que comprei um teleprompter. Já viu alguém ter um teleprompter pessoal? Para que eu quero um teleprompter? Essa eu achei fantástica", ironizou, referindo-se ao aparelho usado pelas TVs que mostra o texto a ser falado por apresentadores de telejornais e programas jornalísticos.

Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Estado Islâmico desaparecerá se eu chegar à presidência, diz Trump

Donald Trump, pré-candidato republicano nas eleições americanas, dia 14/03/2016
Líder na disputa pela candidatura do partido Republicano à presidência dos Estados Unidos, o empresário Donald Trump afirmou nesta quarta-feira que o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) desaparecerá "rapidamente" se ele for eleito no pleito de novembro.

"Tenho uma mensagem simples para o EI. Seus dias estão contados. Não lhes direi onde e não lhes direi quando. Como nação, temos que ser mais imprevisíveis, agora somos totalmente previsíveis", disse Trump, em Washington, em discurso sobre as bases de sua política externa se chegar à Casa Branca.

"Se for eleito presidente, o EI desaparecerá e desaparecerá muito rapidamente", ressaltou o bilionário.

Fonte: Exame

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Datena desiste da Prefeitura de SP e diz que vai sair do PP

O apresentador da Bandeirantes, Datena
O apresentador José Luiz Datena disse nesta segunda-feira, 18, que desistiu de disputar a Prefeitura de São Paulo pelo PP e que vai se desfiliar do partido, no qual havia ingressado no ano passado.

"Não posso permanecer em um partido que tomou mais de R$ 300 milhões da Petrobras", afirmou o jornalista em seu programa diário na rádio Bradesco Esportes FM, que pertence ao Grupo Bandeirantes.

Datena deu a declaração um dia após o jornal O Estado de S. Paulo publicar reportagem, na manchete da edição de domingo, que mostrou que a Procuradoria-Geral da República estima em R$ 358 milhões o total de propinas obtidas pelo PP entre 2006 e 2014, a partir do esquema de corrupção na Petrobras.

O dado consta de denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal contra o deputado Nelson Meurer (PP-PR).

Parte dos valores desviados foi acobertada por doações oficiais de campanha, segundo a Operação Lava Jato. O PP, como mostrou a reportagem, é o primeiro partido a ter seu esquema de corrupção e financiamento ilegal devassado pela força-tarefa.

Outro motivo citado por Datena para desistir da pré-candidatura a prefeito e da permanência no PP é a hipótese de realização de prévias para definir o nome do partido na eleição paulistana.

Segundo nota publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, o deputado e ex-prefeito Paulo Maluf, que em 2012 celebrou o apoio da sigla ao petista Fernando Haddad, quer disputar a indicação da legenda ao cargo.

"Jamais disputaria uma prévia eleitoral com (Paulo) Maluf. Preferia uma disputa com o Marcola (Marcos Herbas Camacho principal líder do PCC)."

Fonte: Exame

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Protestos voltam a Hong Kong com menos força


Um ano depois, os protestos contra o processo eleitoral local voltaram às ruas do centro de Hong Kong. Mas a multidão não impressionou

Os manifestantes voltaram esta segunda-feira ao centro de Hong Kong para comemorar o primeiro aniversário dos protestos pró-democracia. Há um ano, as tendas e os simbólicos guarda-chuva amarelos instalavam-se na “Lennon Wall”, perto das instalações do Governo, e faziam notícia em todo o mundo. Mas este ano a mobilização parece ter desiludido, uma vez que apenas cerca de 100 manifestantes voltaram à “Lennon Wall”.

Ao início da tarde desta segunda-feira, as reações não eram animadoras para os protestantes: as autoridades recusaram concessões ou reformas políticas e os líderes da revolta acabaram por rejeitar a hipótese de voltar às ruas. Munidos de tendas para se instalarem na maior artéria do distrito financeiro e de uma faixa em que se lia a frase “I Want Universal Suffrage” (Eu quero sufrágio universal), os protestantes justificaram o encontro com a necessidade de trazer novas ideias ao movimento.

Os protestos de 2014 celebrizaram-se após a polícia ter atingido a multidão que protestava com gás lacrimogéneo, o que não impediu os movimentos estudantis de continuar a protestar durante semanas. O movimento acabou por ficar batizado como Revolução dos Guarda-chuvas, por estes objetos terem sido utilizados como abrigo para sol, chuva ou os gases lançados pelas autoridades. Esta segunda-feira pelas 17:58 locais (9:58 em Portugal) foi feito um minuto de silêncio em homenagem aos protestantes que há um ano foram agredidos pela polícia.

O movimento começou há um ano, com pedidos de democratização do processo que elege os candidatos ao Governo da região de Hong Kong. O processo determinado por Pequim estabelece que um comité de nomeação aprove até três candidatos ao governo local antes de a votação ser levada à população. Para mais, o eleito tem ainda de ser formalmente nomeado pelo governo central. Os manifestantes pedem um processo de eleição mais direto e transparente.

Fonte: http://expresso.sapo.pt/internacional/2015-09-28-Protestos-voltam-a-Hong-Kong-com-menos-forca

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Shakira, Santana e Thalia gravarão música contra Trump

O bilionário Donald Trump:
Donald Trump dando um discurso

A colombiana Shakira, o cubano Carlos Santana, a mexicana Thalia e a cubano-americana Gloria Stefan, entre outros artistas, gravarão uma música contra o pré-candidato republicano à presidência dos Estados Unidos Donald Trump por sua retórica de ataque aos imigrantes ilegais.

Em entrevista à revista "Billboard" publicada nesta quinta-feira, o produtor musical Emilio Estefan anunciou a estreia da canção "We're all Mexican", produção que reunirá dezenas de personalidades latinas para "celebrar os hispânicos e suas conquistas" e "enviar uma mensagem que representa a unidade da comunidade".

Também participarão da nova música, que será lançada no final de setembro, cantor porto-riquenho Wisin, o rapper haitiano Wycler Jean e o famoso chef espanhol José Andrés, acrescentou o produtor.

Durante o anúncio de sua candidatura às primárias republicanas para a Casa Branca em julho, Trump disse que o México está mandando pessoas "com um montão de problemas", entre elas "criminosos e estupradores", aos EUA.

Desde então, as contínuas alusões de Trump aos imigrantes ilegais acenderam o debate político e social no país.

A postura do magnata sobre os imigrantes mexicanos nos EUA se transformou em um dos eixos de sua campanha eleitoral nos últimos meses, provocando uma onda de protestos entre os americanos como em muitos países da América Latina.

Estefan, que diz conhecer Trump "há muitos anos", classificou os comentários do magnata como "simplesmente equivocados". E, devido ao eco que tiveram nos meios de comunicação, decidiu produzir uma canção para "levantar o orgulho e mostrar ao mundo o que os hispânicos estão fazendo".

A música "We're all Mexican" não é uma resposta ao candidato republicano, mas também uma demonstração do sentimento de progresso dos hispânicos, disse Estefan, vencedor de 19 prêmios Grammy.

Para o produtor e empresário musical, Trump "pode ter a opinião que quiser, desde que não humilhe a minha gente".

Fonte: http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/shakira-santana-e-thalia-gravarao-musica-contra-trump

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Deputado Marco Feliciano será candidato a prefeito de São Paulo

A decisão do PSC de ter um candidato próprio ao comando da capital paulista foi tomada nesta segunda-feira (31)

O PSC, partido do ex-candidato a presidente da República Pastor Everaldo, lançará à prefeitura de São Paulo o deputado federal Marco Feliciano, também pastor.

Feliciano é integrante da bancada evangélica e um fervoroso ativista contra o casamento gay. A favor de bandeiras religiosas, como o ensino do criacionismo nas escolas públicas e privadas brasileiras, seu mandato.
Feliciano é integrante da bancada evangélica e um fervoroso ativista contra o casamento gay (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
Feliciano é integrante da bancada evangélica e um fervoso ativista contra o casamento gay

A decisão do PSC de ter um candidato próprio ao comando da capital paulista foi tomada nesta segunda-feira (31). "Vamos buscar partidos para aumentar nosso tempo de TV", disse Pastor Everaldo à Folha. Everaldo é hoje o presidente nacional do PSC.no Congresso é sustentado pelo mote "em defesa da família".

Fonte: www.diariodolitoral.com.br

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Se for necessário, serei candidato em 2018, diz Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na manhã desta sexta-feira (28) que, se for preciso, poderá disputar a Presidência da República em 2018. Esta é a primeira vez que ele falou publicamente sobre a possibilidade de se candidatar.

"Não posso dizer que sou, nem que não sou [candidato]. Sinceramente, espero que tenha outras pessoas para serem candidatas. Agora, uma coisa pode ficar certa. Se a oposição pensa que vai ganhar, que não vai ter disputa e que o PT está acabado, ela pode ficar certa do seguinte: se for necessário, eu vou para a disputa e vou trabalhar para que a oposição não ganhe as eleições", afirmou Lula em entrevista à Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, na cidade de Montes Claros (417 km de Belo Horizonte).

Ontem, o ex-presidente participou de evento na cidade mineira que serviu de estreia para as viagens que ele fará pelo país para tentar melhorar a imagem do PT.

A fala de Lula se deu após questionamento sobre a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Segundo Lula, a oposição tem de "esperar 2018", aludindo à próxima eleição para a Presidência da República. Pesquisa do instituto Datafolha divulgada em junho mostra que, se as eleições fossem hoje, Lula teria 25% das intenções de voto, mas seria derrotado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), que teria 35% das intenções. Se o candidato fosse o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), Lula venceria: 26% das intenções de voto contra 20% do tucano, que seria superado ainda por Marina Silva (PSB-AC), com 25%.

"A oposição tem que ter paciência neste país. Eu perdi três eleições, voltava para casa. Eu não ficava xingando as pessoas. Eu não ficava falando palavrão. Eu ia para casa me preparar. Como diria o [Leonel] Brizola [1922-2004], se estive vivo, eu ia para casa lamber minhas feridas, ou seja, para me preparar para a outra eleição. Foi assim que eu fiz durante 12 anos. A oposição precisa parar de resmungar, tem de parar de xingar a presidenta, ela tem que torcer para que esse país melhore", afirmou.

O ex-mandatário afirmou ainda que a população do Brasil não "aceita golpe'.

"Ninguém quer mais golpe neste país. Quem quiser ser candidato à Presidência da República que espere 2018, dispute democraticamente e vê se ganha as eleições", afirmou.

Lula ainda alfinetou a oposição ao afirmar que ela nunca "fez nada por esse país" e que governava apenas para "um terço da população".

Ele disse não acreditar na interrupção do mandato de Dilma antes do término dele.

"Não acredito em impeachment da presidente Dilma. Acredito que as dificuldades que nós estamos passando agora serão vencidas na medida que a economia comece a se recuperar e os programas anunciados pela presidenta Dilma comecem a dar resultado', disse Lula.

Lula também defendeu a Petrobras e as investigações que versam sobre corrupção nas esferas públicas do governo. Ele afirmou que as administrações petistas permitiram a criação de instrumentos para a investigação dos casos de corrupção.

"PT cometeu desvios"
O ex-presidente avaliou que o PT "cometeu desvios" porque "passou a fazer política igual aos outros partidos políticos. O PT era para ser diferente de verdade", declarou.

"Teve gente do PT que errou, teve. Eu dizia, quando estava na presidência, que só tem um jeito, neste país, de você não ser molestado por uma investigação, é você ser honesto", afirmou.

Lula ainda declarou que Dilma não era conhecedora dos desvios de dinheiro público na Petrobras.

"Gostaria de ter sabido antes. A Polícia Federal não sabia, o Ministério Público não sabia, a direção da Petrobras não sabia. Só se ficou sabendo depois que houve um grampeamento e pegou o [doleiro] Alberto Youssef, que já tinha muitas passagens pela polícia, falando com outros caras", afirmou.

Palpites
O ex-presidente ainda disse que passará a falar mais com a imprensa para, segundo ele, rebater "palpiteiros" e que fiou mais quieto quando deixou o cargo de presidente da República para não ficar dando "palpites".

"Desde que eu deixei a Presidência, eu tomei uma decisão de não dar mais entrevistas, porque quem tem que governar é a Dilma. Eu não posso ficar dando palpite. Eu, sinceramente, estou até com saudade de um microfone (....). Eu vou voltar a falar, dar palpite nas coisas, porque eu vejo muita gente que já governou esse país, eu vejo muita gente que já foi deputado, eu vejo muita gente que já foi governador e que não fez nada e agora fica dando palpite como se fosse salvador da pátria. Então ele  pode ficar certo do seguinte: o Lula vai voltar a uma atividade política mais intensa, vou viajar o Brasil e vou disputar com eles ideias."

Fonte: http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2015/08/28/se-for-necessario-serei-candidato-em-2018-diz-lula.htm