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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Roche é autorizado a testar método de diagnóstico da zika

Teste de laboratório com pepita e recipiente de petri
O laboratório farmacêutico suíço Roche recebeu autorização da Food and Drug Administration (FDA, a Agência Americana de Alimentos e Medicamentos) para testar um método de diagnóstico da zika.

Apesar de ainda não estar homologado, a FDA aprovou o teste, chamado LightMix Zika, com o argumento de que esta é uma situação de emergência, informou a Roche em um comunicado.

"O LightMix Zika é um teste molecular que permite aos profissionais de saúde detectar rapidamente o vírus" disse Uwe Oberlaender, diretora da Roche Molecular Diagnostics.

O vírus da Zika é considerado responsável pelo aumento de casos de microcefalia, uma má-formação dos recém-nascidos grave e irreversível, sobretudo na América Latina, e também se acredita que provoca doenças neurológicas em adultos como a síndrome de Guillain-Barré.

O mosquito Aedes aegypti é considerado o principal vetor da transmissão do vírus.

Roche, líder mundial da oncologia, é um dos grandes laboratórios do mundo a desenvolver testes de diagnóstico da zika.

Fonte: AFP

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Vacina contra zika agora pode ser testada em humanos

Vacina de gripe
O laboratório farmacêutico Inovio e o parceiro GeneOne Life Sciences informou que receberam aprovação de reguladores norte-americanos para iniciar testes em humanos para uma vacina contra o vírus Zika.

A pesquisa em estágio inicial terá 40 pessoas saudáveis para avaliar segurança, tolerância e resposta imunológica geradas pela vacina GLS-5700.

"Planejamos dosar nossos primeiros indivíduos nas próximas semanas e esperamos relatar os resultados interinos da fase 1 posteriormente neste ano", disse o presidente-executivo da Inovio, Joseph Kim.

Em fevereiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o Zika como emergência de saúde pública global. O vírus foi associado à microcefalia, uma má-formação congênita em bebês.

Na semana passada, autoridades norte-americanas relataram três bebês nascidos com má-formações congênitas provavelmente ligadas ao Zika.

O laboratório francês Sanofi provavelmente vai iniciar seus próprios testes de vacina em humanos no ano que vem.

Já a indiana Bharat Biotech é outra companhia que está na corrida para desenvolver uma vacina para a doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

Fonte: Reuters

segunda-feira, 28 de março de 2016

Zika 'World Cup theory' dismissed

World Cup
Their study effectively dismisses one of the most popular theories about the outbreak's origins - that it was brought over by football fans.

The findings, published in the journal Science, suggest the virus arrived between May and December 2013.

That is long before any cases were first detected in 2015.

The other popular idea - that it was brought over during the World Sprint Championship canoe race in 2014 - has also been dismissed.

Case zero

Tracing the origins of a virus takes a feat of genetic genealogy.

The researchers analysed the genetic code of seven Zika samples from across Brazil.

First, they discovered all of the viruses were closely related, suggesting the infection was brought to Brazil by just one person.

The virus has since spread to 34 countries or territories.

But Zika is still a virus that mutates rapidly. The small differences between each sample allowed the scientists to construct Zika's family tree and estimate when their common ancestor arrived in Brazil.

They conclude that the virus was brought over in mid-to-late 2013.

Prof Oliver Pybus, from the University of Oxford, told the BBC News website: "We can't be sure exactly how the virus got into the Americas, but it certainly seems that the virus was already in the continent before the start of the World Cup in 2014.

"We also looked at the numbers of passengers embarking from countries that have recorded Zika transmission in the last few years and who disembarked in Brazil and we found a 50% rise in the number of passengers along those routes. That could be a reason why it appeared when it did."

The virus spreading in the Americas is closely related to the one detected in an outbreak in French Polynesia in 2013.

While this is a possible source of the latest outbreak, the researchers say a lack of samples from other countries - particularly in south East Asia - mean they cannot be sure.

Microcephaly
Baby with brain defect
One of the most disturbing aspects of the outbreak has been the strongly suspected link with a surge in cases of microcephaly - babies being born with small brains.

Dr Nuno Faria, a fellow researchers at the Evandro Chagas Institute, said their data was "consistent" with suggestions that Zika could be causing brain defects.

But he cautioned there was still more research to be done to confirm the link and "we will have a much better picture of the virus later this year".

Their analysis did not discover any major mutations in the virus that could make it more dangerous to developing brains.

The scientists suggest co-infection with other diseases such as Chikungunya, previous infections with Dengue or a lack of immunity could explain the spike in birth defects.

Commenting on the findings, Prof Martin Hibberd from the London School Of Hygiene and Tropical Medicine, said: "The introduction of one Zika virus leading to a widespread outbreak may seem surprising.

"However the modelling of other Zika outbreaks, and also the highly-related Dengue outbreaks, suggests that this is not unusual.

"In the right conditions, with sufficient mosquitoes and closely packed humans, the virus can spread rapidly."

Source: BBC

sexta-feira, 4 de março de 2016

Novo estudo reforça ligação entre o zika e a microcefalia

Mãe amamente bebê com zika
Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo periódico Cell Stem Cell concluiu que o vírus zika pode infectar células embrionárias que ajudam a formar o cérebro. O estudo reforça a evidência de que o vírus pode causar microcefalia em bebês.

O trabalho é assinado por Hengli Tang, da Universidade do Estado da Flórida, e por vários outros investigadores.

O vírus, disseminado por meio do mosquito Aedes aegypti, se dissemina pela América Latina e pelo Caribe. Cientistas mostram-se alarmados com os indícios de que, quando a doença atinge uma grávida, o bebê pode nascer com microcefalia.

Investigações anteriores concluíram que encontraram o vírus zika nos cérebros com defeitos de bebês que acabaram morrendo.

Agora, o novo estudo publicado nesta sexta-feira conclui que, em estudos laboratoriais, o zika pode prejudicar células específicas, que ajudam a desenvolver o cérebro.

Mas especialistas ponderam que isso ainda não prova que o vírus causa o problema da microcefalia em bebês.

Fonte: Exame

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Governo cria sala de controle para combater dengue e zika

Mosquito Aedes aegypti
O governo federal criou a Sala Nacional de Coordenação e Controle para o enfrentamento da dengue, do vírus chinkungunya e do zika vírus. A instituição da sala está determinada em Decreto presidencial publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira, 22.

Segundo o decreto, o objetivo da sala é gerenciar e monitorar a intensificação das ações de mobilização e combate ao mosquito Aedes aegypti para o enfrentamento das doenças a ele associadas.

O grupo será composto por representantes, titulares e suplentes, dos seguintes órgãos: Ministério da Saúde (que o coordenará), Ministério da Integração Nacional, Casa Civil, Ministério da Defesa, Ministério da Educação, Ministério do Desenvolvimento Social e Secretaria de Governo.

Poderão ainda ser convidados para integrar a sala de controle representantes de outros órgãos federais, estaduais, distritais e municipais e de organizações da sociedade civil.

A Sala de Controle, no âmbito do Plano Nacional de Enfrentamento da Microcefalia, deverá definir diretrizes para intensificar a mobilização e o combate ao mosquito Aedes aegypti em todo o País, além de consolidar e divulgar informações sobre as ações e os resultados obtidos.

Caberá ao grupo ainda coordenar as ações dos órgãos federais de disponibilização de recursos humanos, insumos, equipamentos e apoio técnico e logístico, em articulação com órgãos estaduais, distritais, municipais e entes privados envolvidos; monitorar os procedimentos adotados para intensificar as ações de mobilização e combate ao mosquito; apoiar e acompanhar a instalação das salas estaduais, distrital e municipais de coordenação e controle.

O decreto diz ainda que a participação na sala de controle será considerada prestação de serviço público relevante, por isso, não remunerada.

Fonte:Exame/Abril

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Zika infectou 500 mil e casos de microcefalia crescem 41%

Pé de bebê recém-nascido
Apontado como responsável pelo aumento de casos de microcefalia no país, o zika vírus infectou ao menos meio milhão de brasileiros neste ano, de acordo com a estimativa mais otimista do Ministério da Saúde.

Na previsão mais pessimista, foi contaminado 1,4 milhão de pessoas, segundo o Protocolo de Vigilância e Resposta à Microcefalia e ao Zika, divulgado nesta terça-feira, 8.

O Brasil já soma 1.761 casos suspeitos de má-formação, com 19 mortes de bebês notificadas. Para o ministro da Saúde, Marcelo Castro, a situação é "gravíssima".

O governo federal publica, pela primeira vez, uma projeção sobre o grau de disseminação do zika pelo país.

Embora ainda não existam testes em quantidade e qualidade suficientes para diagnosticá-lo e, como em 80% dos casos o paciente infectado não apresenta sintomas, o ministério fez uma projeção com base em casos descartados de dengue - as duas doenças têm sintomas semelhantes - e em referências da literatura médica internacional.

O ministério chegou ao número mínimo de 497.593 casos e máximo de 1.482.701.

Por se tratar de uma doença nova em território nacional, não havia teste de sorologia específico para o zika no início da epidemia e, portanto, também não era possível, sem métodos diagnósticos, exigir das prefeituras a notificação obrigatória de todos os casos, como acontece com a dengue.

A estimativa foi feita considerando apenas os 19 Estados com circulação autóctone (interna) do vírus confirmada por laboratório. Considerando a projeção mais conservadora, São Paulo é o Estado com o maior número de casos estimados: 236 mil.

Em seguida, aparecem Minas (54 mil), Paraná (42 mil), Ceará (38 mil) e Pernambuco (34 mil).

O documento no qual constam as projeções também estabelece diretrizes aos profissionais de saúde e áreas técnicas para lidar com casos suspeitos e pacientes confirmados de microcefalia.

Professor de Infectologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Edimilson Migowski afirma que é bastante provável que a projeção do ministério esteja correta.

"Quando verificamos que o número de casos de dengue no último verão estava muito alto no país, eu já levantava a hipótese de que alguns deles poderiam estar sendo confundidos com zika", disse ele.

"Infelizmente, temos no país todos os ingredientes para a epidemia de zika: boa parte dos municípios tem altos índices de infestação pelo Aedes aegypti e, por se tratar de uma doença nova, quase 100% da população está suscetível a ela", completou.

Segundo o especialista, com o alto número de casos estimados, é provável que o país continue assistindo a um aumento de notificações de microcefalia.

Má-formação

O boletim epidemiológico divulgado ontem pelo ministério mostrou que os registros de má-formação aumentaram 41% em apenas uma semana e estão espalhados por 411 municípios de 13 Estados e do Distrito Federal. Pernambuco segue liderando com o maior número de casos: 804.

Pelo novo protocolo, as vigilâncias de Estados e municípios deverão detectar casos não apenas em recém-nascidos, mas também monitorar gestantes com possível infecção por zika e fetos com alterações no sistema nervoso, além de abortos espontâneos e nascidos mortos suspeitos de contrair o vírus.

Campanha

Também ontem, o ministro da Saúde participou, no Rio, do lançamento da campanha "10 Minutos Salvam Vidas", da Secretaria Estadual da Saúde, para incentivar a população a eliminar criadouros do mosquito. Castro lembrou que o Aedes tem comportamento sazonal.

"O menor número na população de mosquito está ocorrendo agora. Temos praticamente dois meses para agir em terrenos baldios, piscinas abandonadas, em todo lugar que possa acumular água", afirmou.

Ele lembrou que os mosquitos têm hábitos diurnos, se escondem nas casas e atacam pelas extremidades - pés e mãos. "São as mulheres que ficam com os pés descobertos, porque, mesmo que estejam de calça, normalmente usam sandália", disse Castro.

O ministro afirmou que não faltarão recursos para ações de combate ao mosquito.

"É a primeira vez que acontece na história da humanidade (microcefalia associada ao zika). Estamos aprendendo. Os cientistas são unânimes em afirmar que (o surto) se espalhará para os demais Estados, com exceção de Rio Grande do Sul e Santa Catarina, por causa do clima. É uma situação extremamente grave. Entendo que este é o problema número um que o Brasil tem hoje. E tem de ser atacado com todas as forças, porque são vidas humanas que estão em jogo."

Ontem, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e mais seis governadores pediram à presidente Dilma Rousseff apoio das Forças Armadas e recursos financeiros para combater o Aedes.

Fonte: Exame/Abril

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

SP tem primeira suspeita de microcefalia por zika vírus

Pé de bebê recém-nascido
O Estado de São Paulo registrou o primeiro caso suspeito de microcefalia relacionado ao zika cuja transmissão do vírus teria ocorrido dentro do território paulista.

A suspeita surgiu porque a gestante não tem histórico de viagem para o Nordeste ou outros Estados atingidos pela doença.

A criança nasceu há cerca de um mês em uma maternidade de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, com perímetro cefálico de cerca de 28 centímetros.

O bebê foi posteriormente avaliado por uma equipe do Hospital São Paulo, vinculado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que verificou indícios de microcefalia relacionada ao zika.

"No caso da infecção pelo vírus, além do perímetro cefálico reduzido, temos diversas calcificações e uma superfície cerebral mais lisa, e o padrão de imagem do cérebro dessa criança é muito compatível com esse quadro. É um caso de microcefalia com alta probabilidade de ter relação com o zika", diz Marcelo Masruha, médico do setor de neurologia infantil da Unifesp e um dos profissionais que examinaram a criança.

Masruha afirma que a mãe do bebê relatou ter tido, no primeiro trimestre da gravidez, sintomas de zika, como febre e manchas pelo corpo.

"Soubemos que o hospital em Guarulhos notificou o caso de microcefalia à vigilância epidemiológica e, quando a criança chegou até nós, no dia 24 de novembro, fizemos uma nova notificação pelo Hospital São Paulo. Não entendo por que esse caso ainda não entrou para as estatísticas do Ministério da Saúde", observa o médico, que também é presidente da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil.

No último boletim epidemiológico de microcefalia, divulgado pelo ministério na terça-feira, não havia casos suspeitos do problema no Estado de São Paulo.

A Secretaria Municipal de Saúde de Guarulhos confirmou o registro de um caso de microcefalia, mas afirmou que ainda não é possível confirmar se há relação com o zika vírus.

Já o Ministério da Saúde afirmou que recebe as notificações por meio das secretarias estaduais e, até o fechamento do último boletim, no dia 28 de novembro, não havia recebido nenhum caso de São Paulo. A secretaria estadual, por sua vez, informou que só trabalha com casos confirmados.

Antes desse relato, o Estado só apresentou casos de microcefalia associados ao zika em bebês cujas mães passaram parte da gravidez em cidades nordestinas.

Foram dois casos do tipo na capital paulista. Uma das gestantes engravidou em Pernambuco e lá ficou durante os primeiros meses da gestação. A segunda chegou da Paraíba.

Segundo Masruha, há um terceiro caso suspeito na capital, de uma gestante que passou pelo Rio Grande do Norte. A criança nasceu com perímetro cefálico de 26 centímetros.

Emergência

Ontem, o governo da Paraíba decretou emergência por causa do vírus. O mesmo já foi feito por Pernambuco e Rio Grande do Norte. Em todo o país, já foram notificados 1.248 casos de microcefalia com suspeita de relação com o zika vírus.

Fonte: Exame/Abril

Governo de SP quer PM e Defesa Civil contra mosquito

Mosquitos da dengue são mostrados no Rio de Janeiro em 24 de setembro de 2014
O governo do Estado de São Paulo vai criar um comitê composto por 11 secretarias estaduais para definir um plano de enfrentamento conjunto à dengue e ao zika vírus.

Uma das propostas que serão feitas pelo secretário estadual da Saúde, David Uip, será engajar policiais militares e agentes da Defesa Civil no combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti.

"Será um comitê para combater todas as arboviroses. O plano já foi apresentado ao governador (Geraldo Alckmin) e ele autorizou as macrodecisões. Agora, com a participação de todas as secretarias, vamos definir estratégias detalhadas. Queremos uma força-tarefa com a Segurança Pública e com a Defesa Civil para extermínio do mosquito", diz Uip.

Participarão do comitê, além da Saúde e da Segurança Pública, as secretarias do Meio Ambiente, Planejamento e Gestão, Fazenda, Direitos da Pessoa com Deficiência, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento Social, Casa Militar, Casa Civil e Governo.

A Defesa Civil do Estado disse que ainda não foi comunicada sobre este comitê, mas que mobilizará as defesas civis municipais "a se engajarem na campanha" e, se necessário, auxiliará nas vistorias de locais que possam servir de criadouros".

A Secretaria da Segurança Pública afirmou que os médicos do Hospital da PM já auxiliaram no último verão nas ações de combate ao Aedes e que esse trabalho poderá ser repetido na próxima temporada.

Mais ações

Conforme informou o Estado anteontem, o plano de enfrentamento do governo do Estado prevê ainda a oferta de testes de sorologia para zika para as gestantes de São Paulo e o acompanhamento das grávidas cujos bebês tiverem suspeita de microcefalia.

Questionado sobre a contratação de mais agentes e eventual repasse de mais recursos para a Prefeitura, Uip disse que essa decisão também será tomada pelo comitê, de acordo com a disponibilidade de recursos do governo estadual.

"É por isso que as secretarias da Fazenda e de Planejamento estão nesse grupo", disse ele. A primeira reunião do comitê deverá ocorrer na próxima semana.

Fonte: Exame/Abril

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Chegada do zika ao Sudeste é inevitável, diz infectologista

Mosquito Aedes aegypti
A chegada do vírus zika ao Sudeste é inevitável, segundo o infectologista Ralcyon Teixeira, supervisor do Pronto-Socorro do Hospital Emílio Ribas, em São Paulo.

Ontem (27) foram anunciados dois casos de microcefalia, na capital, em gestantes que vieram de Pernambuco e da Paraíba.

“Há riscos, devido às chuvas, ao calor e à presença do Aedes aegypiti [mosquito transmissor do vírus]", disse. De acordo com o infectologista, como há Zika circulando pelo Nordeste, é inevitável que o vírus chegue à região Sudeste.

“No final deste ano, é para vir dengue [também transmitida pelo Aedes] com muito força”, acrescentou.

Ralcyon explica que as duas mulheres com casos confirmados em São Paulo já passaram da fase de transmissão do vírus, que dura aproximadamente 11 dias.

“Para essas, mulheres não existe mais riscos, pois ela não têm circulação do vírus no sangue. Assim, não passa para outras pessoas, mesmo com o mosquito as picando”, disse.

Recomendação às gestantes

As mulheres grávidas devem redobrar a atenção para evitar o contato com o Aedes aegypiti. Ralcyon disse que pouco se sabe sobre como a infecção afeta o feto durante a gestação, mas a formação dos órgãos do bebê ocorre até o segundo trimestre da gravidez.

“É o período mais importante. Provavelmente, as infecções mais precoces, no início da gestação, são as que mais comprometem”, disse ele.

A microcefalia pode ser consequência de um problema ósseo da cabeça do bebê, que geralmente se resolve com o tempo, de uma malformação congênita ou infecção adquirida pela mãe (caso do Zica).

Crianças com microcefalia desenvolvem, em 90% dos casos, algum nível de retardo mental.

Por isso, as gestantes devem ficar atentas aos sintomas do Zika: vermelhidão na pele, dor no corpo, febre, coceira e olhos vermelhos. Além disso, a população precisa ajudar na eliminação do mosquito vetor.

“Nunca se tornou tão importante a ideia da prevenção ao mosquito. Não deixar água parada, verificar os focos em casa, usar telas e repelentes de ambiente ou tópicos. A maioria dos focos do Aedes está dentro de casa”, disse Ralcyon.

Ontem, o secretário municipal de Saúde, Alexandre Padilha, também reforçou a necessidade do combate ao mosquito, já que a dengue é potencialmente mais grave para uma gestante do que o vírus Zika.

"O que tenho dito é que a dengue é potencialmente mais grave para uma gestante do que o vírus Zika. Temos relatos de óbitos de gestantes com dengue. Temos relatos de aborto no período de infecção por dengue e de comprometimento do feto", disse Padilha.

Fonte:Exame/Abril