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segunda-feira, 7 de março de 2016

Hacker de 17 anos ganha a vida verificando cartões roubados

Cartão MasterCard em terminal de compras
Um hacker de 17 anos ganha a vida verificando credenciais de cartões de crédito roubados. É isso que mostra um estudo recente da empresa de segurança digital Trend Micro.

O jovem, que tem o apelido de "Fama", oferece o serviço chamado CheckerCC em fóruns da Deep Web, parte da internet que não aparece em resultados de pesquisas realizadas em sites como Google ou Bing.

A companhia informa que Fama mora em São Paulo e cobra 100 reais por mês para oferecer o serviço ilegal na internet.

De acordo com o estudo, uma pessoa pode se tornar uma criminosa digital ao fim de um curso de três meses, voltado para hackers, que custa 300 reais e ensina a roubar credenciais de cartões bancários.

A Trend Micro diz também que o hacker promove roubo de dados por meio da tática conhecida como phishing. Ele tem uma página falsa no ar para tentar captar dados de membros de um programa de passageiros de uma companhia aérea. O jovem tem mais nove domínios falsos como esse.

A empresa informou que Fama continua na ativa até a publicação desta reportagem. Entretanto, ele não parece se preocupar com sua presença na internet, já que utiliza seu nome real em seu perfil no Skype – porém, ele não foi revelado pela Trend Micro.

Pequenas transações são realizadas pelo hacker para checar as credenciais de um cartão. Por isso, a companhia de segurança digital avisa que é bom ficar de olho nesse tipo de pagamento fraudulento.

Fonte: Exame

Queda do dólar provoca corrida em bancos e corretoras

Notas de dólar
A forte queda dos preços do dólar na quinta e na sexta-feira da semana passada fez disparar a procura pela moeda americana nas agências dos bancos e nas corretoras.

Diretores de instituições estimam que a procura no mínimo dobrou em relação aos dias normais e, em alguns casos, triplicou. Na Mirae Wealth Asset Management, a venda quase triplicou, explica Pablo Stipanicic Spyer, diretor de operações.

“Foi um movimento pontual, mas dobrou na quinta e na sexta-feira”, diz. No Banco Ourinvest, que além da clientela própria também fornece moeda para outras instituições, o aumento da procura foi de mais de 120% comparado a um dia normal entre quinta e sexta-feira.

Também no Banco Paulista, a procura por dólar pelos clientes no varejo mais que dobrou na sexta-feira e continua forte hoje, mas um pouco menor.

O dólar comercial, que vinha sendo negociado a R$ 4,00 ao longo deste ano, caiu de R$ 3,94 na terça-feira para R$ 3,71 na sexta-feira.

Já o turismo, das viagens e cartões, caiu de R$ 4,09 para R$ 3,87. Hoje, as cotações estão em R$ 3,78 e R$ 3,87, respectivamente.

A moeda iniciou a semana em queda, mas recuou com força na quinta-feira, após o vazamento da suposta delação premiada do ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral, e mais ainda na sexta-feira, com o depoimento força do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os eventos aumentaram a especulação em torno de uma saída da presidente Dilma Rousseff do cargo.

Na assessoria de câmbio FB Capital, a procura mais que dobrou na quinta e na sexta-feira, tanto em valores quanto em número de operações e de consultas de clientes, explica seu diretor, Fernando Bergallo.

”O pessoal ficou louco, foi uma enxurrada, não demos conta de atender tanta gente nos procurando para comprar dólar”, diz.

“Fiquei até 17h30 de sexta-feira atendendo clientes desesperados para comprar e buscando cobertura para vender moeda, tamanha foi procura de pessoas querendo aproveitar essa barrigada dos preços”, conta.

”Muita gente nem entendia muito bem o que estava acontecendo, mas correu comprar.”

Segundo Bergallo, muitos investidores haviam adiado a compra de dólares quando a moeda superou os R$ 4,00.

“Muita gente deixou até de pagar compromissos no exterior, o que criou também uma demanda reprimida, que veio toda de uma vez para o mercado”, explica.

Junto vieram clientes procurando antecipar a compra de moeda de compromissos futuros para aproveitar os preços.

“Teve clientes que venderam ações para comprar dólar ou resgataram antes aplicações que iam ficar livres de imposto para aproveitar os preços”, diz. E são valores razoáveis, de US$ 100 mil a US$ 300 mil.

“Nós não trabalhamos com o dólar de varejão, mas mesmo assim, a procura foi muito grande”, diz.

Hoje, porém, o volume continua elevado, mas mais perto do normal, diz Bergallo.

“Tivemos já quatro clientes nos procurando para enviar recursos para fora, mas já há uma redução em relação a quinta e sexta-feira, até porque as pessoas querem ver agora para onde vão os preços”, explica.

Para ele, os próximos dias serão importantes para definir a procura pela moeda. A expectativa é que, se houver um movimento forte para cima ou para baixo, a procura caia.

“Se houve ruma variação forte, o comprador vai esperar para ver qual a nova banda de flutuação da moeda”, diz.

Bergallo lembra que muita gente assumiu compromissos em dólar, como a compra de imóveis no exterior, quando a moeda estava em torno de R$ 2,00 a R$ 2,50, entre 2013 e 2014, a agora está sofrendo para pagar os compromissos com a moeda acima de R$ 4,00.

Por isso a grande procura quando a moeda recuou para perto de R$ 3,70.

“Recomendamos aos clientes para comprar, pois entendemos que uma queda dessas, de 8% em poucos dias, vai ter uma correção, uma realização, e as pessoas físicas costumam perder essas oportunidades”, explica.

O especialista considera o movimento da moeda e dos mercados na semana passada exagerado. “O cenário externo ajudou a derrubar a moeda, mas não vejo nenhuma correlação entre o Lula ser preso e a economia melhorar”, afirma.

“Ou mesmo de o governo Dilma cair e tudo melhorar, é um chute muito longo, pois nem sabemos quem vai assumir no lugar dela ou qual o rumo que a economia vai tomar”, avalia. “Foi um movimento muito mais especulativo do que com base em fundamentos”.

Fonte: Exame