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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

NASA astronauts install new docking port for commercial space ships at ISS

A handout picture made available by NASA on 20 August 2016 shows International Space Station (ISS) Expedition 48 crew members Kate Rubins (L) and Jeff Williams (R) preparing to grapple the SpaceX Dragon supply spacecraft from aboard the ISS, in space, 20 July 2016. Rubins and Williams successfully conducted a spacewalk on 19 August 2016 to install the first of two international docking adapters (IDAs). The new docking port will enable the future arrival of US commercial crew spacecraft. EPA/NASA HANDOUT EDITORIAL USE ONLY
Two NASA astronauts Friday installed the first of two new docking ports for commercial space ships at the International Space Station (ISS), the US space agency NASA reported.

During a spacewalk of 5 hours and 58 minutes, astronauts Jeff Williams, Commander of the 48th expedition and flight engineer Kate Rubins, fixed the first two points of the International Docking Adapter (IDA).

The IDA's will be used for future arrivals of manned commercial aircraft from Boeing and SpaceX, developed under the NASA manned commercial program, the agency said in a statement.

The installation will give NASA independent access to the ISS for the first time since the withdrawal of its fleet of space shuttles in 2011.

So far, NASA depends on the Russian Soyuz vessels.

Jeff Williams said in a statement that the IDA's open a new chapter in the history of the ISS enabling the access for future commercial vehicles.

The new docking mechanism was transported in June to the ISS aboard a Dragon capsule by California-based private firm SpaceX, after the first IDA was lost during the launch failure of a SpaceX flight in June 2015.

According to NASA, commercial flights from Florida to the ISS will increase the time for US crews to devote to scientific research and help prepare astronauts for deeper space missions, including possible travel to Mars.

Source: EFE

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

China launches world's first quantum communication satellite

(FILE) A Chinese 'Long March 2D' rocket carrying the SJ-10 scientific research satellite lifts off from its launch pad in Jiuquan, northwest China's Gansu province, 06 April 2016. China launched the world's first quantum telecommunications satellite, QUESS, early 16 August 2016 from the Jiuquan Satellite Launch Centre in the Gobi Desert, northwest China, reported official news agency Xinhua. EPA/WU JIADONG CHINA OUT
China launched the world's first quantum telecommunications satellite, QUESS, early Tuesday from the Jiuquan Satellite Launch Centre in the Gobi Desert, northwest China, reported official news agency Xinhua.

The QUESS, or Quantum Experiments at Space Scale, a compact satellite, not bigger than a car, and that weighs 600 kg, was fired off at 1.40am aboard a Long March 2D rocket.

Source: EFE

sexta-feira, 8 de julho de 2016

New crew ready for lift-off to join International Space Station

Members of the main crew of the 48/49 expedition to the International Space Station (ISS) NASA astronaut Kate Rubins (L), cosmonaut Anatoly Ivanishin (C) of the Russian space agency Roscosmos, and astronaut Takuya Onishi of the Japan Aerospace Exploration Agency (JAXA) pose for pictures during a press conference at the Baikonur Cosmodrome, Kazakhstan, 06 July 2016. The crew will launch from the Baikonur Cosmodrome in Kazakhstan early 7 July. EPA/SERGEI ILNITSKY
Baikonur (Kazakhstan) Jul 6 (EFE)-. Three fresh crew members are ready to venture into orbit and join the International Space Station aboard a Russian rocket, the space explorers said Wednesday.

The crew, consisting of NASA astronaut Kate Rubins, Roscosmos cosmonaut Anatoly Ivanishin and astronaut Takuya Onishi of the Japan Aerospace Exploration Agency (JAXA), is set to blast off from the Baikonur Cosmodrome, Kazakhstan, early Thursday.

Source: EFE

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Sonda vai concluir missão com pouso em cometa em setembro

Ilustração do pouso da Rosetta no cometa 67p
A sonda europeia Rosetta concluirá sua missão no dia 30 de setembro, pousando sobre o cometa 67P, ao término de 12 anos de uma viagem espacial que permitiu avanços no conhecimento destes corpos celestes, anunciou nesta quinta-feira a Agência Espacial Europeia (ESA).

A Rosetta pousará no cometa onde já se encontra seu robô Philae, inativo desde o ano passado por falta de energia.

"Para ambos será o fim da missão mais bela que se pode imaginar, com a possibilidade de realizar novas medições e imagens o mais próximo possível do cometa", disse Jean-Yves Le Gall, presidente do programa espacial francês CNES.

Após 12 anos de viagem interplanetária, incluindo os dois últimos no entorno imediato do cometa, acompanhado por ela em seu périplo ao redor do Sol, a Rosetta tentará concluir "de maneira magistral sua missão", indicou a ESA.

O cometa atualmente está se afastando do Sol e seguirá nesta rota até alcançar 850 milhões de quilômetros de distância, mas a partir dos 600 milhões de quilômetros a Rosetta perderá a capacidade de armazenar energia suficiente para operar.

Por isso, a ESA decidiu concluir sua missão.

Fonte: AFP

segunda-feira, 27 de junho de 2016

O mistério da matéria escura, a parte invisível do cosmos

O mistério da matéria escura, a parte invisível do cosmos. EFE/Carlos de Saá
Quando olhamos para o céu, à simples vista parece que lá fora só há pouco mais que estrelas, mas o que estamos vendo é uma mínima parte do Universo; o resto, cerca de 85% da matéria do cosmos, não sabemos como é, nem de que é composta: é a matéria escura.

No entanto, os últimos cálculos de uma equipe espanhola de pesquisadores da Universidade Autônoma de Madri (UAM) poderiam nos aproximar um pouco mais deste mistério do universo.

A matéria escura, cinco vezes mais abundante que a comum ("visível" e composta por átomos), existe, se movimenta, interage gravitacionalmente e, portanto, tem efeitos sobre as estrelas e galáxias.

Sua existência foi estabelecida com segurança na década de 1970 graças a diferentes técnicas, mas 40 anos depois os cientistas continuam fazendo experimentos para determinar sua massa e composição.

Por enquanto não sabem que tipo de partícula - ou partículas - a compõem, mas sim que não é nenhuma conhecida na atualidade.

É o que os cientistas chamam de problema da matéria escura: é preciso ir mais além do conhecido para explicar a existência deste tipo de matéria.

Determinou-se que em nosso Sistema Solar a densidade de matéria escura é muito abaixo de uma partícula por centímetro cúbico, uma quantidade que poderia parecer ridiculamente pequena, mas, se estendêssemos a palma das mãos, a atravessariam cerca de sete milhões de partículas de matéria escura por segundo.

No entanto, a probabilidade de que uma destas partículas entre em contato com algum de nossos átomos é extremamente pequena, o que transforma sua descoberta em uma tarefa titânica.

Um dos mecanismos mais convencionais e usados entre os físicos para buscar esta matéria é a chamada detecção direta, que consiste em detectar a interação destas partículas com os núcleos de certos materiais.

"São colocadas grandes quantidades (até centenas de quilogramas) de materiais, como xenônio e germânio, em minas subterrâneas e se espera, em um silêncio absoluto, que uma destas escorregadias partículas se choque contra um núcleo atômico no detector", explicou à Agência Efe, Miguel Peiró, físico da UAM.

"Se isso ocorresse, o núcleo desse material experimentaria um retrocesso similar ao de uma bola de bilhar devido ao impacto da matéria escura, liberaria uma energia e esta seria detectada. Isso é o que se tenta medir", completou.

Infelizmente, e apesar dos esforços realizados, ainda não se tem evidência expressa que isto tenha ocorrido.

Agora, em um estudo recentemente realizado por Peiró e outros pesquisadores da UAM e do Instituto de Física Teórica (IFT, Centro de Excelência Severo Ochoa, UAM-CSIC), foi demonstrado que, na maioria dos casos, os experimentos de detecção direta de matéria escura são ainda mais restritivos do que pareciam.

Estes experimentos dependem de modelos que determinam como se comporta esta matéria no halo da Via Láctea, que é formada por fluído de matéria escura no qual a matéria comum "fica boiando".

Existe na atualidade uma infinidade de estudos teóricos sobre como se comporta o halo de matéria escura.

Em um destes estudos, assinado por pesquisadores da Universidade de Nottingham, se calculou como se comportava a velocidade destas partículas de matéria escura no Sistema Solar.

Com simulações no computador destes experimentos de detecção direta, baseados neste estudo, e levando em conta as diversas possibilidades de interação da matéria escura com prótons e nêutrons, os pesquisadores constataram que, se a matéria escura é leve, estes detalhes do halo da Via Láctea são "determinantes" na hora de extrair conclusões sobre a natureza dela.

"Em nosso trabalho, pegamos essas funções de distribuição da velocidade, e as utilizamos para calcular os limites de dois experimentos de detecção direta. Recalculamos essas cotas e vimos que são um pouco mais restritivas do que pareciam", concluiu Peiró.

Fonte: EFE

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Voos tripulados a Marte ainda demoram pelo menos 15 anos

Aeronave se aproxima da atmosfera de Marte
Sonhando com uma viagem para Marte? Você terá que esperar pelo menos 15 anos para que a tecnologia seja desenvolvida, disse o diretor da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), lançando dúvidas sobre as afirmações de que a viagem pode acontecer mais cedo.

"Se houvesse dinheiro suficiente, talvez pudéssemos fazê-lo antes, mas não há tanto agora quanto o que o programa Apollo teve", afirmou o diretor-geral da ESA, Jan Woerner, referindo-se ao projeto norte-americano que levou os primeiros homens à Lua.

Woerner diz que um assentamento humano permanente na Lua, onde impressoras 3D poderiam ser usadas para transformar rochas lunares em itens essenciais necessários para a jornada de dois anos até Marte, seria um grande passo rumo ao planeta vermelho.

A agência nacional aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa, na sigla em inglês) espera enviar astronautas a Marte em meados da década de 2030, e o empresário Elon Musk, presidente da montadora de veículos elétricos Tesla Motors, disse que planeja enviar uma espaçonave não-tripulada a Marte ainda em 2018 e encaminhar humanos para lá até 2030.

Mas Woerner afirma que a empreitada irá levar mais tempo. Uma nave para Marte necessitaria de foguetes e combustível potente o suficiente para a decolagem da viagem de volta e os humanos precisariam de proteção para desafios físicos e mentais inéditos, além da radiação espacial.

Fonte: REUTERS

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Nasa encontra “segunda Lua” ao redor da Terra

Superlua
A Nasa (agência espacial americana) anunciou ter encontrado o que a imprensa internacional chama de mini-lua na órbita terrestre. O corpo celeste é um asteroide bem menor do que a nossa já conhecida Lua e tem uma trajetória irregular.

Como o curso do asteroide chamado 2016HO3 é elíptico, a distância dele varia entre 38 e 100 vezes a distância da Terra da Lua. Com isso, ele fica entre 14 milhões e 40 milhões de quilômetros de nós.

Seu movimento de translação ao redor do Sol leva 365,93 dias, o que é um pouco mais do que o tempo que o nosso planeta precisa para realizar o mesmo movimento.

Avistado pela primeira vez em 27 de abril deste ano, com o uso do telescópio espacial Pan-STARRS 1, que fica no Havaí, o asteroide tem 36,5 metros de diâmetro. O 2016HO3 gira em torno do nosso planeta há um século e deve permanecer nesse trajeto durante várias centenas de anos.

Veja abaixo a rota do asteroide e a rota do planeta Terra ao redor do sol.


Fonte: Exame

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Descobertos três mundos potencialmente habitáveis

Descobertos 3 planetas possivelmente habitáveis
Um grupo internacional de cientistas descobriu três planetas de tamanhos e temperaturas semelhantes às da Terra que orbitam ao redor de uma estrela anã ultrafria a apenas 40 anos luz da Terra, anunciou nesta segunda-feira o Observatório Austral Europeu (ISSO), desde sua sede alemã de Garching.

Os astrônomos fizeram esta descoberta ao detectar através do telescópio TRAPPIST, instalado no Observatório La Silla (Chile), que esta estrela desvanecia em intervalos regulares, o que significa que vários objetos passavam entre ela e a Terra.

Segundo os astrônomos, a estrela TRAPPIST-1, que fica na constelação de Aquário, é uma estrela anã frágil, mais fria e vermelha que o Sol, e de um tipo muito comum na Via Láctea, mas se trata da primeira vez que foram encontrados planetas gravitando ao seu redor.

Os achados deste estudo, publicado pela revista "Nature", foram defendidos com entusiasmo por Emmanuël Jehin, um dos cientistas envolvidos - "se trata de uma mudança de paradigma" - e por Julien de Wit, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, (MIT, EUA), "é um passo gigante na busca de vida no Universo".

"Se queremos encontrar vida em outros lugares do Universo, aí é onde devemos começar a buscar", explicou o responsável pela equipe de astrônomos, Michaël Gillon, do Instituto de Astrofísica e Geofísica da Universidade de Liège, Bélgica.

Determinar o tamanho destes três planetas foi possível graças a aparelhos ópticos maiores, como o instrumento HAWK-I, instalado no telescópio de longo alcance (VLT, e de oito metros) do Observatório La Silla.

O estudo constatou que do trio de planetas, dois deles demoram 1,5 e 2,4 dias respectivamente para completar sua órbita, enquanto o terceiro gasta entre 4,5 e 73 dias.

A consequência destes períodos orbitais tão curtos é que "os planetas estão entre 20 e 100 vezes mais perto de sua estrela que a Terra do Sol", explicou Gillon.

Paradoxalmente, os dois planetas mais próximos recebem só quatro e duas vezes a radiação que a Terra recebe, enquanto o terceiro, exterior, provavelmente recebe menos que a Terra.

Atualmente estão em construção vários telescópios gigantes com os quais De Wit acredita poder estudar estes planetas e suas atmosferas, "primeiro na busca de água e depois de plantas de atividade biológica".

O ISSO espera abrir uma nova via para a caça de exoplanetas que possam ser habitáveis, "primos" da Terra em condições, como os descobertos neste estudo.

Fonte: Exame

quarta-feira, 16 de março de 2016

Estrela que reduz luminosidade a cada 70 anos é descoberta

Estrelas observadas pelo Observatório Europeu do Sul
Astrônomos russos descobriram uma estrela na constelação de Leo Minor que a cada 70 anos reduz sua luminosidade em cem vezes, ao ser eclipsada por um misterioso e gigante corpo astral que gira em sua órbita, revelou nesta quarta-feira a Universidade Lomonosov de Moscou.

"Trata-se de um sistema mais do que misterioso, já que vemos um eclipse total. Significa que o corpo que ofusca a estrela é um gigante", explicou o professor da Lomonosov, Vladimir Lipunov, citado pela agência russa "TASS".

O gigante não parece um dos anéis de fragmentos que costumam girar ao redor dos astros, "nem pode ser outra estrela", acrescentou o cientista.

"Se a luminosidade de uma estrela acompanhante fosse cem vezes inferior", argumentou Lipunov, "se trataria de uma estrela de massa reduzida. Mas uma estrela assim não poderia ter um tamanho superior a de sua acompanhante de maior massa".

Ao mesmo tempo, se a estrela acompanhante fosse menor que a principal, não poderia ofuscá-la.

Após a descoberta de que a estrela TYC 2505-672-1 reduz sua luminosidade, os cientistas comprovaram que o fenômeno já foi observado entre os anos de 1942 e 1945.

O período de variabilidade dessa estrela - classificada como variável por experimentar mudanças periódicas em seu brilho - é de 69 anos, o maior dos observados até agora.

Até essa descoberta, o astro com o maior intervalo de ofuscamento, de 27 anos, era Almaaz, na constelação de Auriga.

"O que liga essas duas estrelas é que nos dois casos não se tem a mínima ideia de por que mudam de brilho", concluiu Lipunov.

Fonte: Exame

Nasa descobre “nova Terra” em outro sistema solar

Comparação artística entre a Terra e o planeta Kepler 452-b
Em uma conferência realizada hoje, a agência espacial americana, a Nasa, anunciou grandes descobertas. Foram descobertos e catalogados 500 novos exoplanetas (aqueles que orbitam uma estrela que não seja o nosso Sol).

As descobertas foram feitas pelo telescópio espacial Kepler. Entre esses 500 exoplanetas, a Nasa estima que 20% sejam anomalias espaciais – sobram, portanto, 80% como prováveis planetas de verdade.

Um desses planetas, porém, traz grande animação para os cientistas: o Kepler 452-b. O nome pode ser sem graça, por isso a Nasa adotou outro durante a sua conferência, “Terra 2.0”.

As semelhanças entre nosso planeta e o Kepler 452-b são grandes. Assim como a Terra, ele também está dentro de uma zona habitável pelas medições da Nasa. Ele orbita um sol semelhante ao nosso, que tem a mesma temperatura, é 10% mais largo do que o nosso e emite 20% mais brilho.

Veja abaixo algumas informações rápidas sobre o Kepler 452-b:

- Diâmetro 60% maior do que o da Terra;
- Grandes chances de ser rochoso, assim como nosso planeta;
- Ano com 385 dias – em oposição aos 365 da Terra (diferença muito baixa);
- Fica a 1.440 anos-luz da Terra, na constelação Cygnus.

Por que é importante?

Pela primeira vez, cientistas puderam encontrar um planeta semelhante ao nosso e que ao mesmo tempo orbita uma estela semelhante ao Sol.

Além disso, o Kepler 452-b é mais antigo do que a Terra ou do que o nosso próprio Sol. A estimativa é que nosso planeta tenha cerca de 4,5 bilhões de anos de idade.

O Kepler 452-b, acreditam os cientistas, tem cerca de 6 bilhões de anos. Ele seria como um primo mais velho da Terra.

Observações do planeta podem auxiliar pesquisadores a entender como o envelhecimento da Terra será, assim como o do Sol.

Tem vida?

Similar à Terra, o Kepler 452-b teria condições para abrigar vida, ao menos na teoria. No anúncio da descoberta, a Nasa disse ser impossível afirmar categoricamente se existe ou não vida por lá.

Jon Jenkins, líder na análise de dados coletados pelo Kepler, especulou sobre a possibilidade. “É inspirador considerar que esse planeta passou 6 bilhões de anos na zona habitável de sua estrela, o que é mais tempo do que a Terra passou”, disse, de acordo com o site Business Insider.

“Isso implica tempo e oportunidade considerável para que vida surgisse em algum lugar da sua superfície, já que existem todos os ingredientes e condições para que isso acontecesse”, disse.

O site da Popular Science conversou com Seth Shostak, pesquisador do instituto Seti (sigla em inglês para “busca por vida extraterrestre”). Ele disse que a organização analisou o planeta usando o telescópio Allen.

As primeiras informações obtidas pelo Seti não mostraram qualquer emissão de frequências que poderiam indicar a existência de vida inteligente por lá.

Fonte: Exame

quarta-feira, 2 de março de 2016

Astronautas voltam à Terra após quase um ano no espaço

Astronauta Mikhail Korniyenko recebendo ajuda após aterrissagem no Cazaquistão, dia 02/03/2016
Três astronautas da Estação Espacial Internacional, incluindo o norte-americano Scott Kelly e o russo Mikhail Kornienko, que passaram quase um ano no espaço, regressaram hoje (2) à Terra, após experiência que antecede uma potencial missão a Marte.

O cosmonauta russo Sergueï Volkov, o seu compatriota Mikhaïl Kornienko e o norte-americano Scott Kelly aterrissaram, conforme previsto, no Cazaquistão, anunciaram o centro de controle russo e a Nasa, a agência espacial norte-americana.

Kelly e Kornienko passaram 340 dias na Estação Espacial Internacional para preparar futuras missões a Marte, enquanto Sergueï Volkov esteve a bordo por mais de cinco meses.

Fonte: Exame

Via Láctea cresceu de dentro para fora, diz pesquisa

Estrelas da Via Láctea
As primeiras entre as centenas de bilhões de estrelas da Via Láctea – as estimativas variam entre 100 e 400 bilhões – podem ter começado a brilhar há 13 bilhões de anos, antes mesmo da formação completa da galáxia.

Esta é uma importante dedução suscitada por um mapa cronográfico pioneiro das estrelas mais antigas da galáxia.

A principal conclusão do trabalho é que a galáxia começou a formar estrelas de dentro para fora, ou seja, primeiro no núcleo, pipocando depois em direção à sua periferia, o halo galáctico.

É o que explicam os astrofísicos Rafael Santucci e Vinícius Placco, que participaram do estudo internacional publicado no The Astrophysical Journal Letters.

O artigo foi publicado com apoio da Fapesp. Santucci é doutorando no Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo, sob orientação da professora Silvia Rossi.

Placco é professor na University of Notre Dame, nos Estados Unidos, e estudou o halo galáctico também com apoio da Fapesp.

Para entender o significado da pesquisa é preciso imaginar o formato da Via Láctea.

Trata-se de uma galáxia em espiral, cujos braços se espraiam a partir do núcleo, formando um disco de 100 mil anos-luz de diâmetro.

Em torno do núcleo galáctico, a densidade estelar, ou seja, a quantidade de estrelas próximas umas das outras, é grande.

A essa concentração de estrelas que orbitam próximas ao núcleo dá-se o nome de bojo galáctico.

Afastando-se do núcleo, a quantidade de estrelas cai e, por consequência, o disco galáctico afina até chegar às bordas, na periferia da galáxia, onde a densidade estelar é rarefeita.

Mas isso é uma pequena parte da galáxia, a parte visível à maioria dos observatórios astronômicos.

O disco da Via Láctea está envolto pelo halo galáctico. Trata-se de um volume de espaço esférico muitas vezes maior que o disco.

As dimensões do halo galáctico são da ordem de várias centenas de milhares de anos-luz.

Ele é composto principalmente por matéria escura, uma matéria invisível e desconhecida que faz com que a galáxia mantenha a sua coesão para não se estilhaçar. Mas o halo também é composto por nuvens de hidrogênio – e por estrelas.

As estrelas do halo podem ser divididas em três conjuntos. No primeiro, estão agrupadas as dezenas de milhares em densos aglomerados esféricos chamados aglomerados globulares.

Conhece-se cerca de 150 aglomerados orbitando a Via Láctea, mas há também dois outros conjuntos estelares.

Existem estrelas que foram parar no halo porque sua velocidade de escape fez com que se desgarrassem do disco galáctico.

E há igualmente aquelas que originalmente pertenciam a outras galáxias, pequenas, que acabaram canibalizadas pela Via Láctea há bilhões de anos.

São estes dois últimos conjuntos de estrelas os alvos de investigação do trabalho recém-publicado. Mais especificamente, a pesquisa envolveu um tipo particular de estrelas do halo, as chamadas “estrelas azuis do ramo horizontal”.

“São estrelas gigantes, em média dez vezes maiores que o Sol, que se encontram a caminho do fim da sua vida. Aquelas estrelas já passaram da sua fase jovem, quando queimavam hidrogênio. Estão agora na fase avançada, fundindo hélio e carbono”, explicou Santucci.

Quando esse suprimento findar, elas encolherão e se tornarão anãs brancas, que é o mesmo futuro do Sol.

Os pesquisadores pretendiam reunir um grande número dessas estrelas azuis do ramo horizontal para analisar a cor de sua luz. Com isso, talvez fosse possível estimar a sua idade.

O cálculo da idade de uma estrela é feito a partir da combinação da análise da sua cor e também da assinatura química de sua luz.

“As cores das estrelas estão relacionadas com suas temperaturas, que, por sua vez, estão relacionadas com suas massas, sendo que estas regem seus tempos de vida”, disse Placco.

Santucci observa que, no caso específico desta pesquisa, “as variações de idade que descrevemos no trabalho foram baseadas nas cores”.

Quanto às cores das estrelas, na maioria dos casos estrelas jovens e grandes são brancas ou azuis e estrelas de porte médio são amarelas ou laranjas.

Estrelas velhas, caminhando para o fim da vida, se tornam gigantes vermelhas, para na senilidade virarem anãs brancas.

“Mas as estrelas azuis do ramo horizontal são uma exceção à regra. Elas mantêm a cor azul mesmo no fim da vida”, disse Santucci.

Segunda geração estelar

Espectroscopia é a análise da assinatura química da luz das estrelas. Quando a luz produzida no núcleo da estrela escapa, passando por sua atmosfera, qualquer elemento químico presente na atmosfera deixa sua presença indelevelmente marcada para sempre no espectro daquela luz.

Quando os astrônomos registram a luz de uma estrela distante, uma das primeiras coisas que fazem é analisar seu espectro.

Quando o Universo começou sua expansão, havia somente três elementos químicos, o hidrogênio, o hélio e uma pequena fração de lítio.

Todos os demais elementos foram forjados no coração da primeira geração de estrelas, que terminou a vida em cataclísmicas explosões chamadas supernovas.

Foram os detritos daquelas explosões que semearam o meio interestelar com todos os elementos da tabela periódica.

Essa semeadura prosseguiu e prossegue até hoje, com as supernovas das gerações subsequentes de estrelas.

Acredita-se que o Sol, devido à sua composição química, seja produto da evolução de diversas gerações de estrelas.

Em sua atmosfera existe uma grande variedade de elementos químicos.

Ao analisar o espectro da luz das estrelas, se os astrofísicos estão à caça de astros muito antigos, irão procurar aqueles cuja assinatura química indique a presença de alguns poucos elementos químicos além de hidrogênio, hélio e lítio, notadamente o carbono e o nitrogênio, entre outros.

Quando os cientistas encontram astros com tal composição, é um forte indicativo de que se trata de estrelas muito antigas, pertencentes à segunda geração estelar do Universo. “Elas podem ser tão ou mais antigas do que a Via Láctea”, afirmou Placco.

Um primeiro trabalho do gênero foi publicado em 1991. Nele, a partir do estudo de 150 estrelas, procurou-se aferir sua distância e idade. Quanto à idade, não foram bem-sucedidos.

A qualidade dos dados à disposição à época ainda era rala. “Vinte e quatro anos depois, o trabalho do Rafael (Santucci) foi fazer uma nova seleção de estrelas”, contou Placco.

Para tanto, Santucci mergulhou na gigantesca base de dados do projeto Sloan Digital Sky Survey (SDSS), nos Estados Unidos, cuja meta é catalogar centenas de milhares de galáxias distantes.

“Mas como as estrelas da Via Láctea estão no meio do caminho, um subproduto importante do SDSS foi descobrir muitos milhares de estrelas no halo galáctico”, disse Santucci.

Ele vasculhou nos arquivos do SDSS e conseguiu pinçar 4.700 estrelas. Foi a partir do estudo dessas estrelas que se criou o primeiro mapa das estrelas mais antigas da Via Láctea.

“A quantidade e a qualidade dos dados hoje à disposição são muito maiores e melhores do que aquelas do artigo de 1991”, disse Placco.

Com o mapa dos dois hemisférios (acima e abaixo do disco galáctico) da Via Láctea, foi possível descobrir o seguinte: as estrelas mais antigas se formaram antes ou concomitantemente “ao colapso gravitacional da imensa nuvem de gás que formou as estrelas do centro da Via Láctea”, segundo explicou Santucci.

“Nosso mapa mostra que os objetos mais próximos do centro da galáxia têm uma idade de cerca de 13 bilhões de anos”, disse.

A partir de então, as estrelas continuaram se formando, em ordem cronológica do centro para fora.

“Nosso estudo veio confirmar antigas teorias da evolução galáctica, que postulavam que as estrelas mais antigas teriam se formado no centro e as mais jovens progressivamente em direção ao halo. Ninguém tinha mostrado isto antes”, disse Santucci.

Como esse resultado surpreendente não foi antecipado, os autores estão escrevendo um novo artigo para submeter à revistaScience. “Trata-se de um mapa muito maior e mais preciso, feito a partir de uma amostra com 100 mil estrelas”, antecipou Santucci.

Uma evidência da originalidade da pesquisa dos brasileiros está no trabalho da concorrência acadêmica.

Na primeira semana de janeiro, em reunião da Associação Americana de Astronomia na Flórida, foi apresentado outro mapeamento das idades das estrelas na Via Láctea, desta vez baseado em uma amostra de 70 mil estrelas gigantes vermelhas.

O foco não foi o halo, mas o disco galáctico. O trabalho confirmou o esperado quanto ao crescimento da galáxia: começou no meio e cresceu para fora.

A prova é a abundância de estrelas antigas no meio do disco, segundo Melissa Ness, do Instituto Max Planck de Astronomia, na Alemanha.

O artigo "Chronography of the Milky Way's Halo System with Field Blue Horizontal-Branch Stars" (doi:10.1088/2041-8205/813/1/L16), de Rafael Santucci, Vinicius Placco e outros, pode ser lido em http://iopscience.iop.org/article/10.1088/2041-8205/813/1/L16

Fonte: Exame

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Cientistas podem ter encontrado megaestrutura alienígena

Alienígenas
Em uma estrela muito, muito distante da Terra (mais precisamente a 1.480 anos-luz), “caçadores de planetas” podem ter descoberto uma estrutura alienígena no espaço. Essa história poderia até parecer um roteiro da trilogia Star Wars, se não fosse real.

O telescópio espacial Kepler da Nasa localizou em 2009 uma estrela entre as constelações de Cisne e Lira da Via Láctea, a KIC 8462852. Ela era estudada como qualquer outra das 150 mil estrelas encontradas pelos pesquisadores do “Caçadores de Planetas” – programa que examinou os padrões de luz emitidos por astros.

No entanto, em 2011, os cientistas perceberam que o padrão de luz da KIC 8462852 estava irregular. Ele sugere que um grupo complexo de objetos está orbitando a estrela. Geralmente, esses artefatos indicam a formações de um novo planeta. Mas no caso do KIC 8462852, essa afirmação é incorreta, já que a estrela é muito antiga.

“Nós nunca tínhamos visto nada como esta estrela. Foi muito estranho”, disse Tabetha Boyajian, astrônoma na Universidade de Yale, à revista Atlantic. “Achamos que os dados pudessem estar incorretos, mas tudo checava.”

Intrigados pela descoberta, os astrônomos publicaram um estudo com algumas hipóteses sobre o mistério. Uma delas diz que uma nuvem de cometas foi puxada para dentro da órbita por uma estrela de migração. Segundo a teoria, enquanto os cometas se quebram na órbita da estrela, o padrão de luz pode se tornar irregular.

Contudo, há outra hipótese, bem mais interessante. Jason Wright, um astrônomo da Universidade Penn State, sugeriu que o padrão de luz da estrela é consistente como um enxame de megaestruturas. Para ele, a tecnologia da estrutura está coletando energia do astro.

“Quando [Boyajian] me mostrou os dados, eu fiquei fascinada por essa ideia maluca”, Wright disse à Atlantic. “Alienígenas devem sempre ser a última hipótese a se considerar. Mas isso parecia ser algo que se espera que uma civilização alienígena construa.”

Estrutura alienígena
Como comprovar?

Para comprovar sua teoria, Boyajian e Wright querem apontar uma antena de rádio em direção à estrela. Com isso, os cientistas querem descobrir se ela emite ondas de rádio em frequências associadas com atividades tecnológicas.

“Se nós ouvirmos emissões de rádio provenientes dessa estrela, eu não posso imaginar qualquer outra explicação”, conta Wright, em entrevista ao site Popular Science.

Se a KIC 8462852 estiver emitindo as frequências, os pesquisadores pretendem utilizar o telescópio Very Large Array, localizado no Novo México (EUA), para explorar ainda mais a estrela. Caso Boyajian e Wright estejam corretos, a primeira observação terá início em janeiro.

Os cientistas podem até não descobrir uma megaestrutura alienígena. Porém, eles podem revelar algo que pode ser tão fascinante quanto ETs tentando roubar energia de uma estrela.

Fonte: Exame

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

China irá desabrigar 9 mil pessoas para achar alienígenas

Maior telescópio do mundo localizado na China
O governo chinês irá realocar mais de nove mil pessoas dos condados de Pingtang e Luodian, na província de Guizhou. O motivo para isso é tão extravagante quanto o número de chineses desalojados: a procura por sinais de vida extraterrestre.

Para encontrar alienígenas, a China está construindo o maior radiotelescópio do mundo. Chamado Fast, ele tem antenas de 500 metros de diâmetro, custo de 184 milhões de dólares e deve ficar pronto até setembro deste ano, segundo o site China Daily.

De acordo com oficiais chineses, a localização isolada do Fast é ideal para detectar possíveis mensagens extraterrestres. Por isso, as pessoas que moram em um perímetro de até cinco quilômetros do local serão retiradas de suas casas -- cada residente receberá 12 mil yuans, ou 1.840 dólares de indenização.

A remoção dos cidadãos ajudará a criar um ambiente de ondas de som eletromagnéticas perfeitas para o telescópio, afirma Li Yuecheng, oficial do Partido Comunista Chinês em Guizhou, em entrevista para agência de notícias chinesa Xinhua.

Radiotelescópios como o Fast coletam ondas de rádio em vez de luz visível. “Um radiotelescópio é como um ouvido sensível escutando mensagens de rádio significativas do ruído branco do universo”, explica Nan Rendong, cientista chefe do Fast, à Xinhua. “É como identificar o som de cigarras em uma tempestade.”

O telescópio chinês é composto por 4.350 painéis triangulares que se agitam para cima e para baixo. O movimento dos painéis altera a forma da antena, que é capaz de refletir sinais de rádio do universo para um ponto específico, onde a cúpula receptora do Fast está.

Quase duas vezes maior em diâmetro do que a antena do Observatório Arecibo (300 metros), atualmente a maior do mundo, o Fast terá uma sensibilidade de três a cinco vezes maior do que a do seu rival. Segundo Yuecheng, ele também será capaz de digitalizar duas vezes mais área atmosférica do que o telescópio norte-americano.

“A sensibilidade e resolução do Fast permitirá um estudo extremamente abrangente de milhares de galáxias em diferentes ambientes do universo”, disse Lister Staveley-Smith, astrônomo da Universidade do Oeste da Austrália, ao China Daily.

O vídeo abaixo (em chinês) revela algumas imagens da construção do telescópio:

Fonte: Exame

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Nasa lançará telescópio mais potente que o Hubble em 2020

Telescópio Hubble, da Nasa
A Nasa (agência espacial americana) lançará um telescópio espacial 100 vezes mais potente que o Hubble em meados da década de 2020, após o lançamento do James Webb em 2018.

Após anos de estudos preparatórios, a Nasa anunciou nesta quinta-feira em comunicado o início oficial da missão astrofísica do telescópio Wide Field Infrared Survey (WFIRST), que ajudará a revelar os segredos do universo.

A expectativa é que o WFIRST contribua para resolver os mistérios da energia e da matéria negra, a explorar a evolução do cosmos, a descobrir novos mundos além do sistema solar e a avançar na busca de mundos que poderiam ser aptos para a vida.

"Esta missão combina de maneira única a capacidade para descobrir e caracterizar planetas além de nosso próprio sistema solar com a sensibilidade e as óticas para olhar com amplitude e profundidade no universo na busca de resolver os mistérios da energia negra e da matéria negra", explicou John Grunsfeld, astronauta e administrador associado do diretório de missões científicas da Nasa.

O novo observatório analisará longas regiões do céu com raios de luz quase infravermelhas para responder às perguntas fundamentais sobre a estrutura e a evolução do universo, e expandir o conhecimento dos planetas que se encontram além do sistema solar.

Comparando os dados dos diferentes instrumentos do observatório, os cientistas poderão entender melhor a física e a origem das atmosferas e buscar sinais químicos em ambientes aptos para a vida.

O lançamento do telescópio está previsto para meados da década de 2020. O observatório começará a operar após viajar para um ponto de equilíbrio gravitacional conhecido como "Terra-Sol L2", que se encontra a mais de um milhão e meio de quilômetros da Terra em direção diretamente oposta ao Sol.

Fonte: Exame

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Japão lança satélite para observação de buracos negros

Lançamento de foguete com o satélite "Astro-H", do Japão, dia 17/02/2016
O Japão lançou nesta quarta-feira ao espaço, com sucesso, o satélite astronômico Astro-H, projetado para observar os raios-X emanados por buracos negros e agrupamentos de galáxias.

O satélite foi lançado a bordo de um foguete H-2A às 17h45 local (6h45, em Brasília) desde a estação espacial situada na ilha de Tanegashima, na Prefeitura de Kagoshima (sudoeste do país).

O lançamento estava originalmente previsto para 12 de fevereiro, mas teve que ser cancelado devido às más condições meteorológicas.

Com este são 24 lançamentos bem-sucedidos consecutivos do H2-A, desenvolvido pela Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) e a Mitsubishi Heavy Industries.

O Astro-H tem cerca de 14 metros de comprimento e pesa 2,7 toneladas, o que o transforma no satélite mais pesado lançado até agora pelo Japão.

O dispositivo, fabricado pela JAXA, Nasa e outras instituições, orbitará a cerca de 580 quilômetros de altura e observará buracos negros e agrupamentos galáticos distantes através de seus detectores de raios gama e quatro telescópios de raios-X.

Entre estes destaca-se o "Microcalorímetro de raios X", um instrumento de última geração que ostenta o maior espectro para observar raios X no espaço projetado até o momento.

Os cientistas esperam começar a obter dados a grande escala a partir do próximo verão.

Fonte: Exame

China revela 3 projetos de detecção de ondas gravitacionais

Simulação gráfica das ondas gravitacionais
Cientistas chineses contam com três projetos diferentes envolvendo a detecção de ondas gravitacionais, anunciou a imprensa local, poucos dias depois que um grupo de pesquisadores confirmou a previsão do físico Albert Einstein.

Esses projetos permitirão à China virar o "líder mundial" no campo desta pesquisa, segundo as fontes.

Pequim dedica milhões de dólares à conquista do espaço, considerada um novo símbolo da potência do país.

Em um marco para a física e a astronomia, cientistas de vários países anunciaram na quinta-feira passada ter detectado de forma direta as ondas gravitacionais, ondulações do espaço-tempo que foram previstas por Albert Einstein em 1915.

Dois buracos-negros se chocaram há 1,3 bilhão de anos.

O cataclismo lançou estas ondas em todas as direções até que chegaram à Terra no dia 14 de setembro, onde foram captadas por instrumentos instalados nos Estados Unidos.

Esta descoberta foi feita em colaboração com equipes de investigação europeias, especialmente de França, Itália e Alemanha.

As ondas gravitacionais são produzidas por perturbações na trama do espaço-tempo pelos efeitos do deslocamento de um objeto de grande massa. Estas perturbações se deslocam na velocidade da luz em forma de ondas e nada as detêm.

Este fenômeno costuma ser representado como a deformação que ocorre quando um peso repousa sobre uma rede. Neste caso, a rede representa o tecido do espaço-tempo.

A descoberta é histórica porque permite verificar de forma direta uma das previsões da teoria geral da relatividade.

Os físicos determinaram que as ondas gravitacionais detectadas em setembro nasceram na última fração de segundo antes da fusão de dois buracos negros, objetos celestes ainda misteriosos que resultam do colapso gravitacional de estrelas gigantes.

A possibilidade de uma colisão entre esses corpos havia sido prevista por Einstein, mas o fenômeno nunca tinha sido observado.

De acordo com a teoria geral da relatividade, um par de buracos negros em que cada um orbita em torno do outro perde energia, produzindo ondas gravitacionais.

Ser capaz de detectar essas ondas que viajam sem perturbação por milhões de anos torna possível voltar para o primeiro milissegundo do chamado Big Bang.

Fonte: Exame

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Veja como as ondas gravitacionais mudarão a visão do cosmos

Buracos Negros em rota de colisão
As ondas gravitacionais, previstas por Albert Einstein em 1916, foram observadas por cientistas pela primeira vez em uma colisão de buracos negros que aconteceu há 1,3 bilhão de anos e que converteu em energia o equivalente a cerca de três vezes a massa do sol em um segundo, liberando as ondas no espaço.

Mas o que a observação desse fenômeno muda para a ciência? Algumas coisas.

A primeira é que agora temos uma confirmação de que a teoria da relatividade de Einstein estava correta. As ondas gravitacionais foram demonstradas indiretamente nos anos 1980, mas só puderam ser vistas pelos pesquisadores do Laser Interferometer Gravitational Wave Observatory (LIGO) em 14 de setembro do ano passado – e a informação veio a público hoje.

Segundo a Teoria da Relatividade, os objetos que se movimentam no universo produzem ondulações no espaço-tempo que se propagam pelo espaço – como o efeito de Ripple que acontece ao jogarmos uma pedra em um lago.

Sendo assim, essas ondas gravitacionais deixam rastros que não são alterados pela matéria. Como indica o Gizmodo, elas funcionam como uma impressão digital viajando pelo espaço-tempo. Isso é importante porque, com a existência dessas ondas confirmada, se torna possível que cientistas possam estudar de maneira diferente uma Estrela de Nêutrons ou um buraco negro.

A dificuldade atual de entender o que acontece com esses corpos que têm massa absurda em relação a um planeta – e, por isso, muita força gravitacional – é que eles não emitem luz (ou, ao menos, não da forma que uma estrela o faz). Por conta disso, fica mais difícil a observação realizada com telescópios espaciais localizados na Terra.

"Essa descoberta permite que olhemos para trás no tempo da criação do universo, com significativas repercussões para a atual pesquisa astronômica", afirmou o processor Bob Bingham, físico do Conselho de Instalações Tecnológicas e Científicas no Harwell Campus, no Reino Unido, de acordo com o IFLS.

Com isso, para o astrofísico Scott Hughes, do MIT, as ondas gravitacionais abrem um novo capítulo para a exploração do cosmos. "Há muitas informações ricas guardadas nas ondas gravitacionais ", declarou Hughes, segundo o Gizmodo.

A descoberta foi feita da maneira de Einstein havia previsto. Quando dois buracos negros começam a orbitar um ao outro, eles perdem energia lentamente, o que faz com que eles fiquem gradualmente mais próximos até que comecem a se movimentar a metade da velocidade da luz e uma fusão ocorre, gerando um buraco negro maior. Esse fenômeno gera uma tremenda explosão de energia que propaga as ondas gravitacionais pelo espaço. O vídeo abaixo ilustra como é esse fenômeno.
Fonte:Exame

Tudo que você precisa saber sobre as ondas gravitacionais

Simulação gráfica das ondas gravitacionais
Cientistas anunciaram hoje a detecção de ondas gravitacionais. O fenômeno havia sido previsto pelo físico Albert Einstein na sua Teoria da Relatividade Geral, há mais de um século.

A descoberta é de grande importância para o mundo da astrofísica. Os cientistas disseram que a detecção foi feita no dia 14 de setembro.

Veja abaixo o que exatamente são as ondas gravitacionais e o que muda com essa descoberta.

O que são as ondas gravitacionais?

Ondas gravitacionais são ondulações no espaço-tempo. De acordo com a Teoria Geral da Relatividade, colisões colossais ou explosões estelares irradiam energia o suficiente para que essas ondulações fujam na velocidade da luz pelo universo.

Elas foram descobertas?

Sim. Apesar de prevista por Einstein, a existência das ondas gravitacionais ainda não havia sido provada. Hoje, cientistas do Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser (LIGO) afirmaram que, pela primeira vez na história, elas foram detectadas.
Albert Einstein em seu escritório
Por que isso é importante?

As ondas gravitacionais seriam uma forma a mais de observar e procurar respostas sobre o universo. A analogia que se faz é que, até hoje, cientistas podiam observar o espaço apenas. Com as ondas gravitacionais, os cientistas ganham ouvidos também.

Muitas perguntas podem ganhar novas respostas com os estudos envolvendo as ondas gravitacionais. Questões sobre o momento da criação e sobre a evolução do universo, por exemplo, podem ganhar novos olhares.

O físico Stephen Hawking afirmou que a descoberta abre uma porta para “uma nova forma de olhar o universo”.

"Podemos esperar ver buracos negros ao longo da história do universo. Poderíamos inclusive ver os vestígios do universo primordial, durante o Big Bang, graças às ondas gravitacionais", disse Hawking.

Estima-se que 90% do universo é formado por matéria escura. Com as ondulações gravitacionais, cientistas poderão estudá-la com mais detalhes.

O que pode gerar ondas gravitacionais?

Colisões de buracos negros e explosões de estrelas (supernovas) são capazes de gerar as ondulações. Outro exemplo, importante para os cientistas, é o Big Bang.

As ondas descobertas pelo LIGO foram geradas pela colisão e união de dois buracos negros que aconteceram há mais de um bilhão de anos.
Detector do LIGO, em Hanaford, Washington
O que é LIGO?

É a sigla em inglês de Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser. Foi esse projeto de pesquisa que foi capaz de detectar as ondas gravitacionais. O LIGO usa duas estruturas gigantes nos Estados Unidos como detectores. Uma fica no estado de Washington (na foto acima) e outra no de Louisiana. As duas estruturas ficam distantes para quem sinais falsos gerados localmente não sejam tomados como leituras de ondas gravitacionais.

Os cientistas vão ganhar um Nobel?

Talvez. A descoberta é muito importante e dá visibilidade ao grupo que trabalhou nela. O diretor do Instituto Max Planck de Física de Hannover, na Alemanha, afirmou que a descoberta "tem potencial de Nobel, não há dúvida disso".

Fonte: Exame

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Cientistas descobrem maior sistema solar do universo

Representação do planeta conhecido como 2MASS J2126-8140
Um grupo de cientistas descobriu o maior sistema solar do universo conhecido, formado apenas por um planeta e uma estrela – separados por bilhões de quilômetros de distância. As informações são de fontes acadêmicas da Universidade Nacional Australiana.

“Surpreendeu-nos muito encontrar um objeto de massa baixa [o planeta] tão longe da sua estrela mãe”, comentou Simon Murphy, da Faculdade de Astronomia e Astrofísica da universidade australiana.

Esta faculdade conta com uma equipe internacional de investigadores que estudam o planeta, conhecido como 2MASS J2126-8140.

Ao longo das investigações, a equipe descobriu que o planeta tem massa 12 vezes superior à de Júpiter e orbita ao redor de uma estrela anã chamada TYC 9486-927-1.

Os dois corpos estão separados por uma distância equivalente a 6,9 mil unidades astronômicas, ou seja, 0,1 ano luz ou um trilhão de quilômetros, segundo um comunicado da Universidade Nacional Australiana.

Esta distância é “aproximadamente três vezes superior” à do que era considerado, até agora, o maior sistema solar existente.

Fonte: Exame