Pelo menos cinco policiais foram mortos em uma manifestação, ontem (7) à noite, nas ruas da cidade de Dallas, no estado do Texas, nos Estados Unidos. Mais 11 policiais foram baleados. Segundo relatos de testemunhas, a manifestação estava sendo feita de forma pacífica e visava a protestar contra a ação da polícia que, anteriormente, nos estados de Minnesota e Louisiana, atirou e matou duas pessoas de cor negra. Segundo testemunhas, os suspeitos aparentemente não faziam parte da manifestação de Dallas e atiraram intencionalmente nos policiais que acompanhavam os protestos.
Três pessoas foram presas e um quarto suspeito estava sendo procurado na madrugada de hoje (8), depois de trocar tiros com policiais.
O chefe de polícia de Dallas, David Brown, descreveu a ação dos atiradores como de "estilo emboscada". Em entrevista, no fim da noite, David Brown disse: "Acreditamos que esses suspeitos foram se colocando de forma triangular sobre policiais de duas posições diferentes em garagens no centro da cidade". De acordo com o chefe da polícia, os atiradores "estavam planejando ferir e matar tantos policiais quanto pudessem". Alguns agentes foram feridos nas costas.
Dezenas de pessoas que participavam da manifestação, interrompida pela ação de atiradores contra policiais, ficaram retidas no centro de Dallas: elas não puderam sair do local porque o serviço de transporte coletivo foi interrompido para permitir que a polícia tentasse prender suspeitos.
Causas
O tiroteio em Dallas teve início às 20h45, quando centenas de pessoas se reuniram no centro da cidade para protestar contra a morte de dois negros, em ações executadas por policiais brancos, em duas cidades: em Baton Rouge, Louisiana, terça-feira (5), que resultou na morte de Aldo Sterling; e em Saint Paul, Minnesota, quarta-feira (6), que provocou a morte de Philando Castile. Os dois episódios tiveram ampla repercussão no país porque foram filmados por aparelho celular e colocados no Facebook.
O que causou mais impacto foi o vídeo em que a namorada de Castile, Lavish Reynolds, registrou os momentos que se seguiram a disparos da polícia. No vídeo, Lavish Reynolds aparece sentada no banco do passageiro de um veículo com o namorado, ainda vivo, no assento do motorista e com uma camisa branca manchada de sangue. A filha de Lavish, de 4 anos, também estava no carro.
Em Chicago, manifestantes interromperam ontem um trecho da via Dan Ryan, uma das principais da cidade. Em Nova York, centenas de manifestantes bloquearam o tráfego na Times Square, no coração de Manhattan, entoando a palavra de ordem "mãos para cima, não atire". Devido às manifestações, mais de dez pessoas foram presas.
Fonte: Agência Brasil
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sexta-feira, 8 de julho de 2016
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Ministério Público acompanhará inquérito sobre menino morto por policiais
O Ministério Público de São Paulo informou hoje (7) que vai acompanhar a investigação sobre a morte de um menino de 10 anos por policiais militares. De acordo com o órgão, a promotora de Justiça Maria Gabriela Ahualli Steinberg, titular do I Tribunal do Júri da capital, foi designada pela Procuradoria-Geral de Justiça para acompanhar o inquérito policial e começará a trabalhar amanhã (8).
De acordo com nota divulgada na semana passada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), o menino de 10 anos e um amigo de 11 furtaram um carro na garagem de um condomínio na Vila Andrade, zona sul de São Paulo. Policiais perceberam a ação e saíram em perseguição ao veículo, um Daihatsu Terios.
Pela versão policial, o menino foi baleado em confronto, após ter disparado três vezes contra os policiais com uma arma calibre 38. Os dois primeiros disparos foram feitos com o veículo ainda em movimento, antes de o carro bater em um ônibus e depois em um caminhão que estava estacionado, até perder o controle. Conforme os policiais, o terceiro tiro foi disparado pelo menor após as batidas.
O outros garoto que estava no veículo apresentou várias versões sobre o ocorrido à polícia. Na primeira vez em que foi ouvido, acompanhado apenas pela mãe, ele relatou à polícia que o outro menino atirou duas vezes nos policiais e que, depois de bater o carro, disparou novamente, pouco antes de ser atingido e morrer.
Na segunda versão, ele contou que foram feitos dois disparos e que não houve o terceiro tiro, o que indicaria o confronto. No último domingo, porém, em uma entrevista à Corregedoria da Polícia, acompanhado por uma psicóloga, o menino mudou novamente a versão, dizendo que ele e o amigo não estavam armados e que não foi feito nenhum disparo em direção à polícia. O garoto disse que a arma encontrada com eles foi plantada ali por policiais.
Hoje (7), a mãe do menino, Cintia Ferreira Francelino, prestou depoimento no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ao sair, por volta das 14h de hoje, ela não quis responder a perguntas da imprensa, mas disse que o filho não atirou nos policiais. “Meu filho não atirou em ninguém. Ele não tinha nenhuma arma”, afirmou Cintia.
Fonte: Agência Brasil
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Ativistas por direitos LGBT em Bangladesh são assassinados
Um grupo de homens não identificados assassinou nesta segunda-feira em Daca, capital de Bangladesh, dois membros do coletivo Roopbaan, criador da revista homônima pelos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT), informaram à Agência Efe diversas fontes.
Os assassinatos, o primeiro ataque deste tipo nesta comunidade no país, ocorreram no interior de uma casa da capital durante a tarde, disse o porta-voz da Polícia local, Marouf Hussain.
Segundo este oficial, uma das vítimas trabalhava para a Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID).
O porta-voz apontou que estão sendo "investigados" os detalhes do ocorrido e disse que é cedo para determinar o motivo do crime, embora não tenha descartado o envolvimento de extremistas islâmicos.
Uma fonte do coletivo que pediu o anonimato indicou que cinco homens invadiram o domicílio de uma das vítimas, que tinham 27 e 40 anos, respectivamente, e eram membros destacados do comitê organizador do Roopbaan.
A fonte confirmou, além disso, que um dos mortos era empregado da USAID e tinha sido ameaçado de morte.
O coletivo foi fundado em 2014 e nesse mesmo ano lançou a primeira revista em linha para a comunidade LGBT de Bangladesh, com a qual promovem seus direitos com atos como o desfile que há dias terminou com quatro detidos na cidade no meio das celebrações do ano novo bengali.
Em Bangladesh, o homossexualismo é estipulado como crime e a seção 377 do Código penal prevê penas de até prisão perpétua, e embora na prática os processos não prosperam nos tribunais, a comunidade sofre contínuos casos de discriminação.
Fonte:Exame
segunda-feira, 28 de março de 2016
Homossexual agredido é condenado à prisão no Marrocos
Um dos dois homossexuais marroquinos agredidos e exibidos despidos e ensanguentados por seus agressores foi condenado por um tribunal de Beni Melal (centro do Marrocos) a dois meses de prisão pelo artigo 489, que castiga o homossexualismo.
Segundo explicou nesta segunda-feira à Agência Efe o representante em Beni Melal da Associação Marroquina de Direitos Humanos, a agressão aconteceu em 9 de março e o julgamento no dia 15, mas não foi divulgado até o fim de semana passado, quando um vídeo nas redes sociais mostrava como dois jovens são tirados da cama, agredidos e obrigados a sair despidos na rua enquanto são insultados.
Um dos dois jovens cuidava de um pequeno comércio em Beni Melal, que tinha anexo um quarto. Um dia, quando ambos se encontravam na cama, um grupo de vizinhos forçaram a porta, invadiram o quarto e começaram a agredi-los até fazê-los sangrar, antes de jogá-los despidos na rua.
A agressão ficou então impune e só um dos jovens homossexuais foi detido pela polícia, apresentado perante o juiz e condenado a dois meses de prisão e uma multa de 500 dirhams (cerca de 45 euros), enquanto o outro conseguiu fugir.
A partir de sexta-feira o vídeo começou a circular nas redes sociais e o segundo homossexual se apresentou voluntariamente perante a polícia, que o deteve enquanto o juiz conclui a investigação.
Mas o escândalo gerado pelo vídeo fez com que a polícia também investigue os agressores até chegar a um deles, um jovem já fichado pela polícia por um crime anterior que será agora julgado pela agressão.
No Marrocos, o homossexualismo é expressamente castigado com até três anos de prisão pelo Código Penal em seu artigo 489, que persegue a "comissão de atos contra natura com indivíduos do mesmo sexo".
O homossexualismo também sofre uma grande reprovação social. No verão, um jovem travesti vestido com roupa feminina foi identificado por um grupo de jovens na cidade de Fez, tirado de um táxi e agredido e pisoteado até que conseguiu se safar e fugir.
Naquela ocasião, o Ministério da Justiça advertiu que ninguém devia fazer justiça com as próprias mãos e "sobrepor a justiça ou as forças da ordem".
Fonte: Exame
Ações federais podem conter violência contra jovens negros
A ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, pediu hoje (28) que os três poderes nos estados, Distrito Federal e municípios trabalhem juntos com a esfera federal para que o país supere os altos índices de violência contra os jovens negros.
“Precisamos reduzir a taxa de homicídio no Brasil, principalmente dos jovens negros, que são os que mais sofrem. Não bastam ações do governo federal, precisamos de uma ação federativa e articulada, precisamos de articulação entre os estados e municípios e o Distrito Federal, precisamos de articulação entre Judiciário, Legislativo e Executivo para encontrarmos caminhos e alternativas para essa situação”, disse Nilma.
Dados do Mapa da Violência, divulgado em 2015, apontam que os homicídios representam 46% das causas de morte de adolescentes entre 16 e 17 anos.
O estudo mostra que 93% das vítimas são homens, com destaque para os perfis de escolaridade e cor.
Homens negros morrem três vezes mais que homens brancos, e as vítimas com baixa escolaridade também são maioria.
A ministra participou hoje (28) de sessão solene na Câmara dos Deputados para lembrar o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, celebrado no último dia 21 de março.
Ela fez um balanço sobre as políticas e ações desenvolvidas pelo governo federal nos últimos anos para promover a igualdade entre os jovens, brancos e negros, como o Plano Juventude Viva, a Lei de Cotas e o Programa Universidade para Todos.
Nilma Lino destacou a iniciativa ID Jovem, que será lançado no próximo dia 31 de março. Segundo ela, a identidade jovem será um documento que comprova a condição de jovem de baixa renda para acesso ao benefício da meia entrada e, também, da reserva de vagas no transporte interestadual para jovens de baixa renda.
“É uma forma de possibilitar à juventude brasileira e de baixa renda, principalmente jovens negros e negras, a ter mais acesso a atividades culturais e esportivas e ao direito de ir e vir”, disse.
A identidade será destinada a jovens de 15 a 29 anos, com a famílias inscritas no Cadastro Único e renda mensa de até dois salários mínimos.
Segundo a ministra, a Secretaria Nacional da Juventude também deverá, em breve, ser integrada ao Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, para fortalecer as ações voltadas à juventude.
A sessão solene de hoje foi convocada e presidida pelo deputado Vicentinho (PT-SP), que ressaltou a importância de colocar em pauta na Casa projetos de interesse da população jovem e negra.
“Decidimos abordar nessa sessão a questão da defesa da nossa juventude, vítima da violência e do preconceito, em cada periferia vítima da maldita droga, da violência policial e da discriminação. Uma sociedade justa nós só teremos quando jovens brancos e negros forem tratados com as mesma condições e os mesmos direitos”, disse o deputado.
O dia 21 de março foi instituído pela Organização das Nações Unidas como é o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, em 1966, em memória à tragédia que ficou conhecida como Massacre de Shaperville, em 1960, na cidade de Joanesburgo, na África do Sul.
Na ocasião, 20 mil negros protestavam pacificamente contra a Lei do Passe - que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles poderiam transitar na cidade - quando se depararam com tropas do exército, que abriram fogo sobre a multidão, matando 69 pessoas e ferindo outras 186.
Fonte: Exame
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Rio condena 13 policiais por tortura e morte de Amarildo
A 35ª Vara Criminal do Rio de Janeiro condenou 13 dos 25 policiais militares acusados da tortura e morte do pedreiro Amarildo de Souza, em 2013, na Rocinha, na zona sul da cidade.
Entre eles está o ex-comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha major Edson Santos, condenado a 13 anos e sete meses de prisão pelos crimes de tortura e ocultação de cadáver.
Outro condenado é o tenente Luiz Felipe Medeiros, subcomandante da UPP na época do desaparecimento de Amarildo, que recebeu a pena de dez anos e sete meses de prisão pelos crimes de tortura, ocultação de cadáver e fraude processual (por ter tentado prejudicar a investigação do crime).
A segunda maior pena recaiu sobre o soldado Douglas Roberto Vital Machado: 11 anos e seis meses, pelos crimes de tortura e ocultação de cadáver.
A Justiça também condenou, pelos mesmos crimes, a dez anos e quatro meses de reclusão, os soldados Marlon Campos Reis, Jorge Luiz Gonçalves Coelho, Jairo da Conceição Ribas, Anderson César Soares Maia, Wellington Tavares da Silva, Fábio Brasil da Rocha da Graça e Felipe Maia Queiroz Moura.
As policiais Rachel de Souza Peixoto e Thaís Rodrigues Gusmão receberam pena de nove anos e quatro meses cada uma.
O décimo terceiro réu, o soldado Victor Vinicius Pereira da Silva, teve a punição extinta por ter morrido no ano passado.
Os 12 condenados também vão perder a função pública.
Investigação
O caso aconteceu em julho de 2013, quando o então comandante da UPP, major Edson Santos, determinou que os policiais de sua unidade localizassem suspeitos de ligação com a venda de drogas na comunidade e levassem essas pessoas à sede da UPP, para interrogá-las.
Durante a ação, os policiais receberam a informação de que Amarildo de Souza "estaria com as chaves do paiol do tráfico".
O pedreiro então foi detido e levado para a base da UPP. Ali, segundo a Justiça, sob as ordens dos dois oficiais da UPP, Amarildo foi torturado e morto por um grupo de policiais, enquanto outros faziam a vigilância do entorno da base. Depois da morte, os policiais ocultaram o corpo.
O advogado João Tancredo, que auxilia a família de Amarildo, disse que a condenação é um reconhecimento da morte do pedreiro pelo Estado.
“O sentimento [da família] é que não importa o tempo de pena. O que importa é que o Estado reconheceu que foram os policiais que sequestraram e assassinaram Amarildo”, disse. O corpo do pedreiro nunca foi localizado.
Fonte: Exame
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Jihadismo trouxe maior onda de violência à África em décadas
Queixas.com.br
A África Subsaariana vive há alguns anos a maior onda de conflitos armados desde a descolonização, nas décadas de 60 e 70, devido à crescente ameaça de grupos terroristas e fundamentalistas, advertiu a ONG Human Rights Watch (HRW) nesta quarta-feira.
O diretor da HRW para a África, Daniel Bekele, falou em entrevista coletiva sobre esta e outras tendências alarmantes na região, onde o Burundi ostenta os maiores abusos aos direitos humanos registrados em 2015, ano no qual as liberdades políticas retrocederam de forma generalizada no continente.
"Nos últimos anos, vimos um aumento de grupos fundamentalistas e ataques terroristas, de conflitos armados alimentados por tensões étnicas e sectárias e disputas políticas", explicou Bekele.
A ameaça jihadista do Boko Haram na Nigéria, Al Shabab na Somália e Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) inverteram a curva descendente da violência, percebida após as guerras que seguiram depois dos movimentos de independentização.
Hoje, os ataques de grupos extremistas são "uma tendência emergente", advertiu Bekele, igualmente preocupado pela resposta dadas pelas forças de segurança a estas ameaças, que contribuem para "perpetuar o ciclo de violência" com seus abusos.
Esta crescente insegurança fermentou o aumento da repressão política, que se traduziu em uma restrição das liberdades de expressão, associação e outros direitos eleitorais.
O destaque do relatório foi o Burundi, que vive "a deterioração mais dramática" da região após a decisão de seu presidente, Pierre Nkurrunziza, de se candidatar a um terceiro mandato, descumprindo a Constituição.
A crescente oposição às aspirações do reeleito Nkurunziza foi violentamente reprimida pelas forças de segurança, que cometeu assassinatos e detenções ilegais, em um ciclo de violência que fez 230 mil pessoas deixarem o país só no ano passado.
Outros regimes autoritários, como Etiópia, Uganda e Ruanda aumentaram a repressão sobre ativistas e sobre liberdades eleitorais básicas para defender as aspirações de seus líderes.
No Quênia, a organização denunciou a repressão à comunidade somali, e especialmente sobre os refugiados no acampamento de Dadaab, perto da fronteira com a Somália, e que é administrado pela Acnur.
Os países da África meridional também sofreram um retrocesso em suas liberdades políticas em 2015, devido a novas leis repressivas e à crescente contundência policial contra os dissidentes.
"No último ano vimos como políticos da oposição, jornalistas e ativistas sofreram mais ameaças, começando por Angola", declarou o investigador para o sul da África, Dewa Mavhinga, em Johanesburgo.
A África do Sul é outro dos países destacados no relatório pela falta de resposta do governo à onda de violência xenófoba que em março e abril de 2015 provocou a fuga do país de milhares de imigrantes africanos e a morte de sete pessoas.
Na raiz destes "abusos generalizados", Bekele identificou fatores que explicam os principais problemas da África: a pobreza, o desemprego e o crescimento exponencial da população, governantes ruins e instituições fracas.
"Isto demonstra a complexidade e a enormidade do problema das violações de direitos humanos, mas não significa que seja um desafio contra o qual a África não possa lutar", sentenciou Bekele.
Fonte: Exame
Governo anuncia queda dos 11 índices de criminalidade em SP
Queixas.com.br
Pela primeira vez desde 2001, todos os 11 índices de criminalidade registrados pelo governo foram reduzidos no Estado de São Paulo.
A queda mais expressiva foi o número de homicídios. Em 2015 aconteceram 3.757 mortes violentas ante 4.293 em 2014, uma queda de 12,49%.
Esta foi a primeira vez que o número de homicídios no ano ficou abaixo de 4 mil. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 26, pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) e pelo secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes.
Na capital paulista também houve queda: em 2015 foram registrados 991 homicídios ante 1.131 em 2014, uma queda de 12,38%. Pela primeira vez, São Paulo fechou o ano com menos de mil homicídios.
Com isso, a taxa de mortes violentas na capital passou de 10,1 casos por 100 mil habitantes, em 2014, para 8,73, no ano passado. Segundo Moraes, a taxa nacional é de 30 por 100 mil.
"A causa da queda dos 11 indicadores de índices criminais foi a integração das polícias e investimentos na área de inteligência e tecnologia", afirmou o secretário de Segurança Pública.
Latrocínios
O número de latrocínios (roubo seguido de morte) também caiu. No Estado, foram 345 casos em 2015 ante 374 em 2014, uma queda de 7,75%.
Na capital, aconteceram 147 casos em 2014 ante 118 em 2015 - uma queda ainda maior, de 19,73%.
Segundo Alckmin, o bom resultado foi obtido após a entrada em vigor da lei de combate ao desmanche no Estado.
"Foi o primeiro ano da lei. Se você combate o desmanche, cai o número de roubos e consequentemente também caem os latrocínios."
Fonte: Exame
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