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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Pesquisa mostra que é melhor comer doces de manhã

Pesquisa aponta que é melhor comer doces de manhã. EPA/Jacek Turczyk

Cientistas da Espanha e dos EUA identificaram pela primeira vez a existência de um "relógio" celular nos tecidos adiposos que afeta diretamente a tolerância à glicose e reforça a tese de que não se deve comer doces no período da noite, quando o corpo tem mínima sensibilidade à insulina.

Esta pesquisa, que acaba de ser publicada na revista "FASEB" (da Sociedade Americana de Biologia Experimental), foi dirigida pela catedrática de Fisiologia da Universidade de Múrcia (sudeste da Espanha) e professora visitante em Harvard (EUA) Marta Garaulet, e pelo diretor da divisão de Medicina do Sonho dessa universidade americana, Frank Scheer.

Segundo constatou o estudo, o "relógio" achado no tecido funciona, além disso, muito melhor nas pessoas que se deitam cedo e dormem mais horas do que naquelas com déficit de sono ou horários irregulares.

"Este relógio celular pode contribuir ao ritmo diário da tolerância à glicose", disse à Agência Efe Marta Garaulet, membro da Sociedade Espanhola de Nutrição e que recebeu nesta semana o prêmio nacional do Real Academia de Gastronomia de personalidade mais destacada do ano.

"Nosso estudo demonstra que o tecido adiposo subcutâneo tem um relógio interno que é capaz de regular a sensibilidade à insulina inclusive estando in vitro, fora do corpo", informou, por sua parte, o pesquisador americano, que acrescentou que esse ritmo "se adapta muito bem ao observado nos seres humanos em geral quando examinamos como se comportam perante uma comida ou uma carga de açúcar".

Para realizar esta pesquisa, diferentes equipes de cientistas das quatro universidades trabalharam durante todo um ano na análise e observação de amostras de gordura subcutânea e gordura visceral extraídas de 18 pessoas de perfis muito diferentes que se submeteram a cirurgia de "by-pass" gástrico no Hospital Virgen de la Arrixaca de Múrcia.

Com essas amostras, a pesquisadora María Paz Carrasco, também da universidade murciana, e membros de seu grupo criaram mais de mil explantes ou cultivos de tecido adiposo que serviram para identificar as mudanças que ocorriam no funcionamento do hormônio da insulina em função da hora analisada.

Garaulet, uma das impulsoras da cronobiologia e sua relação com a obesidade na Espanha, ressaltou que este trabalho explica por que os açúcares são pior tolerados no período da noite, o que "pode nos levar a picos de insulina que com o tempo nos farão engordar" porque "favorecem a entrada de gordura ao tecido adiposo".

Segundo a catedrática, comer doces a noite pode aumentar o risco de sofrer de diabetes e obesidade, embora esse problema poderia esgotar-se com um número suficiente de horas de sono por dia (pelo menos sete em adultos) e dormindo cedo porque são dois fatores que "ajudam a melhorar o funcionamento do tecido adiposo"

Por outra lado, a pesquisadora espanhola ressaltou à Agência Efe a importância da colaboração interdisciplinar.

Fonte: EFE

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Governo aumenta imposto sobre chocolate, cigarro e sorvete

Mulher acende cigarro
A partir de 1º de maio de 2016, chocolates, sorvetes e fumo picado ou de rolo passam a recolher o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) com um percentual sobre o preço de venda e não mais em centavos por unidade de medida.

As alterações na cobrança do IPI devem elevar a arrecadação em R$ 641,69 milhões para o ano de 2016; R$ 1,06 bilhão para o ano de 2017 e R$ 1 bilhão para o ano de 2018.

Os chocolates e sorvetes estarão sujeitos a uma alíquota de 5% e o fumo solto ou de rolo, a uma alíquota de 30%.

Até então, os chocolates estavam sujeitos a uma tributação de R$ 0,09 (chocolate branco) e R$ 0,12 (demais chocolates) por quilo.

Os sorvetes de dois litros sujeitavam-se a um imposto de R$ 0,10 por embalagem. O fumo picado, por sua vez, estava onerado em R$ 0,50 por quilo.

As mudanças valem a partir de 1º de maio de 2016 e estão no Decreto nº 8.656, publicado em edição extra do Diário Oficial da União, no dia 29 de janeiro.

De acordo com a Receita Federal, a nova sistemática de cobrança sobre o percentual da venda, além de ser mais transparente e justa, pois depende do preço efetivamente praticado, põe fim à necessidade de se editar decretos sempre que fosse necessário corrigir o imposto, tendo em vista que, com o aumento do preço, o IPI passa a ser automaticamente corrigido.

Cigarros

Outra mudança que traz o decreto tem o objetivo de aumentar, de forma escalonada, as alíquotas do IPI incidentes sobre os cigarros, bem como alterar o preço mínimo desse produto para venda no varejo, e se dará em duas etapas.

A primeira em 1º de maio de 2016, quando a parcela fixa que é cobrada na venda dos cigarros será elevada em R$ 0,10 e a parcela variável em 5,5%.

A segunda etapa será em 1º de dezembro de 2016. Nessa data haverá novo reajuste de R$ 0,10 da parcela fixa e mais um aumento da variável em 5,5%.

“Espera-se que em dezembro de 2016 os cigarros estejam com uma alíquota fixa de R$ 1,50 por vintena (alta total de R$ 0,20) e uma alíquota variável de 10% [alta total de 11%] sobre o preço a varejo da vintena [resultado da aplicação da alíquota de 66,7% sobre 15% do preço de venda a varejo]”, informou a Receita Federal.

Além disso, a Receita informou que em 1º de maio haverá alteração no valor mínimo para venda a varejo dos cigarros. O atual valor mínimo de R$ 4,50, que não era reajustado desde 1º de janeiro de 2015, vai subir para R$ 5.

Segundo o Fisco, o objetivo da medida é coibir a evasão tributária que ocorre no setor pela prática predatória de preços que estimulam a concorrência desleal.

Cães e Gatos

Outra alteração tem o objetivo de esclarecer a classificação de rações para cães e gatos. Com a mudança, a partir de 1º de maio de 2016, fica definido que, quando a ração for destinada à alimentação de cães e gatos, a alíquota do IPI aplicável é 10%.

Antes havia dúvidas, principalmente no âmbito judicial, de qual seria a alíquota do IPI incidente sobre essas rações, se 10% ou zero.

Fonte: Exame

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Alzheimer pode ser tratado com composto encontrado no vinho

Vinho e chocolate
Pesquisadores da Universidade de Georgetown, nos EUA, descobriram que o resveratrol, um composto encontrado no chocolate amargo e no vinho, pode interromper o avanço do mal de Alzheimer.

O estudo analisou 119 participantes dividos em dois grupos. O primeiro recebeu doses da substância em seu estado puro e o segundo tomou placebo. Todas as pessoas que fizeram parte da pesquisa têm graus leves ou moderados de demência devido ao Alzheimer.

Cientistas acreditam que a diminuição na quantidade de proteínas amiloides pode ser uma das causas principais do desenvolvimento do Alzheimer. Geralmente, quando os níveis de amiloide-beta 40 diminuem, a doença se agrava.

Após um ano tomando o resveratrol, o primeiro grupo mostrou pouca ou nenhuma mudança nos níveis de amiloide-beta 40. Já o segundo grupo, mostrou uma diminuição no composto.

Assim, o fato de eles não mudarem após o uso do reveratrol indica que os cientistas podem ter encontrado uma forma de frear o Alzheimer.

Embora os resultados sejam promissores, os pesquisadores não acreditam que o estudo seja conclusivo e preferem não chamar o resveratrol de droga milagrosa.

“Não podemos concluir a partir deste estudo que os efeitos do tratamento com resveratrol são definitivos”, afirmou R. Scott Turner, diretor do programa de desordens memoriais da Universidade de Georgetown, em um comunicado.

Difícil reprodução

Mesmo que a substância seja útil para o tratamento, o usuário comum não é capaz de replicar os efeitos da droga. Seria preciso beber mil garrafas de vinho por dia para chegar à quantidade de dois gramas utilizada pelos cientistas.

O exame de ressonância magnética também revelou um resultado inesperado. As pessoas tratadas com o resveratrol perderam mais volume cerebral.

Segundo os cientistas, isto pode significar que o composto também pode reduzir o inchaço do cérebro dos pacientes. "Não temos certeza de como interpretar este achado”, diz Turner.

A droga ainda não está disponível comercialmente. Contudo, outras formas puras da substância podem ser encontradas em farmácias.

Fonte: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/alzheimer-pode-ser-tratado-com-composto-encontrado-no-vinho